Witzel e Edmar são filhos da "nova política". Um já caiu e o outro pode ser cassado pela Assembleia Legislativa Quando, no dia 7 de maio, o ex-subsecretário de Saúde Gabriell Neves foi preso sob acusação de comandar um esquema de fraude nos contratos emergenciais feitos pelo governo do Rio em nome do enfrentamento do coronavírus, o então titular da pasta, o médico anestesista e tenente-coronel da Polícia Militar Edmar Santos disse que não sabia de nada sobre as irregularidades. Dois meses depois o Ministério Público apontou que ele não só tinha conhecimento do esquema como era um dos cabeças do que o MP classifica de "organização criminosa".
O ex-secretário foi preso na última sexta-feira (10) e entregou espontaneamente R$ 8,5 milhões, quantia que chegou a ser divulgada como apreendida. Mais que a prisão, preocupa a devolução do dinheiro, pois isso, diz gente que acompanha de perto a situação, é sinal de que Edmar – para o desespero de muitos, senão do próprio governador Wilson Witzel – está colaborando com as investigações.