Será só mais um tiro no pé

Tudo indica que o fiasco do presidente da Câmara de Vereadores de Magé, Leonardo Franco Pereira, o Leonardo da Vila, será ainda maior que as duas derrotas sofridas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em sua incansável e inconsequente luta contra a realização da eleição suplementar marcada para o dia 31 de julho. Segundo os próprios vereadores já deixaram escapar, a intenção seria realizar o colégio eleitoral no dia 28, tentando antes uma liminar no Supremo Tribunal Federal (STF), possivelmente no plantão do ministro Marco Aurélio Mello, para sustentar essa loucura. Alegaria que o TSE apontou uma inconstitucionalidade que não existe e, nesse mandado de segurança, omitir-se-ia que a tal emenda da eleição indireta só foi aprovada essa semana, exatamente para se tentar esse recurso.

O presidente estaria apostando na omissão dessa informação para conseguir a liminar, mas se não obter êxito, elegeria o prefeito assim mesmo e sairia dizendo para o povo que a cidade já elegera o novo governante. Causaria com isso uma confusão danada e o povo não sairia de casa para votar no dia 31. Bem, isso é o que essas mentes doentias estariam pensando, porque, na verdade, o buraco é muito mais embaixo, mesmo!. Gente, achar que poderá enganar o STF omitindo que a tal emenda acaba de sair do forno, é doideira, não?

Isso é loucura, senhores!

Amigos, o que vou lhes contar aqui parece absurdo, soa como mentira, mas, infelizmente, é a pura verdade. Digo infelizmente por esse ato externar o quanto a população de Magé está mal representada na Câmara de Vereadores, que, até que me provem ao contrário, está nas mãos de um louco, de um homem capaz de tudo para preservar seus amigos no poder e assegurar sua própria condição.

Como cidadão acho louvável, digna de aplauso, a intenção do presidente da Casa, Leonardo Franco Pereira, o Leonardo da Vila, em querer adequar a Lei Orgânica do Município à Constituição para que Magé não volte a passar a vergonha que passou recentemente ao ir ao Tribunal Superior Eleitoral tentar barrar a eleição suplementar marcada para o dia 31 de julho, usando para isso um instrumento inconstitucional.

A morte de Rozan Gomes

Elizeu Pires

Morreu hoje, politicamente falando, o prefeito de Magé, Rozam Gomes da Silva (PR). Seu sepultamento acontecerá todos os dias, nas ruas, nas esquinas, nos lares e nos bares da cidade. Com a “morte” de Rozam, nasceu hoje em Magé a certeza de que o prefeito licenciado agiu por livre e espontânea vontade ao licenciar-se a partir de 1º de janeiro de 2011 para tratar de assuntos particulares e que jamais sofrera pressão da Câmara de Vereadores ou do próprio prefeito interino, Anderson Cozzolino, o Dinho, muito menos ameaças. Fechou-se as cortinas e interrompe-se a encenação, que certamente voltará em cartaz daqui há quatro meses.

Imoralidade em Silva Jardim

Prefeito e vice-prefeito arrumaram um jeito de receber o 13º salário e deverão ser obrigados a devolver o dinheiro

Zelão tratou de garantir o seu... Eleito em 2008 empunhando a bandeira da moralidade, o prefeito de Silva Jardim, Marcelo Cabreira Xavier, o Marcello Zelão (PT), deu, no apagar das luzes de 2010, uma demonstração de que em política a prática é bem diferente do discurso: ele tratou de garantir um natal melhor para si e para o vice-prefeito Fernando Augusto Bastos da Conceição, numa verdadeira ação entre amigos que desagrada bastante os moradores da pequena cidade do interior fluminense, município onde os setores de Saúde e Educação funcionam precariamente e a população reclama da falta de obras de infraestrutura.

Se for “à vera” merece aplausos

Os vereadores de Magé resolveram instalar uma comissão de inquérito para apurar as denúncias apresentadas ao Ministério Público pelo vereador Álvaro Alencar (PT), dando conta de que algumas irregularidades estariam acontecendo naquela Casa, incluindo suspeita de fraude em atas e no protocolo-geral.

A representação levou a Justiça a apreender vários documentos na Câmara, inclusive a carta renúncia assinada pela ex-prefeita Núbia Cozzolino (PR), que, segundo foi denunciado, estaria sendo mantida em segredo. Pois bem: se for para investigar mesmo, de forma isenta e responsável, parabéns.

Busca e apreensão na Câmara de Magé

Está ocorrendo nesse momento o cumprimento de um mandado judicial na Câmara de Vereadores de Magé. A ação foi determinada pela Justiça em favor do vereador Álvaro Alencar, que solicitou o pedido de busca e apreensão dos livros de protocolo e de atas das sessões.

A medida tonou-se necessária porque o presidente da Casa, Anderson Cozzolino, o Dinho, não estava permitindo que Álvaro checasse o protocolo para saber se algum documento com a renúncia da prefeita afastada, Núbia Cozzolino, havia sido registrado na Câmara,

Presidente da Câmara de Magé tem 30 dias para responder se Núbia renunciou ou não

O presidente da Câmara de Vereadores de Magé, Anderson Cozzolino, o Dinho (PMDB) tem prazo de 30 dias para responder se a prefeita afastada Núbia Cozzolino (PR) protocolou ou não naquela Casa uma carta renunciando ao mandato de prefeito, exigência legal para que pleiteie uma candidatura a deputada.

Requerimento nesse sentido foi apresentado pelo vereador Álvaro Alencar (PT), que quer esclarecer de vez o assunto, pois o que se comenta na cidade é que Núbia teria protocolado a carta, mas essa estaria sendo mantida em segredo pelo presidente da Câmara, que estaria tentando ganhar tempo até que o Supremo Tribunal Federal (STF), julgue recurso impetrado

E a CRT venceu

Elizeu Pires

Os “nobres” representantes do povo na “colenda” Câmara Municipal de Magé decidiram que a atuação da Concessionária Rio-Teresópolis (CRT – que transformou o município numa ilha cercada de pedágios por todos os lados, inviabilizando o desenvolvimento econômico da cidade – não precisa ser investigada.

Crime eleitoral derruba prefeito de Mangaratiba

Aarão é condenado a perda do mandato por crime eleitoral

Julgando Ação de Impugnação de Mandato Eletivo impetrada pelo Ministério Público, o juiz da 54ª Zona Eleitoral de Mangaratiba, Márcio da Costa Dantas, decidiu nesta segunda-feira (27) pela cassação dos diplomas do prefeito Aarão de Moura Brito Neto (foto) e do vice-prefeito Marcelo Tenório da Cruz, por prática de crime eleitoral. Em outro processo - numa Ação de Investigação Judicial Eleitoral - o mesmo magistrado tornou o prefeito e o vice inelegíveis por três anos, além de aplicar multas de R$ 40 mil e R$ 30 mil. As condenações foram por abuso de poder, compra de votos e uso indevido dos meios de comunicação.  O juiz determinou que o presidente da Câmara de Vereadores assuma interinamente o cargo de prefeito até a realização de um pleito suplementar.

Desapropriações sob suspeita em Macaé

O prefeito Riverton Mussi é acusado de beneficiar aiiados com desapropriações milionárias Prefeitura pagou mais de R$ 70 milhões por imóveis de parentes de vereadores.

Dez decretos de desapropriação de imóveis emitidos pelo prefeito Riverton Mussi (PMDB) durante os exercícios de 2005, 2006 e 2007, adquirindo para o município áreas e prédios que pertenciam a parentes de vereadores e a empresários estão sendo questionados na Justiça em ação popular impetrada pelo servidor público Rafael Carvalho Ramos, que também apresentou denúncia na 1ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva. Só essas desapropriações custaram aos cofres públicos mais de R$ 70 milhões. De acordo com a denúncia apresentada ao Ministério Público foram desapropriados imóveis de familiares dos vereadores Marilena Garcia (PT), Luiz Fernando Borba, Paulo Antunes (PMDB), Chico Machado (PPS), do suplente João Sérgio de Lima (PMDB), do secretário-geral da Câmara Municipal, Nélio Nochi Emerick, do presidente da Associação comercial, Francisco Mancebo Agostinho e do secretário de Desenvolvimento Social, Jorge Tavares Siqueira.