Arrecadação de Macaé dispara e a falta de material também

Funcionários revelam que fazem “vaquinha” para comprar papel higiênico

O primeiro semestre ainda nem terminou e a Prefeitura de Macaé já arrecadou quase a metade do orçamento de R$ 1,9 bilhão aprovado para o exercício de 2017. A estimativa é de que o município feche o ano com uma receita de mais de R$ 2 bilhões, por conta da arrecadação com royalties do petróleo e o Imposto Sobre Serviço, que estão se mantendo em alta desde o dia 1º de janeiro, mas a realidade em alguns setores da administração municipal, segundo revelam servidores, é de penúria, pois têm faltado materiais básicos como produtos de limpeza e papel higiênico. Segundo os funcionários, a fartura só existe no gabinete do prefeito Aluizio dos Santos Júnior, o Dr. Aluizio (foto), onde, afirmam, não tem faltado nada. Até ontem (14) tinham entrado nas contas da Prefeitura R$ 945.053.213,86, devendo cair pelo menos mais R$ 50 milhões até o próximo dia 30.

A pobre Paracambi está zerando conta com os servidores…

... e na rica Duque de Caxias nem decisão judicial tem ajudado

A Prefeitura de Paracambi está completando o pagamento de vencimentos atrasados a 85% dos funcionários, que passaram o fim de ano sem o décimo-terceiro e o salário de dezembro. Para normalizar a situação a prefeita Lucimar Ferreira (foto) fez um calendário de pagamento e vem conseguindo quitar os vencimentos da atual gestão até o quinto dia útil de cada mês. Em relação ao abono de natal os servidores já receberam 97% do valor total. O cronograma foi estipulado em fevereiro, dividindo os funcionários por grupos de acordo com seus vencimentos líquidos. Neste mês, o grupo pago foi o dos colaboradores que recebiam até R$ 2 mil líquidos. No pacote é pago dezembro e o 13º, segundo a situação do funcionário. Para a prefeita, o salário do servidor é prioridade.  "Pagar os funcionários em dia é nosso dever, é uma das formas que temos de respeitar e valorizar as pessoas que trabalham conosco. Vamos sempre nos esforçar para manter a regra", afirmou.

Resende divide em suaves prestações a conta das humilhações

Por causa da fiscalização míope da Prefeitura, a concessionária do transporte público expõe os usuários a humilhações e sacrifícios. Sem poder usar elevador para cadeirantes a senhora das imagens não teve outra saída senão carregar no colo Governo finge que arrocha e empresa de ônibus finge que respeita as regras

Um vídeo exibindo uma mulher carregando uma cadeirante nos braços durante o desembarque de um ônibus causou revolta na população de Resende, no Sul Fluminense, esta semana e apertou ainda mais a “saia justa” do prefeito Diogo Balieiro Diniz (foto), eleito em 2016 com a promessa de peitar a São Miguel, empresa que há 17 anos detém o monopólio do transporte público de passageiros e que nos últimos tempos parece ter se especializado em humilhar os moradores, expostos à própria sorte diariamente no interior das latas velhas ambulantes da companhia.

Tratamentos diferenciados causam polêmica em Resende

⁠⁠⁠Enquanto alguns moradores da Boca do Rego alegam que a reforma da ponte seria uma forma de favorecimento a um parente do prefeito, ele resolveu “tirar” o distrito de Rio Preto do mapa de Resende para justificar a falta de atendimento de saúde aos moradores daquela localidade Ponte que dá acesso à fazenda de um parente do prefeito é reformada

A reforma de uma ponte na estrada do Bonsucesso, na localidade conhecida como “Boca do Rego”, na zona rural de Resende, acabou se transformando em mais uma polêmica para o prefeito Diogo Balieiro Diniz. É que segundo alguns vizinhos, a ponte serve de acesso a uma fazenda que tem como um dos proprietários um parente próximo do chefe do Executivo, uma benesse que justificaria a melhoria. O anúncio oficial da Prefeitura não informa se a Secretaria de Agricultura e Pecuária possui em seu organograma uma equipe destinada a reformas ou se os trabalhos teriam contado com a ajuda de algum “parceiro” do governo.

Ação entre amigos em Resende

Empresa paga pela Prefeitura corta grama em posto de gasolina de familiares do prefeito

Ao que tudo indica as palavras do jovem prefeito de Resende Diogo Balieiro Diniz (PSD) de respeito com o dinheiro público ainda não chegaram a alguns serviços públicos municipais. Um exemplo disso foi flagrado esta semana em plena luz do dia, quando um funcionário de uma empresa terceirizada da Prefeitura, paga com o dinheiro dos contribuintes para a limpeza e conservação dos espaços públicos, foi flagrado cortando a grama de um posto de gasolina no bairro Campos Elíseos, na região central da cidade. O posto, coincidentemente, é controlado por familiares do governante, tendo como um dos sócio o pai de Diogo, o ex-vereador Aluizio Balieiro, que poderá ser candidato a deputado estadual no ano que vem. Os contribuintes não gostaram do que viram

Sabino não decepcionou os seus na saída do governo…

... e adivinhem quem mais dinheiro recebeu

Muitos servidores efetivos da Prefeitura de Rio das Ostras estão com férias vencidas a receber e nenhum funcionário teve o salário corrigido nos últimos três anos, mas os principais colaboradores do ex-prefeito Alcebíades Sabino dos Santos (foto) - secretários e subsecretários - não tem do que reclamar. Uma relação de pagamentos de pessoal feitos em dezembro, a qual o elizeupires.com teve acesso, mostra que o ex-prefeito gastou R$ 932.629,54 pagando subsídios, férias vencidas e proporcionais a um grupo seleto. No topo da lista, com o total de R$ 50.940,20, aparece o chefe de gabinete de Alcebíades, Aldem Vieira de Souza Junior, o mesmo que há dois anos foi condenado (junto com seu chefe) a ressarcir os cofres públicos por recebimento indevido de salários. O documento mostra que Aldem recebeu, além do subsídio e do décimo terceiro, duas férias.

Rosinha faz “armadilha” para sucessor

Novo prefeito vai ter mais funcionário para pagar e menor dotação orçamentária

O programa social de complementação de renda Cheque do Cidadão implantado pela Prefeitura de Campos, cidade do Norte Fluminense teve um orçamento de R$ 40 milhões para este ano, mas a previsão para o exercício de 2017 será de R$ 28 milhões. A diferença de R$ 12 milhões vai obrigar a nova gestão a fazer cortes, reduzindo o número de famílias beneficiadas, o que certamente deixará o prefeito eleito Rafael Diniz (PPS), em situação difícil entre a população mais carente e parece que é exatamente isto que a prefeita Rosinha Matheus (foto) pretende. Ela e o marido (o secretário de Governo Anthony Garotinho) ainda não se recuperaram da derrota nas urnas logo no primeiro turno - quando o candidato do casal, o atual vice-prefeito, Francisco Arthur de Souza, o Dr. Chico foi massacrado nas urnas - e parecem ainda no palanque.

Guapimirim terceiriza até cobrança de impostos

Contratada para atuar na recuperação de créditos, pode não ter ajudado o município a arrecadar nada ainda, mas já recebeu uma parte do valor do contrato

Quanto a JRQ Assessoria já conseguiu atrair para os cofres do município de Guapimirim? A resposta ninguém do governo consegue dar, mas a empresa, de acordo com dados do sistema de registros de pagamentos da Prefeitura, já recebeu R$ 82 mil e ainda tem o crédito de R$ 161 mil a receber até o próximo dia 31, o que a administração municipal não revela se será quitado ou não. A JRQ foi contratada no dia 30 de setembro para prestar o serviço de “suporte e apoio a gestão fazendária, visando incremento na recuperação de créditos inscritos ou não em dívida ativa”. O Contrato 59/2016 tem validade de um ano, valor global de R$ 982 mil e a empresa tem a seu favor uma nota de empenho no total de R$ 243 mil. A Prefeitura alega que a contratação é legal, necessária e que foi feita com transparência. Só não informa quando a contratada ajudou o município a arrecadar nestes primeiros 69 dias de validade de um contrato que, a exemplo de todos os realizados nos últimos meses, deverá ser auditado pela nova gestão.