Quanto está custando o exame de mamografia realizado pela Saúde de Japeri? Mostra o contrato aí, prefeito

Se for levado em conta o valor global da licitação realizada pela Prefeitura de Japeri para contratar o serviço de mamografia que desde o último dia 11 está sendo prestado na Casa da Mulher, unidade gerida pela Secretaria de Saúde, o município está pagando bem mais caro que o valor cobrado em clínicas populares, que oferecem o exame até R$ 80, com a emissão de laudo incluída. Pelo que está no edital da licitação, o serviço custaria de R$ 839.040,00 por ano, e considerando a meta de 500 exames por mês, cada um sairia a R$ 139.84, uma diferença e tanto.

Embora o serviço esteja em funcionamento há mais de 15 dias, até as primeiras horas desta segunda-feira (27), não era possível encontrar no site oficial do município o resultado do pregão, a ata de registro de preços, o contrato, e muito menos o nome da empresa que está locando o mamógrafo para a administração municipal.

Presa pela segunda vez, Núbia Cozzolino vai responder também por fraude em licitação para compra de peças para veículos

De volta à prisão desde a manhã de ontem, dessa vez por ocultação de documentos da Prefeitura de Magé, a ex-prefeita Núbia Cozzolino está respondendo, também, por processos de licitação realizado para compra de peças para veículos que teria sido realizado de forma fraudulenta. Essa denúncia foi ajuizada pelo Ministério Público no dia 3 de maio. Já a prisão de ontem (24) ocorreu porque, no dia 1 de novembro do ano passado, quando ela e quatro advogados foram presos sob a acusação de fraude processo e falsificação de documentos públicos, o MP encontrou no escritório dela 459 procedimentos administrativos da Prefeitura no escritório dela, papeis que, segundo o MP, eram ocultados "para benefício próprio e em prejuízo ao município".

Segundo o Ministério Público, Núbia "ocultava os documentos de forma indevida desde a época em que foi afastada do cargo de prefeita por decisão judicial, em 2009". Relata ainda o MP, que "a retirada desses documentos das dependências da Prefeitura teve o propósito de ocultar centenas de ilegalidades constantes desses autos".

Justiça recebe denúncia contra ex-prefeito de Silva Jardim, servidores e empresários por fraude em licitação

A Justiça aceitou mais uma denúncia do Ministério Público contra o ex-prefeito de Silva Jardim, Wanderson Gimenes Alexandre, o Anderson Alexandre. Ele e mais oito pessoas foram denunciados por associação criminosa pelos crimes de falsidade ideológica, peculato e fraude em processo licitatório. Pelo que o MP apurou, isso ocorreu para a contratação de uma empresa para publicação de atos oficiais da Prefeitura. O MP sustenta na denúncia que os jornais não foram fornecidos na quantidade adequada para a veiculação das publicações e ainda foram usados "como meio de enaltecer a imagem de Wanderson, que concorreu à reeleição no ano de 2016".

De acordo com a denúncia, o então prefeito se utilizou do contrato firmado com a sociedade empresária Alexandre Fernandes Editora, que publica o jornal Boa Semente, "para a divulgação de notícias e feitos institucionais vinculados à sua própria imagem, desvirtuando a publicidade institucional para sua promoção pessoal".