Consórcio de Saúde da Baixada se movimenta contra a crise

Nestor Vidal (centro) foi eleito para presidir o consórcio e garantir a abertura da UPA de Seropédica está na agenda do novo presidente Com novo presidente, Cisbaf vai buscar o que é devido para manter a rede de atendimento médico da região funcionando

O município de Magé é um dos poucos no estado que não fechou unidades de atendimento médico por conta da crise, embora esteja recebendo repasses a menos e praticamente arcando sozinho com o custeio da Unidade de Pronto de Atendimento de Piabetá, devido ao atraso nos repasses. Em São João de Meriti, Belford Roxo e Mesquita os prefeitos Sandro Matos, Dennis Dauttman e Gelsinho Guerreiro estão contando centavos, enquanto que em Duque de Caxias, Nilópolis e Nova Iguaçu a saúde parece doente, acometida pelos males da falta de recursos. Essa é a realidade que o prefeito mageense, Nestor Vidal, terá de enfrentar a partir de janeiro quando, de fato, assumirá a presidência do Consórcio Intermunicipal de Saúde da Baixada Fluminense (Cisbaf), em substituição a Nelson Bornier, prefeito de Nova Iguaçu. “O custeio das UPAs está pesando bastante nas contas dos municípios, sem contar a redução nos repasses do Ministério da Saúde e do governo estadual”, pontua Nestor Vidal.

Crise provoca caos na saúde da Baixada Fluminense

No Hospital Estadual da Mãe, em Mesquita a capacidade de atendimento está bastante reduzida Duas unidades já fecharam e pelo menos outras três podem paralisar atendimento. Alguns municípios estão há há oito meses sem os repasses para as UPAs

O fechamento do Hospital da Mulher Heloneida Studart, em São João de Meriti, que desde a última segunda-feira deixou de receber pacientes que não estejam em estado de emergência, não é o único fato negativo no setor de saúde na Baixada Fluminense. O Hospital Infantil de Belford também fechou as portas e a crise está afetando de forma intensa o Hospital Geral de Nova Iguaçu, o Hospital da Posse e a Maternidade Mariana Bulhões, no mesmo município. Além disso, as dificuldades já bateram às portas do Hospital da Mãe, em Mesquita, que, segundo fontes ligadas à direção, está com a capacidade de atendimento reduzida, por falta de recursos. Os repasses dos governos federal e estadual para o setor sofreram quedas de até 30% e há casos em que os recursos destinados às Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) não chegam desde abril. Por conta disso os municípios - que estão sendo obrigados a assumir os custos sozinhos - planejam devolvê-las para a Secretaria Estadual de Saúde que, por sua vez, se recusa a recebê-las.

Três prefeitos nota zero em transparência

Tarciso Pessoa, Soraia Graça e Luiz Carlos poderão responder por improbidade administrativa Paracambi, Rio das Flores e São Fidelis estão na última colocação no ranking do MPF. Mesquita caiu 65 posições e Belford Roxo subiu 51

Os prefeitos Tarciso Pessoa (PT), Soraia Graça (PC do B) e Luiz Carlos Fernandes Fratani (PMDB) estão sendo alertados pelo Ministério Público Federal desde abril do ano passado sobre a obrigatoriedade de disponibilizar a contabilidade dos municípios os quais governam - Paracambi, Rio das Flores e São Fidelis - nos portais de suas prefeituras, mas não tomaram nenhuma providência nesse sentido. Por conta disso suas gestões acabaram de ganhar nota zero em transparência, compartilhando a última colocação no ranking elaborado pelo MPF para avaliar o nível de transparência nos gastos públicos em todo o Brasil. No estado do Rio de Janeiro, na avaliação divulgada oficialmente ontem, os municípios de Duque de Caxias, Macaé, Niterói e Nova Iguaçu estão em primeiro lugar, enquanto Mesquita, que no ano passado ocupou a segunda posição, desceu 65 degraus, ficando agora no 67º lugar.

Catando votos no trem

Gelsinho atendeu na estação durante duas horas na manhã de ontem De olho na reeleição prefeito de Mesquita ouve o povo na estação ferroviária

Agora no PMDB, o prefeito de Mesquita, Rogelson Sanches Fontoura, o Gelsinho Guerreiro decidiu ir para a rua mais cedo, fazendo o que não acontecia desde a campanha de 2012, quando foi eleito pelo PSC, o contato direto com o povo. Para isso ele lançou o projeto “Fala pra mim”, saindo cedo de casa para, entre 6h e 8h, ouvir as reivindicações nas ruas da cidade. Na manhã de ontem o ele esteve na estação ferroviária, aproveitando o tempo de espera pelos trens para falar com os moradores que chegavam para embarcar.

Mangaratiba compra água mineral em atacadista de móveis

De acordo com o contrato com a Prefeitura e o cadastro na Receita Federal, a SMX funcionaria neste imóvel que.é uma residência E a empresa, que no papel consta como sediada em Mesquita, não é encontrada no endereço mencionado no contrato

O município de Mangaratiba, na Costa Verde, conta com pelo menos 20 empresas distribuidoras de água mineral, mas a Prefeitura optou por comprar 527.520 litros do produto de uma empresa que, no papel, consta como localizada em Mesquita, na Baixada Fluminense, mas não funciona no endereço mencionado no Processo nº 06580/2015, aberto para a compra, que vai custar R$ 166.188,00. De acordo com o processo, a SMX Distribuidora e Comércio Atacadista de Moveis e Material de Informática está sediada na Avenida Dr. Mário de Abreu, 80, no bairro Vila Emil, mas no imóvel, que fica entre os números 70 e 90, o que existe é uma residência e a vizinhança informou ontem que nunca ouviu falar que naquela via existisse uma empresa atacadista. De cor azul, a casa de número 80 é de dependências simples e não oferece espaço para estocagem de nenhum tipo de material, muito menos para os volumosos galões de água mineral, mas, de acordo com os registros da Prefeitura, a empresa venceu uma concorrência e vai fornecer 14 mil galões de 20 litros de água para a Secretaria de Administração e mais 12.376 galões para a Secretaria de Saúde, ao custo unitário de R$ 6,30. A compra consta do registro de preços publicado no boletim oficial e esta não é a primeiro venda que a SMX faz para a administração municipal: de acordo com extrato de contrato publicado com data de 9 de outubro deste ano, a empresa vendeu 27 bicicletas para a administração municipal pelo valor global de R$ 15.120,00, despesa empenhada na rubrica orçamentária do Fundo Municipal de Saúde.

PT já tem três pré-candidatos a prefeito na Baixada

Artur Messias, Carlos Ferreira e André Ceciliano já foram anunciados como pré-candidatos a prefeito pelo Partido dos Trabalhadores Nomes foram anunciados internamente para Mesquita, Nova Iguaçu e Japeri

O Partido dos Trabalhadores está em baixa em todo o pais, mas ainda acha que pode ocupar espaço na Baixada Fluminense, pelo menos nos municípios de Nova Iguaçu, Mesquita e Japeri, onde deverá disputar a Prefeitura com um vereador, um ex-prefeito e um deputado estadual, Carlos Ferreira, Artur Messias e André Ceciliano, respectivamente.

Silva Jardim, Macacu e Mesquita lideram no ICMS Verde

As unidades de conservação privilegiam Silva Jardim na distribuição do ICMS Verde Os três municípios são favorecidos por reservas naturais e as ações de preservação somam pontos para a distribuição dos recursos

Os municípios de Silva Jardim, Cachoeiras de Macacu e Mesquita são os três primeiros colocados no ranking do ICMS Ecológico 2015, para efeito no ano fiscal de 2016. De acordo com a Secretaria Estadual do Ambiente, Silva Jardim liderou mais uma vez e a cidade das Baixadas Litorâneas é campeã no recebimento do repasse do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços, garantido pela Lei do ICMS Verde, que estabelece que as prefeituras que investem na preservação ambiental contem com o maior repasse. "Silva Jardim tem se destacado porque possui um manancial hídrico (com reservatório que abastece a Região dos Lagos) e extensa cobertura vegetal, sendo estes preservados com o auxílio das unidades de conservação criadas. Possuímos tratamento de esgoto sanitário, terciário, através de redes separativas, e estação de tratamento", disse o secretário do Ambiente, Helan Cardozo.

Merenda escolar sob investigação

As reclamações sobre a qualidade da merenda servida em algumas redes de ensino são muitas. Também há denúncias de possíveis irregularidades na contratação de empresas e formação de cartel Tribunal de Contas faz devassa em contratos firmados entre grandes fornecedores e prefeituras fluminenses

Um grupo de 20 empresas lidera o fornecimento de merenda escolar nos municípios fluminenses e, segundo levantamento preliminar do Tribunal de Contas do Estado, só nos últimos quatro anos elas firmaram contratos no total de R$ 500 milhões. Tanto dinheiro, entretanto, nem sempre é garantia de alimentos de boa qualidade na mesa, como já foi verificado em São Gonçalo e Mesquita, onde a Home Bread, uma das gigantes do setor é responsável pelo serviço. Entre os grandes fornecedores, além da Home Bread, estão as empresas Comercial Milano, São Judas Tadeu, Alfatriz, Mega Distribuidora de Alimentos, Comercial Flex Brasil, Sabor Carioca, Guelli Comércio e Indústria de Alimentação e Denjud Refeições Coletivas, empresa que só em 2014 recebeu R$ 10.200.112,08 da Prefeitura de Rio das Ostras e outros R$ 12.336.446,80 entre janeiro e setembro deste ano da administração municipal de Macaé.

Prefeito de Mesquita gasta demais e agora faz greve

Gelsinho Guerreiro diz que não tem com o fechar as contas deste ano honrando os compromissos Gelsinho Guerreiro praticamente dobrou despesa com pessoal em ano de eleição e agora diz que não tem como pagar as contas

Quem depender dos serviços da Prefeitura de Mesquita amanhã vai encontrar as portas fechadas. É que o prefeito Rogelson Sanches Fontoura, o Gelsinho Guerreiro (eleito pelo PSC e agora no PMDB), decretou uma espécie de greve para essa segunda-feira, em protesto contra a redução dos repasses federais gerada pela crise financeira que afeta o país. O mesmo protesto deverá acontecer em outras cidades, mas a questão em Mesquita é que no tempo das vacas gordas o prefeito enfiou o pé na jaca, principalmente em 2014, quando os gastos com a contratação de pessoal através de cooperativas praticamente dobrou. O ano passado foi de eleições e, coincidentemente, a hoje deputada estadual Daniele Cristina Figueiredo Fontoura, a Daniele Guerreiro, teve um galpão interditado por fiscais da Justiça Eleitoral por conta de uma série de denuncias de irregularidades, entre elas a de que funcionários terceirizados teriam sido obrigados a atuar na campanha. Em 2014 Mesquita gastou com três cooperativas de mão de obra 75% a mais que o total pago em 2013.

Obras do “Mais Água” começaram por Meriti

Já foram instalados 400 de um total de cinco quilômetometros de adutoras O projeto da Cedae vai beneficiar mais de três milhões de pessoas em toda a Baixada Fluminense

Orçadas em R$ 3,4 bilhões, começaram por São João de Meriti as obras do projeto "Mais Água para a Baixada". A meta é universalizar o abastecimento na região, beneficiando um universo de mais de três milhões de pessoas. As obras foram divididas em nove lotes e deverão estar concluídas em 2019. Segundo a Cedae, na primeira etapa o projeto vai interligar os reservatórios de Nilópolis e o do bairro Éden e à elevatória de São Mateus, em São João de Meriti e já foram assentados 400 metros de um total de cinco quilômetros de adutoras e essa fase custará R$ 21 milhões. A próxima etapa, informa a estatal, será iniciada no dia 30 deste mês e visa garantir a ampliação do sistema de abastecimento no município de Belford Roxo.