De “emergência” em “emergência” o serviço de coleta de lixo vai ficando cada vez mais caro em Duque de Caxias

Quanto custa ao contribuinte de Duque de Caxias cada tonelada de lixo recolhida, qual o volume coletado por dia e como é feita a medição do serviço para saber se quantidade declarada na hora de emitir a fatura está correta?  Perguntas como essas ficam sem resposta na gestão do prefeito Washington Reis (foto), que, em janeiro do ano passado, optou por contratar a coleta sem licitação, com base em uma "emergência" que vem se prorrogando deste então. Em 2017 Reis contratou a Estevão Construtora inicialmente por R$ 24.8 milhões por seis meses, renovou pelo mesmo período por R$ 27,8 milhões e depois elevou o valor para R$ 28 milhões, o que ocorreu em janeiro deste ano. Como transparência não parece ser palavra conhecida pelo prefeito duque-caxiense, não dá para saber quanto o serviço está custando neste segundo semestre.

Em maio do ano passado a Prefeitura chegou a anunciar uma concorrência pública tendo como objeto a prestação do serviço de coleta de lixo. Os envelopes seriam abertos no dia 6 de julho, mas devido a uma série de erros no edital – inclusive indícios de superfaturamento – o Tribunal de Contas do Estado determinou a suspensão do certame e a administração usou isso como base para renovar o contrato por mais seis meses, com a alegada emergência sendo esticada.

Não é só pelo preço do óleo diesel

Líder dos caminhoneiros no Rio diz que há estranhos no meio. "Nem caminhão eles tem", afirmou

Ontem, depois de reunir-se com o governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, o líder do movimento dos caminhoneiros no estado afirmou que a categoria já havia conseguido o que queria e que se dava por satisfeita com a redução do ICMS sobre o diesel, de 16% para 12% e a mudança do recolhimento do imposto, o que desonerará as transportadoras. Mas Francisco Silva foi além: deixou claro que há infiltrados, gente de fora com pauta política, que nem caminhão tem. Embora os sindicatos já tenham declarado o fim da greve, os bloqueios continuam em todo o pais, inclusive com obstrução das saídas das refinarias de petróleo, situação que as forças de segurança não estão conseguindo resolver na base da conversa.

Postos do Rio receberão combustível ainda neste domingo

O abastecimento de gasolina e álcool para a rede de postos do Rio de Janeiro começará a ser feito ainda na noite deste domingo (27) e na madrugada desta segunda-feira (28). Serão escolhidos alguns postos para centralizar a entrega de combustível, que ocorrerá por comboios de caminhões-tanque escoltados pelas forças de segurança. "Já estão saindo carretas com combustível. Estamos negociando quais carretas vão sair. Porque não pode sair tudo para um lugar só. Isto tem de ser planejado. Depende agora das empresas poderem colocar [combustível]. Não tenho como adiantar quantas", afirmou o general Braga Neto (foto).

Há pouco Braga Neto participou de uma entrevista coletiva ao lado do governador Luiz Fernando Pezão, no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC). "Estamos com a central de escoltas funcionando aqui no CICC. Até o momento, atendemos a 160 escoltas e outras vão sair hoje, no período da noite. Voltadas principalmente para as necessidades dos órgãos de segurança, da saúde, para o [recolhimento do] lixo e para os meios de transportes. Temos condições de fornecer escolta às distribuidoras que se dispuserem a procurar o gabinete de crise", disse Braga Netto.

Flores recolhe sua frota por falta de óleo diesel

A maior empresa de ônibus da Baixada transporta mais de seis milhões de passageiros por mês

Os usuários da Flores, maior empresa de ônibus da Baixada Fluminense, ficarão a pé nesta segunda-feira. A direção da empresa – que atende os atende moradores de São João de Meriti, Duque de Caxias, Nova Iguaçu, Nilópolis, Seropédica, Paracambi, Itaguaí  e Queimados – confirmou que, por falta de combustível, nenhum do seus 498 ônibus estará circulando. O problema afeta ainda os municípios de Magé e Guapimirim, onde operam as empresas Reginas, Trel e Iluminada, que deverão por em circulação um número bem reduzido, a exemplo do que já vem ocorrendo desde a última quinta-feira.

Meriti: hospital de caridade vai entrar em obras

Sem condições de funcionar instituição filantrópica está sob intervenção da Prefeitura

Com o atendimento interrompido temporariamente, a Associação de Caridade Hospital São João de Meriti, mais conhecida como Hospital do Morrinho, vai entrar em obras dentro de 15 dias. A unidade será reformada e reaparelhada para melhorar e ampliar o atendimento. Foi o que afirmou nesta quarta-feira (9) o prefeito João Ferreira Neto, o Dr. João. "Até o final do ano nós vamos entregar o hospital municipalizado e com maternidade de primeiro mundo. O projeto está pronto, aprovado pela Caixa Econômica e pelo Ministério da Saúde. Após a reforma, o hospital vai funcionar com cirurgias de pequena e média complexidade, além da maternidade", concluiu o prefeito.

Aditivos enchem os cofres do grupo Locanty em Mangaratiba

Faturamento é garantido por renovações de contrato sem licitação. Com quatro nomes diferentes o grupo já recebeu cerca de R$ 210 milhões da Prefeitura

Os contratos públicos, de acordo com a legislação, devem ser colocados à disposição do contribuinte nos portais de transparência dos órgãos contratantes, mas, ao que parece, o prefeito de Mangaratiba, Aarão Brito (foto) está se lixando para isso, pois não revela, por exemplo, o milionário contrato da coleta de lixo firmado em 2012 com uma empresa sucessora da Locanty Serviços – que começou a operar na cidade através da Limpacol – a Própria Ambiental, agora atuando com outro nome, Rio Zin Ambiental, por ele renovado através de termo aditivo. De aditivo em aditivo o grupo vai faturando alto, mas a íntegra do contrato 40/2012, firmado a partir do pregão 39/2012, não é revelado. Este ano, por exemplo, esperava-se por um novo processo licitatório, mas não há o menor sinal de que isso irá acontecer. Ao todo, com o mesmo CNPJ, Própria e Rio Zin já receberam mais de R$ 135 milhões dos cofres públicos de Mangaratiba. O faturamento do grupo na cidade soma quase R$ 210 milhões.