Mutirão da Saúde de Resende exala cheiro de enxofre

As ações seriam desculpa para o governo firmar contratos sem licitação

A birra do prefeito de Resende em não se reunir com os membros do Conselho Municipal de Saúde poderá render-lhe mais uma denúncia no Ministério Público. É que Diogo Balieiro Diniz (foto) resolveu fazer oba-oba com um mutirão na Saúde, sem informar quanto isso está custando aos cofres públicos. De acordo com a Prefeitura, cerca de seis mil procedimentos serão feitos durante essas ações, mas se Diogo não tivesse levado o setor ao estado terminal em apenas cinco meses de gestão, os tais mutirões e as despesas misteriosas seriam desnecessárias. Se já não é boa, a situação do prefeito pode se complicar ainda mais, já que alguns conselheiros suspeitam que ele pode ter agido de caso pensado ao criar uma espécie de bolha no sistema de Saúde para poder justificar possíveis contratações milionárias envolvendo laboratórios, hospitais, fornecedores e profissionais de saúde para agora dar suporte ao mutirão propagandeado por ele.

Com impunidade garantida pelo MPF homem que ferrou o Brasil leva vida de rei em Nova York enquanto o país perde R$ 170 bilhões

Joesley Batista deixou o Brasil 12 horas após prestar depoimento na PGR, onde desmentiu alguma das bravatas contadas ao presidente. Embarcou num Gulfstream 550 particular avaliado em R$ 208 milhões e foi morar em seu dúplex de US$ 38 milhões na Quinta Avenida, em Nova Iork Só para a quebrada previdência social brasileira a JBS do empresário Joesley Batista (foto) deve R$ 2,3 milhões, sem contar o crédito de R$ 12,8 bilhões conseguido na moleza junto ao BNDES durante as duas gestões do presidente Lula. O governo brasileiro dificilmente vai ser ressarcido, mas nada disso foi levado em consideração pelo Ministério Público Federal na hora de garantir salvo conduto a Joesley - para que ele saísse do país - e, de quebra, lhe assegurar impunidade total, já que Batista não será processado por qualquer crime. O acordo de delação premiada que foi homologado a toque de caixa pelo ministro Edson Fachin (que em 2015 recebeu ajuda de gente da JBS para conseguir no Senado a sua nomeação para o MPF), segundo analistas econômicos, pode levar o país a perder R$ 170 milhões em investimentos em curto prazo, mas Batista não sofrerá nem um pouco com isso. Está morando num dúplex pelo qual pagou US$ 38 milhões, enquanto milhões de brasileiros não tem nem como quitar o aluguel dos conjugados em que vivem.

O ministro Gilmar Mendes criticou a forma com que o MPF conduziu o acordo e pediu que a delação fosse submetida ao plenário do STF, com o que o procurador geral da República, Rodrigo Janot não concorda. Em qualquer pais onde as leis realmente tem valor a delação de Joesley seria anulada, o que se acontecesse por essas bandas levaria o empresário a acertar as contas com a Justiça, coisa que todos os brasileiros gostariam que realmente acontecesse, afinal, além do perdão total ao empresário, saltam aos olhos as situações nebulosas que antecederam a divulgação do acordo da impunidade.

Luiz Martins recebeu mais de R$ 1 milhão de empresas investigadas

Além da JBS, foram feitos repasses pelas construtoras Queiroz Galvão, Carioca Christiani Nielsen Engenharia e Cervejaria Petrópolis (Itaipava)

Cumprindo o segundo mandato pelo PDT, o deputado estadual Luiz Antonio Martins (foto), declarou ter recebido, em 2014, R$ 1.427.616,40 em doações e os registros apontam que  R$ 1,021 milhão tiveram como origem empresas investigadas na operação Lava Jato por supostos pagamentos de propina a políticos de vários estados. A maior doação, mostram os registros, foi feita pela JBS, que fez um repasse de R$ 300 mil, um segundo de R$ 100 mil e ainda pagou R$ 21 mil pela produção de material de áudio e vídeo para inserções no horário de propaganda eleitoral no rádio e na televisão. De acordo com os dados, as doações foram feitas originalmente ao diretório do PDT, que depois fez os repasses para a conta de campanha do então candidato a reeleição.

Caxias cobra abertura de “caixa-preta” da Câmara de Vereadores

Gastos da Casa com assessores e fornecedores não estão disponíveis para o controle social

O presidente da Câmara de Vereadores de Duque de Caxias, Sandro Lelis, poderá ser obrigado pela Justiça a abrir a “caixa-preta” das contas da Casa para tornar público quantos ocupantes de cargos de assessoria existem, em quais gabinetes estão lotados e quanto eles recebem de salário. Pelo menos é isso que representantes da sociedade local pretendem pedir em representação que deverá ser encaminhada ao Ministério Público, alegando que os gastos do Poder Legislativo com pessoal não estão disponíveis de forma clara no Portal da Transparência, assim como as despesas com fornecedores e prestadores de serviços. A iniciativa foi despertada pela notícia veiculada pelo jornal Extra de que parentes do traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira Mar, estavam nomeados como assessores na Casa que, segundo estimativas, estaria gastando mais de R$ 50 milhões por ano, sendo o Legislativo mais caro da Baixada Fluminense.

Sergio Moro absolve mulher de Eduardo Cunha

Juiz da Lava Jato não viu prova de que Claudia Cruz sabia de depósito de US$ 1 milhão

Em sentença divulgada no final tarde desta quinta-feira (25), o juiz federal Sergio Moro inocentou a mulher do ex-deputado Eduardo Cunha em processo no qual ela foi acusada pelos procuradores da Lava Jato dos crimes de evasão fraudulenta de dinheiro e lavagem de dinheiro. Moro não viu provas de que Claudia Cruz (foto) tivesse conhecimento da existência de US$ 1 milhão - “dinheiro de origem ilícita”, segundo o Ministério Público Federal - em sua conta bancária. 

E agora, Fachin?

O que o Supremo Tribunal Federal está esperando para anular esse acordo de delação premiada que deixa livre de qualquer processo o empresário Joesley Batista, manda-chuva maior do grupo JBS? Como se não bastassem a multa irrisória estipulada pelo “imaculado” Ministério Público, o fato de um procurador da República - que se demitiu um dia antes de a gravação clandestina de uma conversa com entre Joesley e o presidente Michel Termer – ter se associado ao escritório de advocacia que representa a JBS e – e a derrapada feia na curva do cacique da PGR, Rodrigo Janot, que inseriu a gravação no inquérito sem solicitar que o material fosse periciado antes, agora vem à tona a informação de que Edson Fachin (foto) pediu ajuda a gente da JBS para assegurar sua nomeação como ministro do STF. Já sei. Vão dizer que o ministro não sabia, em 2015, quando isso aconteceu, da relação promíscua do empresário com parlamentares.

Muito bem. Se não sabia agora já sabe, assim como tem pleno conhecimento de que a gravação não foi periciada e que Joesley deve R$ 2,3 bilhões ao INSS e obteve empréstimos bilionários junto ao BNDES, que dificilmente serão pagos.

Joesley usou “gravador vagabundo” para incriminar Temer

Afirmação é de um dos maiores especialistas em áudio do Brasil, o perito Ricardo Molina, que apontou mais de 60 cortes, sendo seis falhas no trecho sobre Eduardo Cunha

“É uma gravação tão contaminada que não pode ser levada a sério. Ela só está sendo levada a sério pelo contexto político que a circunda. A Procuradoria é ingênua e incompetente. Aquilo é coisa de leigo e que não sabe mexer em áudio. Eles se esconderam atrás de frases como índice provável de confiabilidade. Essas duas pessoas [analistas do MPF] não entendem nada de áudio”. A afirmação é de Ricardo Molina (foto), um dos maiores especialistas do Brasil. Molina – que é professor Unicamp e um perito em fonética forense, tendo atuado em centenas de casos em processos criminais – foi contratado pela defesa do presidente Michel Temer para analisar o áudio em que o presidente conversa com o empresário Joesley Batista, que comanda o grupo JBS, que fez o acordo de delação com o Ministério Público Federal.

UPA de Comendador Soares foi reaberta, mas não funciona direito…

... por falta de medicamentos e materiais básicos, mesmo a atual gestão já tendo pago R$ 8,6 milhões a fornecedores e ter feito uma licitação de R$ 47 milhões para abastecer a rede de saúde

Os moradores da localidade de Comendador Soares, que há dez dias comemoraram a reabertura da Unidade de Pronto Atendimento 24 horas, estão decepcionados. É que a UPA foi reativada, mas a Secretaria Municipal de Saúde esqueceu do essencial: remédios e materiais de consumo, isso apesar de o município ter feito uma licitação no valor total de R$ 47 milhões para abastecer a rede e já ter pago, de janeiro até hoje R$ 8,6 milhões a doze fornecedores de remédios e insumos. De acordo com algumas lideranças comunitárias locais, em uma semana o número de mortes teria superado o total registrado nos últimos dois, o que se ficar comprovado, terá de ser cobrado da administração municipal, que embora tenha novos gestores há mais de quatro meses, continua responsabilizando o governo anterior por tudo de ruim que acontece no município. De acordo com reclamações de usuários da rede de saúde administradas pela Prefeitura, a falta de medicamentos é uma realidade em várias unidades, problema para o qual a Comissão de Saúde da Câmara de Vereadores parece não estar nem aí. Com a palavra o prefeito Rogério Lisboa, o secretário Hildoberto Carneiro de Oliveira e os representantes do Ministério Público no município.

Braço direito de Janot deixou a PGR e foi atuar em escritório que defende os interesses da JBS no acordo de leniência

Estadão revela que um dos principais colaboradores do Procurador Geral deixou o MPF um dia antes da tão questionada gravação clandestina de Joesley Batista ser feita

O ex-procurador da República Marcelo Miller (foto) está atuando no escritório de advocacia contratado por Joesley Batista para representar o grupo JBS no fechamento do acordo de leniência que está sendo firmado com o MPF. A informação foi publicada com exclusividade pela jornalista de O Estado de São Paulo, o Estadão, Vera Magalhães, na tarde deste sábado. Segundo a revelação, Marcelo, que era “um dos principais braços-direitos de Rodrigo Janot no Grupo de Trabalho da Lava Jato até março deste ano”, a saída de Miler do Ministério Público Federal veio à público no dia 6 de março, um dia antes de o empresário gravar a conversa com o presidente Michel Temer.

Folha de São Paulo denuncia que gravação de Joesley foi editada

Em matéria postada às 21h53 desta sexta-feira o jornal Folha de São Paulo revela que perito encontrou 50 cortes nos áudios divulgados pelo Ministério Público Federal. Leia o texto na íntegra

Uma perícia contratada pela Folha concluiu que a gravação da conversa entre o empresário Joesley Batista e o presidente Michel Temer sofreu mais de 50 edições. O laudo foi feito por Ricardo Caires dos Santos, perito judicial pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. Segundo ele, o áudio divulgado pela Procuradoria-Geral da República tem indícios claros de manipulação, mas "não dá para falar com que propósito". Afirma ainda que a gravação divulgada tem "vícios, processualmente falando", o que a invalidaria como prova jurídica. "É como um documento impresso que tem uma rasura ou uma parte adulterada. O conjunto pode até fazer sentido, mas ele facilmente seria rejeitado como prova", disse Santos.