Três exames durante o pré-natal podem evitar a transmissão da doença aos bebês Casos de sífilis dobram no estado e bebês são as grandes vítimas. Campanha de combate à forma congênita da doença vai abranger todas as cidades fluminenses
Nos últimos quatro anos o número de casos de sífilis congênita passou de 1.535 para 3.588 no estado do Rio de Janeiro, um resultado negativo extremamente vergonhoso considerando os avanços e as facilidades oferecidas no combate à doença, que é transmitida de mãe para filho durante o período de gravidez. Buscando reverter esse quadro cada vez mais preocupante nas maternidades da rede pública, a Secretaria Estadual de Saúde lançou uma campanha de luta contra a doença, com ações e metas a serem cumpridas por todos os 92 municípios. As ações visam aumentar a identificação do mal e melhorar a qualificação do pré-natal. A partir de agora as gestantes deverão fazer a testagem duas vezes ao longo da gravidez na gestação e antes do parto, incluindo nisso o tratamento para o parceiro como forma de evitar a reinfecção. De acordo com levantamento da Secretaria Estadual de Saúde, o índice de infecção registrado em 2010 foi de 7,1 casos por mil nascidos vivos, um número já elevado que dobrou em 2014, com 15,4 contaminados em mil bebês, chegando ao total de 13.013 casos de sífilis congênita em todo o estado.