Um incêndio suspeito em Santo Antonio de Pádua

Fogo atingiu o setor de arquivo da Secretaria de Saúde

A Prefeitura de Santo Antonio de Pádua, município do Noroeste Fluminense, não faz a menor ideia do volume de documentos destruído por um incêndio que atingiu parte do prédio da Policlínica Dr. Juarez Amaral de Andrade, no setor em que funcionava o arquivo de processos administrativos de licitações e compras da municipalidade. O caso está sendo investigado pela 136ª Delegacia Policial, pois há suspeita de crime, uma vez que teriam sido encontradas no local duas embalagens vazias de álcool. O agentes até já teriam identificado quem comprou o produto numa farmácia da cidade. A identificação teria sido feita através de imagens das câmeras de segurança da drogaria. Pelo que se comenta, o alvo era o espaço onde estavam os processos da Secretaria Municipal de Saúde, o único que foi queimado.

Intolerância religiosa será registrada como tal nas delegacias do Rio

Lei estadual sancionada ontem já está em vigor

A partir de agora a Polícia Civil do Rio de Janeiro não poderá registrar mais com outro nome as ações criminosas praticadas contra templos religiosas ou fieis, independente da origem. De acordo com a Lei 7.855/18, de autoria dos deputados  André Ceciliano  e Carlos Minc, as ocorrências policiais motivadas por intolerância religiosa deverão ser obrigatoriamente registradas pelas delegacias de polícia sob o artigo 208 do Código Penal Brasileiro, que trata de crime contra o sentimento religioso. Ainda de acordo com a lei – já sancionada e publicada ontem no Diário Oficial –, a Polícia Civil terá de incluir no registro da ocorrência o subtítulo "Intolerância Religiosa".

MP aponta ‘lavagem’ de R$ 34,4 milhões em Belford Roxo

Ex-prefeito e seu braço direito são investigados em esquema de corrupção

Um suposto esquema de corrupção pode ter desviado para empresas e contas particulares pelo menos R$ 34,4 milhões de recursos destinados ao setor de saúde de Belford Roxo, um problemático município da Baixada Fluminense. Esse é o objeto de uma investigação do Ministério Público que nesta quarta-feira (10), com apoio da Polícia Civil, cumpriu 36 mandados de busca e apreensão em residências na cidade e na Zona Oeste do Rio, em endereços comerciais e na própria Prefeitura. Os principais investigados são o ex-prefeito Adenildo Braulino dos Santos, o Dennis Dauttmam (foto) e seu ex-braço direito, o ex-secretário de Administração João Magalhães. O esquema de corrupção, de acordo com as investigações, teria funcionando entre 2013 e 2015. Ainda segundo o MP, há "fortes indícios de existência de um esquema de lavagem de dinheiro comandado pelos investigados, através da contratação de empresas para prestação de serviços médicos ligadas Magalhães".  O MP revela que Joãozinho, como o ex-secretário e mais conhecido na cidade, tiveram movimentação financeira muito superior aos seus rendimentos declarados no período.

Porto Real não revela contratos milionários da Educação

Gastos com merenda e transporte de alunos em 2017 passaram de R$ 4 milhões

Quantas refeições são servidas por dia na rede municipal de ensino de Porto Real e quantos alunos são beneficiados com o serviço de transporte pago pela Prefeitura? Esclarecimentos nesse sentido precisam ser dados pelo prefeito o prefeito Ailton Marques (foto), cuja gestão vem sendo marcada pela mesma falta de transparência verificada no governo anterior. O transporte dos estudantes é feito pela empresa CWM Renta Car e a merenda escolar é fornecida pela HB Multiserviços que, que com o mesmo CNPJ (00.768.165/0001-08) fatura em outros municípios com o nome de Home Bread Indústria e Comércio, conforme consta das notas de empenho emitidas em favor dela pela Prefeitura de Nova Iguaçu, por exemplo.

Interdição de posto em Magé pode complicar vida de deputado

Retirada de lacres das bombas de combustíveis - que segundo foi dito à polícia foi feita pelo parlamentar - está sendo vista como crime de desobediência

Antes era apenas uma questão administrativa, depois virou caso de polícia e agora pode resultar em um processo de impeachment, caso fique provado ter sido mesmo o deputado estadual Renato Cozzolino Harb (foto), o responsável pela retirada dos lacres colocados nas bombas de combustíveis por agentes da Prefeitura de Magé durante uma ação da Operação Choque de Ordem, que, no dia 29 de dezembro, cassou o alvará de funcionamento e interditou o Posto Fragoso, do qual o parlamentar é um dos donos.

Justiça mantém posto fechado em Magé

Estabelecimento teve alvará cassado e foi interditado pela Prefeitura 

O Poder Judiciário negou pedido de liminar em mandado de segurança impetrado pelo advogado Fernando de Mello Abrahão em favor do Posto Fragoso, da rede Renaza, controlada pela Família Cozzolino, interditado na tarde do dia 29 de dezembro pela Prefeitura. O posto, que teve o alvará cassado, segundo a Secretaria Municipal de Fazenda, está situação irregular. No processo 0021343-46.2017.8.19.0036, analisado pela juíza Daniella Santos Botelho, em exercício no Plantão Judiciário 4 (Duque de Caxias), no dia 31, foi alegado perseguição política e "exorbitância do exercício do poder de polícia administrativa", mas não foi apresentado comprovante do pagamento da taxa de funcionamento referente ao ano de 2017.

Cozzolino reabre posto na marra e Prefeitura fecha de novo

Segundo um funcionário, o posto foi reaberto por ordem do deputado Renato Cozzolino Harbe Reação contra choque de ordem vira caso de polícia em Magé

Interditado na tarde de ontem (29) pela fiscalização da Prefeitura por encontrar-se – segundo o poder fiscalizador –  em situação irregular, o Posto Fragoso, da rede Renaza, controlada pela família Cozzolino, foi reaberto à noite e as bombas deslacradas, sem ordem da administração municipal, que havia cassado o alvará e determinado a interdição. Na manhã deste sábado procuradores do município estiveram no local com apoio policial e as bombas foram lacradas mais uma vez. Um cliente que abasteceu seu carro a 00:38:56 registrou o serviço e agora a pouco foi divulgado um áudio, que seria o da conversa com um funcionário. A gravação um homem conta que o posto foi reaberto por ordem do deputado Renato Cozzolino Harb. "Estava tudo lacrado e o deputado mandou abrir novamente. O posto é dele, né. Ele está correndo atrás. Está indo até a um desembargador no Rio", revela a gravação.

Choque de Ordem endurece contra irregularidades em Magé

Posto de gasolina em situação irregular foi interditado pelos agentes da Prefeitura e ex-prefeita teria ameaçado cortar os lacres das bombas de combustível

A ex-prefeita de Magé, Núbia Cozzolino, parece não ter gostado nem um pouco da operação de fiscalização iniciada este mês pela Prefeitura e que vai ter continuaidade até que os pontos comerciais que estejam em situação irregular passem a funcionar dentro do que a lei exige. De acordo com agentes da Operação Choque de Ordem, que nesta sexta-feira lacraram um posto de gasolina da rede Renaza – controlado pela família dela – Núbia chegou ao local portando uma tesoura e teria ameaça cortar os lacres instalados nas bombas. Os fiscais tiveram de contar com apoio da Polícia Militar para continuarem com a ação. Segundo o órgão fiscalizador, o posto, que foi instalado em área residencial, em Fragoso, não poderia estar localizado ali e foi lacrado por não apresentar documentos comprovando o licenciamento. Ainda segundo a fiscalização todos os pontos de revenda de combustíveis foram notificados e terão de se adequar à legislação.

Possível delação de Albertassi pode estar a caminho

Segundo investigações deputado recebia mesada da Fetranspor

Apontado como o "mais fraco" do dos três deputados presos na Operação Cadeia Velha, o ex-líder do governador Luiz Fernando Pezão na Assembleia Legislativa, Edson Albertassi (foto), poderá contribuir para aumentar ainda mais o leque de investigação do Ministério Público Federal sobre o esquema de corrupção que teria sido montado na Casa para defender os interesses das empresas de ônibus em troca de pagamento de propina. Na semana passada, antes do início do recesso de fim de ano, o que se comentava nos gabinetes da Alerj é que o parlamentar estaria se preparando para fazer uma delação premiada, na qual falaria, inclusive, sobre a aprovação de emendas encomendadas em um projeto de lei sobre incentivos fiscais.

Contrato suspeito causa afastamento em Nova Friburgo

Secretária e subsecretária de Saúde são investigadas por peculato e corrupção passiva

Um contrato emergencial feito pela Prefeitura de Nova Friburgo com a empresa Bioxxi Serviços de Esterilização para prestação de serviços aos hospitais municipais Dr. Mário Dutra de Castro e Hospital Municipal Raul Sertã, resultou na manhã de hoje numa operação de busca e apreensão feita pela Polícia Federal em apoio ao Ministério Público Federal. O MPF conseguiu na Justiça o afastamento compulsório da secretária e a subsecretária-executiva da Saúde do município, Suzane Oliveira de Menezes e Michelle Silvares Duarte de Oliveira. As duas são investigadas pelos crimes de dispensa fraudulenta de licitação, peculato e corrupção passiva. De acordo com o MPF, as responsáveis pela Secretaria de Saúde teriam fraudado o contrato e superfaturado quantitativos para  favorecer a empresa Bioxxi.