Bornier aposta na falta de adversário para se reeleger

Nelson Bornier e os seus acham que não há concorrente à altura Arrogante, prefeito de Nova Iguaçu não vê ninguém à sua frente

Cumprindo o terceiro mandato de prefeito de uma das cidades mais importantes do estado do Rio de Janeiro, o ex-deputado federal (teve cinco mandatos) Nelson Bornier vem sendo muito criticado por lideranças comunitárias e moradores de Nova Iguaçu por conta de uma gestão apontada como péssima, mas continua se achando. Ele e alguns membros de seu grupo dão como certa a reeleição e chegam a ser deselegantes ao afirmarem que não existe adversário à altura, desdenhando, por exemplo, dos pré-candidatos a prefeito anunciados pelo PT e o PR, o vereador Carlos Ferreira e o deputado estadual Rogério Lisboa, que, segundo entendem, se unidos, “não representam meia candidatura”. O que poderia ser visto apenas como provocação por alguns, é classificado como arrogância até por alguns dos que cercam o prefeito.

Consórcio de Saúde da Baixada se movimenta contra a crise

Nestor Vidal (centro) foi eleito para presidir o consórcio e garantir a abertura da UPA de Seropédica está na agenda do novo presidente Com novo presidente, Cisbaf vai buscar o que é devido para manter a rede de atendimento médico da região funcionando

O município de Magé é um dos poucos no estado que não fechou unidades de atendimento médico por conta da crise, embora esteja recebendo repasses a menos e praticamente arcando sozinho com o custeio da Unidade de Pronto de Atendimento de Piabetá, devido ao atraso nos repasses. Em São João de Meriti, Belford Roxo e Mesquita os prefeitos Sandro Matos, Dennis Dauttman e Gelsinho Guerreiro estão contando centavos, enquanto que em Duque de Caxias, Nilópolis e Nova Iguaçu a saúde parece doente, acometida pelos males da falta de recursos. Essa é a realidade que o prefeito mageense, Nestor Vidal, terá de enfrentar a partir de janeiro quando, de fato, assumirá a presidência do Consórcio Intermunicipal de Saúde da Baixada Fluminense (Cisbaf), em substituição a Nelson Bornier, prefeito de Nova Iguaçu. “O custeio das UPAs está pesando bastante nas contas dos municípios, sem contar a redução nos repasses do Ministério da Saúde e do governo estadual”, pontua Nestor Vidal.

Crise provoca caos na saúde da Baixada Fluminense

No Hospital Estadual da Mãe, em Mesquita a capacidade de atendimento está bastante reduzida Duas unidades já fecharam e pelo menos outras três podem paralisar atendimento. Alguns municípios estão há há oito meses sem os repasses para as UPAs

O fechamento do Hospital da Mulher Heloneida Studart, em São João de Meriti, que desde a última segunda-feira deixou de receber pacientes que não estejam em estado de emergência, não é o único fato negativo no setor de saúde na Baixada Fluminense. O Hospital Infantil de Belford também fechou as portas e a crise está afetando de forma intensa o Hospital Geral de Nova Iguaçu, o Hospital da Posse e a Maternidade Mariana Bulhões, no mesmo município. Além disso, as dificuldades já bateram às portas do Hospital da Mãe, em Mesquita, que, segundo fontes ligadas à direção, está com a capacidade de atendimento reduzida, por falta de recursos. Os repasses dos governos federal e estadual para o setor sofreram quedas de até 30% e há casos em que os recursos destinados às Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) não chegam desde abril. Por conta disso os municípios - que estão sendo obrigados a assumir os custos sozinhos - planejam devolvê-las para a Secretaria Estadual de Saúde que, por sua vez, se recusa a recebê-las.

Ligações com Cunha complicam dois prefeitos do PMDB

Bornier e Solange Almeida podem ter desgaste maior em 2016 Nelson Bornier e Solange Almeida deverão ser lembrados disso durante todos os dias da campanha pela reeleição

Cumprindo o terceiro mandato de prefeito em Nova Iguaçu, o ex-deputado federal Nelson Bornier (PMDB), anda fazendo docinho dizendo que não quer mais saber do poder e que não pretende disputar as próximas eleições, mas, de acordo com o comando estadual da legenda, ele será candidatíssimo. Já Solange Almeida, de Rio Bonito, também ex-deputada e filiada ao mesmo partido, já está praticamente em campanha pela reeleição. Docinho e convicção à parte, os dois tem um grande problema, a Operação Lava Jato, por conta de ligações com o presidente da Câmara, Eduardo Cunha: na última terça-feira Bornier recebeu a visita de agentes da Polícia Federal em operação de busca e apreensão em seu apartamento (no mesmo prédio do lobista Fernando Baiano) na Barra da Tijuca e Solange é apontada como autora de ofícios com pedidos de informação que teriam servido para pressionar o pagamento de propinas a Cunha por duas empresas com negócios com a Petrobras, estando, inclusive, indiciada.

Números mostram avanço da indústria da multa em Macaé

Em janeiro deste ano 11 novos radares entraram em operação em Macaé e outros já estão sendo providenciados pela Secretaria de Mobilidade Urbana Cerca de 80 mil autos de infração foram lavrados entre janeiro e outubro deste ano

O Tribunal de Contas do Estado autorizou o Fundo Municipal de Transporte e Trânsito de Macaé a realizar concorrência pública com o objetivo de contratar uma empresa para controlar o trânsito por excesso de velocidade, através do fornecimento, instalação e manutenção de radares fixos e lombadas eletrônicas, o que vai custar aos contribuintes R$ 2.586.960,00 no primeiro ano, podendo ser acrescido de mais 25% no segundo e a despesa já está com o pagamento garantido, pois só no período de janeiro a outubro deste ano as multas de trânsito renderam aos cofres da municipalidade cerca de R$ 3,4 milhões.

PT já tem três pré-candidatos a prefeito na Baixada

Artur Messias, Carlos Ferreira e André Ceciliano já foram anunciados como pré-candidatos a prefeito pelo Partido dos Trabalhadores Nomes foram anunciados internamente para Mesquita, Nova Iguaçu e Japeri

O Partido dos Trabalhadores está em baixa em todo o pais, mas ainda acha que pode ocupar espaço na Baixada Fluminense, pelo menos nos municípios de Nova Iguaçu, Mesquita e Japeri, onde deverá disputar a Prefeitura com um vereador, um ex-prefeito e um deputado estadual, Carlos Ferreira, Artur Messias e André Ceciliano, respectivamente.

Prefeitos terão de se virar com as UPAs 24 Horas

As UPAs foram criadas para desafogarem os hospitais públicos Com até oito meses de repasses em atraso, municípios ameaçam devolver as unidades ao estado, mas a Secretaria de Saúde nem cogita a possibilidade de recebê-las

Elas foram criadas com o objetivo de desafogar os hospitais públicos, apresentando um modelo de atendimento que acabou copiado por vários estados e até pelo governo federal, mas estão sendo vistas como transtornos pelos prefeitos que, devido à queda de receita, alegam não ter como administrá-las, embora a parte que lhes cabe pagar, segundo dados da Secretaria Estadual de Saúde, represente apenas 25% dos custos de manutenção no caso das não municipalizadas. Elas são as Unidades de Pronto Atendimento, as UPAs, reivindicadas por todos os municípios fluminenses nos últimos anos, mas agora na iminência de serem fechadas por falta de recursos.

Depois do `Concilia´, estado lança nova ajuda aos municípios

O governador Luiz Fernando Pezão destacou a importância da parceria para ajudar as prefeituras fazerem caixa Prefeitos terão mais um auxílio na captação de recursos junto aos governos estadual e federal

Já entrou em operação a nova fase do Programa Estadual de Captação e Gestão de Recursos para Municípios (Pecam), esta com parcerias com empresas privadas, além de órgãos da administração pública. As prefeituras passam a ter um novo auxílio do governo fluminense na elaboração de projetos para capitanear recursos estaduais e federais, inclusive verbas asseguradas por emendas parlamentares. Em parceria com o Tribunal de Justiça vários municípios já adotaram o programa de conciliação de dívida ativa, que está ajudando prefeituras com as de Nova Iguaçu e São João de Meriti, por exemplo, a receberem créditos junto a contribuintes em situação de inadimplência. “O Pecam é extremamente importante para ajudar os municípios a superarem esse momento difícil pelo qual o país passa. Vamos nos desdobrar para arrumar caminhos e soluções. O programa permite que o estado ofereça ferramentas para que todos possam arrecadar melhor. Queremos muito capacitar ainda mais as prefeituras”, afirmou o governador Luiz Fernando Pezão.

Pacto das Águas vai recuperar mananciais

Luiz Fernando Pezão destacou a importância no programa para proteger os mananciais e evitar o desabastecimento no futuro Ações de preservação e segurança do abastecimento vão acontecer em Paulo de Frontin, Itaguaí, Japeri, Paracambi, Queimados e Seropédica, Barra do Piraí, Mangaratiba, Mendes, Miguel Pereira, Nova Iguaçu, Piraí, Rio Claro, Rio de Janeiro e Vassouras

Os produtores rurais que tiverem nascentes de águas em seus sítios vão receber um incentivo para preservá-las. O Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) é parte do programa Pacto pelas Águas, lançado ontem pelo governador Luiz Fernando Pezão e o secretário do Ambiente, André Corrêa. A iniciativa visa a proteção de mananciais para aumentar, a médio e longo prazos, a segurança do abastecimento público de água. Uma das ações prevê o investimento de R$ 13,9 milhões para restaurar mais de 600 hectares e conservar outros três mil até 2016.

Dinheiro jogado no lixo em Nova Iguaçu

O Ford modelo 1997 está sem licença desde 2013, mas não só circula livremente - apesar do mau estado de conservação - como o seu dono ainda fatura da Prefeitura Prefeitura paga caro pela coleta, mas o serviço pesado é feito por "sucatas" que já deveriam ter sido descartadas há muito tempo, mas circulam livremente pelas ruas da cidade

Um contrato com a empresa Green Life Execução de Projetos Ambientais para a coleta do lixo em Nova Iguaçu (firmado em novembro de 2013), no valor inicial de R$ 18 milhões, beira hoje a casa dos R$ 40 milhões, mas, além do serviço precário, o que mais se vê nas ruas são velhos caminhões caçambas em um vai e vem constante entre o centro da cidade e a Central de Tratamento de Resíduos, localizada no bairro Adrianópolis. Enquanto a empresa fatura, o serviço pesado fica por conta dos ferros velhos ambulantes, montes de ferrugem sobre pneus "carecas", a maior parte com documentação vencida há muito tempo, até porque os veículos não conseguiriam passar pela vistoria do Detran no estado em que estão. As sucatas alugadas pelo município são registradas em nome de particulares e constam como à serviço da Empresa Municipal de Limpeza Urbana (responsável pela contratação e fiscalização do serviço) e da Companhia de Desenvolvimento de Nova Iguaçu (Codeni). Quanto elas custam e por que estão circulando quando deveriam ter sido jogadas no lixo, são respostas que a administração municipal precisa dar.