Polícia Civil faz operação na Câmara de Vereadores de Mangaratiba

O presidente da Câmara de Vereadores de Mangaratiba, Carlos Alberto Graçano, o Charles da Video Locadora, e o filho dele, o vereador eleito Hugo Graçano, foram alvos de busca e apreensão na manhã desta quinta-feira (17), realizada por agentes da Polícia Civil.

Denominada Operação Juízo, a ação de agentes da delegacia local (165ª DP) e das distritais de Barra Manda e Mangaratiba, visa suspeitos da divulgação de mensagens ofensivas contra um juiz da cidade. Os policiais, que também estiveram na sede do Poder Legislativo,  apreenderam dois aparelhos de telefone celular, incluindo o usado para propagar as mensagens.

Polícia Federal apura desvio de recursos públicos do Into: ex-deputado pastor é um dos investigados

Floriano, ao votar pelo impeachment de Dilma Roussef fez questão de mostrar o cartaz como o "Tchau, querida!" Pastor da Igreja Mundial do Poder de Deus, o ex-deputado federal Francisco Floriano é um dos alvos da da Operação Talha, realizada nesta quarta-feira (9) em Brasília e no Rio de Janeiro pela Polícia Federal, que apreendeu R$ 168.100 na residência de um dos investigados. A PF cumpriu na parte da manhã mandados de busca e apreensão em casas e escritórios nas duas cidades. Os investigados são suspeitos de desviar recursos públicos no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad (Into), localizado na capital fluminense.

As ações de hoje foram determinadas a partir da Operação Fatura Exposta, realizada em 2017, quando as investigações apontavam para a atuação de organização criminosa especializada no desvio de recursos públicos destinados pelo governo federal a unidades de saúde no Estado do Rio de Janeiro.

Campanha de Crivella adota fake news do “kit gay” para atingir adversário e Justiça manda apreender o material impresso

A mentira do kit gay muito usada nos meios evangélicos durante a campanha para presidente da República em 2018, voltou a ser objeto de material com informação falsa, dessa vez na disputa pela Prefeitura do Rio. Mal nas pesquisas de intenção de voto, nas quais aparece levando uma "surra" do candidato do DEM, Eduardo Paes, o prefeito Marcelo Crivella (foto) foi alvo de uma representação do corpo jurídico da campanha de Paes, que acabou resultando em mandado de busca e apreensão emitido pela juíza Luciana Mocco Moreira Lima, da 4ª Zona Eleitoral.

No material com o cabeçalho "Eduardo Paes e seus amigos defendem", a campanha de Crivella imputa a Paes supostas pautas como legalização do aborto, liberação das drogas e distribuição do kit gay nas escolas.

Empregada doméstica de vereador de São João da Barra recebia pela Câmara, onde fora nomeada como assessora

Neide Maria Azevedo Barreiro trabalhava como empregada doméstica na casa do vereador Ronaldo Gomes de Souza (foto), mas quem pagava o salário dela não era ele. A despesa ficava para os contribuintes do município de São João da Barra, no Norte Fluminense, uma vez que Neide estava nomeada como assessora.

 É o que revela uma investigação do Ministério Público, que realizou ontem a operação Casa Assombrada, na qual o vereador foi preso preventivamente, por ordem do juízo da Vara Criminal do município.

Lei anti-guardiões: Assembleia do Rio vota nesta terça-feira projeto que impede gravações em repartições públicas

Alexandre Freitas: “O cerne da proposição é garantir aos cidadãos não somente proteção contra arbitrariedades eventualmente cometidas por agentes públicos, mas também ressaltar a importância da participação popular na fiscalização dos atos da administração pública” A milícia usada pelo prefeito Marcelo Crivella para impedir o livre trabalho da imprensa nas unidades de Saúde do Rio vai ter ainda mais problemas daqui para frente, inclusive se tentar constranger o cidadão comum que, descontente com o atendimento, decidir filmar o ambiente onde se encontrar. É que nesta terça-feira (6), será votado pela Assembleia Legislativa o projeto de lei 3.051/20, do deputado Alexandre Freitas (Novo), que altera o estatuto dos Servidores Públicos (Decreto 4.79/19), proibindo que agentes públicos impeçam registros de imagem, inclusive dentro de repartições.

O dispositivo legal também proíbe a apreensão ou determinação a apreensão do equipamento utilizado e prevê uma ressalva em relação aos locais de acesso restrito, declarados previamente pelas autoridades.

Prisões em Magé: Tribunal Regional Federal diz não haver indícios do envolvimento do prefeito do município no caso

Antes de determinar o cumprimento dos mandados de prisão temporária e busca e apreensão cumpridos na manhã desta quinta-feira (24) pela Polícia Federal em Magé, o juiz Ian Legay Vermelho, da 1ª Vara Criminal Federal do Rio de Janeiro, submeteu a representação da PF ao Tribunal Regional Federal da 2ª Região. O TRF-2 decidiu pela competência do juízo da 1ª Vara para o processamento e julgamento, mas descartou a necessidade de se transferir as apurações para o âmbito da instância superior, por, segundo o despacho, não haver "quaisquer indícios mínimos de prática de delito" por parte do prefeito da cidade, Rafael Santos de Souza, o Rafael Tubarão, que afirmou ter sido surpreendido com a ação da PF no município.

Em manifestação pública sobre a operação que resultou na prisão temporária da secretária de Saúde Carine Tavares e de Alcimeri Pereira da Silva - que aparece como dona da empresa Cmelab Consultório Médico e Exames Laboratoriais, contratada pelo município para realizar exames de análises clínicas -, o prefeito afirmou ter determinado uma sindicância interna e que se for encontrada irregularidade da contratação e na prestação do serviço por parte do laboratório os responsáveis serão punidos.

Lava Jato: Operação E$quema S constata desvio de mais de R$ 150 mi do Sesc e Senac no Rio de Janeiro

O Ministério Público Federal (MPF), a Polícia Federal (PF) e a Receita Federal cumprem, nesta quarta-feira (9), 50 mandados de busca e apreensão em endereços de pessoas, escritórios de advocacia e outras empresas investigadas pelo possível desvio, entre 2012 e 2018, de cerca de R$ 355 milhões das seções fluminenses do Serviço Social do Comércio (Sesc/RJ), do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac/RJ) e da Federação do Comércio (Fecomércio/RJ). A Operação E$quema S foi deflagrada em paralelo ao início do trâmite de uma ação penal contra 26 pessoas, incluindo o ex-governador Sérgio Cabral e a ex-primeira-dama Adriana Ancelmo (v. mais adiante).

Os recursos do Sesc e Senac têm origem pública, que a Receita Federal repassa de contribuições sobre folhas de pagamento de empresas comerciais para os serviços investirem na capacitação e bem-estar de comerciários. A Força-tarefa Lava Jato/RJ apurou que aquelas entidades paraestatais no Rio teriam destinado mais de 50% do seu orçamento anual a contratos com escritórios de advocacia.

Documento do MPF aponta que governador do Rio teria usado servidores públicos em reforma de sua casa particular

Na página 70 da petição do Ministério Público Federal apresentada ao Superior Tribunal de Justiça com pedidos de prisão – inclusive a do próprio governador Wilson Witzel (foto), que foi negada pelo ministro Benedito Gonçalves – há um pequeno detalhe, mas com tamanho suficiente para confirmar que o "somos diferentes de tudo isso que está aí" era só uma frase de um discurso para enganar trouxas.

O documento revela a participação de pelo menos dois funcionários do governo estadual nas obras de reforma de um imóvel particular do ex-juiz, que convenceu o eleitorado fluminense com falas pela moralidade e contra corrupção, mas que, passados exatamente um ano, seis meses e 29 dias, está sob investigação e afastado do cargo por conta de denúncias de fraude e desvio de dinheiro público, lugares-comuns na corrupção.

Presidente da Alerj afirma que nada tem a temer e que continuará devolvendo aos cofres do estado os recursos economizados pela Casa

Em nota oficial o presidente da Assembleia Legislativa do Rio, André Ceciliano (foto), rebateu a afirmação de que a doação de R$ 100 milhões à Secretaria de Saúde teve como objetivo o retorno de parte do valor para os próprios parlamentares. André afirmou que até o final deste ano a Casa terá economizado cerca de R$ 500 milhões e que esse montante vai ser devolvido à Fazenda estadual. Segundo Ceciliano, a afirmação de que a doação objetivava reverter parte do montante, "carece de provas que, minimamente, justifiquem a gravidade de uma acusação dessa natureza". 

Na nota o presidente esclarece que em 2019, o valor destinado à Alerj foi de R$ 1,2 bilhão, e que a Casa economizou cerca de R$ 422 milhões, total devolvido ao Tesouro Estadual por meio de transferências bancárias à Secretaria de Fazenda. "Este ano, até hoje (28/08), a Alerj economizou R$ 340 milhões de seu orçamento. Até o fim do ano, a previsão é de que essa economia chegue a R$ 500 milhões, recursos que serão novamente devolvidos aos cofres públicos, como parte do esforço que a Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Rio tem feito em apoio ao Estado", diz um trecho da nota.

Pre-candidato denuncia e MP faz busca e apreensão em Meriti: governo se diz supreso e abre administração para um “pente fino”

 "Não temos nada a esconder. O critério que adotamos em nossas licitações é o de menor preço. A empresa que cobrar menos vai levar o contrato". A afirmação foi feita agora há pouco pelo prefeito de São João de Meriti, João Ferreira Neto, o Dr. João, em relação a busca e apreensão feita na manhã desta quarta-feira (12), pelo Ministério Público, que investiga contratos para a realização de várias obras. De acordo com o prefeito, algumas delas sequer foram realizadas, por decisão do governo federal que cancelou os convênios sem ter feito nenhum repasses antes mesmo de terem sido iniciadas as licitações, mas mesmo assim a denúncia foi feita por um pré-candidato ao pleito deste ano.

Além da declaração do prefeito a administração municipal divulgou uma nota oficial sobre o assunto, destacando que "a denúncia ao MP partiu de um pré-candidato da oposição à eleição municipal deste ano" e que "a Prefeitura está à disposição de todos os órgãos competentes para esclarecer qualquer dúvida".