O prefeito Marcos Aurélio Dias parece assombrado pelo ex-prefeito Junior do Posto, o que preocupa muito os seus poucos aliados no governo
Contratos com ONG sangrou os cofres públicos e feriu a imagem da cidade, que ainda sente a sombra de ex-gestor com a permanência direta ou indireta de 'eminências pardas'
Quando, em 2011, o então prefeito de Guapimirim Renato da Costa de Mello Junior, o Junior do Posto, firmou um contrato no valor global de R$ 34 milhões com a organização não-governamental Casa Espírita Tesloo, controlada pelo major reformado da Policia Militar Sérgio Pereira de Magalhães, mais que driblar a Lei de Responsabilidade Fiscal no tocante a contratação de pessoal e onerar os cofres públicos com remunerações superfaturadas, estava queimando o filme da cidade, o que foi comprovado um ano depois. Afastado o prefeito, ascendeu o vice que, mesmo depois de eleito prefeito em 2013, manteve o contrato considerado como ilegal, assumindo os riscos de aceitar uma herança maldita, que além da Tesloo, reuniria outros interesses do ex-prefeito. Se parte da receita já estava comprometida, o sucessor bem que poderia ter escolhido melhor sua equipe, em vez de aceitar imposições. Não o fez e agora paga o preço alto cobrado daqueles que por inexperiência, excesso de confiança ou má-fé mesmo, acabam metendo os pés pelas mãos.