Duque de Duque de Caxias: Operação do MP e Polícia Civil prende vereador e dois policiais militares por agiotagem e extorsão

Carlinhos da Barreira foi eleito pelo MDB com 10.454 votos O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (GAECO/RJ), em parceria com a Polícia Civil e com a Corregedoria-Geral da Polícia Militar, prendeu, na manhã desta sexta-feira (22/10), o vereador de Duque de Caxias Carlos Augusto Pereira Sodré, o Carlinhos da Barreira, e dois policiais militares, acusados de agiotagem e extorsão. Além dos crimes citados, o vereador também é acusado de lavagem de dinheiro e fraude à licitação. As prisões foram cumpridas durante a Operação Barreira Petrópolis. A pedido do GAECO/RJ, a 1ª Vara Criminal Especializada da Capital também expediu 17 mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos denunciados, além de ter determinado o sequestro de bens imóveis e de recursos financeiros de “Carlinhos da Barreira”.

De acordo com as investigações, “Carlinhos da Barreira” emprestava dinheiro a pessoas físicas e exigia, em contrapartida, o pagamento de juros mensais. No caso de uma das vítimas, um empresário do setor de compra e venda de automóveis, o vereador emprestou, em janeiro de 2019, a quantia de R$ 1 milhão, por meio da compra de veículos indicados pelo empresário, e exigiu o pagamento de 3,5% mensais do valor emprestado a título de juros (R$ 35 mil). Segundo a denúncia, um ano depois, quando o empresário não conseguiu honrar o compromisso assumido, o vereador acionou os outros dois denunciados, os policiais militares Ricardo Silva dos Santos e Carlos Alexandre da Silva Alves, para ameaçá-lo de morte por meio de uso de arma de fogo. Ricardo também cometeu o crime de usura pecuniária, uma vez que recebia, em sua conta bancária, os juros ilegais do empréstimo.

Concessionária Águas do Rio começa ofertando empregos na Baixada, mas Magé quer saber se seus mananciais vão continuar abastecendo cidades vizinhas, enquanto milhares de torneiras estão secas

● Elizeu Pires

Por várias vezes a Cedae anunciou a retomada de obras em Magé sem concluí-las A partir de 1º de novembro a Companhia Estadual de Águas e Esgoto (Cedae) sairá de vez de cena no estado do Rio Janeiro, entrando em seu lugar a concessionária Águas do Rio, que vai operar os serviços até então de responsabilidade da estatal, em 27 cidades, nove delas Baixada Fluminense, região para qual estão previstos investimentos no total de R$ 3,2 bilhões. Só Japeri, o município mais largado pela Cedae, terá um investimento de R$ 315 milhões em ampliação de abastecimento e extensão da rede de distribuição, e em sistema de tratamento de água e esgotamento sanitário.

Vereadores de Caxias vão se reunir para cobrar providências das autoridades em relação aos assassinatos de colegas

Celso está preocupado com a situação e quer respostas da autoridades policiais O presidente da Câmara de Vereadores de Duque de Caxias, Celso do Alba (MDB), marcou para às 15h30 desta quarta-feira (13) uma reunião com todos os membros da Casa, com o objetivo de cobrar providências das autoridades policiais em relação aos assassinatos de colegas na cidade.

Este ano foram executados a tiros os vereadores Francisco da Silva, o Danilo do Mercado (em março), Joaquim José Santos Alexandre, mais conhecido como Quinzé (em setembro) e na manhã de hoje foi morto Alexsandro Silva Faria, o Sandro do Sindicato.

Mais um vereador assassinado em Duque de Caxias

O vereador Alexsandro Silva Faria, de 42 anos, o Sandro do Sindicato, foi alvo de atentado na manhã desta quarta-feira (13), na Estrada do Pilar, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. É o terceiro político assassinado no município este ano.  Em março o vereador e comerciante Francisco da Silva, o Danilo do Mercado (MDB), e seu filho, Gabriel da Silva, foram executados no bairro Jardim Primavera. No dia 12 de setembro foi morto.  Joaquim José Santos Alexandre (PL), mais conhecido como Quinzé.

Sandro foi eleito com  3.247 votos pelo Solidariedade. A vaga deixada por ele será ocupada pelo primeiro suplente da legenda, Alex Freitas. Ainda não há maiores informações sobre o caso.

Cooperativa que, segundo o MPF, é ligada ao esquema do empresário Mário Peixoto, ganha licitação para serviços de enfermagem no Hospital do Exército

● Elizeu Pires

O contrato com a Renacoop será de R$ 20.3 milhões Preferida da Prefeitura de Duque de Caxias no fornecimento de mão de obra para o setor de Saúde, já tendo assinado com esse município da Baixada Fluminense contratos que somam cerca de R$ 900 milhões desde 2014 -, a Renascer Cooperativa de Trabalho (Renacoop) - uma das instituições que segundo o Ministério Público Federal integraria o esquema do empresário Mário Peixoto - acabou de ser declarada vencedora de um pregão para serviços de enfermagem no Hospital Central do Exército, apesar de se encontrar em situação irregular junto à Justiça do Trabalho.

Avanço de Lula deixa petistas assanhados na Baixada com vistas às eleições municipais de 2024, mas há rejeição a Lindberg Farias

● Elizeu Pires

Nova Iguaçu está nos planos do PT, mas estragos causados pela gestão de Lindberg Farias ainda estão vivos na memória do iguaçuano Desde 2016 fazendo apenas figuração nas disputas eleitorais nos 13 municípios que formam a Baixada Fluminense, a ponto de ter elegido apenas quatro vereadores em 2020 numa região com mais de dois milhões de eleitores, o Partido dos Trabalhadores voltou a se assanhar.

MPRJ e Defensoria obtiveram decisão que suspende o decreto da Prefeitura de Duque de Caxias que liberava o uso de máscara

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio da 2ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva da Saúde da Região Metropolitana I, e a Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro, obtiveram decisão judicial que suspende o decreto do Município de Duque de Caxias que liberava o uso de máscaras. A decisão de urgência também determina que o Município de Caxias seja intimado a promover campanha em prol do uso de máscaras. 

A realização da campanha e a suspensão do decreto estarão em vigor até que o município comprove, com estudo técnico, a segurança na liberação das máscaras para a população local. A decisão da 3ª Vara Cível de Duque de Caxias foi proferida a partir de pedido protocolado pelo MPRJ.

Ministério Público e Defensoria vão à Justiça contra decreto que desobriga uso de máscara facial em Caxias

● Elizeu Pires

Mais uma medida polêmica do prefeito de Duque de Caxias, Washington Reis (MDB) em relação às medidas de enfrentamento da pandemia de covid-19 é questionada no Poder Judiciário. Dessa vez a ação é contra um decreto que desobriga o uso de máscaras faciais no município. Representação no sentido de tornar o decreto sem efeito foi protocolada na 3ª Vara Cível da Comarca local, pela 2ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva da Saúde da Região Metropolitana I, e a Defensoria Pública.

Agora proibida de operar com o poder público, empresa do grupo de Mário Peixoto fez contratos de cerca de R$ 680 milhões com a Prefeitura de Caxias, mas até hoje acumula pendências com ex-funcionários

● Elizeu Pires

Denúncias que levaram Mário Peixoto à prisão encurtaram a carreira política do ex-juiz Wilson Witzel, que havia prometido acabar com a corrupção no governo fluminense Esta semana o juiz Bruno Bodart, da 10ª Vara de Fazenda Pública da Capital, determinou o bloqueio de R$ 42,5 milhões do empresário Mário Peixoto e de outros investigados por suspeita de envolvimento em suposto esquema de corrupção no governo do estado do Rio de Janeiro, uma ninharia se o valor for comparado com a soma empenhada nos contratos e termos aditivos firmados com a Prefeitura de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense entre 2013 e 2018 por um das empresas do grupo de Mário, a Atrio-Rio Service, que passou a funcionar com outro nome - Gaia Service - e foi proibida pelo mesmo magistrado de firmar novos contratos com o poder público.