Pimenta nos olhos não é refresco: Presidente da OAB Caxias experimenta spray de autodefesa feminino durante evento para advogadas

Muy amiga: vice presidente da OAB Caxias, Débora Duarte, lança o spray Defensor contra o presidente Wagner Botelho durante treinamento para mulheres - Foto: Divulgação Nem sempre a teoria basta e o presidente da OAB Duque de Caxias, Wagner Botelho, decidiu provar isso na prática. Durante treinamento para autoproteção feminina  promovido pela entidade nesta quinta-feira (16) com cerca de 70 participantes, ele se voluntariou para sentir com os próprios olhos, literalmente, os efeitos do spray de defesa pessoal, em uma demonstração empírica que mostrou a eficácia do produto e reforçou a importância do preparo. “Durante dez minutos pelo menos, não consegui enxergar nada, parecia que tinham agulhas nos meus olhos. Realmente, trata-se um instrumento eficaz que, usado corretamente, pude evitar muitas situações de violência”, disse o advogado. 

A ação, promovida pela Comissão de Defesa da Mulheres, teve como objetivo capacitar as advogadas para reconhecer, prevenir e reagir a situações de risco com spray de pimenta, cujo porte e venda em farmácias no estado do Rio foram autorizados após a sanção da Lei 11.025/25, em novembro do ano passado.

Saúde capenga em Belford Roxo: Apesar do orçamento maior, usuários da rede reclamam de abandono e falta de pessoal nos postos de atendimento

● Elizeu Pires

Há poucos dias no cargo, a prefeita de Belford Roxo, Mariana Malta tem um problemão para resolver nos postos de saúde e na Policlínica Neuza Brizola, onde, apontam usuários, tem faltado de tudo, inclusive médicos, embora os muitos profissionais contratados, isto apesar de o Fundo Municipal de Saúde já ter recebido quase a metade da dotação orçamentária prevista para todo o exercício de 2026.

Dados que salvam vidas: 35 anos de gestão do Sistema de Informações sobre Mortalidade do RJ consolidam base estratégica da saúde pública

Foto: Divulgação/SES-RJ A taxa de mortalidade de câncer de mama, o tipo que mais mata mulheres no país, levou a Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ) a estruturar junto com os municípios um plano para organizar a linha de cuidado da doença nas regiões do estado. Da prevenção ao tratamento, a iniciativa teve como ponto de partida a análise dos dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), que permitiram dimensionar o impacto da doença e orientar ações para reduzir os óbitos evitáveis.

Esse é um dos exemplos de como o SIM, ao completar 35 anos de gestão estadual, se consolidou como base estratégica para formulação de políticas públicas de saúde no Rio de Janeiro. A história mostra a dimensão da importância do SIM, ferramenta criada pelo Ministério da Saúde em 1975, que completou 50 anos, a nível nacional, em 2025.

Guapimirim: Empresa denunciada pelo Ministério Público recebeu mais de R$ 11 milhões do Fundo Municipal de Saúde

● Elizeu Pires

Foto: Reprodução Investigada pelo Ministério Público por supostas irregularidades em processo licitatório, a empresa Speed Meg Medicina Especializada faturou R$ 11,1 milhões da Prefeitura de Guapimirim, repasses feitos entre 2023 e o primeiro trimestre de 2026, através do Fundo Municipal de Saúde. Registrada em nome do ex-presidente da Câmara de Vereadores Iran Moreno de Oliveira e da filha dele, Mêllanie da Costa Oliveira, a Speed Meg recebeu só no primeiro trimestre deste ano R$ 704.822,05, de um empenho total de R$ 1.102.560, 25.

Nova Iguaçu: Acidentes de moto disparam e Hospital da Posse atende mais de mil vítimas em apenas dois meses

Foto: Divulgação O número de vítimas de acidentes de moto atendidas no Hospital Geral de Nova Iguaçu (HGNI) disparou no início de 2026. Somente em janeiro e fevereiro, a unidade registrou 1.101 atendimentos, média de 19 casos por dia, o equivalente a praticamente um acidentado por hora. O volume já supera o registrado no mesmo período de anos anteriores. Nos dois primeiros meses de 2024, foram 613 atendimentos. Em 2025, o número chegou a 485. Juntos, estes meses somam 1.098 casos, ainda abaixo do total registrado apenas no início de 2026. Somente em janeiro deste ano, o hospital bateu seu recorde histórico mensal, com 592 atendimentos a vítimas de acidentes de moto. Em fevereiro, foram registrados outros 509 casos.

Os números confirmam uma tendência de crescimento observada nos últimos anos. Em 2024, o HGNI registrou 3.329 atendimentos. Em 2025, o número subiu para 3.780 casos, um aumento de 13,5%. Para o secretário municipal de Saúde, Luiz Carlos Nobre Cavalcanti, o cenário acende um alerta sobre o impacto desse tipo de ocorrência no sistema público de saúde. “Estamos falando de um volume muito alto de vítimas em um intervalo muito curto de tempo. Acidentes de moto costumam gerar traumas graves e demandam uma estrutura complexa de atendimento, com equipes multiprofissionais, cirurgias e internações. O que chama a atenção é que grande parte desses acidentes poderia ser evitada”, afirmou.

Guapimirim: Justiça manda suspender nomeações irregulares na Câmara

● Elizeu Pires

Foto: Reprodução Pelo menos dois servidores nomeados pela Câmara de Vereadores de Guapimirim no âmbito de um concurso público realizado em 2019 terão suas portarias suspensas, segundo decisão tomada pelo Juízo da 2ª Vara da Comarca local em ação de improbidade administrativa ajuizada pela 1ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva (Núcleo Magé), que apontou irregularidade nas nomeações de Fabiano de Assis Correa e Thaina Pereira de Mello para os cargos, respectivamente, de contador e auxiliar de recursos, ambos nomeador pelo então presidente da Casa, Halter Pitter dos Santos da Silva,

Nova Iguaçu: Alunos com transtornos do neurodesenvolvimento ganham direito à flexibilização do uniforme escolar

Foto: Divulgação A Câmara Municipal de Nova Iguaçu aprovou, nesta terça-feira (14), um projeto de lei de autoria do presidente da Casa,  Marcio Guerreiro, que dispensa a obrigatoriedade do uso de uniforme escolar para estudantes diagnosticados com transtornos do neurodesenvolvimento, especialmente o Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), o Transtorno do Espectro Autista (TEA) e transtornos específicos de aprendizagem.

A proposta tem como objetivo promover inclusão, acolhimento e melhores condições de permanência no ambiente escolar para alunos que enfrentam desafios sensoriais, comportamentais e emocionais. O uso do uniforme, embora importante para a padronização e identificação dos estudantes, pode representar desconforto significativo para crianças e adolescentes com essas condições, impactando diretamente seu bem-estar e desempenho escolar.

MPF requer cumprimento de sentença para garantir moradia a beneficiários do Minha Casa, Minha Vida no Rio

Foto:Raphael Lima/Prefeitura do Rio O Ministério Público Federal (MPF) apresentou um pedido de cumprimento provisório de sentença para garantir que a União, o município do Rio de Janeiro e o Banco do Brasil executem as medidas determinadas pela Justiça Federal em favor de beneficiários do programa Minha Casa, Minha Vida. A ação diz respeito ao empreendimento Colônia Juliano Moreira, especificamente ao Condomínio Vila Carioca, onde diversas famílias contempladas estão privadas da posse de seus imóveis devido a ocupações clandestinas.

A medida do MPF vem após sentença que estabeleceu obrigações específicas para cada réu, visando a solução das irregularidades no empreendimento. Embora os recursos apresentados pelos entes não possuam efeito suspensivo, as determinações de urgência ainda não foram efetivadas satisfatoriamente.

Cerco do MP ao Rioprevidência pode chegar a Itaguaí, esperam por lá

● Elizeu Pires

Foto: Reprodução A informação de que o Grupo de Atuação Especializada de Defesa da Integridade e Repressão à Sonegação Fiscal (GAESF), do Ministério Público do Rio de Janeiro ajuizou uma ação civil pública contra o Banco Master e os responsáveis pela aplicação de R$ 1 bilhão do Rioprevidência em Letras Financeiras (LS) – que não possuem proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) –, encheu de esperança servidores do município de Itaguaí.

Maré recebe obras de esgoto, mas drenagem e lixo e seguem como desafio: Serão R$ 120 milhões em intervenções

Cláudia da Costa mora em frente às obras de tratamento de esgoto na comunidade Rubens Vaz - Foto Tânia Rêgo Agência Brasil “Olha a marca aqui na parede.” É apontando para uma altura de cerca de 1 metro (m) que a água alcançou dentro de casa que a moradora Cláudia da Costa Tavares da Silva, de 63 anos, resume o impacto dos alagamentos no Complexo da Maré, na zona norte do Rio de Janeiro. Em dias de chuva, a rotina vira uma corrida contra o tempo: proteger a mãe, uma senhora de 86 anos com Alzheimer, empilhar móveis e enfrentar a água suja que retorna do esgoto.

Há anos, moradores da Maré, um complexo de 16 favelas e 200 mil habitantes, enfrentam alagamentos. O despejo irregular de esgoto na rede pluvial, somado ao acúmulo de lixo que obstrui bueiros e canais, além de uma drenagem obsoleta, contribui para cenas de casas alagadas e pessoas nas ruas com água na cintura.