Se depender dos caciques do PMDB Nalin não será deputado

José Augusto está sendo preterido pelo comando estadual do PMDB, mesmo os caciques sabendo que estão optando por nome eleitoralmente mais fraco Pois o governador não está pensando em puxar outro parlamentar para o secretariado

Não há nenhum acordo para que o terceiro suplente de deputado federal pelo PMDB, José Augusto Nalin assuma uma vaga na Câmara. Isso só aconteceria por um motivo maior, uma possível renúncia do deputado Simão Sessim (PP), que estaria abalado com o fato de seu nome estar na lista dos investigados na operação que apura o esquema de corrupção na Petrobras, pois o governador Luiz Fernando Pezão não pretende, no momento, chamar mais nenhum parlamentar para o secretariado.

Nalin não vai disputar Prefeitura de Magé

José Augusto optou por ser deputado e aguarda para breve uma vaga em Brasília Empresário aguarda uma vaga na Câmara dos Deputados e abre mão de submeter seu nome na convenção de junho de 2016 que irá oficializar candidatura

Candidato a deputado federal mais votado no município de Magé em 2014, o empresário José Augusto Nalin decidiu que não vai mais submeter o seu nome à convenção do PMDB que, em junho de 2016, escolherá o candidato da legenda à sucessão do prefeito Nestor Vidal. Terceiro suplente do PMDB e quinto da coligação que reuniu ainda as legendas PP, PSC, PSD e PTB, ele está perto de assumir uma cadeira na Câmara dos Deputados e deixou claro que prefere trabalhar por Magé em Brasília a disputar a Prefeitura. Ele entende que o município precisa de uma voz na Câmara e esta, acredita, é a chance de ele cumprir este papel.

Mandatos de dois anos podem desanimar candidatos

Marcelo Castro é o relator da proposta Proposta quer fixar mandato tampão para os prefeitos e vereadores eleitos em 2016 para que em 2018 as eleições serem gerais

O relatório da comissão especial da reforma política só será votado na próxima segunda-feira para depois o projeto e suas emendas passarem pelo crivo do plenário do Congresso, mas uma emenda em particular está preocupando bastante os que pretendem disputar a reeleição no próximo ano. É que o deputado Marcelo Castro (PMDB-PI), relator da comissão que debate a reforma política, afirmou que o texto que prevê o fim da reeleição para o Executivo (prefeito, governador e presidente) e mandatos de cinco anos para todos os eleitos (senadores, deputados federais, estaduais e vereadores) em eleições simultâneas, insere as coincidências dos pleitos e sugere mandato tampão para os que forem eleitos no próximo ano. "O próximo mandato para vereador e prefeituras seria de dois anos, passando depois de 2018 a serem de cinco anos, incluindo senador", disse o deputado.

É do PT o novo prefeito de Natividade

Chico da Saúde deve começar a montar a equipe já nessa segunda-feira Coligação "Natividade Merece Mais” vence com 52,46% dos votos válidos

Com 52,46% dos votos válidos, o candidato da coligação "Natividade Merece Mais", Francisco José Martins Bohrer, o Chico da Saúde (PT), tornou-se o novo prefeito de Natividade, nas eleições suplementares deste domingo. Os mandatos dele e do vice-prefeito eleito Alan José de Souza Santos, o Alan Batata (PPS), vão até 31 de dezembro de 2016. Derrotado por uma diferença 690 votos, o segundo colocado, Severiano Antônio dos Santos Rezende, o Severiano Neném (PRTB), recebeu 3.658 votos. Deixaram de comparecer à eleição 2.835 pessoas, o que corresponde a uma abstenção de 23,68% dos 11.974 eleitores aptos a votar. Brancos e nulos somaram 851 votos. A diplomação da chapa eleita vai ocorrer até o dia 12 de junho, após o julgamento da prestação de contas.

Desdenha, mas quer?

Nestor teve Claudio como companheiro de chapa em duas eleições. Agora o vice estaria querendo ser o cabeça, o que é legítimo e ele tem todo o direito de pleitear, mas isso é no mínimo estranho para quem diz que não é político nem tem interesses políticos Vice-prefeito de Magé diz que está arrependido de ter se envolvido em política, mas estaria trabalhando por fora para ser candidato em 2016

"Não sou político, não tenho interesses políticos, estou arrependido de ter me envolvido nisso e tenho vergonha de receber todos os meses sem trabalhar". Essas palavras são do vice-prefeito de Magé, Claudio Ferreira Rodrigues, o Claudio da Pakera (PMDB) e foram ditas no dia 15 de abril durante um evento promovido pela legenda para discutir uma agenda positiva para o município. Entretanto, o homem que se diz envergonhado de receber subsídios sem trabalhar nunca revelou em público a intenção de renunciar e o Claudio que se diz arrependido de ter entrado para a política é o mesmo que estaria trabalhando por fora do diretório municipal do partido para ser candidato a prefeito em 2016, mesmo que isso custe uma intervenção no PMDB local, que defende a indicação do nome que estiver melhor nas pesquisas.

Nova Iguaçu vai eleger menos oito vereadores em 2016

O corte de oito cadeiras não foi por economia Mas os gastos serão os mesmos, pois a estrutura poderá ser ampliada

Composta nessa legislatura por 29 vereadores, a Câmara Municipal de Nova Iguaçu passará a ter menos oito cadeiras e a decisão nada tem a ver com a crise financeira. É que a Casa tinha antes 21 vereadores, aumentou para 29 em 2016, mas não teve como ampliar o quadro de assessores, pois o volume constitucional de repasse financeiro permaneceu o mesmo. Para poder empregar mais  "e dar melhores condições de trabalho aos eleitos"  foi feita uma alteração da Lei Orgânica do  município, voltando a 21 vereadores a partir de 1º de janeiro de 2017. "Não há nenhuma boa intenção nisso. A alegação é de que o trabalho ficou prejudicado por causa da redução de estrutura. Aumento de estrutura para a Casa significa poder nomear mais assessores e gastar com viagens desnecessárias", disse ao elizeupires.com um membro da Câmara, que, entretanto, votou pela redução.

STF pode dar mandato a Carlos Augusto

Carlos Augusto pode levar dessa vez Supremo Tribunal Federal decide que inelegibilidade com base na Lei da Ficha Limpa só vale para condenados depois de 2010

Uma decisão tomada ontem pelo ministro Luis Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF) em processo semelhante ao do ex-prefeito de Rio das Ostras, Carlos Augusto Balthazar, pode garantir a esse um mandato de deputado estadual, o que fora negado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), por quatro votos a três. De acordo com Barroso, políticos que foram declarados inelegíveis antes da entrada em vigor da Lei da Ficha Limpa podem disputar novas eleições depois de três anos. A decisão do ministro foi tomada no julgamento de um recurso no qual uma coligação pediu que os votos dados em 2014 a um candidato a deputado federal condenado na eleição municipal de 2008 pudessem ser contabilizados, o que de fato ocorreu.

Fantasma do passado ronda Casimiro de Abreu

Dames se articula para o pleito de 2016 Ex-prefeito - com condenação e listado pelo Tribunal de Contas com o mau gestor de recursos públicos - quer voltar a governar a cidade

Apesar de derrotado nas eleições de 2012 e não ter conseguido eleger seu sucessor em 2008, duas vezes prefeito, Paulo Cesar Dames (PMDB) já está se movimentando para disputar a Prefeitura em 2016, embora esteja na lista de maus gestores divulgada pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ), tenha uma condenação na Justiça Federal e responda a outros processos. A condenação se deve a um processo por crime ambiental iniciado em 2002 e a decisão da Justiça saiu em junho do ano passado, quando o TCE-RJ incluído Dames mais uma vez em sua lista.

TRE vai instalar urnas em presídios

O procurador Paulo Roberto Bérenger quer garantir o direito ao voto Sessões especiais vão garantir a voto de presos provisórios

Os presos provisórios e os adolescentes que cumprem medida socioeducativa em unidades do Rio de Janeiro vão poder exercer o direito ao voto nas eleições de 2016. Para isto a Procuradoria Regional Eleitoral no Rio de Janeiro (PRE/RJ), através do procurador Paulo Roberto Bérenger, solicitou ao Tribunal Regional Eleitoral que firme convênio com o governo do estado para instalar sessões eleitorais especiais em estabelecimentos prisionais e unidades de internação.

TSE manteve impugnação de Carlos Augusto

Carlos Augusto sofreu duas derrotas seguidas no Tribunal Superior Eleitoral E se o Supremo Tribunal Federal confirmar retroatividade da lei,  ele  ficará de fora da Alerj e só estará liberado para as eleições municipais de 2016 

Com voto proferido na noite de terça-feira pelo presidente da corte, ministro Dias Toffoli, o Tribunal Superior  Eleitoral (TSE) rejeitou recurso impetrado pelos advogados do ex-prefeito de Rio das Ostras, Carlos Augusto Balthazar, contra o registro da candidatura dele a deputado estadual pelo PSL. O voto desempatou o julgamento iniciado em dezembro do ano passado, interrompido por um pedido de vistas de Toffoli, quando estava empatado em três votos. Com a decisão permanecem computados em separado os 31.846 obtidos  por Carlos Augusto no pleito de 2014 e que lhe garantiriam a única cadeira conquistada pelo PSL na Assembleia Legislativa, ocupada pelo deputado Atila Nunes, que teve 25.042 votos.