Prefeito alega que queda no repasse pode provocar falta de remédio, mas os recursos para o setor nada tem a ver com as transferências feitas pela Petrobras
De janeiro de 2013 a 31 de dezembro do ano passado o setor de saúde de Silva Jardim teve o seu melhor período em termos de recursos financeiros, mas nem por isto os serviços prestados pela Secretaria Municipal de Saúde durante os quatro anos da gestão do prefeito Anderson Alexandre (foto), segundo usuários da rede, superam em qualidade as ações do governo anterior. De acordo com os registros do governo federal, entre os repasses feitos através do Fundo Nacional de Saúde e os recursos de outras rubricas do governo federal, o município recebeu R$ 40.249.619,30 e 2016 foi o ano de maior fartura, com créditos de R$ 13.456.200,74, sendo R$ 10.060.450,69 garantidos pelo FNS. Ainda sim, mesmo com compras milionárias de remédios, faltaram vários itens de medicamentos na rede da Prefeitura. Agora, com uma perda considerável nos royalties do petróleo, o prefeito fez um pronunciamento para dizer que a Petrobras repassou 81% menos em janeiro e que por conta disto podem faltar remédios e insumos, o que não retrata a realidade, pois os recursos destinados à saúde são específicos e são repassados em separado.