PM começa derrubar barreiras do tráfico em Meriti

A Polícia Militar vai remover barricadass em todas as comunidades ocupadas por bandidos Bandidagem vinha impedindo até a coleta de lixo

Começaram pelo bairro Engenheiro Belford as ações da Polícia Militar para desobstruir os acessos a comunidades de São João de Meriti, ocupadas por traficantes que fugiram das favelas cariocas. Na Rua Aurélio Ribeira, confluência com Rua Nair, com a cobertura dos agentes da segurança pública, uma barreira já foi destruída por uma máquina da Prefeitura e removida por um caminhão. Operações semelhantes acontecerão durante todo o dia de hoje.

PM vai abrir caminho para coleta do lixo em Meriti

Corporação derrubará barreiras feitas por bandidos em algumas comunidades de São João de Meriti

      Em resposta à solicitação feita ontem ao governador Luiz Fernando Pezão pelo prefeito Sandro Matos, a Polícia Militar - através do 21º BPM e do Batalhão de Operações Especiais (Bope) - vai desobstruir os acessos a comunidades de São João de Meriti, atualmente ocupadas por traficantes que migraram nas favelas cariocas e decidiram ilhar os moradores. Agora a pouco a PM solicitou uma máquina e um caminhão para auxiliar nas operações de derrubadas de barreiras de concreto feitas pelos bandidos, o que vem impedindo inclusive o serviço de coleta de lixo. As operações vão acontecer nos bairros Engenheiro Belford, Vila Humaitá, Vila Norma, Bacia, Venda Velha (morros do Prefeito, Soldado e Caixa D´ água), Moro do Castelinho e Caixa D´ água (centro). As ações dos bandidos estão dificultando o trabalho dos garis e coletores de lixo que trabalham para a empresa Dinâmica, responsável pela limpeza pública em São João de Meriti.

Justiça barra queima de fogos em Cabo Frio

O show pirotécnico é a maior atração do réveillon na cidade Se a Prefeitura descumprir a decisão terá de pagar multa de R$ 500 mil

Em decisão liminar e ação proposta pelo Ministério Público a Justiça suspendeu a queima de fogos no réveillon em Cabo Frio. Segundo o MP, a Prefeitura não obteve ainda as autorizações prévias necessárias das polícias Militar, Civil e do Corpo de Bombeiros para realização do evento mais esperado do réveillon na cidade. A promotoria sustentou na Justiça que o município requereu à Capitania dos Portos a autorização para o show pirotécnico em balsas flutuantes, “mas não aos órgãos de segurança pública”.

Bolsonaro pretende disputar o Planalto em 2018

Jair Bolsonaro se empolgou com os 6% dos votos validos no Rio conquistados por ele nas eleições de 2014 Para isso vai ingressar no PSC até março do próximo ano

Eleito para o sexto mandato de deputado federal no ano passado com mais de 464 mil votos, o militar da reserva Jair Messias Bolsonaro está de malas prontas para deixar o PP e já tem a defesa pronta: seu partido também se sujou com o petrolão. A idéia é disputar a presidência da República em 2018 e há uma legenda disposta a indicá-lo, o Partido Social Cristão, no qual ele deverá fliar-se até o dia 31 de março, aproveitando a “janela” que será aperta para que os políticos com mandato troquem de partido sem correrem o risco de perder a cadeira. Os 6% dos total de votos válidos conquistados por Jair no último pleito encheram os olhos do “dono” do PSC, Everaldo Pereira, que gostaria de vê-lo candidato já no próximo ano, concorrendo à Prefeitura do Rio, o que Bolsonaro parece não estar muito interessado.

Bote sobre o poder continua armado em Seropédica

Wagner está jogando pesado para tirar a cadeira de Martinazzo Vereador quer ser prefeito na marra. Já tentou duas vezes, em ambas foi apeado do cargo pela Justiça, mas está preparando mais um golpe

Alguém disse ao vereador Wagner Vinícius de Oliveira (um policial militar conhecido como Waguinho do Emiliano), que o cargo de prefeito de Seropédica é dele e o bobo acreditou. Tanto é assim que ele tentou tomar o poder duas vezes e já está partindo para terceira, mesmo tendo tomado duas pancadas da Justiça, uma em julho e outra em agosto. Presidente da Câmara Municipal, Wagner passou a enxergar irregularidades na administração do prefeito Alcir Martinazzo depois da morte do vice-prefeito, Zealdo Amaral, ocorrida em setembro do ano passado. Zealdo infartou durante um evento de campanha e logo após seu sepultamento a disputa pelo poder começou: varias comissões de inquérito foram abertas na Câmara e em julho o prefeito foi cassado em uma delas. Wagner sentou na cadeira de prefeito por uma semana e dela saiu por força de decisão judicial. Insatisfeito com a posição do Judiciário, 15 dias depois, ao ler o relatório preliminar de uma segunda comissão, decretou o afastamento do prefeito por 90 dias e assumiu de novo a Prefeitura, sendo retirado de lá por mais uma decisão da Justiça, que afirmou que a Câmara “não tem competência para afastar liminarmente o chefe do Executivo, antes de concluído o julgamento”.

Justiça acata denúncia contra assassinos do ex-prefeito de Macuco

Douglas Borges, segundo o Ministério Público, planejou a morte do ex-prefeito Rogério Bianchini (detalhe), que tinha a preferência do eleitorado para as eleições de 2016 Policial militar, vereador e ex-assessor foram denunciados pelo Ministério Público

O vereador Douglas Espíndola Borges, seu ex-assessor parlamentar Daniel Aleixo Guimarães e o policial militar David Carlos Alves Medeiros (lotado no batalhão de Niterói - 12º BPM), já são réus em processo no qual são acusados do  assassinato do ex-prefeito de Macuco, Rogério Bianchini, morto na manhã do dia 30 de abril, quando caminhava da academia de ginástica na qual se exercitava até a sua casa. Os três já se encontravam presos temporariamente e, se nenhuma decisão judicial for tomada em contrário, deverão aguardar o julgamento na prisão, pois, ao acatar a denúncia do MP o juízo da Vara Criminal de Cordeiro decretou a prisão preventiva dos acusados.

Quer o poder, general? Dispute a eleição

O general Antonio Mourão convocou os militares para "o despertar de uma luta patriótica" A "luta patriótica" sugerida pelo ex-comandante militar do Sul, general Antonio Hamilton Martins Mourão, soou como música aos ouvidos dos integrantes daquela tropa que ainda resiste à democracia. Como comandante de um exercito armado ele jamais poderia ter falado uma besteira dessas, assim como não deveria emitir opinião crítica ou elogiosa contra uma presidente da República democraticamente eleita. Concordo que Dilma e o PT estão afundando esse país e que a corrupção parece institucionalizada, mas para isso a própria democracia tem solução e o impeachment é uma delas. Essa tal de "luta patriótica" pregada por Mourão só interessa a ele e aos seus iguais, aos que acham que os militares estão acima do bem e do mal, que são o remédio para toda e qualquer doença.

Essa meia-dúzia que tem saído às ruas pedindo a volta da ditadura militar não pode ser levada a sério e o general Mourão muito menos. Como cidadão ele tem todo o direito de falar o que bem entender, mas ele não se pronunciou como cidadão-contribuinte-eleitor, como o jornalista Hélio Fernandes costumava dizer. Falou como comandante de uma tropa sob a qual tinha, até aquele momento, poder de mando e militar não costuma ignorar ordem, mesmo que essa seja a de baixar o porrete, apontar canhões para as instituições e ameaçar mandar bala.

Vinte e sete anos depois

A ação do Exercito provocou comoção nacional, mas no dia 2 de maio de 1989 um ato de violência voltou a sacudir Volta Redonda: o Memorial 9 de Novembro, símbolo da luta dos trabalhadores, inaugurado um dia antes, foi destruído por uma bomba O Ministério Público Federal decide apurar violação de direitos humanos na invasão da CSN pelo Exército na greve de 1988 

Quando se pensava que a democracia já fosse realidade,  no dia 9 de julho de 1988, no velho estilo de truculência adotado nos anos de chumbo da ditadura militar, uma tropa do Exército invadiu a Companhia Siderúrgica Nacional para conter o movimento grevista iniciado pelos metalúrgicos e a coisa ficou feia para os trabalhadores. Nesse dia, armados apenas com o direito de reivindicar, os operários foram tratados como inimigos da pátria e três deles foram mortos. Agora, passados 27 anos, o núcleo do Ministério Público Federal (MPF) em Volta Redonda decidiu instaurar inquérito civil público para apurar a responsabilidade do estado Brasileiro pelas mortes de Carlos Augusto Barros, Walmir de Freitas Monteiro e Willian Fernandes Leite.

Subserviência do prefeito compromete Guapimirim

O prefeito Marcos Aurélio Dias parece assombrado pelo ex-prefeito Junior do Posto, o que preocupa muito os seus poucos aliados no governo Contratos com ONG sangrou os cofres públicos e feriu a imagem da cidade, que ainda sente a sombra de ex-gestor com a permanência direta ou indireta de 'eminências pardas'

Quando, em 2011, o então prefeito de Guapimirim Renato da Costa de Mello Junior, o Junior do Posto, firmou um contrato no valor global de R$ 34 milhões com a organização não-governamental Casa Espírita Tesloo, controlada pelo major reformado da Policia Militar Sérgio Pereira de Magalhães, mais que driblar a Lei de Responsabilidade Fiscal no tocante a contratação de pessoal e onerar os cofres públicos com remunerações superfaturadas, estava  queimando o filme da cidade, o que foi comprovado um ano depois. Afastado o prefeito, ascendeu o vice que, mesmo depois de eleito prefeito em 2013, manteve o contrato considerado como ilegal, assumindo os riscos de aceitar uma herança maldita, que além da Tesloo, reuniria outros interesses do ex-prefeito. Se parte da receita já estava comprometida, o sucessor bem que poderia ter escolhido melhor sua equipe, em vez de aceitar imposições. Não o fez e agora paga o preço alto cobrado daqueles que por inexperiência, excesso de confiança ou má-fé mesmo, acabam metendo os pés pelas mãos.

Palavras de um débil mental

     "Dois grupos vão para as ruas hoje nesta manifestação: um grupo de alienados que não aceita que perdeu a eleição e outro financiado por forças do imperialismo. Estão loucos para tomar conta do nosso petróleo”. A afirmação é do ex-guerrilheiro Acilino Ribeiro, subsecretário de Movimentos Sociais e Participação Popular, ferrenho defensor do desastrado jeito petista de governar. Ele disse isso em entrevista publicada ontem pelo Correio Braziliense, usando termos tão velhos e lugares-comuns como o naftalinizado “imperialismo americano”. Para ele, quem vai às ruas para gritar contra a roubalheira e o descaramento da dupla Lula & Dilma, é alienado ou está a serviço do arrogante governo norte-americano. O engraçado é que ele ataca quem protesta democraticamente, mas defende os baderneiros: é o advogado que conseguiu livrar aquele grupo de blacks blocks processado pelo quebra-quebra na Praça dos Três Poderes durante os protestos de 2013.

      Aliás,  Acilino se diz especialista em combater o tal “imperialismo americano” e se comporta como os que vêem fantasmas ao meio dia e conspiração em tudo que bate de frente com Lula, Dilma, o PT e seus iguais. Na ditadura militar ele foi preso duas vezes. Exilado, recebeu treinamento na Rússia e na Líbia, trabalhou como segurança pessoal do ditador Muamar Kadafi, o sanguinário líder que acabou justiçado pelo povo e é chegado a governos ditatoriais como os de Cuba e Venezuela. Para ele liberdade de expressão só para os que chamam de “coxinhas” os que usam roupas limpas, perfumes e conseguem pronunciar uma frase corretamente.