Caxias abre licitação para terceirizar serviços com preço da hora trabalhada alto o suficiente para quitar um dia em certas funções

● Elizeu Pires

Quem trabalha atualmente como auxiliar administrativo ganha, em média, um salário de R$ 1.782,00, o equivalente a R$ 59,40 por dia. Este é um dos 26 itens da planilha orçamentária que integra o edital de uma licitação para terceirização de mão de obra marcada pela Prefeitura de Duque de Caxias para a próxima terça-feira (14), com o valor global de quase R$ 90 milhões. Pelo que está no documento, a contratação será feita por hora trabalhada, e no caso específico do auxiliar administrativo, considerando o valor máximo estimado por cada 60 minutos de prestação de serviços, um dia com oito horas trabalhada seria suficiente para pagar uma semana de um profissional da área contratado sem intermediário.

Contrato do transporte escolar de Itatiaia supera em muito, na proporção, o firmado em Caxias, que tem cerca de 108 mil alunos a mais

● Elizeu Pires

O contrato de Duque de Caxias é de R$ 21.222.547,36, o que dá R$ 189,48 por aluno, enquanto o de Itatiaia, com R$ 13.394.163,57 no total, representa uma média de R$ 2.911,77 por estudante. Em 2021, quando o IBGE registrava 110.340 alunos matriculados na rede de ensino de Duque de Caxias, a Prefeitura daquele município renovou o contrato para o transporte escolar pela soma de R$ 21.222.547,36, mantendo a locação de 106 veículos, entre eles os dois caminhões e as duas picapes que atendem ao almoxarifado.

Secretaria de Habitação determina reserva de vagas para mulheres nas obras contratadas pelo governo estadual

A engenheira Isis Sousa da Silva supervisiona um dos maiores empreendimentos habitacionais  na Baixada Fluminense - Foto: Divulgação Entre projetos, esquadros e trenas, a engenheira civil Isis Sousa da Silva, de 24 anos, é a única mulher na supervisão de um dos maiores empreendimentos habitacionais do governo do estado do Rio de Janeiro na Baixada Fluminense. Mas, em breve, ela pode ter a companhia de mais profissionais do sexo feminino no canteiro de obras. Para marcar o Dia Internacional da Mulher, o secretário de Habitação de Interesse Social, Bruno Dauaire, publicou uma resolução para que pelo menos 5% das vagas nos serviços de engenharia nos contratos da pasta sejam destinadas a mulheres. "É essencial combater a desigualdade que existe há séculos no mercado de trabalho, inserindo mulheres capacitadas também na construção civil, pois assim somamos qualidade técnica e competência ao nosso quadro de funcionários. Além disso, muitas delas são chefes de família e contribuem diretamente para o sustento de seus lares. Faremos tudo que estiver ao nosso alcance para ajudá-las a ter seus direitos garantidos", afirma o secretário. Uma das poucas num ambiente predominantemente masculino, a técnica em Segurança do Trabalho Dyane Nascimento, de 22 anos, comemora a resolução, e torce para que mais espaços sejam ocupados por mulheres de forma espontânea. "É muito interessante essa ação dos 5%, porque medidas assim acabam por moldar os hábitos de uma sociedade, cria uma cultura. Espero que, com o tempo, a iniciativa que hoje é uma obrigação das empresas se torne um hábito espontâneo", opina Dyane. Além de preconceitos e estereótipos –  Dyane atua nas obras de reforma e requalificação do Conjunto Habitacional Parque Valdariosa, em Queimados, onde supervisiona 65 trabalhadores. Moradora do Centro da cidade onde trabalha, ela conta que precisou superar muitos obstáculos para continuar na carreira que escolheu. "Encontrei bastante preconceito pelo caminho, não só por ser mulher, mas também pela pouca idade. Já cheguei a liderar funcionários que tinham a idade do meu pai, em equipes de 300 pessoas. Infelizmente, muitos homens têm dificuldade de lidar com isso. Mas não tem jeito, é preciso se posicionar, ter um psicológico forte para enfrentar críticas e, com o tempo, criamos resistência", relembra. Pós-graduanda em gestão de obras civis, Isis Sousa é a responsável pela supervisão da construção do empreendimento que vai erguer 423 moradias na Favela do Lixão, em Duque de Caxias. Entrou na área superando o estereótipo de que "não deveria estar em um ambiente cheio de homens". "Felizmente, nunca aconteceu de um funcionário me desrespeitar, mas sei que nesse meio é necessário saber se impor, tratar todos bem sem perder a postura de chefe e líder. Nós, mulheres, temos muita capacidade para exercer a função de engenheira, pois somos fortes, inteligentes, organizadas e responsáveis", pontua a engenheira, que nasceu e cresceu em Realengo. Isis aproveita ainda para deixar um recado para as futuras colegas que serão selecionadas: "não vai ser fácil a caminhada, então é preciso se dedicar ao máximo com cursos, pós-graduações e afins. O mercado mudou muito ao nosso favor, então não desistam dos seus sonhos, porque aos poucos conseguimos nosso lugar, tornando nossa presença natural e sendo notadas pelo nosso trabalho", conclui a engenheira civil.

Patrocinadora do Carnaval, Águas do Rio faz sorteio e presenteia líderes comunitários da Baixada com ingressos para a folia

Cristiane Vilela Pinto vai realizar o sonho de estar na Sapucaí - Foto: Divulgação/Águas do Rio “Quem não gosta de samba, bom sujeito não é”, já dizia a composição de Dorival Caymmi. No carnaval da sustentabilidade e do respeito, a Águas do Rio realizou um sorteio entre os líderes comunitários da Baixada Fluminense, que ganharam convites para curtir o maior espetáculo do planeta. Os ganhadores receberam também copos sustentáveis para que os foliões se hidratem cuidando do meio ambiente.

Cecília da Silva de Jesus, líder comunitária de Queimados ficou super empolgada com o presente e já está com a fantasia preparada para o desfile de domingo. “Quando soube que fui sorteada nem acreditei, neste carnaval ninguém me segura. Agradeço ao Afluentes de Queimados, minha cidade querida e a Águas do Rio pela bela surpresa. Vamos curtir a festa com muito amor no coração”, contou entusiasmada.

Covardia em Caxias: Central de boatos é acionada para desestabilizar o prefeito e levá-lo à renúncia, gritam por lá

● Elizeu Pires

Caxias arrecadou R$ 3,8 bilhões em 2022, mas Wilson Reis já pegou o orçamento quase todo comprometido Há anos funcionando como extensão do Poder Executivo, com seus integrantes batendo cabeça para o então prefeito Washington Reis –  como faz até hoje o presidente da Casa, Celso do Alba –, a Câmara de Vereadores de Duque de Caxias tem soltado alguns estalinhos como se fossem rojões para "denunciar" supostas irregularidades em licitações para contração de empresas que terceirizam mão de obra na gestão de Wilson Reis, coisa ignorada solenemente quando quem assinava era Washington.