MPF pede suspensão do programa Tolerância Zero e cobra respeito aos direitos de ambulantes nas praias do Rio

Os ambulantes fizeram protesto contra a proibição imposta pela Prefeitura - Foto: Reprodução O Ministério Público Federal (MPF) ingressou com ação civil pública, com pedido de tutela de urgência, para suspender os efeitos do programa Tolerância Zero, instituído pela Prefeitura do Rio para disciplinar o comércio ambulante nas praias do Leme, Copacabana, Ipanema e Leblon. A ação também pede que a União e o município elaborem, de forma conjunta e participativa, um planejamento para a gestão desses espaços, capaz de conciliar o ordenamento urbano, o enfrentamento do crime organizado e a proteção dos direitos fundamentais dos trabalhadores ambulantes.

Na ação, o procurador regional dos Direitos do Cidadão adjunto Julio Araujo afirma que a prefeitura implantou uma política permanente de fiscalização das praias sem observar as normas federais que disciplinam a gestão desses espaços. Segundo o MPF, o programa foi criado sem diálogo com a União, titular das praias marítimas, sem participação da sociedade e sem medidas voltadas à regularização de situação de milhares de trabalhadores que dependem do comércio ambulante para sobreviver. A petição destaca ainda que o município não celebrou para tais regiões o Termo de Adesão à Gestão de Praias (TAGP), nem elaborou o Plano de Gestão Integrada previsto no Projeto Orla, instrumentos considerados essenciais para esse tipo de intervenção.

Itaguaí ganha Centro de Imagem com exames digitalizados e amplia rede municipal de diagnóstico

Foto: Divulgação Foi inaugurado ontem (17) o novo Centro de Imagem da rede municipal de saúde de Itaguaí, que ganhou um equipamento que amplia a oferta de exames especializados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e concentra, em um único endereço, serviços voltados ao diagnóstico e ao acompanhamento de pacientes da rede municipal.

A unidade está instalado na Rua Darcí Teixeira Fontes, no Centro, em espaço implantado por meio de um convênio entre a Prefeitura e a Medicina do Trabalho. A proposta é oferecer uma estrutura equipada com tecnologia digital para acelerar o acesso aos exames, reduzir a necessidade de deslocamentos para outras cidades e dar mais agilidade ao início dos tratamentos.

Memória curta em Rio das Ostras: Oposição parece ter esquecido que MP denunciou ex-prefeito por superfaturamento de mais de R$ 3 milhões

● Elizeu Pires

Foto: Reprodução Como se estivessem antecipando uma disputa eleitoral que só deveria acontecer em 2028, ano em que ocorrerão as eleições municipais, oposicionistas que sempre ignoraram as ações questionáveis verificadas na gestão do ex-prefeito Marcelino da Farmácia – inclusive batendo palma para tudo na Câmara de Vereadores – estão olhando com lupa os atos da atual gestão, o que é extremamente saudável. Só que, ao que parece, teriam esquecido, por exemplo, que, em setembro de 2025, o Ministério Público ajuizou uma ação civil pública contra o ex-prefeito e a empresa Terrapleno Terraplanagem e Construção, após identificar superfaturamentos de mais de R$ 3,1 milhões em contratos emergenciais firmados entre 2018 e 2020.

Falta de transparência impede que se saiba quanto empresa sem contrato vinha recebendo por cada trabalhador terceirizado lotado na Educação de Petrópolis

● Elizeu Pires

Entre maio de 2022 e junho de 2026 a empresa Capital Ambiental Construção e Serviços recebeu cerca de R$ 340 milhões dos cofres da Prefeitura de Petrópolis, prestando serviços bem distintos de sua principal atividade econômica, que é a coleta de resíduos sólidos, no português claro, recolhimento de lixo.

Sem contrato desde novembro, empresa já recebeu cerca de R$ 340 milhões do Fundo de Educação de Petrópolis, R$ 41,5 milhões só este ano

● Elizeu Pires

Foto: Reprodução Contratada inicialmente em abril  de 2022 para fornecer mão de obra de apoio em várias funções à Secretaria de Educação de Petrópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro, a Capital Ambiental Construção e Serviços está sem contrato desde novembro de 2025, o que não a impediu de continuar emitindo faturas e recebendo da Prefeitura.

Cabo Frio: CNPJ atribuído em aditivo à empresa com contrato sob investigação pertence a outra firma

● Elizeu Pires

De acordo com registros na Receita Federal, o CNPJ atribuído à Construflex Soluções e Serviços em termo aditivo que elevou a mais de R$ 9 milhões o valor global de um contrato fixado inicialmente em R$ 7,6 milhões pelo Fundo Municipal de Saúde de Cabo Frio e que é objeto de investigação, pertence à outra empresa que também recebeu pagamentos da Prefeitura, mas nada nada tem a ver com o contrato investigado.

Cabo Frio: Empresa com contrato sob investigação teria atuado no município com dois CNPJs diferentes, segundo apontam documentos oficiais

● Elizeu Pires

Objeto de investigação por parte do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ), o contrato 026, assinado entre a Secretaria de Saúde de Cabo Frio e a empresa Construflex Soluções e Serviços em 19 de abril de 2024, com valor global de R$ 7.659.369.03, foi aditivado menos de cinco meses depois, mas com outro CNPJ, conforme revelam documentos oficiais da Prefeitura.

Ministério Público obtém mandado de prisão contra subsecretário de Búzios por esquema de corrupção

Foto: Reprodução O Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (GAECO/MPRJ) denunciou quatro pessoas, entre elas o policial civil aposentado e atual subsecretário municipal de Turismo de Armação dos Búzios, Sérgio Ferreira dos Santos, por integrar um esquema de corrupção voltado à autorização de festas em embarcações no município. A Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ), cumpre, nesta terça-feira (14), mandados de prisão preventiva contra Sérgio Ferreira e o então coordenador de Trânsito e Transporte de Búzios, Igenes Lopes Santos Filho, conhecido como Geninho, atual presidente da CooperBúzios.

Os denunciados respondem pelos crimes de organização criminosa, corrupção e lavagem de dinheiro e, de acordo com o GAECO/MPRJ, cobravam entre R$ 1 mil e R$ 3 mil para permitir a realização dos eventos sem a expedição formal de alvará e deixar de fiscalizá-los. As apurações apontaram ao menos 38 episódios em que os atos de corrupção foram praticados. O esquema funcionou, ao menos, entre janeiro de 2021 e março de 2026.

Pai de deputado do PL é considerado foragido: É um dos que tiveram prisão decretada por suposto esquema de corrupção no Instituto Rio Metrópole

● Elizeu Pires

Foto: Reprodução Pai do deputado estadual Alexandre Knoploch (PL), Mauricio Silva Knoploch dos Santos já está sendo considerado foragido da Justiça. Ele é uma das seis pessoas que tiveram prisão preventiva decretada no âmbito de inquérito do Ministério Público, que apura um suposto esquema de corrupção no Instituto Rio Metropole (IRM), uma autarquia do governo estadual.