Há quem entenda que Pezão quer submeter o governo para poder, através de seus pares na Câmara Municipal, controlar a cidade Lideranças locais desconfiam das intenções dos vereadores
Já visto com reserva nas ruas da cidade, o presidente da Câmara de Vereadores de Casimiro de Abreu, Alessandro Macabu Araújo, o Pezão (PSC), pode ter cometido suicídio político ao tirar do bolso do paletó cópia de um projeto de lei apontado como inconstitucional por quem entende do assunto, transformando os membros da Casa em justiceiros, dando-lhes poder para condenar sem defesa o governante da cidade. O projeto, que deverá ser apreciado em segunda votação nessa terça-feira, autoriza a Câmara por em votação o afastamento do prefeito por um período de 180 dias, mesmo sem um processo formal e comissão processante, bastando para isso a abertura de um simples inquérito. Como atualmente qualquer denúncia anônima e sem comprovação vira procedimento investigativo, o governante terá contra si uma faca encostada na garganta todos os dias, criando uma instabilidade jurídica e fazendo do gestor municipal refém de uma Câmara nem sempre bem intencionada.