Magé garante que não vai atrasar salários

Estado de emergência financeira vai durar 180 dias

"Os servidores e a população de Magé podem estar tranquilos. Não haverá atraso de salários nem os serviços essenciais serão afetados. Adotamos essas medidas de contenção exatamente para evitar isso. Vamos cortar onde pode ser cortado, mas em nenhum momento mexeremos em direitos adquiridos pelos funcionários". A afirmação é do prefeito Rafael Santos de Souza, o Rafael Tubarão (foto), que na noite de ontem (dia 4) emitiu decreto em que declara estado de emergência financeira no município, por conta da queda na receita. Para este ano as perdas estão estimadas em R$ 100 milhões em relação ao orçamento aprovado. Só nos repasses dos royalties do petróleo a redução foi de 80%, prejuízo causado por uma decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, que afetou ainda os municípios de Guapimirim e Silva Jardim.

Vereador joga para a platéia em Casimiro de Abreu

Adriano dos Santos quer reduzir salário do prefeito, mas poupa a si mesmo e os colegas

Marinheiro de primeira viagem pela vida pública, o vereador Adriano dos Santos Lima (foto) tentou fazer demagogia propondo - de forma errada e aliviando os membros da Câmara e seus assessores - a redução dos subsídios do prefeito, do vice e dos secretários. Além de poupar a si e a seus pares, ele fez a tentativa equivocadamente, através de proposta de decreto legislativo, quando a Constituição Federal determina que os subsídios sejam estipulados de uma legislatura para a outra e não de forma imediata, princípio de anterioridade que tem o objetivo de evitar que o agente político que propôs a majoração se beneficie dela. A remuneração atual foi aprovada no ano passado.

Magé decreta estado de emergência financeira

Perda de receita deve passar de R$ 100 milhões este ano. Prefeito reduz o seu salário, do vice e dos titulares das secretarias. Serão exonerados oito secretários e as medidas adotadas valem por 180 dias

O prefeito de Magé, Rafael Santos de Souza, o Rafael Tubarão (foto) decretou na noite desta quinta-feira (4) estado de emergência financeira, adotando medidas de contenção de despesas diante de uma realidade econômica completamente negativa para o município, que, segundo as estimativas, vai arrecadar, no mínimo, R$ 100 milhões a menos este ano. Uma das medidas foi a redução de 25% nos subsídios do prefeito e do vice, além do corte de 15% nos vencimentos dos secretários. Serão exonerados oito membros do primeiro escalão e foi definida a junção de secretarias, com os titulares que ficarem passando a acumular responsabilidades. Por conta da perda de receita a folha de pagamento teve aumento proporcional em relação ao limite de 54% imposto pela Lei de Responsabilidade Fiscal, o que forçou a adoção de medidas para equilibrar as finanças.

Bradesco de Rio das Ostras é autuado por demora no atendimento

Operação vai continuar até que os bancos passem a cumprir a lei

Como determina a lei, o cidadão não pode ficar mais que 20 minutos numa fila de banco aguardando atendimento, mas na agência do Bradesco em Rio das Ostras o tempo de espera pode chegar a uma hora. Por conta disso a Procuradoria Geral do município terminou que o Procon agisse no sentido de acabar com o abuso e nesta quinta-feira a unidade bancária foi atuada, depois de a equipe constatar o problema. Se passando por clientes, os agentes entraram na fila e demoraram 45 minutos para receberem o atendimento. Segundo o procurador Renato Vasconcellos, a operação Tempo é Dinheiro vai continuar e todos os bancos instalados na cidade serão fiscalizados. “Faremos este tipo de operação mensalmente, até que às agências instaladas em Rio das Ostras cumpram a lei”, afirmou o procurador Geral de Rio das Ostras!

Resende divide em suaves prestações a conta das humilhações

Por causa da fiscalização míope da Prefeitura, a concessionária do transporte público expõe os usuários a humilhações e sacrifícios. Sem poder usar elevador para cadeirantes a senhora das imagens não teve outra saída senão carregar no colo Governo finge que arrocha e empresa de ônibus finge que respeita as regras

Um vídeo exibindo uma mulher carregando uma cadeirante nos braços durante o desembarque de um ônibus causou revolta na população de Resende, no Sul Fluminense, esta semana e apertou ainda mais a “saia justa” do prefeito Diogo Balieiro Diniz (foto), eleito em 2016 com a promessa de peitar a São Miguel, empresa que há 17 anos detém o monopólio do transporte público de passageiros e que nos últimos tempos parece ter se especializado em humilhar os moradores, expostos à própria sorte diariamente no interior das latas velhas ambulantes da companhia.

ANTT não cogita retirada de pedágio em Magé

Eleito prefeito em 1996, Nelson do Posto foi o primeiro político da região a peitar a CRT. Mandou quebrar, em 1997, uma barreira de concreto que fechava a saída de uma via municipal Órgão estuda apenas a possibilidade de distribuir os locais de cobrança

Em nenhum momento foi cogitada a retirada do posto principal de cobrança de pedágio existente em Magé, que conta ainda com mais duas bases auxiliares, o que muito tem prejudicado o município. A Agência Nacional de Transportes Terrestres admite apenas um estudo para dividir os pontos, distribuindo-os ao longo dos 142,5 quilômetros da Rodovia Santos Dumont (BR-116/RJ), o que poderá resultar na redução do valor da tarifa praticada na base principal, na entrada de Piabetá, na altura do bairro Bongaba, hoje fixada em R$ 17,10 ou - na melhor das hipóteses - na isenção de 100% para os moradores. Mesmo assim as possíveis medidas só seriam adotadas a partir de 2021, quando, com o fim do atual contrato de concessão, um novo consórcio entraria em operação. Também não pode ser descartada a permanência da Concessionária Rio Teresópolis (CRT), já que ela não está impedida de participar da nova licitação, que deverá acontecer no final do segundo semestre de 2020. Até lá o que vale é o desconto de 50% para os veículos emplacados no município e a isenção total para os moradores do entorno da base de Bongaba.

Possível candidatura de Silvia em 2018 atordoa “donos” de Porto Real

Especializada em ginecologia e obstetrícia, ela se queixa de que é impedida de tirar plantões na maternidade municipal por possível retaliação política

Medica concursada da rede de saúde de Porto Real, Silvia Bernardelli (foto) tem se queixado de retaliações por parte do governo, que não estaria permitindo que ela dê plantão em sua área na maternidade municipal. Especializada em ginecologia e obstetrícia, Silvia foi candidata a prefeita nas duas últimas eleições e por conta disso é classificada como “inimiga” na gestão do prefeito Jorge Serfiotis, mas a opção de deixar a unidade sem um especialista como Sílvia está sendo vista como outra coisa: preocupação com a possibilidade de ela vir a disputar um mandato parlamentar em 2018, podendo até concorrer diretamente com o filho do prefeito, o deputado federal Alexandre Serfiotis, que, segundo revelam alguns servidores do setor, é quem estaria dando as ordens na Secretaria de Saúde.

MP vai apurar suposta compra de votos em Japeri

Os moradores do município mais pobre da Baixada Fluminense sempre viveram entre a esperança, o medo e a discriminação “Grampo” revela nomes de políticos que teriam adotado o esquema. Eles negam

O município de Japeri foi sacudido com graves revelações sobre compra de votos registradas em escuta telefônica autorizada pela Justiça em inquérito aberto pelo Ministério Público que apurava outro crime e pode contribuir para inibir esquemas semelhantes no futuro. O "grampo" que flagrou uma mãe repreendendo o filho que confessou ter pago por pelo menos 50 votos nas eleições de 2016, expôs mais um lado sujo da política na Baixada Fluminense, onde há anos se sabe que o voto tem preço e é muito barato, por sinal, podendo custar R$ 50 ou uma cesta básica. Tentando se explicar diante da reprimenda que levava, o primeiro suplente de vereador da coligação “Mudar para avançar”, José Carlos de Souza (PT) não só se entregou como revelou que os quatro vereadores mais bem votados teriam comprado votos, entre ele dois colegas da aliança PSL/PT, pela qual José concorreu e obteve 652 votos.

Belford Roxo faz “pente fino” para ajustar as contas

Meta é tirar mil 'fantasmas" da folha de pagamento

Demonizado pelas medidas tomadas nos últimos dias em relação aos servidores municipais, o prefeito de Belford Roxo, Wagner dos Santos Carneiro, o Waguinho (foto) abriu o verbo em reunião com um grupo de profissionais da Educação e garantiu que o que está sendo feito são correções para acabar com distorções salariais e privilégios que beneficiam a poucos e prejudica a maioria. Segundo o prefeito - que pediu que os funcionários não façam greve - quem trabalha e não se beneficiou de incorporações ilegais não tem o que temer, pois receberá o que for devido. “O que estamos cortando é o que está errado. Vocês acham justo alguém receber sem trabalhar, se beneficiar de incorporações falsas? É nisso que estamos dando fim”, disse o prefeito, citando exemplos de salário de até R$ 15 mil.

Festa do trabalhador em Resende pode acabar em inquérito

Com a insatisfação dos servidores concursados a festa acabou se transformando em comemoração para cargos comissionados; contratados também não festejaram, pois estariam sem pagamento Servidores não participam e lista de presença teria sido pressão para comissionados comparecerem

A comemoração do Dia do Trabalho em Resende, cidade do Sul Fluminense, poderia ter sido realmente uma festa, mas faltou o principal, os trabalhadores que carregam o município nas costas, restando aos ocupantes de cargos comissionados comparecerem ao Estádio do Trabalhador, tentando lotar o espaço, “motivados” por uma lista de presença que teria de ser assinada. Sem motivos para comemorar (estão sem aumento desde 2014) a maior parte dos funcionários efetivos preferiu aproveitar o feriado em outro lugar e o pessoal lotado na Unidade de Pronto Atendimento nem isso pode fazer, pois muitos ainda não teriam recebido o salário de março. Como já vem ocorrendo há pelo menos dois meses, choveram reclamações contra a administração municipal, questionamentos sobre quem pagou o cachê das bandas anunciadas – já que integrantes do governo afirmaram nas redes sociais que as apresentações dos artistas seria “doação sem custo para a Prefeitura”, o que não teria sido publicado por meio de um extrato de doação, conforme determina a lei – e sobre supostos casos de assédio contra os servidores que teriam sido intimidados a comparecer à comemoração.