Prefeitura de Caxias firmou contrato milionário com mais uma empresa denunciada ao Ministério Público

● Elizeu Pires

Declarada vencedora de um processo licitatório para o fornecimento de mão de obra à rede municipal de Saúde de Duque de Caxias, a Hygea Gestão & Saúde ganhou um contrato de R$ 195,6 milhões, assinado no dia 1º de fevereiro. A empresa, que já vinha atuando no município através de participação no Consórcio Prohealth, é velha conhecida no estados de São Paulo e Paraná, onde responde a dezenas de ações trabalhistas. A Hygea também foi denunciada ao Ministério Público paranaense pela vereadora Joce Canto, do município de Ponta Grossa, por supostas irregularidades em licitações.

Empresas com capital social abaixo do mínimo exigido nos editais ganharam contratos de mais R$ 350 milhões na Saúde de Caxias

● Elizeu Pires

De acordo com seu registro junto ao Cadastro Nacional de Pessoal Jurídica (CNPJ), a Hygea Gestão e Saúde tem um capital social de R$ 4,5 milhões, mas venceu um processo licitatório na Secretaria de Saúde de Duque de Caxias, cujo edital exigia dos concorrentes capital de, no mínimo, 10% do valor estimado para a contratação, que foi estimado em R$ 201 milhões. A exigência está no edital do Pregão Eletrônico 083-22, concluído no dia 28 de dezembro do ano passado, que, segundo gente que entende do assunto, não teria sido cumprido à risca.

Para advogado, governador do Rio quebra preceitos fundamentais ao nomear inelegíveis em cargos de secretário

● Elizeu Pires

O governador Claudio Castro vem ignorando casos de inelegibilidade Ao nomear para cargos no primeiro escalão agentes político em situação de inelegibilidade por terem sido condenados por órgão colegiado – caso do secretário de Transportes Washington Reis e do secretário extraordinário de Representação do Governo do Rio em Brasília, André Moura –, o governador do Rio, Claudio Castro, está incorrendo na prática de descumprimento de preceitos fundamentais, o que, em tese. pode resultar na quebra do juramento prestado perante a Assembleia Legislativo quando de sua posse.

Prefeitura de Caxias já gastou mais de R$ 40 milhões em propaganda e trabalhadores continuam reclamando de pagamento atrasado

● Elizeu Pires

No cargo desde abril de 2022, o prefeito Wilson Reis tem sido muito criticado por servidores e funcionários temporários O mês de janeiro já se foi, entrou fevereiro e alguns funcionários da Prefeitura de Duque de Caxias - de efetivos a terceirizados e contratados temporariamente - continuam reclamando de atraso nos salários e da inexistência de uma data certa para receberem.

Prefeitura de Caxias não mostra contratos referentes a 2020 e 2021 de empresa citada em investigação do MPF, mas ela aparece como tendo recebido cerca de R$ 212 milhões no período

● Elizeu Pires

A listagem aponta R$ 12,4 milhões em dezembro de 2021 Sucessora da Atrio-Rio Service Tecnologia e Serviço, operando, inclusive com o mesmo CNPJ, a Gaia Service Tech aparece no sistema que registra as despesas empenhadas e liquidadas pela Prefeitura de Duque de Caxias como tendo recebido cerca de R$ 212 milhões dos cofres da municipalidade nos exercícios de 2020 e dezembro de 2021. Só que o mesmo sistema - que também arquiva os contratos firmados com fornecedores e prestadores de serviços - não mostra nenhum contrato em nome da empresa referente a esses dois anos. A falta de informação impede o controle social garantido a todos os cidadãos por força de lei, mas a Prefeitura não responde nenhum questionamento sobre isso.

Trabalhadores contratados do Hospital de Saracuruna reclamam de salário atrasado e de falta de previsão do pagamento

● Elizeu Pires

Além das empresas e cooperativas de mão de obra, a Prefeitura de Duque de Caxias também conta com colaboradores contratados, os chamados RPAs, pelo fato de serem pagos através do Recibo de Pagamento Autônomo. Esses trabalhadores não estão nada satisfeitos com a gestão do prefeito Wilson Reis, mais conhecido no município como Tio Wilson, que assumiu o governo com a saída do sobrinho, Washington Reis.

Esforço do governador para manter Washington Reis no cargo levanta suspeitas entre os aliados mais atentos

● Elizeu Pires

Alguns aliados entendem que Reis deveria poupar o governador do desgaste O que o ex-prefeito de Duque de Caxias tem de tão importante para merecer todo esse esforço que está sendo feito para mantê-lo no governo? É isso que alguns aliados que não conseguem entender a insistência do governador fluminense, Claudio Castro, em manter Washington Reis no comando da Secretaria de Transportes, embora se comente, desde a semana passada, que a portaria que exonera o político – com direito a um "a pedido" – já estaria pronta. Também se pergunta se Reis teria algum "trunfo" escondido na manga, pois vem ganhando todas a jogadas até agora, como se estivesse no controle da mesa.