Acusado de receber propina das empresas de ônibus, prefeito de Niterói passa mal ao receber voz de prisão

Acusado de receber propina de 20% do valor pago a empresas de ônibus pelo reembolso da gratuidade no transporte de estudantes da rede pública, idosos e pessoas portadoras de necessidades especiais, o prefeito de Niterói, Rodrigo Neves (PV), foi preso na manhã desta segunda-feira (10) em casa. Ele foi levado por agentes da Polícia Civil por volta das 8h30 e teve ser atendido por um médico. De acordo com a denúncia formulada pelo Ministério Público, o montante desviado entre 20014 e 2018 soma mais de R$ 10 milhões. Ação de hoje é um desdobramento da Operação Lava Jato no Rio.

Denominada de Operação Alameda, ação foi preparada para cumprir quatro mandados de prisão e 19 de busca e apreensão. Além do prefeito foram presos Domício Mascarenhas de Andrade, o ex-secretário municipal de Obras e Infraestrutura e ex-conselheiro de administração da Nittrans; João Carlos Félix Teixeira, presidente do consórcio TransOceânico e sócio da Viação Pendotiba e João dos Santos Silva Soares, presidente do consórcio Transnit e sócio da Auto Lotação Ingá. Eles tiveram prisão decretada com base em delação do ex-dirigente da Fetranspor Marcelo Traça.

Magé: novo decreto de prisão complica ainda mais a vida da ex-prefeita Núbia Cozzolino e quatro de seus advogados

Batalhando para fazer valer o habeas corpus conseguido no último dia 19 em favor de sua cliente junto ao Superior Tribunal de Justiça – impossibilitado de ser cumprido por conta de um segundo decreto de prisão – a defesa da ex-prefeita Núbia Cozzolino deverá impetrar amanhã (28) mais um recurso em outro processo, no que gerou um terceiro decreto de prisão preventiva emitido na última sexta-feira (23) pelo juízo da Vara Criminal de Magé, a pedido do Ministério Publico. A defesa já sofreu seguidas derrotas no Tribunal de Justiça e a nova apelação será destinada ao STJ onde, ontem (26), o ministro Sebastião Reis, que havia dado o primeiro habeas corpus, negou uma segunda liminar.

A nova prisão preventiva atinge ainda os advogados José Marcos Motta Ramos, Bruno Augusto Duarte Lourenço e Aidê Raquel da Mata Soares Pacheco, denunciados – junto com Núbia – pelos crimes de falsificação de documento público, falsidade ideológica, uso de documento falso e supressão de documento, por diversas vezes.

Seis deputados da ‘Furna da Onça’ ficarão presos por tempo indeterminado e um deles sairá da cadeia nesta terça-feira

Em decisão tomada por volta das 23h de ontem (12), o desembargador federal Abel Gomes, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2), converteu para preventiva a prisão temporária de 10 presos na Operação Furna da Onça, resultado de inquérito do Ministério Público Federal que investiga esquema de propina na Assembleia Legislativa do Estado do Rio. Ficarão presos sem tempo determinado os deputados André Correa (foto), Chiquinho da Mangueira, Coronel Jairo, Luiz Martins, Marcos Abrahão e Marcus Vinícius Neskau.

Também ficarão presos preventivamente o secretário de Governo Affonso Henrique Monnerat; o vereador Daniel Martins; o ex-chefe de gabinete do deputado André Correa, José Antonio Wermellinger Machado e Leonardo Mendonça Andrade, assessor de Marcos Abrahão, além dos irmãos Andreia Cardoso do Nascimento e Fabio Cardoso do Nascimento, assessores do deputado Paulo Melo.