Nova Iguaçu: Justiça condena Light por deixar mais de 1,5 mil alunos sem aula, mas Prefeitura recorre para ampliar indenização

Os estudantes da Escola Municipal Darcílio Ayres Raunheti foram prejudicados pelo descaso da empresa - Foto: Banco de Dados A Justiça do Rio condenou a Light a pagar R$ 100 mil por danos morais coletivos após falhas no fornecimento de energia elétrica deixarem cerca de 1,5 mil alunos sem aula na Escola Municipal Darcílio Ayres Raunheti, em Nova Iguaçu. A Prefeitura, no entanto, já recorreu da decisão e pede que a indenização seja elevada para R$ 1 mil por aluno afetado — ou ao menos R$ 500 por estudante prejudicado.

A sentença da 2ª Vara Cível de Nova Iguaçu reconhece que a unidade escolar ficou cerca de oito dias sem luz em 2022, comprometendo o funcionamento da escola e afetando diretamente a comunidade escolar. O processo aponta que 333 alunos ficaram sem atendimento no dia 25 de fevereiro e que outros 1.537 estudantes deixaram de ter aulas nos dias 3 e 4 de março devido à interrupção do serviço.

MP ajuíza ação para fechamento de lixão em Jacarepaguá

Foto: Reprodução A 1ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva de Defesa do Meio Ambiente e do Patrimônio Cultural da Capital ajuizou uma ação civil pública para que o estado e o município do Rio de Janeiro fechem um vazadouro de lixo clandestino que se formou em área próxima à comunidade do Outeiro, situada na Estrada Arroio Pavuna, em Jacarepaguá. Seis empresas e duas pessoas físicas, que contribuíram para a formação do “lixão”, também foram incluídas na ACP, como responsáveis solidárias pelo dever de reparar e indenizar os danos ao meio ambiente.

A ação relata que o ‘lixão’ foi instalado irregularmente pelos donos de um imóvel localizado na Estrada Arroio Pavuna, próxima ao número 326, e que há vários anos a área é objeto de descarte de toneladas de resíduos de todos os tipos, sem nenhum controle ambiental ou licença. Ainda de acordo com a ACP, os resíduos são descartados por diversas empresas do ramo de transporte de resíduos e aluguel de caçambas para empresas de construção civil, resultando em acúmulo de lixo, desmatamento, contaminação do solo e risco de explosão pela presença de gás metano que aflora do subsolo. As investigações também apontaram que a área abriga a operação de uma marmoraria, sem licença ambiental, e a criação de animais como porcos e galos de rinha.

Rio registra mais de 7,7 mil novos negócios em maio

Estado já totaliza 42.410 empresas abertas em 2026

De janeiro a maio, foram abertos 42.410 novos negócios em no estado do Rio de Janeiro - Foto Divulgação O estado do Rio de Janeiro contabilizou a abertura de 7.744 novos negócios em maio de 2026, o maior resultado já registrado para o mês, segundo dados da Junta Comercial do Estado do Rio de Janeiro (JUCERJA). O desempenho supera em 11,5% a marca anterior, alcançada em maio de 2025, quando foram constituídas 6.943 empresas.

Professores e especialistas iniciam plantio de mil mudas em mangue no Caju e reforçam o ‘pulmão verde’ da Baía de Guanabara

Foto: Divulgação Em uma região que durante décadas acumulou lixo, degradação ambiental e perda de vegetação nativa às margens da Baía de Guanabara, o avanço do reflorestamento começa a consolidar uma nova paisagem no Caju, na Zona Portuária do Rio. Nesta quarta-feira (3), professores da rede pública e especialistas participaram do plantio de mil mudas de mangue-vermelho e mangue-branco em uma área em recuperação que ajudará a fortalecer um dos ecossistemas mais importantes do estado para a biodiversidade e o equilíbrio climático.

Conduzido pela Águas do Rio e pelo biólogo Mário Moscatelli, o projeto Mangue Alegria avança na recuperação de uma área no entorno da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Alegria. A ação marca a expansão da iniciativa, que desde 2023 já contabiliza a retirada de 450 toneladas de resíduos sólidos trazidos pela maré e o plantio de 19,6 mil mudas nativas cultivadas em um berçário mantido dentro da própria unidade.

Operação Falso Xerife mira secretário de Segurança de Casimiro de Abreu

Foto: Reprodução Recém-nomeado secretário de Segurança no município de Casimiro de Abreu, o ex-vereador de Rio das Ostras, Paulo Fernandes Carvalho Gomes (foto), mais conhecido como Carvalhão, foi alvo nesta quarta-feira (3), da Operação Falso Xerife, realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro.

Ele, que é investigado por um duplo homicídio ocorrido em 2025, se apresentava nas redes sociais como xerife, associando sua imagem a discursos de combate à criminalidade, em contraste com os fatos apurados pelo MP, que hoje cumpriu mandado de busca e apreensão contra ele.

Junho Ambiental: MPF articula ações para salvar planta nativa da Serra do Tinguá em perigo crítico de extinção

A meta é evitar o desaparecimento definitivo da Sinningia helleri - Foto: Divulgação O Ministério Público Federal (MPF) tem cobrado medidas e ações urgentes para evitar o desaparecimento definitivo da Sinningia helleri, uma espécie da flora nacional criticamente ameaçada de extinção. Endêmica da região da Serra do Tinguá (RJ) e considerada extinta por 151 anos, a planta foi redescoberta em 2015.

Uma das iniciativas foi uma recomendação, acatada por órgãos do poder público e instituições voltadas ao meio ambiente, com uma série de medidas para evitar o risco iminente de desaparecimento da espécie. Entre as ações estava o registro, identificação e catalogação das espécies, além de medidas de proteção imediata.

Ex-vice-prefeito de Trajano de Moraes é denunciado por forjar união estável com procuradora do Estado para obter pensão milionária

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio da Promotoria de Justiça de Trajano de Moraes, denunciou o vice-prefeito Hélio Luiz Fazoli (foto) e Adriana Canes Peçanha por um esquema de fraude que teria garantido ao principal acusado o recebimento de cerca de R$ 6,8 milhões em pensão do RioPrevidência. Segundo a denúncia, o benefício foi obtido por meio da simulação de uma união estável com a procuradora do Estado aposentada Ângela Marília de Moraes Peçanha, que era tia da ex-mulher do político. Desse total, o prejuízo efetivo aos cofres públicos supera R$ 4,6 milhões entre 2017 e 2025.

De acordo com as investigações, o casal teria planejado a fraude após formalizar o divórcio, em 2013. No ano seguinte, Hélio declarou em cartório uma suposta união estável com a tia de Adriana, que já era idosa. Para o MPRJ, a relação nunca existiu, e a procuradora foi gradualmente afastada do convívio familiar enquanto o esquema era executado.

Nilópolis: Prefeitura se compromete a aprimorar fiscalização de empresas prestadoras de serviços, organizações sociais e vai pagar mais de R$ 780 mil por dano moral coletivo

Foto: Reprodução A Prefeitura de Nilópolis firmou acordo judicial em ação rescisória com o Ministério Público do Trabalho no Rio de Janeiro (MPT-RJ) se comprometendo a adotar uma série de medidas para aprimorar a contratação e fiscalização de prestadoras de serviços (terceirização de mão de obra) e organizações sociais que atuam especialmente na área da saúde. O município também deverá pagar R$788.500 mil por dano moral coletivo.

O documento foi assinado pelo prefeito Abraão David Neto, pela Procuradoria-Geral do Município e pelos secretários municipais de Saúde, Educação, Serviços Públicos e Desenvolvimento Social. Também assinaram o acordo a procuradora regional do Trabalho, Daniela Ribeiro Mendes, o procurador do Trabalho, Rogério de Almeida Pinto Guimarães, e a desembargadora Giselle Bondim Lopes Ribeiro.

Apreensão de celulares de Claudio Castro estaria causando insônia em muita gente, comentam nos ambientes de poder

● Elizeu Pires

A cobertura do ex-governador, na Barra da Tijuca, foi visitada duas vezes em 15 dias pela Polícia Federal - Foto: Reprodução Foram informações colhidas nos celulares apreendidos de Daniel Vorcaro – dono do Banco Master que está preso e tentando uma delação premiada – que levaram a Polícia Federal ao ex-governador Claudio Castro, na 8ª fase da Operação Compliance Zero, realizada em 26 de maio. Mas 10 dias antes, na Operação Sem Refino, agentes da PF apreenderam celulares e um tablet na cobertura de Castro, na Barra da Tijuca, e, desde então, muita gente estaria precisando fazer uso de remédios para dormir.