"Washington vai ter que 'rebolar' muito para ser indicado a alguma coisa", falam lideranças da região mordidas pelas intromissões de Reis nas cidades vizinhas nas eleições de 2020
Elizeu Pires
"Washington vai ter que 'rebolar' muito para ser indicado a alguma coisa", falam lideranças da região mordidas pelas intromissões de Reis nas cidades vizinhas nas eleições de 2020
Elizeu Pires
Elizeu Pires
De acordo com o último boletim da Secretaria Estadual de Saúde, Magé é o quarto colocado entre os municípios da Baixada Fluminense em número de casos confirmados de covid-19, e o quinto em volume de óbitos causados pela doença. Segundo os dados, Magé registra 5.277 pessoas contaminadas pelo novo coronavírus desde o início da pandemia, e 288 mortes, mas por uma determinação da secretária de Educação da Cidade, Jamile Cozzolino, os profissionais da rede municipal de ensino devem voltar imediatamente ao trabalho, inclusive os que se encontram no grupo de risco, pelo fato de a situação de calamidade pública no município não ter sido prorrogada.
Elizeu Pires
Quem acessou o Portal da Transparência da Prefeitura de Guapimirim nos primeiros 35 dias da gestão da prefeita Marina Rocha (foto) para fazer o controle social das receitas e das despesas garantido por lei a todo cidadão interessado em fazê-lo, não encontrou um registro sequer referente a 2021. Entretanto, a Prefeitura recebeu entre 1º e 31 de janeiro rapasses constitucionais da União no total de R$ 10,9 milhões, fora as transferências do governo estadual – que repassou R$ 1,3 bilhão aos 92 municípios fluminenses no primeiro mês do ano – e os cerca de R$ 800 mil enviados pelo Fundo Nacional de Saúde (FNS), o que pode ser comprovado aqui.
Lenine Lemos tinha sido nomeado no cargo de assessor especial
Elizeu Pires
Se depender de assessoria o vice-prefeito de Guapimirim Natalício Correa da Silva não será apenas uma "figura decorativa" na administração municipal. É que o ex-secretário de Educação de Queimados e candidato derrotado à Prefeitura daquele município, Lenine Rodrigues Lemos foi nomeado pela prefeita Marina Rocha para exercer a função de assessor especial no gabinete de Natalício.
Professor Lenine, como gosta de ser chamado, o irmão do deputado estadual Max Rodrigues Lemos é visto em Queimados como um profissional competente, como "o homem que mudou a educação" na cidade governada durante oito anos consecutivos pelo hoje parlamentar.
Elizeu Pires
André Ceciliano é o político da Baixada Fluminense de maior influência atualmente O prefeito de Duque de Caxias, Washington Reis (MDB), anda de crista baixa desde que levou um tranco de um bigode grosso da política no estado por faltar com respeito aos demais prefeitos da região, se intrometendo onde não era chamado, mas continua afirmando que será candidato a governador em 2022, apesar de ter uma condenação penal e outras pendências judiciais na área cível. Só que a coisa não deverá ser do jeito que ele está pensando, pois há nomes na Baixada Fluminense mais leves e mais aceitáveis nos meios políticos que o dele, como os prefeitos Rogério Lisboa (Nova Iguaçu) e Waguinho (Belford Roxo), além do presidente da Assembleia Legislativa, André Ceciliano.
De acordo com dados do Ministério da Saúde os 13 municípios da Baixada Fluminense receberam repasses diretos que somam R$ 362.032.406,61 como auxílio ao enfrentamento da pandemia do novo coronavírus. As transferências para o combate à covid-19 foram feitas com base no número de habitantes de cada cidade, seguindo a estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Segundo os números do IBGE, a Baixada Fluminense tem cerca de 3,9 milhões de moradores, mas as prefeituras citam um universo bem maior. Dados municipais apontam, por exemplo, que Duque de Caxias teria 1,2 milhão de habitantes, mas o IBGE só dá conta de 919.596 moradores. Os repasses do Ministério da Saúde para o município - especificamente para combater a covid-19 - chegaram a R$ 85.564.950,35.
Renato Viana já tinha sido alvo de uma operação do MP em julho em inquérito aberto para apurar supostas fraudes em processos licitatórios Na última terça-feira (15) o Ministério Público – através da 2ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva (Núcleo Cabo Frio) – fez busca e apreensão na Prefeitura de Arraial do Cabo, na Região dos Lagos, para impedir que documentos relativos a licitações e contratos realizados depois da derrota do prefeito Renato Viana desaparecessem. A operação foi autorizada pela Justiça, que também determinou o afastamento do prefeito, para evitar o “desmonte da máquina administrativa” por Viana, que perdeu as eleições para Marcelo Magno. A atuação do MP mostra que a instituição está atenta ao que está ocorrendo nos municípios, e trabalhando para impedir o já manjado “barata-voa” adotado por gestores que perderam a cadeira ou não conseguiram eleger seus sucessores.
A estimativa de observadores atentos aos atos oficiais praticados em vários municípios após o resultado desfavorável nas urnas, é de que pelo menos R$ 300 milhões teriam sido licitados ou contratados pelas prefeituras em transição. Só em duas cidades da Baixada Fluminense, os valores comprometidos passariam de R$ 80 milhões, com pregões destinados a fornecimentos para os setores de Saúde e Educação.
Na última terça-feira (15) foi publicada no diário oficial de Guapimirim uma ata de registro de preços para locação de caçambas para coleta de entulho de obras por R$ 1.034 milhão por um período de um ano. A despesa homologada em favor da empresa Riofaz Serviços Ambientais chama a atenção pelo fato de ter sido autorizada a 16 dias da saída do prefeito Jocelito Pereira, o Zelito Tringuelê, que encerra uma gestão marcada pela falta de transparência e processos de licitação questionável.
O valor dela, entretanto, pode ser pouca coisa diante do que se estima que será herdado pela administração da prefeita eleita Marina Rocha, que assumirá o governo no dia 1º de janeiro, um rombo que pode passar de R$ 80 milhões, segundo estimativa da equipe de transição que, por sua vez, está sendo impossibilitada de trabalhar como deveria, pois Tringuelê resolveu "enforcar" todos os dias úteis que ainda restam de dezembro, a começar por ontem (16), tendo como alegação as comemorações do Natal e do Reveillon.
Zelito decidiu "enforcar" todos dias úteis que ainda restam neste mês Ao que tudo indica a prefeita eleita de Guapimirim, Marina Rocha, vai assumir a administração municipal no escuro, literal e metaforicamente falando. É que o prefeito Jocelito Pereira, o Zelito Tringuelê, decretou recesso entre os dias 16 e 18 de dezembro, de 21 a 24 do mesmo mês, e de 28 a 31, “enforcando” todos os dias úteis que ainda restam do mês de dezembro.
A decisão publicada no diário oficial do município está sendo vista como "implantada para impedir o trabalho da comissão de transição", que precisa coletar informações sobre contratos, licitações recentes e números da dívida do município. Zelito concorreu a reeleição e foi derrotado por Marina (PMB), que obteve 14.827 votos (48,71%), contra os 9.790 (32,16%) conferidos ao prefeito.