Magé perde a sua lenda

Chiquinho recebeu um certificado das mãos do prefeito Nestor Vidal em outubro de 2013 Símbolo dos servidores do município, Chiquinho será sepultado amanhã

Morreu nesta sexta-feira (6), aos 86 anos, o servidor público aposentado Francisco Antonio de Oliveira, o Chiquinho. Fiscal da Secretaria Municipal de Fazenda, onde trabalhou durante 40 anos, ele foi vereador numa época em que os membros do Poder Legislativo não recebiam salário nem tinham assessores. Chiquinho, que foi um exemplo de funcionário público, ajudou a fundar a Academia Mageense de Letras e o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Magé. Em 2013 ele foi homenageado pela Prefeitura e no dia 5 de março de 2012 com o texto “Um lenda e um símbolo” publicado no elizeupires.com, que relembramos abaixo (clique no ler mais). O corpo está sendo velado na sede do Rotary Clube e será sepultado amanhã, às 10h, no cemitério do centro da cidade.

Por onde anda o prefeito de Guapimirim?

Marcos Aurélio parece ter desistido de governar a cidade Nem mesmo os vizinhos conseguem encontrá-lo. População quer saber onde está o homem eleito para governar a cidade

“Quer se esconder do prefeito? Vem aqui para a Prefeitura”. Isso é o que alguns funcionários, inclusive assessores do gabinete falam sobre a dificuldade de se encontrar por lá o prefeito Marcos Aurélio Dias, que parece ter jogado de vez a toalha. O homem que já não ia muito ao gabinete sumiu de vez e as assinaturas em documentos que dele dependem para tramitar são buscadas em local mantido em segredo pelos mais próximos, um grupo que decide quem vai fornecer mercadorias ou serviços ao município e seleciona os privilegiados que terão suas faturas pagas. Atualmente, de acordo com um membro do governo, quem estaria dando as cartas é o secretário de Obras Marlon Vivas, apontado como o atual dono do cofre. “Isso aqui está sem rumo. Muitos mandam e ninguém obedece”, fala um assessor preocupado.

Fantasma derruba vereador em Macaé

Maxwell Vaz foi processado pelo MP que o acusou de manter assessor fantasma em seu gabinete Defensor da moralidade na gestão pública foi condenado por improbidade administrativa

Egresso do PT, o vereador Maxwell Vaz (Solidariedade), é um ferrenho opositor ao governo municipal na Câmara de Vereadores de Macaé, onde se coloca como defensor da moralidade e da transparência na gestão pública, mas uma decisão judicial divulgada agora a pouco pelo Ministério Público sugere que o parlamentar pode ser daqueles que se enquadram na máxima do façam o que eu digo e não o que eu faço. É que Maxwell foi condenado por ato de improbidade administrativa e perda do cargo público, por, segundo denúncia do MP, manter um funcionário fantasma em seu gabinete. Pela decisão do juízo da 2ª Vara Cível do município o vereador terá ainda que ressarcir os cofres municipais pelos gastos gerados pela nomeação do assessor em valor a ser calculado.

Câmara esconde o jogo sobre servidores cedidos em Macaé

Eduardo diz que cessão de funcionários é acertada particularmente entre vereador e prefeito e que os servidores trabalham para os mandatos e não para a Câmara Presidente da Casa se nega a revelar à serviço de quem funcionários pagos pelo contribuinte estavam

Quantos servidores efetivos foram cedidos pela Prefeitura de Macaé à Câmara Municipal nos últimos anos, à serviço de quais vereadores estavam e quais funções exerciam? Ao que parece isto só deverá ser respondido pelo presidente da Casa, Eduardo Cardoso, se a Justiça assim determinar, pois nenhuma informação nesse sentido consta do Portal da Transparência do Legislativo e a posição do presidente continua sendo a mesma de setembro do ano passado, quando, questionado sobre o assunto em plenário, afirmou que informaria só a relação dos funcionários cedidos e completou: "Penso que seja o mais apropriado, já que a cessão de servidores do Executivo para o gabinete dos vereadores é feita em negociação direta entre o prefeito e o parlamentar".

Servidores se queixam de assédio moral em Tanguá

A Câmara aprovou uma lei contra o assédio moral em 2012, mas esse dispositivo não estaria sendo respeito pela administração municipal E reclamam de manobra para que ações judiciais sejam transferidas para o município vizinho

“Considera-se assédio moral a exposição de funcionário, servidor ou empregado a situação humilhante ou constrangedora, qualquer ação ou palavra, gesto praticado de modo repetitivo e prolongado por agente, chefe ou supervisor hierárquico que, no exercício de suas funções, abusando da autoridade que lhe foi conferida, tenha por efeito ou objetivo atingir a autoestima e a autodeterminação do subordinado, com danos ao ambiente de trabalho, aos serviços prestados ao público e ao usuário, bem como obstaculizar a evolução da carreira ou a estabilidade funcional do servidor público municipal comprovadamente constrangido no exercício de sua função”. Isto está expresso no artigo 2º da Lei nº 0871, aprovada pela Câmara de Vereadores de Tanguá no dia 18 de outubro de 2012, vedando o assédio moral, mas nada disso, segundo alguns servidores, não estaria sendo observado pelo governo municipal.

Nomeação de “fantasma” pode derrubar deputado do PT

O deputado Luiz Sergio Nóbrega, segundo o MPF, cometeu ato de improbidade administrativa MPF denuncia Luiz Sérgio por manter em seu gabinete funcionária que não trabalhava

Moradora de Mendes, no interior fluminense, Camila Loures Paschoal, foi, durante dois anos, secretária parlamentar do deputado federal  Luiz Sérgio da Nóbrega de Oliveira (PT), mas nunca teria colocado os pés no gabinete do político e sequer saberia a localização do escritório do parlamentar no Rio de Janeiro, onde supostamente estaria lotada. Isto foi o que o Ministério Público Federal apurou. De acordo com o MPF, Camila fazia estágio remunerado na Prefeitura de sua cidade, o que por si só já configura irregularidade. A investigação constatou que ela atuava na Prefeitura das 9h às 15h e comparecia às aulas da faculdade das 19h às 22h, o que a impedia de cumprir a jornada de 40 horas semanais exigida para o cargo de secretária parlamentar. Concluído o inquérito foi ajuizada uma ação de improbidade administrativa contra o deputado, já aceita pela Justiça Federal.

Gastos com Tesloo somem do sistema em Guapimirim

O prefeito Marcos Aurélio Dias precisa abrir mais essa "caixa-preta" Portal registra apenas alguns pequenos pagamentos, com valores não chegando a R$ 1 mil

Rebatizada de Obra Social São João Batista, a organização não-governamental Casa Espírita Tesloo começou a atuar no município de Guapimirim em 2012, quando foi firmado um contrato com validade de um ano para fornecimento de mão de obra a vários setores da administração municipal, no valor global de R$ 34 milhões e, segundo estimativas, os pagamentos feitos a essa instituição podem ter passado de R$ 90 milhões, mas os valores referentes referentes a esse contrato simplesmente sumiram do site oficial o município. O portal não registra nenhum pagamento em 2012, não mostra nenhuma transferência no ano seguinte e apenas umas três ou quatro em 2014, não chegando a R$ 1 mil por transferência, informações completamente fora da realidade, pois, segundo foi apurado pelo Ministério Público, mesmo impedido pela Justiça de fazer os pagamentos, o prefeito Marcos Aurélio Dias transferiu mais de R$ 10 milhões para a Ong entre outubro de 2014 e o início deste ano.

Meriti: ponto biométrico ajuda melhorar salários na Saúde

O sistema é a prova de fraudes com impressões digitais feitas de silicone, muito comuns em algumas unidades públicas de vários municípios Brasil afora O sistema de controle desagrada a alguns servidores, mas é eficiente e favorável ao contribuinte que é quem paga o salário do funcionário público 

Os médicos plantonistas que atuam na rede municipal de Saúde tiveram aumento salarial de cerca de 35% e isso, quem diria, tornou-se possível graças a uma ferramenta de controle de freqüência condenado pelos sindicatos e entidades de classe que congregam servidores públicos de várias áreas: o ponto biométrico, implantado há 11 meses. Se reprovado por parte dos servidores, o novo sistema - que é a prova de fraudes com moldes de impressões digitais feitas de silicone, impedindo que um servidor bata o ponto de outro -, é um grande aliado do contribuinte e tem ajudado no controle dos gastos, reduzindo as despesas do setor em 40%, o que possibilitou o aumento de salário dos funcionários da rede municipal de Saúde.

Desdenha, mas quer?

Nestor teve Claudio como companheiro de chapa em duas eleições. Agora o vice estaria querendo ser o cabeça, o que é legítimo e ele tem todo o direito de pleitear, mas isso é no mínimo estranho para quem diz que não é político nem tem interesses políticos Vice-prefeito de Magé diz que está arrependido de ter se envolvido em política, mas estaria trabalhando por fora para ser candidato em 2016

"Não sou político, não tenho interesses políticos, estou arrependido de ter me envolvido nisso e tenho vergonha de receber todos os meses sem trabalhar". Essas palavras são do vice-prefeito de Magé, Claudio Ferreira Rodrigues, o Claudio da Pakera (PMDB) e foram ditas no dia 15 de abril durante um evento promovido pela legenda para discutir uma agenda positiva para o município. Entretanto, o homem que se diz envergonhado de receber subsídios sem trabalhar nunca revelou em público a intenção de renunciar e o Claudio que se diz arrependido de ter entrado para a política é o mesmo que estaria trabalhando por fora do diretório municipal do partido para ser candidato a prefeito em 2016, mesmo que isso custe uma intervenção no PMDB local, que defende a indicação do nome que estiver melhor nas pesquisas.

Segredos da previdência própria de Rio Bonito levam servidores municipais a temerem pelo futuro

Solange tem o controle do instituto De caixa vazio e mal administrado, segundo afirmam seus segurados, o Instituto de Previdência dos Servidores Públicos do Município de Rio Bonito (Iprevirb), não é garantia de nada para os aposentados e pensionistas que dependem do órgão para receberem seus proventos. Pelo menos essa é a opinião de alguns servidores e, de acordo com eles, ninguém sabe a quantas andam as finanças do instituto e qual o tamanho dá dívida da Prefeitura com órgão. Estimativas feitas em janeiro de 2013 apontavam um rombo de R$ 6 milhões desde um parcelamento feito na gestão do prefeito Luiz Alves Antunes, mas como o compromisso não foi honrado e a prefeita Solange de Almeida não tem feito os repasses regulares da contribuição patronal, os servidores ativos não sabem como será o amanhã e os inativos ficam na dependência da Prefeitura para terem no fim de cada mês o que lhes é de direito.

"A falta de transparência dificulta muito as coisas. Não sabemos a realidade financeira do nosso órgão previdenciário, porque nada é feito de forma clara", diz um servidor da Secretaria de Fazenda quem em 2017 já terá tempo de contribuição suficiente para se aposentar e teme pelo futuro. Para ele, a contabilidade do Iprevirb deveria passar por uma auditoria independente.