Rio das Ostras: Sabino já tem um nome para 2016

Betinho seria o nome no bolso do colete de Sabino, que não apostaria suas fichas no vice-prefeito Gelson Já com uma condenação e temeroso do que há por vir, prefeito poderá lançar um vereador para a sucessão

Que o atual vice-prefeito nunca teve a confiança do prefeito e sempre foi usado nas campanhas eleitorais para fazer a diferença como companheiro de chapa todo mundo parece saber em Rio das Ostras, menos o próprio Gelson Apicelo, que mais uma vez deverá ser jogado para escanteio por Alcebíades Sabino dos Santos, pois, temeroso do que estaria por vir, Sabino já teria escolhido um nome para disputar as eleições do próximo ano.  A decisão do Tribunal de Justiça - mantendo a condenação imposta a ele e a seu lugar-tenente Elói Dutra dos Reis pelo juízo de primeira instância - parece ter abalado as estruturas emocionais do prefeito, que, revela uma fonte do grupo de sustentação financeira das campanhas dele, estaria disposto lançar o vereador licenciado e secretário de Esportes, Alberto Moreira Jorge, o Betinho como candidato a sua sucessão.

Falta de pulso e palavra atrasa Guapimirim

O deputado Eduardo Cunha teve mais de quatro mil votos na cidade graças ao apoio do "irmão" Marcos Aurélio Isolamento deixa o município sem representatividade

Apoiado pelo prefeito Marcos Aurélio Dias (PSDC), Eduardo Cunha (PMDB), foi o deputado federal mais votado no município de Guapimirim, onde somou 4.094 votos, mesmo sem nunca ter feito nada pelo município a não ser chamar de irmãos os evangélicos locais. O segundo federal em número de votos na cidade foi Marcelo Matos (PDT), puxado pelo líder pedetista local Zelito Trinquelê e escolhido por 1.090 eleitores. Eleição à parte, nenhum dos dois parece saber ao certo onde Guapimirim fica, bem como os deputados estaduais que mais tiveram votos por lá (Jorge Picciani, 1.129 e Iranildo Campos, 647). Assim, sem representatividade e sem o pulso firme de um governante, o guapimiriense tem de se equilibrar sobre a própria esperança e rezar para que o tempo passe logo, para, então poder eleger um prefeito de verdade, “um governante de pulso e de palavra”, como assim definem líderes partidários locais.

Ex-prefeito morto em Macuco era nome forte para 2016

O ex-prefeito Rogério Biachini era muito querido na cidade Rogério Bianchini foi assassinado no dia 30 de abril quando chegava em casa. Polícia diz que foi crime político

Uma vez vice-prefeito e duas vezes prefeito, o político Rogério Bianchini pode ter sido executado para não atrapalhar os planos de um grupo que estaria querendo garantir o poder a partir das próximas eleições. De acordo partidários dele no PMDB, legenda a qual Rogério era ligado, ele era o nome mais contado para o pleito de 2016. O crime já está praticamente esclarecido e ontem agentes da Delegacia de Homicídios de Niterói prenderam Daniel Aleixo, em São Gonçalo, apontado pela Polícia Civil como o autor dos cincos disparos que mataram Bianchini. Daniel foi assessor do vereador Douglas Borges (PSC), que está sendo investigado, junto com o presidente da Câmara de Macuco, Frank Monteiro Lengruber (PSD). Frank é irmão atual prefeito, Felix Lengruber.

Esclarecimento aos leitores de Magé

    Em resposta às mensagens enviadas durante o dia de hoje ao elizeupires.com indagando sobre a necessidade de o vice-prefeito Claudio Ferreira Rodrigues, o Claudio da Pakera se desincompatibilizar do cargo para concorrer a prefeito nas eleições de 2016, informamos que ele não é obrigado a renunciar para formalizar uma possível candidatura, pois a legislação atual não exige isso. O fato de ele ter se desligado do PMDB e ingressado no PSB não implica em perda alguma para ele. Para o vice-prefeito concorrer a prefeito basta que ele esteja alistado em um partido e seja escolhido candidato em convenção realizada por essa legenda. A desincompatibilização teria de ocorrer se ele ocupasse cargo comissionado no governo, o que não é o caso

Guapimirim não quer mais um `fantoche´

Guapimirim sonha com um governo sem mamulengos Lideranças locais temem interferência de correntes `estrangeiras´

Na mira de grupos políticos de fora, o município de Guapimirim deverá ter pelo menos quatro candidatos a prefeito em 2016, nomes locais, mas pelo menos uma dessas candidaturas já estaria sendo abanada por correntes de Duque de Caxias e São João de Meriti, apoio sustentado por interesses meramente mercantis, no entender dos observadores mais antenados. “Estamos cansados das interferências. Não precisamos de mais um fantoche. Queremos é um prefeito de verdade, alguém com compromisso apenas com o povo”, diz uma liderança local,  revelando temer o futuro.

‘Ficha suja’ busca um ‘fantoche’ em Casimiro de Abreu

Paulo Dames vê em Ramon o nome que precisaria para recuperar o poder ainda que indiretamente Depois de perder o controle do PMDB no município, o ex-prefeito de Casimiro de Abreu, Paulo Dames, além de uma legenda, precisa de um milagre. A coisa está feia para ele na Justiça, que poderá deixá-lo de fora da disputa pela Prefeitura em 2016. O "santo" ao qual ele está destinando suas preces, o deputado federal Hugo Leal, já avisou que não está nada fácil ajudá-lo e por conta desse alerta Paulo já estaria articulando uma aliança com Ramon Gidalte (ex-PDT), também ex-prefeito, que, confirmado o impedimento de Dames, seria o cabeça de uma chapa para tentar vencer o candidato a ser lançado pelo atual prefeito, Antonio Marcos Lemos (PSC), que derrotou Paulo nas duas últimas eleições municipais e Ramon no pleito de 2012.

De acordo com um membro do grupo de Paulo, ele ficou revoltado com o fato de ter perdido o controle do PMDB no município para Antonio Marcos e teria se desesperado ainda mais com as recentes informações sobre a sua situação perante à Justiça. "O Paulinho está indo para o PT do B a convite do deputado Marcos Abraão, mesmo destino de Ramon que estava querendo assumir o diretório municipal do PPS, mas esse partido também deverá ficar com o atual prefeito. Se o Paulinho não puder ser candidato ele vai tentar lançar o Ramon, que a princípio queria ser candidato a vereador", disse o aliado de Dames.

Paulo Melo não é mais “dono” do PMDB na Região dos Lagos

Paulo Melo aparecia sempre em destaque nas fotos, mas agora - como na imagem que registra o discurso do prefeito do Miguel Jeovani (Araruama) na inauguração da divisória metálica das pistas da Via Lagos - fica nos fundos Há anos ditando as regras nos diretórios do PMDB na Região dos Lagos, o deputado estadual licenciado Paulo Melo já não é mais aquela “Coca-Cola” toda. Tendo caído em desgraça quando tentou peitar o presidente estadual do partido na eleição da mesa diretora da Assembleia Legislativa, ganhou de consolo o cargo de secretário de Governo, mas está longe de ser o coordenador político do governador Luiz Fernando Pezão que sonhava ser. Melo pensou que mandaria no palácio e expandiria sua força política atendendo prefeitos do interior e deputados que lá batem em busca de cargos. “Paulo Melo é o secretário de Governo, mas o Picciani é o governador”, ironiza um parlamentar que conseguiu indicar o diretor de um posto do Detran que antes era visto como propriedade de um apadrinhado do hoje secretário.

A perda de força de Paulo Melo está pondo em risco, por exemplo, o futuro político de um grande aliado, o ex-prefeito de Araruama André Mônica. É que o controle do diretório local do PMDB está sendo oferecido ao prefeito Miguel Jeovani (PR), que, a exemplo dos parlamentares eleitos pelo Partido da República, já não reza mais pela cartilha do ex-governador Anthony Garotinho. Miguel é casado com a deputada Márcia Jeovani, classificado como inimigo político por Paulo Melo, mas aliado do presidente da Alerj, Jorge Picciani e do governador. De acordo com uma fonte ligado ao comando estadual do PMDB, o único diretório municipal que o secretário de Governo ainda controla é o de Saquarema. “Mas esse controle pode mudar de mãos depois das eleições de 2016, dependendo do resultado das urnas”, disse a fonte.

Ainda está longe, mas 2016 preocupa “dono” de Saquarema

Em 2008 Paulo Melo fechou o seu centro social depois que sua esposa foi derrotada. Franciane Motta só assumiu a Prefeitura porque a Justiça cassou o registro do candidato que venceu nas urnas Paulo Melo quer eleger seu braço direito, mas ex-prefeitos se mantém vivos e podem surpreender o homem que em 2008 fechou um centro social por causa da “ingratidão” do povo, depois que sua esposa foi derrotada nas urnas

Um fantasma das eleições de 2008 volta a atormentar o deputado estadual licenciado, secretário de Governo e “dono” do município de Saquarema, Paulo Melo. Naquele ano ele viu sua esposa, hoje prefeita da cidade, ser derrotada nas urnas pelo ex-prefeito Dalton Borges (PRB) e apelou à Justiça para anular votação de Borges e ter Franciane Motta (PMDB), declarada eleita. A meta de Paulo é eleger seu homem de confiança, Hamilton Nunes de Oliveira, o Pitico para suceder Franciane, mas para isso, acreditam seus aliados, é necessário assegurar o apoio de Borges e frear os passos do ex-prefeito Antonio Peres, que apesar de seus problemas com o Tribunal de Contas, já se movimenta para tentar recuperar o poder.  “O deputado pensa que é o senhor da vontade do povo de Saquarema, mas não é bem assim. Espero que ele tenha aprendido a lição de 2008 e calce as sandálias da humildade, pois o Dalton é um grande nome. Eles se reaproximaram, mas é preciso costurar essa aliança com linha de aço, pois se Dalton pender para outro lado a coisa pode se complicar”, analisa um aliado de Melo.

Forças políticas já preparam disputa em Guapimirim

Cesar quer formar um grupo forte para 2016 Eleições municipais de 2016 poderão contar com três candidaturas fortes

Terceiro colocado nas eleições municipais de 2012 - uma disputa acirrada decidida no "fotochart", quando o prefeito eleito teve uma diferença de apenas 342 fotos para o segundo colocado -, Paulo Cesar da Rocha, o Cesar do Modelo (sem partido), já trabalha nos bastidores para tentar o primeiro lugar em 2016. Sua meta é ter o atual presidente da Câmara de Vereadores, André Azeredo como vice e com isso fechar o apoio da maioria dos membros da Casa. Ele também pisca os olhos para o prefeito Marcos Aurélio Dias (PSDC) e dá uma namoradinha com o PMDB, pois sonha com uma grande aliança para enfrentar o segundo colocado de 2012, Jocelito Pereira de Oliveira, o Zelito Tringuelê (PDT) e, possivelmente, o hoje vice-prefeito Wagj Faraht.

Tricano prepara retorno indireto ao poder em Teresópolis

Mário Tricano acha que tem cacife suficiente para bancar o jogo eleitoral Ex-prefeito tem na ficha suja seu maior empecilho, mas candidatura de filha pode ser o desvio para ele voltar ao governo

Dono da preferência dos eleitores de Teresópolis nas eleições municipais de 2012, quando obteve 45,59% dos votos, contra 41,78% do prefeito reeleito, Arlei Rosa (PMDB), o ex-prefeito Mario de Oliveira Tricano (PP), conhecido nos meios do jogo do bicho como "Marinho", já estaria com seu esquema para 2016 montado. Considerado inelegível até 2020, ele pretende lançar a filha, Valéria Tricano para concorrer ao mandato de prefeito, por conta de uma força eleitoral que ele ainda julga ter, mas que não se confirmou nas urnas no ano passado, quando os candidatos a deputado apoiados por ele não tiveram a votação esperada: Simão Sessim (federal) somou 1.886 votos e Farid Abrão (estadual) 163. A votação de Farid, por exemplo, foi vergonhosa diante dos resultados obtidos por candidatos desconhecidos na cidade como Sônia Sthoffel, que lá contou 2.270 votos para deputada estadual pelo PRB.