Vereadores de Magé fazem “retiro” para sessão da próxima terça

A maioria dos membros da Câmara de Magé estaria fora do município neste momento, devendo retornar somente na segunda-feira, véspera de uma sessão na qual poderão deliberar sobre denúncias contra a administração municipal. A sessão foi marcada após a renúncia do vice-prefeito Claudio Ferreira Rodrigues, o Claudio da Pakera, oficializada em plenário na última quinta-feira. A saída de Claudio deixou o presidente da Casa, Rafael Santos de Souza, o Rafael Tubarão (PPS), na condição de substituto imediato do chefe do Poder Executivo, em eventual afastamento ou cassação do mandato do prefeito Nestor Vidal (PMDB), que foi reeleito em 2012 com mais de 70% dos votos válidos. A renúncia do vice-prefeito pegou de surpresa boa parte dos vereadores e as lideranças políticas locais. Líderes partidários temem que tenha ocorrido uma articulação para a tomada do poder, o que, segundo entendem, "não seria bom para o município".

 

Quer o poder, general? Dispute a eleição

O general Antonio Mourão convocou os militares para "o despertar de uma luta patriótica" A "luta patriótica" sugerida pelo ex-comandante militar do Sul, general Antonio Hamilton Martins Mourão, soou como música aos ouvidos dos integrantes daquela tropa que ainda resiste à democracia. Como comandante de um exercito armado ele jamais poderia ter falado uma besteira dessas, assim como não deveria emitir opinião crítica ou elogiosa contra uma presidente da República democraticamente eleita. Concordo que Dilma e o PT estão afundando esse país e que a corrupção parece institucionalizada, mas para isso a própria democracia tem solução e o impeachment é uma delas. Essa tal de "luta patriótica" pregada por Mourão só interessa a ele e aos seus iguais, aos que acham que os militares estão acima do bem e do mal, que são o remédio para toda e qualquer doença.

Essa meia-dúzia que tem saído às ruas pedindo a volta da ditadura militar não pode ser levada a sério e o general Mourão muito menos. Como cidadão ele tem todo o direito de falar o que bem entender, mas ele não se pronunciou como cidadão-contribuinte-eleitor, como o jornalista Hélio Fernandes costumava dizer. Falou como comandante de uma tropa sob a qual tinha, até aquele momento, poder de mando e militar não costuma ignorar ordem, mesmo que essa seja a de baixar o porrete, apontar canhões para as instituições e ameaçar mandar bala.

Justiça devolve mandato ao prefeito de Seropédica

     O juiz da 2ª Vara de Seropédica, Alex Quaresma Ravache, em decisão liminar tomada agora a pouco determinou o retorno do prefeito Alcir Martinazzo à Prefeitura. Ele havia sido cassado pela Câmara de Vereadores em um processo que acabou sendo visto na cidade como golpe. Com a decisão o presidente do Legislativo, Wagner Vinícius de Oliveira retorna à função. Conforme o elizeupires.com já havia noticiado, a defesa do prefeito sustentou e provou na Justiça que o advogado Altair Soares Pereira Junior não poderia ter atuado no processo por ser o procurador geral do município de Miguel Pereira. A defesa sustentou a ainda que a Câmara aprovou a cassação mesmo sem provas suficientes para isso. Martinazzo marcou para às 10h dessa terça-feira uma solenidade na Prefeitura.

Golpe encomendado é rejeitado em Casimiro de Abreu

Paulo Dames, Pezão, João Medeiros e Kinha foram os grandes derrotados no plenário na sessão de ontem Reprovada a lei inconstitucional que permitia afastamento do prefeito sem comissão processante ou denúncia comprovada. Projeto de lei teria sido encomendado por empresários e um ex-prefeito

Com quatro votos contrários foi derrubado na noite de ontem no plenário da Câmara de Vereadores de Casimiro de Abreu, o que foi apontado como um dos maiores absurdos da história do legislativo local, um projeto de lei que autorizava os membros da Casa a afastarem o governante eleito pelo povo por um período de até 180 dias, mesmo sem uma comissão processante ou denúncia comprovada. O projeto, que já havia sido aprovado em primeira votação do dia 1º de abril - por oito votos a um - causou polêmica na cidade e levou várias lideranças a questionarem a postura do presidente da Câmara, Alessandro Macabu, o Pezão, por ele ter colocado a proposta em votação para atender interesses pessoais de um grupo comandado por empresários e pelo ex-prefeito Paulo Dames, que estariam querendo tomar o poder na marra. A derrubada aconteceu numa reunião marcada pela revolta do presidente e dos vereadores João Medeiros, Bruno Miranda, Rafael Jardim e Adair Abreu, o Kinha, possível candidato a vice-prefeito na chapa de Dames, se esse conseguir registrar candidatura na Justiça Eleitoral.

Lideranças vêem tentativa de golpe em Casimiro de Abreu

Há quem entenda que Pezão quer submeter o governo para poder, através de seus pares na Câmara Municipal, controlar a cidade Lideranças locais desconfiam das intenções dos vereadores

Já visto com reserva nas ruas da cidade, o presidente da Câmara de Vereadores de Casimiro de Abreu, Alessandro Macabu Araújo, o Pezão (PSC), pode ter cometido suicídio político ao tirar do bolso do paletó cópia de um projeto de lei apontado como inconstitucional por quem entende do assunto, transformando os membros da Casa em justiceiros, dando-lhes poder para condenar sem defesa o governante da cidade. O projeto, que deverá ser apreciado em segunda votação nessa terça-feira, autoriza a Câmara por em votação o afastamento do prefeito por um período de 180 dias, mesmo sem um processo formal e comissão processante, bastando para isso a abertura de um simples inquérito. Como atualmente qualquer denúncia anônima e sem comprovação vira procedimento investigativo, o governante terá contra si uma faca encostada na garganta todos os dias, criando uma instabilidade jurídica e fazendo do gestor municipal refém de uma Câmara nem sempre bem intencionada.

Atenções voltadas para Guapimirim

O clima passou a ser de tensão por conta de uma suposta ameaça ao vice-prefeito da cidade Suposta ameaça a vice-prefeito seria tentativa de  golpe para tomar o poder

As autoridades de segurança do estado do Rio de Janeiro foram acionadas para tomarem providências em relação a um suposto esquema para executar o vice-prefeito de Guapimirim, Wagj Faraht, a partir de um boletim de ocorrência lavrado na delegacia local. A suposta ameaça de morte teria sido feita há pelo menos quinze dias e seria uma espécie de pressão para que Faraht renunciasse ao cargo de vice-prefeito, deixando o caminho livre para que um grupo possa tomar o poder de forma mais rápida, numa eventual cassação do prefeito Marcos Aurélio Dias (PSDC), embora não esteja tramitando nenhum processo legal nesse sentido. Pelo que se comenta nos corredores do poder local, o esquema envolveria vereadores, o que contribui para um clima de tensão no município.

Salve-se quem puder em Rio Bonito

Crise afeta saúde, mas repasse são feitos normalmente pelo governo federal

Onde e em que a prefeita Solange Almeida (PMDB) está aplicando os recursos que o governo federal repassa todos os meses para Rio Bonito, município da região das Baixadas Litorâneas fluminense? Essa pergunta se faz necessária para explicar, por exemplo, uma dívida de R$ 3 milhões com o Hospital Darcy Vargas, responsável pelo atendimento de emergência e em algumas especialidades, além da falta de recursos para outros setores da administração municipal. Embora a prefeita alegue que "2014 foi um ano difícil para os cofres públicos", os números do governo federal dizem outra coisa: mostram que o volume de repasses totais feitos pela União nos últimos dez anos não sofreu queda, muito pelo contrário: mais que triplicou em relação ao total repassado em 2005, que foi de pouco mais de R$ 18 milhões, saltando para mais de R$ 75 milhões em 2014, valor total recebido pelo município de Rio Bonito até o dia 30 de novembro.

Servidores de Valença estão com o futuro ameaçado

Tiro de misericórdia contra o fundo de pensão dos funcionários públicos municipais está para ser disparado pela tropa de choque do prefeito na Câmara de Veredores

Em estado falimentar há pelo menos dois anos, o Instituto de Previdência Social dos Servidores Públicos Municipais de Valença (Previ-Valença) pode ter o caixão fechado nos próximos dias e o tiro de misericórdia está para ser disparado pela Câmara de Vereadores, na votação de um projeto de lei apresentado pelo prefeito Álvaro Cabral, autorizando o parcelamento, a perder de vista, de uma dívida com o fundo de pensão. O débito confessado pela Prefeitura é de R$ 13.631.815,61, mas pode estar beirando, segundo estimativas, a casa dos R$ 18 milhões, uma vez que o conselho formado pelos servidores não tem acesso as contas e a instituição não libera nenhuma informação sobre a sua contabilidade. Amanhã, às 18h, vai acontecer uma audiência na Câmara, com a participação de vereadores e funcionários, para discutir o parcelamento  que pode acabar com as garantias previdenciárias do funcionalismo.

Rivais se unem em Resende para derrubar ex-aliado

Desde as eleições de 2010 que o ex-prefeito de Porto Real, Jorge Serfiotis vem acalentando o sonho de ver o filho Alexandre eleito deputado federal. Na primeira tentativa o pupilo passou raspando: ficou na segunda suplência pelo DEM, com um total de 48.066 votos. No pleito deste ano o Serfiotis pai achou que as coisas seriam mais fáceis para o Serfiotis filho e colocou Alexandre do PSD, pensando que o apresentador de televisão Wagner Montes seria candidato a federal e poderia colaborar para a legenda com uma carreta de votos. Essa tacada foi errada: Wagner preferiu tentar a reeleição para deputado estadual, desapontando pai e filho, que agora sofrem com mais um golpe e esse vem da vizinhança: o ex-prefeito de Resende, Silvio de Carvalho (PR) e o pai,  o ex-prefeito e ex-deputado Noel (PMN), optaram por uma relação mais próxima com o prefeito Jose Rechuan e o resultado é o seguinte: o Carvalho filho decidiu candidatar-se a deputado federal numa dobradinha com a primeira-dama Ana Paula Rechuan (PMDB), que concorre a uma cadeira na Assembleia Legislativa.

Até a semana passada estava tudo acertado que Noel tentaria retornar à Alerj pelo PMN numa dobradinha com o filho e que Ana Paula faria uma dobradinha com Alexandre Serfiotis em Resende. Em troca da renúncia de Noel a primeira dama passar a fazer campanha junto com Silvio de Carvalho, marcando a união de dois grupos rivais. Com essa aliança saem ganhando o  Carvalho pai e Carvalho filho, com o Serfiotis pai e o Serfiotis filho levando a pior.