Terceirização de pessoal custa R$ 250 milhões em Mesquita

Gelsinho Guerreiro transformou Mesquita em paraíso para as cooperativas de mão de obra (Foto: Divulgação/PMM) Mas ninguém sabe quanto os contratados recebem por mês nem onde eles estão lotados

Quantos funcionários terceirizados existem, onde estão lotados e quanto cada um deles custa aos cofres da municipalidade. Isto é o que a Prefeitura de Mesquita precisa esclarecer, já que os gastos com mão de obra contratada de cooperativas, somados entre janeiro de 2013 e maio deste ano já consumiram mais de R$ 250 milhões, sem que as despesas estejam detalhadas no Portal da Transparência como determina a lei. Só a Cooperativa de Profissionais de Serviços Gerais (Coopsege) recebeu no período exatos R$ 191.578.641,56, valor resultante de quatro empenhos globais que somam mais de R$ 240 milhões. Além da Coopsege a gestão do prefeito Rogelson Sanches Fontoura, o Gelsinho Guerreiro (PMDB), fez pagamentos totais de R$ 56.517.787,39 em favor das cooperativas Multiprof, Captar Cooper e Renacop. As duas primeiras receberam, respectivamente, R$ 14.115.306,91 e R$ 7.186.965,91 em 2014 e a Renacop R$ 8.654.136,54, tendo faturado novamente em 2014 (R$ 21.527.135,45) e 2015 (R$ 5.034.242,18).

MP investiga concurso para a Educação de Mesquita

A Secretaria Municipal de Educação tomou a decisão de anular as provas na última sexta-feira. Nova data deverá ser divulgada durante esta semana (Foto: Divulgação/PMM) Parte das provas objetivas foi anulada por questões repetidas

A anulação das provas objetivas aplicadas na tarde do dia 22 de maio no concurso público realizado pela Prefeitura de Mesquita, na Baixada Fluminense, revoltou os candidatos que pontuaram o suficiente para uma boa classificação, mas foi comemorada pelos que se sentiram prejudicados pelo suposto vazamento do gabarito e pelas questões repetidas nos testes dos dois turnos. A cargo da Fundação de Apoio a Pesquisa, Ensino e Assistência (Funrio), o processo seletivo - que já está sob investigação do Ministério Público - visa preencher 130 vagas imediatas e formar um cadastro reserva para vagas futuras nas funções de professor e secretário escolar, com salário de R$ 2.129,99. A anulação foi decidida na última sexta-feira e uma nova data deverá ser anunciada durante a semana.

Secretário de Educação de Guapimirim responde por improbidade

O secretário Rui Aguiar (a esquerda) foi denunciado pelo MPF junto com um ex-deputado e três ex-membros da Comissão de Licitação da Prefeitura de Mesquita, onde ele atuou na Secretaria de Fazenda e Planejamento (Foto: Divulgação/PMG) Ação tramita na Justiça Federal e foi movida pelo MPF, que aponta possível fraude em licitação na compra de uma unidade móvel de saúde pela Prefeitura de Mesquita

O advogado Rui Tomé Aguiar Filho, nome escolhido pelo prefeito Marcos Aurélio Dias para comandar a Secretaria de Educação de Guapimirim em substituição a vereadora Rizê Silvério, é réu, juntamente com o ex-deputado federal Fernando Gonçalves - o campeão das emendas para compra de ambulâncias através do esquema que foi batizado pela Policia Federal de Máfia dos Sanguessugas - e outras quatro pessoas, no processo 0009073-82.2009.4.02.5110, no qual os seis são acusados pelo Ministério Público Federal de prática de improbidade administrativa, por suposta fraude em processo licitatório para a compra de uma unidade móvel de saúde pela Prefeitura de Mesquita na gestão do prefeito José Montes Paixão, na qual Rui atuou como secretário de Fazenda e Planejamento.

Guapimirim não diz quanto pagou por uniformes

O secretário de Educação Rui Aguiar e o prefeito Marcos Aurélio se encarregaram de fazer a distribuição pessoalmente, mas o custo dos kits eles não divulgaram até agora e muito menos o nome da empresa que os forneceu Troca constante de comando na Secretaria de Educação contribuiria para esconder ainda mais as despesas do setor. O secretário atual teria sido indicado para assessorar sua antecessora por um empresário a ela ligado

Com pompas e circunstâncias o prefeito Marcos Aurélio Dias e o secretário de Educação Rui Aguiar iniciaram pessoalmente este mês a distribuição dos novos uniformes escolares para os cerca de nove mil alunos da rede municipal de ensino de Guapimirim, mas os contribuintes não sabem quanto foi gasto na aquisição dos kits e qual empresa os forneceu, pois a relação de empenhos por credor e a lista de despesas pagas ou empenhadas da Secretaria disponíveis no sistema da Prefeitura não fazem nenhuma referência sobre esta despesa e os gastos por credor informados não representam nem 1% do total despendido pelo setor de Educação em 2015 e não há um registro sequer do exercício deste ano.  Em 2015, por exemplo, os repasses constitucionais recebidos pelo município passaram de R$ 94 milhões, mas o difícil é saber onde e em que os recursos foram aplicados, já que a Prefeitura não se empenha em expor os números de forma clara como determina a lei.

Mesquita paga caro por precária coleta de lixo

O prefeito Gelsinho estaria manobrando para manter contratos da limpeza pública se, licitação Contratos sem licitação foram feitos em 2013 e agora TCE aponta irregularidades em edital para uma concorrência lançada em novembro de 2015 e que na verdade deveria ter sido feita há mais de dois anos

“Proibido: acesso negado. Você não tem permissão para exibir esse diretório ou página usando as credenciais fornecidas.” Este é o aviso dado no site oficial da Prefeitura de Mesquita aos contribuintes que nos últimos dias vem tentando acessar o Portal da Transparência para exercer o controle social sobre as contas da municipalidade garantido a todo e qualquer cidadão pela legislação vigente no país, sem a necessidade de cadastro ou autorização do órgão público. Com esse impedimento o prefeito Rogelson Sanches Fontoura, o Gelsinho Guerreiro evita, por exemplo, que os moradores da cidade - que vem sofrendo com a precariedade dos serviços essenciais - fiquem sabendo que Mesquita paga caro, desde janeiro de 2013 por uma coleta de lixo ineficiente, serviço de limpeza que foi contratado sem licitação logo nos primeiros dias da gestão de Gelsinho, que não foi encontrado para falar sobre o assunto.

O último a sair apague a luz

Rodrigo Neves ingressou no PV e Marcelo Zelão foi para o PDT PT tenta abrigar os seus em outras legendas para driblar o eleitor

Embora bata na mesa e diga ter orgulho de ostentar no peito a estrela símbolo do Partido dos Trabalhadores, o prefeito de Maricá e presidente estadual do PT, Washington Luiz Cardoso Siqueira, o Quaquá, está distribuindo para outras legendas nomes que gostaria de ver disputando as eleições municipais deste ano. Aconselhado pelas pesquisas que mostram que a sigla já perdeu o prazo de validade e que não agrada mais a ninguém, no fundo nem a ele mesmo, Quaquá quer garantir espaço para os seus e a aposta é de que depois do próximo dia 2 de abril não deverá sobrar mais que uma meia dúzia disposta a correr o risco, não por opção própria, mas por falta de espaço em outras agremiações partidárias.

Nove cidades vão ganhar plano integrado de mobilidade

Vicente Loureiro: 'Precisamos pensar na integração intermodal e tarifária, na redução do tempo de deslocamento da população no percurso casa-trabalho' Os municípios de Nova Iguaçu, Queimados, Belford Roxo, São João de Meriti, Mesquita, Nilópolis, São Gonçalo, Itaboraí e Maricá vão poder contar com os serviços de consultoria de empresa contratada pela Câmara Metropolitana de Integração Governamental. A ideia é priorizar e integrar o transporte coletivo intra e intermunicipal, com trens, metrô, barcas, ônibus e o transporte não motorizado (ciclovia e a pé). Os planos de mobilidade urbana estão sendo financiados pelo Banco Mundial.

O contrato será assinado até junho e a empresa terá um ano de prazo para qualificar equipes das prefeituras, detalhar propostas locais e desenvolver os planos das nove cidades de maneira articulada. “Essa é a primeira vez que vamos elaborar um plano integrado de mobilidade urbana com esses municípios. Temos uma parceria com o Banco Mundial que, por meio do programa Pró Gestão, tem nos ajudado na retomada do planejamento e da governança da Região Metropolitana”, disse o diretor-executivo da Câmara Metropolitana, Vicente Loureiro.

Cedae amplia oferta de água na Baixada

As obras já estão em andamento em vários municípios Sete de um total de nove contratos já foram assinados e as obras estão em andamento em várias localidades da região

Já estão em andamento em Duque de Caxias, Nova Iguaçu (Austin e Cabuçu), Mesquita, Belford Roxo, São João de Meriti e Queimados as obras de ampliação do sistema de abastecimento de água, frutos de sete de contratos já assinados pelo governo estadual através da Cedae. As obras vão universalizar o abastecimento de água na Baixada Fluminense, a partir da construção do sistema Novo Guandu, um projeto com valor global orçado em mais de R$ 3 bilhões divididos em nove contratos..

Baixada teme queda maior de recursos em 2016

. Proporcionalmente Guapimirim foi o município que mais perdeu no ano passado e Queimados o menos atingido. Em dinheiro a perda foi maior para Caxias: menos R$ 70 milhões

A maioria dos prefeitos da Baixada Fluminense começou o ano a contando centavos para pagarem o salário de dezembro e o décimo terceiro e até ontem alguns deles não havia conseguido sequer quitar dezembro, mas já estão atentos para outra ameaça aos cofres de suas prefeituras: os repasses constitucionais que os governos estadual e federal são obrigados a fazer podem ser ainda mais reduzidos durante o exercício de 2016 e os municípios terão de ajustar ainda mais suas máquinas administrativas se quiserem manter pelo menos os serviços básicos. A estimativa, segundo os secretários de Finanças da região, é de que as perdas ao longo deste ano sejam 8% maiores que as verificadas nos 12 meses de 2015.

Em Mesquita campanha começa nas estações ferroviárias

Gelsinho Guerreiro despacha a cada terça-feira em uma estação Prefeito volta a sair do gabinete para “corpo a corpo” nos intervalos dos trens

Ele diz que a proposta é um contato direto com os moradores para conhecer os problemas da cidade e as reivindicações, mas há quem enxergue nisso um “corpo a corpo” disfarçado, um "cara a cara" com o eleitor, antecipando uma campanha eleitoral que pelas novas regras do jogo só vai começar em agosto. Esta semana o prefeito de Mesquita, Rogelson Sanches Fontoura, o Gelsinho Guerreiro voltou a montar acampamento numa das três estações ferroviárias do município como o projeto “Fala pra mim”, segundo ele, para aproveitar o tempo de espera pelos trens para ouvir as queixas da população. A suspeita é levantada por lideranças comunitárias que afirmam que até então o prefeito se escondia do povo, evitava sair às ruas e quando o fazia era acompanhado de seguranças que impediam as aproximações, comportamento que mudou desde dezembro, quando o “Fala pra mim” começou.