Volta do ‘Fantasma’ à cadeia deixa políticos preocupados

Na Prefeitura de Maricá Fernando teve empenhado a favor de empresas suas mais de R$180 milhões Só em Maricá o faturamento de empresas dele foi de mais R$180 milhões

Preso em agosto por fraudes em licitações na Prefeitura de Campos, Fernando Trabach Gomes voltou a ser detido ontem, desta vez sob acusação de golpe no setor imobiliário, com a venda antecipada de cotas em um hotel que seria construído em Resende, no Sul Fluminense e seu retorno às grades volta a tirar o sono de prefeitos e ex-prefeitos, por conta de possíveis participações indiretas do empresário em contratos de terceirização de mão de obra e direta na coleta de lixo. 'Fantasma' - como Trabach tornou-se conhecido por 'criar' uma pessoa, 'batizá-la' de George Augusto Pereira da Silva e abrir com este nome  empresa GAP Comércio e Serviços -, é visto na Baixada Fluminense como um empreendedor respeitável e atua também no interior e na Região dos Lagos, onde, no município de Maricá, teve mais de R$ 180 milhões empenhados pela Prefeitura em favor de uma de suas empresas em quatro anos. Segundo o MP, a GAP foi criada, "com o objetivo de cometer crimes licitatórios e contra a ordem tributária". A preocupação é com a possibilidade de Trabach decidir falar sobre o 'milagre da multiplicação' e revelar os nomes dos 'santos'.

Central de boatos prega instabilidade em Magé

O fake da vez é uma ação do MP que não aconteceu

O município de Magé foi alarmado no final da tarde desta sexta-feira (24) por uma central de noticias falsas que há vários meses vem fazendo ataques contra as autoridades municipais, espalhando informações mentirosas, pregando a desestabilização e tentando criar fatos políticos, o que já está sendo investigado pela Polícia. O boato de hoje dá conta de que o Palácio Anchieta, sede do governo municipal, teria sido cercado pela Polícia Federal em apoio a uma suposta ação conjunta do Ministério Público e do Tribunal de Contas, o que não ocorreu. Consultado agora a pouco pelo elizeupires.com, o prefeito Rafael Santos de Souza, Rafael Tubarão, chegou a rir ao ser indagado sobre o assunto e lamentou que até uma pane elétrica no prédio da Prefeitura vire motivo para fake news.

Justiça volta a bloquear bens de Riverton Mussi

Ex-prefeito de Macaé, servidores e dois empresários foram denunciados pelo MP

Em mais uma ação por improbidade administrativa movida pelo Ministério Público, o ex-prefeito Riverton Mussi teve os bens bloqueados pela Justiça, que ainda decretou a quebra de sigilo bancário e fiscal do político. A medida foi tomada pelo juiz da 2ª Vara Cível de Macaé, Josué de Matos Ferreira. Segundo ele, o bloqueio e a indisponibilidade de bens são necessários para "a verdadeira elucidação dos fatos" e para verificar a real destinação de recursos públicos, uma vez que há fortes indícios de que "os réus agiram em conluio para fins de obtenção de vantagens econômicas pessoais". A decisão atingiu ainda quatro servidores e dois sócios da empresa Elo Produções e Eventos.

Ex-presidente de autarquia de Arraial do Cabo pega 134 anos

Francisco Eduardo Freire Barbosa, o Chico da Ecatur, foi condenado a 134 anos de prisão Chico da Ecatur comandava organização criminosa na Região dos Lagos

Preso desde novembro de 2015, quando era presidente da Empresa Cabista de Desenvolvimento Urbano e Turismo (Ecatur) - autarquia responsável pelo serviço de limpeza pública no município de Arraial do Cabo -, Francisco Eduardo Freire Barbosa, o Chico da Ecatur, foi condenado a 134 anos de prisão pelos crimes de lavagem de dinheiro, peculato, obstrução da Justiça e organização criminosa, com imputações de crimes contra a administração pública municipal. Com ele foram condenadas outras 14 pessoas, entre elas, Carlos Eduardo Rocha Freire Barboza, o Cadu Playboy, filho de Francisco. Durante as investigações foi comprovado uma empresa emprestada de dois irmãos era usada para lavar dinheiro obtido ilicitamente na Ecatur. De acordo com o entendimento do juízo da 2ª Vara de São Pedro da Aldeia, "as ações criminosas foram perniciosas no sentido de fundir o poder político com o poder do narcotráfico e de manter desvios de recursos públicos".

Garotinho e Rosinha foram presos hoje no Rio

Agora são três ex-governadores fluminenses na prisão: Sergio Cabral, Garotinho e Rosinha Acusação agora vai além da Operação Chequinho

Dois ex-governadores do Rio de Janeiro foram presos na manhã desta quarta-feira em operação realizada pela Policia Federal em apoio ao Ministério Público de Campos. Anthony Garotinho e Rosinha Matheus foram levados para a sede da PF e os agentes prenderam outras seis pessoas. Eles são acusados de envolvimento em um suposto esquema de captação de recursos ilegais para as campanhas eleitorais, denunciado por um dos delatores da JBS, Ricardo Saud. O casal foi encontrado em um apartamento da Rua Senador Vergueiro, no Flamengo, bairro da Zona Sul da capital fluminense, onde mora. De acordo com o que foi apurado até agora, os presos integrariam uma organização criminosa montada para arrecadar recursos de forma ilícita com empresários com o objetivo de financiar campanhas eleitorais, inclusive com prática de extorsão. Entre os acusados está o presidente nacional do PR  Antônio Carlos Rodrigues, que teria intermediado repasse ilegal para a campanha do ex-governador em 2014. Rodrigues já foi Ministro dos Transportes.

TJ suspende efeitos da sessão que soltou deputados no Rio

Liminar foi concedida a pedido do Ministério Público

Em decisão liminar do desembargador Heleno Ribeiro Pereira Nunes em mandado de segurança impetrado pelo Ministério Público, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro suspendeu, agora a pouco, os efeitos da sessão da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), realizada na última sexta-feira (17), na qual determinou-se a soltura dos deputados Jorge Picciani, Paulo Melo e Edson Albertassi, todos do PMDB, presos no dia anterior pela Polícia Federal. O MP pediu a anulação da votação por desrespeito a uma ordem judicial que determinava a abertura das galerias do plenário para o público. A suspensão vale até o julgamento do mérito pelo Órgão Especial do TJRJ, em data ainda não marcada, quando se decidirá se a sessão será anulada ou não. De acordo com o MP, "ao impedir a entrada do público nas galerias da Alerj, o presidente em exercício da Casa, deputado Wagner Montes (PRB), e a Mesa Diretora não obedeceram aos princípios mais basilares do Estado Democrático de Direito, vedando o livre acesso de cidadãos fluminenses às galerias da Assembleia, de forma a camuflar a sessão pública".

O Judiciário e a Constituição. Eis aí um duelo

Como todo e qualquer brasileiro acho que lugar de corrupto é na cadeia. Quero e anseio que, se comprovados os crimes, Jorge Picciani, Edson Albertassi, Paulo Melo e muitos outros cumpram suas penas dentro daquilo que o rigor da lei impõe. Porem, hoje, pelo que está na Constituição federal e na estadual eles não podem ser presos e não me venham dizer que estou defendendo bandido. O que tento lhes mostrar aqui é que se alguns desses doutores endeusados pelas redes sociais e por importantes setores da imprensa decidem se lixar para a lei em casos envolvendo medalhões da política, podem fazê-lo também contra qualquer cidadão, bastando para isso que o clamor público os pressione a tal, pois o que estamos vendo são prisões feitas mais para agradar a platéia que sustentadas pela lei. 

Nos dias atuais qualquer um que ouse defender o devido processo legal é taxado de inimigo da Lava Jato pelos semideuses do Ministério Público Federal sob aplauso dos justiceiros das redes sociais, uma turma de raciocínio lento e dedos ágeis no teclado, que certamente vai esbravejar bastante por conta do que vou dizer agora: Na tarde desta terça-feira os desembargadores do Tribunal Regional Federal no Rio de Janeiro pisaram na Constituição, simplesmente porque se sentiram ofendidos com o fato de a Assembleia Legislativa não lhes ter comunicado a decisão da sessão da última sexta-feira, para que eles então pudessem emitir os alvarás de soltura. A Casa errou feio em não fazê-lo, mas ao desautorizar as prisões o fez dentro da lei. 

PT quer a cadeira do prefeito de Nova Iguaçu

Ideia seria convencer Rogério Lisboa a pedir licença de 180 dias para tratamento médico

O senador Lindberg Farias e o presidente do PT estadual, Washington Quaquá estão em estado de euforia e acreditam que podem ter o controle do município de Nova Iguaçu, o que aconteceria através do vice-prefeito Carlos Ferreira. De acordo com informações recebidas hoje (19) pelo elizeupires.com, o grupo estaria trabalhando para convencer o prefeito Rogério Lisboa (foto), a afastar-se do cargo por até 180 dias, passando a cadeira ao vice. A principal alegação seria a de tratamento médico, mas o argumento velado seria tirar o prefeito da vitrine no momento em que o nome dele aparece no relatório da denúncia do Ministério Público Federal sobre a existência de uma suposta organização criminosa na Assembleia Legislativa, como autor de emendas que, segundo o MPF, "foram encomendas pela Odebrecht".