Ex-prefeito de B. Roxo não pagou professores porque não quis

Dinheiro do Fundeb não garantiu Natal dos profissionais de ensino

O Portal da Transparência da Prefeitura de Belford Roxo foi tirado do ar na primeira semana de outubro e isso pode ter ocorrido para esconder o que o ex-prefeito Dennis Dauttmam (foto) pretendia fazer com o dinheiro que entraria nos cofres da municipalidade nos últimos três meses de sua gestão: priorizar o pagamento a fornecedores e empresas prestadoras de serviços, em vez de pelo menos amenizar a situação de servidores que estão passando por necessidades. Esta semana, em um encontro com professores que o cercaram para cobrar o pagamento do mês de novembro e do décimo terceiro, o prefeito Wagner dos Santos Carneiro, o Waguinho, disparou: “O ex-prefeito não pagou a vocês porque não quis”.

Terceirizados da saúde ameaçam greve em Rio das Ostras

Trabalhadores cobram férias, décimo terceiro e o salário de dezembro

A cada dia uma descoberta e as novidades não são nada boas. Esta é a realidade vivida pela equipe do novo governo de Rio das Ostras, que está enfrentando hoje uma ameaça de paralisação dos funcionários terceirizados que atuam no serviço de limpeza e conservação das unidades de saúde, o que se acontecer afetará em cheio o hospital da cidade e o pronto socorro. Os trabalhadores são contratados da empresa Mississipi Empreendimentos, que alega não ter dinheiro para pagar o salário de dezembro que vence hoje, muito menos o décimo terceiro e as férias vencidas, pois desde julho não recebe os repasses da Prefeitura. Sem recurso em caixa para quitar as faturas atrasadas, o prefeito Carlos Augusto Balthazar está buscando uma solução junto à empresa, para que o serviço de limpeza continue sendo prestado. De acordo com alguns trabalhadores, os salários vem atrasando com frequência e no primeiro semestre eles chegaram a ficar dois meses sem receber. A dívida do Fundo Municipal de Saúde com a Mississipi Empreendimentos está acumulada em R$ 4,7 milhões.

E os atrasados, prefeito?

Novo gestor de Caxias diz que vai antecipar salário de janeiro, mas...

Embora o município tivesse recebido R$ 246 milhões em repasses do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação no ano passado, o ex-prefeito Alexandre Cardoso saiu deixando os professores na mão. A Prefeitura de Duque de Caxias pagou apenas parte do salário de outubro, pulando o décimo terceiro e os meses de novembro e dezembro, que não deverão ser pagos tão cedo. Washington Reis (foto) - sucessor de Alexandre - confirmou na manhã desta sexta-feira (6) que vai antecipar para a próxima semana o pagamento do mês de janeiro para todos os servidores municipais, mas não disse quando pretende quitar os atrasados. A exemplo dos profissionais de ensino de Belford Roxo, os professores de Caxias já deixaram claro que não entrarão em sala de aula antes que a situação seja resolvida.

Prefeito de Casimiro de Abreu corta benefício de servidor

Paulo Dames emite decreto acabando com gratificações de funcionários efetivos

Depois de nomear a filha e dois sobrinhos para cargos no primeiro escalão do governo, além de outros "chegados" para o segundo time, o prefeito de Casimiro de Abreu, Paulo Dames (foto), resolveu fazer economia com o sacrifício dos servidores. Um decreto tirando gratificações concedidas pela gestão anterior foi emitido ontem e deverá ser publicado nesta sexta-feira na primeira edição do jornal oficial em seu governo. Apesar da perda de receita em torno de cerca de 50% verificada a partir do segundo semestre de 2015, o benefício foi mantido pelo ex-prefeito Antonio Marcos Lemos, que - para equilibrar as finanças - demitiu ocupantes de cargos comissionados e fez cortes em contratos, medidas tomadas para não afetar o funcionalismo.

Rio das Ostras: dinheiro demais, responsabilidade e saúde de menos

Carlos Augusto explicou as razões que o levaram a decretar calamidade financeira (Fotos: Divulgação/PMRO) Médico é coisa rara na rede pública do município, mas folha de pagamento do setor passa de R$ 92 milhões por ano. Nova gestão herda calamidade e dívida de R$ 200 milhões

Durante a gestão do prefeito Alcebíades Sabino a rede de atendimento Rio das Ostras entrou em colapso e foi parar na UTI. Quem buscou socorro no hospital público da cidade cansou de ouvir um “não tem médico” e quem precisou de um desses Captopril da vida - remédio para controlar a pressão arterial - muitas vezes foi informado de que estava faltando medicamento na farmácia básica, um contra-senso diante dos cerca de R$ 600 milhões gastos pela Secretaria de Saúde nos últimos quatro anos, R$ 92 milhões anuais só com a folha de pagamento do setor. Se elevados para uma rede que não funciona, os números verificados pelo novo governo mostram que mais que problemas financeiros, o município conheceu com o ex-prefeito uma crise de gestão, com pessoal demais, gente de menos trabalhando e materiais médicos jogados fora: numa primeira avaliação a equipe que vai comandar a rede de agora em diante encontrou R$ 5 milhões em remédios, insumos e próteses vencidas, cerca de R$ 1 milhão só em remédios fora do período de validade.

Rombo na folha de Guapimirim ainda precisa ser esclarecido

Ex-prefeito deixou o cargo e suposta fraude em pagamento de pessoal ficou esquecida

Considerado o pior gestor da história de Guapimirim, Marcos Aurélio Dias deixou o cargo de prefeito no dia 31 de dezembro sem explicar porque o município, em sua administração, pagava até quatro vezes mais caro por servidores terceirizados, a razão de ter deixado alguns secretários mandarem mais do que ele e o fato de nunca ter tentado esclarecer ou tocado num assunto que correu solto nos corredores da Prefeitura nos dois primeiros anos de seu governo: uma suposta diferença de R$ 400 mil na folha. Este caso teria sido abafado e o possível responsável "aconselhado" a se demitir com a promessa de que receberia uma “indenização” de R$ 150 mil, que teria sido paga em seis parcelas de R$ 25 mil por um amigo do governo. Se o tempo de Marcos Aurélio no poder já passou, as tempestades não. A julgar pelo volume de documentos armazenados por pessoas descontentes, o futuro do ex-prefeito está sujeito a raios, relâmpagos e trovoadas.

Belford Roxo recebeu mais repasses do Fundeb

Dinheiro foi creditado nos dias 3 e 4 de janeiro

Em vez de determinar logo o pagamento do mês de novembro aos profissionais da rede municipal de Educação, o prefeito de Belford Roxo, Wagner Carneiro dos Santos, o Waguinho (PMDB), resolveu atrasar mais um pouco. O novo governo anunciou ontem que primeiro vai fazer um recadastramento dos funcionários e que só depois se pronunciaria sobre o pagamento e, em reunião com representantes da categoria informou que a nova gestão vai programar a quitação dos salários deste e dos próximos anos para não haver mais atraso. Entretanto, não se falou nada sobre o que foi feito com o total de R$ 12.023.848,59 repassado no mês de dezembro pelo do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação, que já logo nos primeiros dias deste ano creditou mais R$ 1.152.349,48 nos cofres da municipalidade. De acordo com o Demonstrativo de Distribuição de Recursos do Banco do Brasil, o Fundeb repassou ao município R$ 317.626,25 no dia 3 de janeiro e mais R$ 834.723,23 durante o dia de ontem (4).

Ao invés de cortar, Belford Roxo aumenta despesas

Novo prefeito começa repetindo erros da gestão anterior e vai além: cria mais secretarias

Desde que Dennis Dauttmam assumiu o governo que o município de Belford Roxo passou a gastar mais do que arrecada e o resultado não poderia ser outro: salários atrasados, saúde doente, educação precária, uma cidade imunda e a administração emperrada. Mas se alguém pensou que com a posse do novo prefeito as coisas mudariam logo com o governo que está se iniciando, é melhor não esperar muito. É que apesar de toda pirotecnia com mutirão de limpeza e a fanfarronice em unidades de saúde, o coração da Prefeitura ainda não começou a ser tratado. Muito pelo contrário. Está sendo ainda mais forçado, pois ao invés de cortar despesas para equilibrar as finanças, o prefeito Wagner dos Santos Carneiro, o Waguinho (foto), decidiu aumentar o tamanho dá já gigantesca máquina administrativa, que passa de 28 para 35 secretarias, além de novos cargos e funções gratificadas em quantidades que ainda não estão nada claras.

Prefeito de Silva Jardim precisa explicar origem de remédios

Pagamentos feitos a uma farmácia sediada em Itaocara somem do sistema

Localizada no centro de Itaocara, cidade a 240 quilômetros de Silva Jardim, a Farmácia Amaral de Itaocara recebeu, entre janeiro de 2013 e agosto do ano passado, o total de R$ 3.738.064,30 dos cofres públicos silvajardinenses pelo fornecimento de remédios não existentes na rede municipal de Saúde e parte da aquisição foi feita sem licitação. Processos abertos para compra de medicamentos junto a algumas empresas estão sob investigação e o que se questiona na cidade é a origem dos remédios pelos quais a Prefeitura pagou à farmácia de Itaocara, se pelo que já foi apurado o fornecimento seria feito pela Drogaria Kanaã (foto), estabelecida na Rua Luiz Gomes, na cidade governada pelo prefeito Anderson Alexandre, que é dono de uma rede de drogarias e mantém no município de Rio Bonito sua base central. Os valores pagos pela compra de medicamentos desde o início da gestão de Anderson passam de R$ 16 milhões (números até 31 de agosto de 2016), mas os registros referentes a quitação de faturas da Farmácia Amaral de Itaocara não foram mais encontrados ontem no sistema da Prefeitura.

Rombo nas finanças preocupa em Rio das Ostras

Prefeito que deixou R$ 170 milhões em caixa agora depara com déficit de R$ 50 milhões

O município de Rio das Ostras não tem hoje em caixa dinheiro suficiente para cobrir a primeira folha de pagamento do ano e medidas de economicidade terão de ser tomadas para que o salário de janeiro possa ser pago sem atraso. Neste sentido um pacote de ações será anunciado na próxima quinta-feira pelo prefeito Carlos Augusto Balthazar (foto) em entrevista coletiva a imprensa. Embora os servidores estejam há três anos sem correção nos vencimentos, os gastos com pessoal foram elevados a R$ 285 milhões por ano pelo prefeito Alcebíades Sabino, que inchou a folha com cargos comissionados e concessão de gratificações para alguns nomeados. Em relação a esta conta há um rombo de R$ 50 milhões e o equilíbrio terá que ser encontrado nos próximos dias para que os funcionários e a população não venham ser sacrificados.