Lula tem até às 17h de amanhã para se entregar

Moro determina que a PF não algeme o ex-presidente

O juiz Sergio Moro determinou há pouco a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e deu prazo para que ele se entregue à Polícia Federal até as 17h de amanhã (6), para começar a cumprir a pena 12 anos e um mês, imposta no processo sobre o tríplex do Guarujá. Moro recebeu o aval do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) e e uma cela especial já foi preparada para receber o ex-presidente. "Relativamente ao condenado e ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva,  concedo-lhe, em atenção à dignidade cargo que ocupou, a oportunidade de apresentar-se voluntariamente à Polícia Federal em Curitiba até as 17h do dia 06/04/2018, quando deverá ser cumprido o mandado de prisão”, decidiu Moro.

Picciani em casa: MDB espera ajuda para formar nominatas e alguns setores temem que uma delação esteja sendo preparada

A uma semana do fechamento da janela que possibilita que políticos em exercício de mandato mudem de partido sem o risco de perderem a cadeira, o MDB fluminense aposta na sobrevida e na possibilidade de eleger uma bancada significativa. É que o mestre das nominatas, Jorge Picciani, está agora em prisão domiciliar e poderá, na visão de alguns, ajudar na formação da lista de nomes do partido. Pelo menos é isso que esperam os que ainda não pularam do galho, mas o que está sendo aguardado com inquietação é uma possível delação, um acordo que poderia tirar da cadeia o filho Felipe, que nunca se envolveu em política e foi enquadrado pelo fato de administrar os negócios da família.

"Mesmo ainda na condição de preso, Picciani pode ajudar muito na formação das nominatas do partido com vistas à Assembleia Legislativa e à Câmara dos Deputados, mas a maior preocupação dele hoje é com o filho encarcerado", diz um emedebista bem informado, afirmando ainda que Picciani ainda não teria falado sobre a possível colaboração nem com a família.

Por 2 votos a 1 Picciani ganha direito a prisão domiciliar

Decisão foi tomada pela Segunda Turma do STF

Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu hoje (27) conceder prisão domiciliar ao deputado estadual do Rio de Janeiro Jorge Picciani (MDB). A decisão foi tomada por 2 votos a 1, a partir do voto do relator, ministro Dias Toffoli. Para o ministro, exames protocolados pela defesa mostram que o deputado tem doença grave, e o tratamento é incompatível com as instalações carcerárias. O entendimento foi seguido pelo ministro Celso de Mello. Edson Fachin entendeu que a questão deve ser decidida pela Justiça Federal do Rio. Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski não participaram da decisão.

Lula não pode ser preso até julgamento de habeas corpus

Decisão do STF foi por seis votos a cinco

A maioria dos ministros  do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu há pouco conceder uma liminar ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que impede a prisão dele até o julgamento do mérito do habeas corpus preventivo apresentado pelo ex-presidente à Corte. A decisão vale até o dia 4 de abril, quando a Corte deve voltar a julgar o habeas corpus apresentado por Lula. A conclusão do julgamento foi adiada porque os ministros julgaram uma preliminar da ação, fato que tomou todo o tempo da sessão.

História esquisita leva advogado à prisão em Macaé

Criminalista é acusado de roubar dois celulares. Reconhecimento por foto se deu por causa do terno, da gravata e das "sobrancelhas grossas", detalhe que a vítima dizer observado apesar de o "bandido" estar de capacete no momento do crime 

Uma história vista como "muito estranha" levou um advogado à prisão em Macaé. O criminalista Marino Victer Dias Junior (foto) foi preso preventivamente quinta-feira (15), acusado de um assalto que teria ocorrido em 14 de novembro do ano passado e só foi registrado no dia 11 do mês seguinte. Segundo as vítimas, ele teria usado uma pistola de ar-comprimido para lhes tomar dois aparelhos de telefone celular. Ronni Petter Carvalho da Silva e Wemerson Gonçalves contaram à polícia em depoimentos prestados no dia 8 deste mês, que reconheceram o suposto assaltante através de fotografia, "por causa do terno e das sobrancelhas grossas". Disseram isso mesmo após revelarem que o homem usava um capacete. O fato estranho é que eles afirmaram que após o crime o suposto bandido lhes chamaram para ajudá-lo a fazer sua mudança de uma residência para outra.

Esvaziamento do MDB no Rio está caindo na conta dos Picciani

Sem comando no Rio, a legenda está "fazendo água" desde a prisão de seu "dono"

O MDB fluminense tem mesmo um dono e por isso está se apequenando. É o que pensa muita gente de peso na legenda. Tanto que, nos próximos dias, muitos deverão estar se desfiliando, aproveitando a janela que está aberta desde a última quinta-feira (8), permitindo a troca de partido sem o risco de perda do mandato. Deputados, suplentes e e ex-prefeitos estão de malas prontas e alguns deles não escondem o motivo. "O partido está sem comando. O presidente está preso (Jorge Picciani) e o vice (Marco Antonio Cabral) não manda nada. Então os Picciani acham que o MDB é mesmo propriedade particular e fazem o querem, pensando só em si mesmos", diz um descontente, que não 'engole' o fato de Leonardo Picciani não aceitar distribuir os muitos cargos que o pai ainda tem na Assembleia Legislativa e em órgãos estaduais.

Família Picciani pode ter seu próprio candidato a governador

E ex-prefeito de Queimados seria o escolhido para funcionar como cabo eleitoral de luxo

A prisão do chefe do clã afetou em cheio a estrutura política da família Picciani, mas os dois deputados que a representam poderão sair reeleitos da Baixada Fluminense e para isso o grupo estaria preparando o que seria uma jogada de mestre: maior cabo eleitoral de Leonardo e Rafael Picciani, o ex-prefeito de Queimados, Max Lemos (foto), deixaria de disputar um mandato parlamentar e ir para "sacrifício" de uma candidatura a governador, não pelo MDB, mas por uma legenda pequena, ainda não definida. Foi o que revelou hoje ao elizeupires.com uma fonte ligada ao grupo.  Agora há pouco, entretanto, através de sua assessoria, Max informou que foi convidado a candidatar-se a governador mas agradeceu a lembrança de seu nome e decidiu manter candidatura a deputado federal. A recusa, se de fato ocorreu, pode ter sido mais pela certeza de que daria com os burros n´água que por humildade, coisa que quem o conhece bem sabe que Lemos não tem.

Prisão domiciliar a mulheres grávidas é bem-vinda, diz especialista

Código Penal já assegurava isso, mas juízes ignoravam

A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de conceder prisão domiciliar a mulheres presas preventivamente que estão grávidas ou que são mães de crianças de até 12 anos foi aclamada por especialistas ouvidos pela Agência Brasil como muito bem-vinda e até emocionante. A medida vale somente para detentas que aguardam julgamento e que não tenham cometido crimes com uso de violência ou grave ameaça e também vai depender da análise da dependência da criança aos cuidados da mãe. Cerca de 4 mil mulheres devem ser beneficiadas. "O que o Supremo fez foi um pequeno recorte em relação a primariedade e crimes violentos. Um recorte que está dentro de uma perspectiva razoável. Mas e o ganho maior que a gente tem com uma decisão como essa? Foi emocionante. Era um desejo, uma expectativa positiva que se transformou num sentimento de muita satisfação", avaliou a doutora em direito pela Universidade de Brasília e pesquisadora na área de sistema carcerário feminino, Soraia da Rosa Mendes.

Advogado de Picciani diz que deixa defesa se ele optar pela delação

Nélio Machado diz a mesma coisa em relação a Carlos Arthur Nuzman

A se confirmar os rumores de que o deputado Jorge Picciani estaria pretendendo transformar-se em colaborador do Ministério Público para deixar a prisão e proteger os filhos, ele vai ter de arrumar outro advogado. O mesmo se aplica ao ex-presidente do Comitê Olímpico Brasileiro, Carlos Arthur Nuzman, que já está em casa, graças a um habeas corpus concedido pelo Superior Tribunal de Justiça. Quem diz isso é um dos maiores criminalistas do país, o advogado Nelio Machado (foto), que defende os dois. A afirmação foi feita em entrevista ao repórter Luiz Maklouf Carvalho, publicada pelo jornal 'O Estado de São Paulo'. Ao 'Estadão' Nélio foi objetivo: "Se quiserem fazer delação premiada deixarão de ser meus clientes".