Alerj vai votar projeto de lei para impedir recusa de pagamento em dinheiro nos ônibus

Foto: Arquivo/Alerj O plenário da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro deverá apreciar nos próximos dias um projeto de lei de autoria do presidente da Casa, Douglas Ruas (foto), que obriga as empresas de ônibus que atuam no estado a aceitarem dinheiro em espécie como forma de pagamento.

Ruas teve a iniciativa de pois que o prefeito da capital, Eduardo Cavaliere baixou uma norma vetando o pagamento em espécie nas tarifas das linhas municipais de ônibus, mas o texto de Ruas vai mais além, incluindo, como forma de prevenção, a cobrança exclusivamente digital, os estabelecimentos comerciais, prestadores de serviço e concessionárias.

Justiça Federal reconhece violação à memória de João Cândido e condena União por manifestações da Marinha

Foto: Augusto Malta/Acervo Fundação Biblioteca Nacional/Divulgação Agência Senado A Justiça Federal do Rio de Janeiro julgou parcialmente procedente a ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público Federal (MPF) contra a União por manifestações oficiais da Marinha do Brasil consideradas ofensivas à memória de João Cândido Felisberto, líder da Revolta da Chibata. Em sentença da 4ª Vara Federal do Rio de Janeiro, a União foi condenada a não utilizar linguagem estigmatizante, pejorativa ou moralmente depreciativa em referências institucionais a João Cândido, aos demais participantes da revolta e ao próprio episódio histórico, além de pagar indenização por dano moral coletivo no valor de R$ 200 mil. A decisão reconhece que expressões utilizadas pela Marinha em documentos oficiais para se referir negativamente aos fatos e aos participantes da revolta extrapolaram os limites do debate histórico legítimo e violaram valores constitucionais relacionados à dignidade humana, à igualdade racial e ao direito à memória. A ação foi proposta pelo procurador regional dos Direitos do Cidadão adjunto Julio Araujo. Desde o ajuizamento, o MPF sustentou que a Lei nº 11.756/2008, que concedeu anistia póstuma a João Cândido e aos demais participantes da Revolta da Chibata, não possui apenas efeitos jurídicos, mas também simbólicos, o que impõe ao Estado o dever de respeitar e preservar a memória associada à luta contra os castigos físicos na Marinha. Direito à memória – Ao analisar o caso, o juízo destacou que o direito à memória integra o sistema de proteção dos direitos fundamentais e está ligado à preservação do patrimônio histórico-cultural e à dignidade da pessoa humana. A sentença ressalta que a Revolta da Chibata representa um marco da resistência da população negra contra práticas herdadas da escravidão e que o Estado tem o dever de não reproduzir discursos que deslegitimem essa trajetória histórica. A decisão também enfatiza que agentes e instituições públicas estão submetidos a um regime especial de responsabilidade quando se manifestam oficialmente. Segundo a sentença, a liberdade de expressão institucional não autoriza o uso de linguagem discriminatória ou estigmatizante, especialmente quando dirigida a grupos historicamente vulnerabilizados. Condenação – Na sentença, a Justiça Federal determinou que a União, por meio da Marinha do Brasil, deixe de empregar linguagem estigmatizante ou moralmente desabonadora ao tratar de João Cândido, dos marinheiros revoltosos e da Revolta da Chibata em manifestações públicas, documentos institucionais e comunicações dirigidas aos Poderes da República. Ao mesmo tempo, a decisão preserva a possibilidade de que a instituição mantenha posicionamentos históricos e críticos sobre os acontecimentos de 1910, desde que utilize linguagem compatível com os deveres de impessoalidade e diligência da Administração Pública. A União também foi condenada ao pagamento de R$ 200 mil por dano moral coletivo. Conforme a sentença, os recursos deverão ser destinados exclusivamente a projetos voltados à valorização e preservação da memória de João Cândido e dos fatos históricos relacionados à Revolta da Chibata, nos termos da Resolução Conjunta CNMP/CNJ nº 10/2024. Atuação – A ação civil pública foi ajuizada pelo MPF após a divulgação de carta encaminhada pelo comandante da Marinha à Comissão de Cultura da Câmara dos Deputados, em abril de 2024, manifestando oposição ao projeto de lei que propõe a inscrição de João Cândido no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria. No documento, a Revolta da Chibata e seus participantes receberam qualificações negativas posteriormente reiteradas em manifestações enviadas ao próprio MPF. Em dezembro de 2025, o MPF ajuizou a ação requerendo a responsabilização da União por dano moral coletivo e a adoção de medidas para impedir novas manifestações ofensivas à memória de João Cândido. Em abril deste ano, o órgão apresentou réplica rebatendo os argumentos da União e sustentando que a anistia concedida a João Cândido impõe ao Estado o dever de não reproduzir discursos de desqualificação histórica. Já em maio, o MPF pediu o julgamento antecipado da causa, argumentando que os fatos relevantes estavam documentalmente comprovados e que o dano moral coletivo decorria da própria gravidade das manifestações oficiais. Revolta da Chibata – A Revolta da Chibata ocorreu em novembro de 1910 e foi liderada por marinheiros, em sua maioria negros e pobres, que denunciavam os castigos físicos e as condições degradantes de trabalho na Marinha brasileira. O movimento ganhou força após um marinheiro receber 250 chibatadas e resultou, poucos dias depois, na abolição oficial dos açoites na Armada. João Cândido tornou-se o principal símbolo da rebelião. Décadas mais tarde, sua trajetória foi reconhecida pela Lei nº 11.756/2008, que concedeu anistia póstuma aos participantes do movimento e reconheceu os valores de justiça e igualdade pelos quais lutaram.

(Via Ascom/MPF)

MP pede informações sobre irregularidades em contratos e exonerações no governo estadual

O procurador-geral de Justiça, Antonio José Campos Moreira (foto), encaminhou ofício ao governador em exercício do estado do Rio de Janeiro, desembargador Ricardo Couto de Castro, solicitando o envio de informações e documentos relacionados a fatos recentes amplamente divulgados envolvendo a administração pública estadual. No documento, o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) informa que acompanha “com atenção e preocupação” notícias sobre possíveis irregularidades na gestão pública, que demandam análise técnica e jurídica da instituição.

“Diante da gravidade dos fatos, é necessário que o MPRJ obtenha documentos e todas as informações relevantes para que possa fazer a apreciação técnico-jurídica e o trabalho conjunto em favor do interesse público”, disse o PGJ.

Atos atribuídos ao deputado Thiago Rangel podem afetar carreira da filha vereadora

● Elizeu Pires

Foto: Arquivo/Alerj Segundo nome mais votado para a Câmara de Vereadores de Campos, no interior do estado do Rio de Janeiro, registrando 11.333 votos, Thamires Rangel não é alvo das investigações no momento, mas sua precoce carreira política poderá ser afetada pelas ações atribuídas ao pai dela, o deputado estadual afastado, Thiago Rangel, preso no dia 5 de maior pela Polícia Federal, no âmbito de inquérito aberto para apurar fraudes em contratos para obras de reforma em escolas sob o guarda-chuva da Diretoria Regional de Educação do Noroeste Fluminense, sobre a qual o deputado mantinha controle indiretamente.

Governo do RJ apresenta projetos de lei para isenção fiscal

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil O governo fluminense enviou à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) dois projetos de lei que tratam sobre benefícios fiscais relacionados ao Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para diferentes setores da economia fluminense.

Um dos textos é o Projeto de Lei 7.684/26, que internaliza convênios do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) e prorroga benefícios fiscais relacionados ao ICMS até 31 de dezembro de 2026. Já a outra proposta, o Projeto de Lei 7.683/26, adequa a legislação do querosene de aviação (QAV) e mantém o benefício fiscal para o setor aéreo até 2027.

Meriti: Casa do Trabalhador completa um ano ampliando oportunidades e fortalecendo geração de empregos

Foto: Divulgação Primeira unidade do Estado do Rio de Janeiro, a Casa do Trabalhador de São João de Meriti completou um ano em maio, consolidando-se como referência no atendimento ao trabalhador, na intermediação de empregos e no apoio ao empreendedorismo. Com média mensal de 2 mil atendimentos, o equipamento vem ampliando o acesso da população a oportunidades de emprego, que já registrou mais de 28 mil admissões desde 2025. Resultado de uma parceria entre a Prefeitura de São João de Meriti e o Ministério do Trabalho e Emprego, a Casa do Trabalhador reúne diversos serviços em um único lugar, facilitando o acesso da população a direitos e oportunidades. Antes da implantação da unidade, muitos moradores precisavam se deslocar para outros municípios para acessar serviços trabalhistas e do Governo Federal.

Entre os atendimentos mais procurados estão emissão e acesso à Carteira de Trabalho Digital, serviços do Gov.br, entrada no seguro-desemprego, orientações sobre abono salarial, encaminhamentos trabalhistas e atendimento com auditor fiscal do trabalho. Somente os serviços ligados ao Ministério do Trabalho registram média de 800 atendimentos por mês.

Devassa no Detran e Detro seria uma boa pedida, sugerem nos ambientes de poder

● Elizeu Pires

Apontados como grandes cabides de emprego no governo fluminense, o Detran e o Departamento de Transportes Rodoviários do Estado do Rio de Janeiro (Detro), que por finalidade principal deveria fiscalizar as empresas de ônibus que operam as linhas municipais, tiveram mudanças recentes em seus comandos.

Canella é alvo de investigação no Ministério Público

Conforme foi divulgado nesta terça-feira (19) pelo colunista do Metrópoles Tácio Lorran, o pré-candidato do União Brasil ao Senado pelo estado do Rio de Janeiro, Márcio Canella (foto), está sendo investigado pelo Ministério Público, onde corre, sob sigilo, procedimento para apurar denúncias supostos crimes colocados na conta dele.

Segundo a informação veiculada, as investigações teriam iniciado em maio, a partir de uma notícia-crime que levou ao conhecimento do MP que existência de uma suposta rede de 97 postos de gasolina que seriam controlados por laranjas.

Ex-diretor financeiro da Secretaria de Agricultura do RJ associou-se a outra empresa com contrato milionário com o Estado, apontam investigações

● Elizeu Pires

O ex-diretor financeiro da Secretaria de Agricultura do Estado do Rio de Janeiro (SEAPPA), Antônio Emílio Santos, um dos alvos da Operação Castratio, realizada pela Polícia Federal no último dia 12, tornou-se sócio de outra empresa de seus associados na Consuvet Soluções em Saúde Animal, principal investigada por supostas fraudes em contratos de cerca de R$ 200 milhões com a Pasta, firmados para castração de animais entre 2021 e 2023.

Master: Operação da PF contra fraude bilionária completa seis meses

Justiça já bloqueou R$ 27,7 bilhões em bens de investigados

Banqueiro Daniel Vorcaro preso no âmbito da Operação Compliance - Secretaria da Administração Penitenciária-SP A Operação Compliance Zero, da Polícia Federal (PF), completa seis meses nesta segunda-feira (18). As seis fases executadas até 14 de maio trouxeram à luz o que pode ser a maior fraude contra o Sistema Financeiro Nacional já registrada no Brasil, causadora de potencial prejuízo de dezenas de bilhões de dólares.