Violência ameaça crescimento da Baixada

Dr. João defende ações para desenvolver o comércio e a indústria na região (Foto:Divulgação/PMSJM) Firjam e prefeitos defendem ações unificadas

"A violência é o maior entrave ao crescimento econômico e ao desenvolvimento do comércio na região". A colocação foi feita pelo prefeito de São João de Meriti, João Ferreira Neto, o Dr. João, durante encontro realizado ontem (8) pela Federação da Indústrias do Rio de Janeiro, em Duque de Caxias, para discutir o Mapa do Desenvolvimento do estado, que prevê ações na Baixada Fluminense e especificamente em São João de Meriti, nos próximos oito anos. Os da entidade apresentaram sugestões para alavancar o comércio e a indústria no município.

Baixaria no poder em Aperibé

Sessão na “Casa do Povo” teve momentos descompostura e espetáculo

Seria cômico se não fosse verdade, mas é, no mínimo, no entender de algumas lideranças locais, falta de decoro, o que aconteceu na noite dessa terça-feira (8) na tribuna da Câmara Municipal de Aperibé, uma pequena cidade do Noroeste do estado do Rio de Janeiro. Ao se queixar do atendimento que teria sido dispensado a ele pela primeira-dama e secretária de Assistência Social, Vanessa Garcia, o vereador Rodolfo Fonseca Salvador, mais conhecido como Rodolfo da Piscina (foto), do PR, reproduziu o que, segundo ele, lhe teria sido dito como resposta ao solicitar na secretaria ajuda para que ele continuasse promovendo um evento para diversão o pessoal da terceira idade. A resposta dada, afirmou o parlamentar, é que isso só seria possível se ela tirasse dinheiro de uma certa parte do corpo. Rodolfo confirmou o fato ao elizeupires.com. A fala do vereador foi gravada em vídeo distribuído agora há pouco pelas redes sociais. Para conferir basta clicar sobre a palavra em vermelho.

Prisão por fraudes em Campos causa apreensão na Baixada

Empresário teria interesses na prestação de serviços na região

A prisão do empresário Fernando Trabach Gomes (foto) - ocorrida na manhã desta terça-feira - está causando preocupação a setores do poder na Baixada Fluminense, em cidades onde ele teria interesses na terceirização de serviços como coleta de lixo, limpeza e conservação em unidades de saúde e escolas, atuando de forma indireta. Só no município de Campos, na gestão da prefeita Rosinha Garotinho, uma empresa controlada pelo grupo criminoso fez contratos no total de mais de R$ 40 milhões para aluguel de ambulâncias. O empresário, que já operou na Prefeitura de Duque de Caxias, teria interesses também em Nova Iguaçu, mas não aparece nenhum contrato firmado pela administração municipal local com empresas que tenham ele ou membros do grupo identificado pelo Ministério Público, como sócios. O MP, entretanto, investiga 21 sociedades empresariais irregulares que seriam ligadas ao esquema montado para disputar licitações em várias cidades do estado o Rio de Janeiro.

MPRJ denuncia empresário que usava “fantasma” para vencer licitações, lavar dinheiro e sonegar impostos

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, por meio do Grupo de Atuação Especializada no Combate à Corrupção (GAECC/MPRJ), no âmbito da Operação “Caça-Fantasma”, denunciou 11 pessoas pelos crimes de organização criminosa, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro e sonegação fiscal. Entre os denunciados está Fernando Trabach Gomes, apontado como líder da organização e responsável por usar uma pessoa fictícia, George Augusto Pereira da Silva, com o objetivo de cometer crimes licitatórios e contra a ordem tributária. O chamado “fantasma” foi usado para vencer licitações em vários municípios do Estado e figurou como sócio de dezenas de empresas e outorgante de procurações para atuação junto a bancos, cartórios e prefeituras. O GAECC/MPRJ obteve a decretação da prisão preventiva de Fernando Trabach Gomes, Mônica Lima Barbosa e de dois advogados denunciados que também atuaram nos esquemas criminosos.

 O GAECC/MPRJ, com apoio da Corregedoria Geral Unificada da Secretaria de Estado de Segurança (CGU/SESEG) e agentes da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ), cumpre, nesta terça feira (08/08), 30 mandados de busca e apreensão expedidos pela 3ª Vara Criminal de Duque de Caxias. O objetivo é apreender contratos e documentos relacionados a, pelo menos, 21 sociedades empresárias constituídas com "laranjas" e "fantasma". Os mandados estão sendo cumpridos também no Condomínio Golden Green, na Barra da Tijuca, na sede da Prefeitura de Campos dos Goytacazes, e em outros endereços em Jacarepaguá, Duque de Caxias e Campos. Os demais denunciados são parentes de Fernando Trabach Gomes, como sua mãe, mulher, filho, cunhada e ex-mulher, além de empregados e os dois advogados.

Meriti ganha escola técnica

E vai oferecer cursos gratuitos para a população

A partir desta quarta-feira (2) estarão abertas as inscrições para cursos técnicos gratuitos em São João de Meriti. É que um convênio entre a Prefeitura e o governo estadual vai garantir ao município um campus do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro (IFRJ), que vai funcionar no antigo CIEP 189. O IFRJ vai oferecer cursos gratuitos de extensão de inglês para leitura; informática para serviços; administração de negócios, comércios e serviços; e qualificação básica em informática, linguagens e empreendedorismo. As inscrições podem ser feitas no portal do instituto (http://portal.ifrj.edu.br/editais/extensao) . "Essa parceria vai valorizar o município em termos de educação e passaremos a ter oficialmente uma escola técnica em São João de Meriti", ressalta prefeito João Ferreira Neto, o Dr. João.

TCE quer fechar as ‘fábricas de emergências’ das prefeituras

Rogério e Miranda são os campeões da emergência na Baixada. Sadienoel e Aluizio estão na mira do TCE Contratos sem licitação feitos este ano chegam a R$ 500 milhões

Pelo menos 120 contratos emergenciais - instrumentos muito usados por prefeitos para evitar o processo licitatório - foram feitos este ano por várias prefeituras do estado do Rio de Janeiro, ao custo de cerca de R$ 500 milhões. São contratações por períodos que variam entre três e seis meses, assinados para terceirização de serviços e até de mão de obra. Só os municípios de Nova Iguaçu e Mesquita já gastaram, juntos, mais de R$ 100 milhões com esse tipo de contrato. Em Nova Iguaçu os gastos passam de R$ 56 milhões com fornecimento de merenda escolar e de mão de obra para os setores de saúde e educação, além da terceirização da manutenção do sistema de iluminação pública. No município de Mesquita a soma é de R$ 52 milhões e os contratos mais altos foram firmados com uma cooperativa de trabalhadores, a Cooptrab, no valor global de R$ 38.597.954,28.

Belford Roxo promove hoje conferência de Ciência e Tecnologia

Evento será aberto às 18 horas no núcleo local do Cederj

Através da Secretaria de Ciência e Tecnologia a Prefeitura de Belford Roxo estará realizando nesta terça-feira a 1ª Conferência Municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação. Com o tema “De olho no futuro”, o evento será aberto às 18hs no pólo local da Fundação Centro de Educação a Distância do Estado do Rio de Janeiro (Cederj), que funciona na Rua Mauá 218, bairro São Bernardo, onde técnicos e representantes de várias áreas vão debater as ações para investimentos e melhorias no setor. O prefeito Wagner dos Santos Carneiro entende que essa é uma grande oportunidade para mostrar a importância da tecnologia. “Desde uma licitação, passando por folhas de pagamento, compras, e até gestão de saúde, tudo requer o uso da tecnologia. Estamos trabalhando para implantar vários projetos na área tanto para o governo quanto para a população. Em breve vamos buscar parcerias tanto governamental como privada para implantar, por exemplo, cursos online para a população”, afirmou.

Prefeitos de São Fidelis e Sapucaia estão em maus lençóis

O Tribunal de Contas encaminhou sua decisão ao MP para apurar possível crime de responsabilidade Deixaram de enviar ao TCE as contas de 2016. Lei em crime de responsabilidade e intervenção

O envio das contas referentes ao último ano de mandato de um prefeito ao Tribunal de Contas é de responsabilidade do sucessor, que se não o fizer estará cometendo crime de responsabilidade e pode provocar até intervenção do governo estadual. Porém, ao que parece, os prefeitos de São Fidélis e Sapucaia, Amarildo Henrique Alcântara e Fabrício dos Santos Baião, respectivamente, não estão dando a mínima para isso, pois não encaminharam ao Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro, a prestação de contas de 2016, de responsabilidade dos ex-prefeitos, Luiz Carlos Fernandes Fratani e Anderson Bárcia Zanon. Se isso aconteceu de forma pensada para prejudicar a carreira política dos antecessores, o tiro saiu pela culatra, pois ambos deverão responder por seus atos, além de serem obrigados ao pagamento de multa no valor de R$ 140.795,60 cada um.

TCE adia terceirização da Saúde em Valença

Edital de licitação para contratação de uma OS fica suspenso até que falhas sejam corrigidas. Um dos itens questionados pelo Tribunal de Contas poderia favorecer a participação da Cruz Vermelha, caso a instituição se interessasse pela concorrência pública

O prefeito de Valença, Luiz Fernando Graça (foto), vai ter de explicar direito por que quer entregar a gestão de parte do setor de Saúde a uma Organização Social e pagar por isso mais de R$ 10 milhões. O edital de concorrência pública aberta para essa finalidade foi suspenso pelo Tribunal de Contas do Estado em decisão tomada na sessão desta quinta-feira (13), até que a Prefeitura apresente o estudo comparativo dos custos da gestão terceirizada com os da prestação direta dos serviços pelo próprio município com mão de obra selecionada através de concurso público e corrija várias falhas. A estimativa no estado do Rio de Janeiro é de que a gestão terceirizada da Saúde via OSs tem custado até 40% mais caro.

Primeira emergência do lixo em Itaboraí foi com empresa capixaba

Contrato e dispensa de licitação são mantidos em segredo, mas a empresa Limpeza Urbana Serviços, antecessora da Mapylar Consultoria, recebeu R$ 3,7 milhões

É ainda mais intrigante o caso das seguidas situações de emergência alegadas pela Prefeitura de Itaboraí fazer contratos para coleta de lixo sem licitação, uma manobra usada durante os quatro anos da gestão do ex-prefeito Helil Cardoso e repetida já duas vezes pelo atual. Durante a campanha Sadionel de Oliveira (foto) prometeu moralizar a administração municipal e governar com transparência e responsabilidade com a coisa pública. Em vez disso enviou ao Tribunal de Contas do Estado um edital de licitação com 36 irregularidades, 14 a mais que as verificadas na proposta de concorrência de Helil, que em quatro anos fez cinco dispensas de licitação para o serviço. Sadinoel em apenas seis meses homologou dois contratos emergenciais para o lixo e até hoje não deu publicidade a eles no Portal da Transparência como determina a lei. A julgar pela capacidade de cometer erros em edital de licitação e de fazer segredo do que teria de estar bem claro, Oliveira pode vir a superar a façanha de seu antecessor, que deixou o poder como o "filme" queimadíssimo.