Bolsonaro vai comandar o PEN que mudará o nome para Patriota

Com isso Walney Rocha perde o controle da legenda no Rio

Pré-candidato à presidente da República, o deputado Jair Bolsonaro já está com os dois pés no Partido Ecológico Nacional (PEN), que vai mudar de nome para Patriota. Campeão de votos em 2014, o capitão da reserva do Exercito está trocando de partido com a condição de comandar a legenda a nível nacional, com uma atenção especial para o Rio. Com isso o deputado Walney Rocha vai perder a presidência regional, que deverá ficar com um outro Bolsonaro. Ao que tudo indica Rocha vai ter dificuldades também em Nova Iguaçu, onde, de forma direta, controla um bom pedaço do governo municipal.

MP aponta fraude em compra de material hospitalar em N. Iguaçu

Renato Baptista assinou as notas de empenho que garantiram o pagamento de pelo menos R$ 4,9 milhões Promotoria ajuizou ação contra ex-secretários, ex-assessores e um empresário

Uma compra de R$ 8,7 milhões em material hospitalar feita no apagar das luzes da gestão da prefeita Sheila Gama, em 2012, resultou em uma ação de improbidade administrativa contra um empresário e quatro integrantes do governo dela, processo ajuizado cinco anos depois pelo Ministério Público. Além do fato de o material adquirido ter desaparecido do almoxarifado logo depois de dado como entregue, o MP apontou falta de levantamento de preços, uma vez que a Prefeitura de Nova Iguaçu não fez licitação e aderiu a ata de um pregão do governo de Roraima, vencido pela Insumed Comércio de Medicamentos e Equipamentos Hospitalares. O critério da economicidade definido por lei tinha de ser observado pela Secretaria de Saúde, pois os preços para Nova Iguaçu deveriam ser bem menores, uma vez que o fornecedor está localizado em Belford Roxo, a 10,2 quilômetros, distância infinitamente menor que os 4.990 quilômetros que separam a cidade onde a empresa está sediada de Boa Vista, capital de Roraima.

GM de Nilópolis adota armas não letais fabricadas em Nova Iguaçu

Dispositivos já estão sendo usados pelos agentes

Os agentes da Guarda Civil Municipal de Nilópolis, na Baixada Fluminense, passaram a utilizar o dispositivo incapacitante elétrico, do modelo Spark, e o spray de gás de pimenta, classificados como Instrumento de Menor Potencial Ofensivo (IMPO), equipamentos adotados normalmente pelas guardas civis de cidades com alta densidade demográfica. Os dispositivos são fabricados por uma empresa de tecnologias não letais sediada em Nova Iguaçu, a Condor, que também oferece treinamento. Para capacitar os guardas no emprego do armamento a Secretaria Municipal de Segurança promoveu dois cursos, que foram ministrados pelo chefe da área do setor de treinamento da empresa, Ricardo Soares e o instrutor da Academia da Guarda Municipal do Rio, Fábio André do Nascimento.

MPs no Rio se unem para acompanhar casos de intolerância religiosa

O MPF, por exemplo, quer saber se há omissão por parte do poder público

As ações criminosas contra templos de Umbanda e Candomblé no Rio de Janeiro chamaram a atenção dos ministérios públicos estadual e federal, que decidiram atuar juntos para acompanhar as investigações. Os trabalhos em conjunto deverão ser iniciados nesta segunda-feira. O MPF já instaurou uma notícia-fato para averiguar se há omissão por parte do poder público no combate a estes crimes e a Policia Civil quer saber se há envolvimento de supostos pastores nestas ações. Na sexta-feira, por exemplo, o pastor Daniel Martins Francisco foi autuado na 58ª DP (Posse) por quebrar imagens. Ele é apontado como líder de uma igreja evangélica no bairro Jardim Paraíso, em Nova Iguaçu. O secretário de Direitos Humanos Atila Nunes diz não crer que verdadeiros pastores estejam envolvidos, mas sim alguns fanáticos. Ele defende a criação de uma delegacia específica para registrar corretamente casos e gerar dados estatísticos para mapear os crimes.

Câmara de N. Iguaçu nega intenção de ter bombeiros como fiscais

Ideia de colocá-los para trabalhar nos dias de folga é desmentida

Em contato na manhã desta quinta-feira (14) alguns vereadores de Nova Iguaçu negaram a existência de um projeto de lei que visaria permitir a contratação de agentes do Corpo de Bombeiros para atuarem, nos dias de folga, como fiscais de postura. Segundo eles, ninguém na Casa tem conhecimento disto e que se tal projeto existir e for apresentado não será aprovado, pois a fiscalização tem de ser feita por servidores efetivos da Prefeitura, conforme determina a lei. O assunto foi objeto de matéria veiculada ontem, na qual foi informada ainda exoneração de um dos assessores do Legislativo, Robson Ribeiro Alves, o Baby, dono de uma empresa que intermediava concessões de alvará e outros documentos, a Baby Legalizações, que estaria foragido desde a operação que resultou em prisão para 35 membros da corporação, por conta de um esquema de cobrança de propina para liberação de alvarás para comércios e pontos de diversão e lazer. “A ideia é tão absurda que não creio que alguém tenha coragem de propô-la”, disse um deles. Já o presidente da Câmara, Rogério Teixeira Junior, o Juninho do Pneu, ainda não se pronunciou sobre a demissão de Baby, que tinha a função de assessor de Recursos Humanos.

Câmara de Japeri gasta R$ 5,3 milhões

Mas não revela onde e em que o dinheiro do povo está indo parar

Há pouco mais de nove meses no cargo, o presidente da Câmara de Vereadores de Japeri parece ter aprendido rápido a esconder os gastos do Poder Legislativo, uma prática que já se tornou comum no município mais pobre da Baixada Fluminense. A exemplo de seus antecessores, Wesley George de Oliveira, Miga (foto), não disponibiliza as despesas da Casa no Portal da Transparência, o que impede o controle social garantido pela Lei Complementar nº 131/09, também conhecida como Lei da Transparência. Formada por 11 vereadores, a Câmara de Japeri tem mais de 30 cargos comissionados, fora a mão de obra temporária, mas os moradores da cidade não conseguem saber quanto isto lhes custa por mês e muito menos o destino dado a um orçamento de R$ 5,3 milhões.

Exposição conta a história de Madre Teresa em Paracambi

Evento será aberto hoje e vai até o dia 12 de outubro

Realizada simultaneamente em vários países pela instituição Missionárias da Caridade, será aberta na próxima terça-feira, em Paracambi, a exposição oficial sobre a Vida, Obra e Espiritualidade de Madre Teresa de Calcutá, pela causa da canonização. A mostra, que já foi vista por cerca de sete mil pessoas em Nova Iguaçu, Nilópolis e Queimados, estará no espaço cultural, na antiga fábrica de tecidos Brasil Industrial. A exposição apresenta fotos, textos, objetos, cenografia e mensagens sobre a espiritualidade de Madre Teresa, com os painéis organizados de forma cronológica, apresentando textos em português e espanhol, além de uma réplica cenográfica do quarto onde ela vivia. Também há relíquias, cópias de documentos, cartas e prêmios por ela recebidos, inclusive o Nobel da Paz, versão de 1979 e um oratório. A abertura oficial será às 14 desta terça-feira e ficará aberta até o dia 11 de outubro, das 9h as 19h. O espaço fica na Rua Sebastião Lacerda.

Vices de cidades da Baixada podem disputar eleições de 2018

Vandro, Carlos Ferreira, Marcos Pessanha e Gelson Azevedo transitam fácil pelo eleitorado em suas cidades Prefeitos de Duque de Caxias, Nova Iguaçu, Magé e Meriti podem ficar sem os seus “reservas”

Vandro Lopes Gonçalves, o Vandro Família, não esconde de ninguém o desejo de eleger-se deputado estadual. Vice-prefeito e secretário de Obras, ele conta com apoio do grupo do prefeito Rafael Tubarão para isto. Situação idêntica se verifica em Nova Iguaçu, onde o ex-vereador Carlos Ferreira, o Ferreirinha, vice de Rogério Lisboa, já se movimenta nesse sentido. Em São João de Meriti um estreante na política parece ter tomado gosto pela coisa e está pensando se aceita o encargo de concorrer a uma vaga na Assembléia Legislativa. O empresário Gelson Azevedo, que formou chapa com o prefeito João Ferreira Neto, o Dr. João, comanda a Secretaria de Governo e tem marcado presença nas ruas. Já em Duque de Caxias, tem grupo forte abanando o vice-prefeito Marcos Pessanha a tentar uma cadeira na Câmara dos Deputados, com o que ele não disse ainda se concorda ou não, mas como dizem por aí onde há fumaça há fogo.

Uma denúncia sob suspeita em Nova Iguaçu

Alegação de irregularidade em concurso da Câmara teria sido para deixar cargos para nomeações

"Acolho a opinião da Procuradoria e dou por suspenso o concurso público objeto do processo 180/2016, em razão de Inquérito Civil MPR/RJ nº 44/16". Simples assim. Foi com este despacho que o presidente da Câmara de Vereadores de Nova Iguaçu, Rogério Teixeira Júnior, o Juninho do Pneu, suspendeu o resultado final do concurso público realizado no ano passado para preencher 90 vagas em cargos de provimento efetivo, com salários variando entre R$ 904 e R$ 8.640. O ato data de fevereiro e a justificativa foi a abertura de um inquérito pelo Ministério Público para apurar a ocorrência de supostas irregularidades no certame, a partir de uma denúncia anônima. Já se passaram seis meses, não há nenhuma ação judicial determinando a suspensão ou anulação do concurso e até agora os candidatos aprovados não receberam uma informação sequer sobre o caso por parte da Câmara, que tem hoje mais de 300 comissionados.

TJ mantém redução do número de vereadores em Nova Iguaçu

Mas ata da sessão em que o corte de cadeiras foi aprovada vai ser investigada

Em sua totalidade, os desembargadores que integram a 22ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça mantiveram a redução de 29 para 17 do número de vereadores na Câmara de Nova Iguaçu, rejeitando recurso impetrado por 12 partidos contra duas emendas feitas na Lei Orgânica do Município, aprovadas em 2014 e 2016. A primeira delas reduziu a composição de 29 para 21 e a segunda cortou mais quatro cadeiras. A apelação – contra sentença do juízo da 6ª Vara Cível – defendia a posse de 12 suplentes, voltando a composição normal, arguindo "afronta ao princípio da anualidade da legislação eleitoral" e o desrespeito à exigência do quorum mínimo na apreciação de uma das emendas, uma violação a um dispositivo constitucional que ainda deverá render muito, pois houve denúncia de que a ata teria sido alterada.