Lideranças vêem tentativa de golpe em Casimiro de Abreu

Há quem entenda que Pezão quer submeter o governo para poder, através de seus pares na Câmara Municipal, controlar a cidade Lideranças locais desconfiam das intenções dos vereadores

Já visto com reserva nas ruas da cidade, o presidente da Câmara de Vereadores de Casimiro de Abreu, Alessandro Macabu Araújo, o Pezão (PSC), pode ter cometido suicídio político ao tirar do bolso do paletó cópia de um projeto de lei apontado como inconstitucional por quem entende do assunto, transformando os membros da Casa em justiceiros, dando-lhes poder para condenar sem defesa o governante da cidade. O projeto, que deverá ser apreciado em segunda votação nessa terça-feira, autoriza a Câmara por em votação o afastamento do prefeito por um período de 180 dias, mesmo sem um processo formal e comissão processante, bastando para isso a abertura de um simples inquérito. Como atualmente qualquer denúncia anônima e sem comprovação vira procedimento investigativo, o governante terá contra si uma faca encostada na garganta todos os dias, criando uma instabilidade jurídica e fazendo do gestor municipal refém de uma Câmara nem sempre bem intencionada.

Atenções voltadas para Guapimirim

O clima passou a ser de tensão por conta de uma suposta ameaça ao vice-prefeito da cidade Suposta ameaça a vice-prefeito seria tentativa de  golpe para tomar o poder

As autoridades de segurança do estado do Rio de Janeiro foram acionadas para tomarem providências em relação a um suposto esquema para executar o vice-prefeito de Guapimirim, Wagj Faraht, a partir de um boletim de ocorrência lavrado na delegacia local. A suposta ameaça de morte teria sido feita há pelo menos quinze dias e seria uma espécie de pressão para que Faraht renunciasse ao cargo de vice-prefeito, deixando o caminho livre para que um grupo possa tomar o poder de forma mais rápida, numa eventual cassação do prefeito Marcos Aurélio Dias (PSDC), embora não esteja tramitando nenhum processo legal nesse sentido. Pelo que se comenta nos corredores do poder local, o esquema envolveria vereadores, o que contribui para um clima de tensão no município.

Salve-se quem puder em Rio Bonito

Crise afeta saúde, mas repasse são feitos normalmente pelo governo federal

Onde e em que a prefeita Solange Almeida (PMDB) está aplicando os recursos que o governo federal repassa todos os meses para Rio Bonito, município da região das Baixadas Litorâneas fluminense? Essa pergunta se faz necessária para explicar, por exemplo, uma dívida de R$ 3 milhões com o Hospital Darcy Vargas, responsável pelo atendimento de emergência e em algumas especialidades, além da falta de recursos para outros setores da administração municipal. Embora a prefeita alegue que "2014 foi um ano difícil para os cofres públicos", os números do governo federal dizem outra coisa: mostram que o volume de repasses totais feitos pela União nos últimos dez anos não sofreu queda, muito pelo contrário: mais que triplicou em relação ao total repassado em 2005, que foi de pouco mais de R$ 18 milhões, saltando para mais de R$ 75 milhões em 2014, valor total recebido pelo município de Rio Bonito até o dia 30 de novembro.

Servidores de Valença estão com o futuro ameaçado

Tiro de misericórdia contra o fundo de pensão dos funcionários públicos municipais está para ser disparado pela tropa de choque do prefeito na Câmara de Veredores

Em estado falimentar há pelo menos dois anos, o Instituto de Previdência Social dos Servidores Públicos Municipais de Valença (Previ-Valença) pode ter o caixão fechado nos próximos dias e o tiro de misericórdia está para ser disparado pela Câmara de Vereadores, na votação de um projeto de lei apresentado pelo prefeito Álvaro Cabral, autorizando o parcelamento, a perder de vista, de uma dívida com o fundo de pensão. O débito confessado pela Prefeitura é de R$ 13.631.815,61, mas pode estar beirando, segundo estimativas, a casa dos R$ 18 milhões, uma vez que o conselho formado pelos servidores não tem acesso as contas e a instituição não libera nenhuma informação sobre a sua contabilidade. Amanhã, às 18h, vai acontecer uma audiência na Câmara, com a participação de vereadores e funcionários, para discutir o parcelamento  que pode acabar com as garantias previdenciárias do funcionalismo.

Rivais se unem em Resende para derrubar ex-aliado

Desde as eleições de 2010 que o ex-prefeito de Porto Real, Jorge Serfiotis vem acalentando o sonho de ver o filho Alexandre eleito deputado federal. Na primeira tentativa o pupilo passou raspando: ficou na segunda suplência pelo DEM, com um total de 48.066 votos. No pleito deste ano o Serfiotis pai achou que as coisas seriam mais fáceis para o Serfiotis filho e colocou Alexandre do PSD, pensando que o apresentador de televisão Wagner Montes seria candidato a federal e poderia colaborar para a legenda com uma carreta de votos. Essa tacada foi errada: Wagner preferiu tentar a reeleição para deputado estadual, desapontando pai e filho, que agora sofrem com mais um golpe e esse vem da vizinhança: o ex-prefeito de Resende, Silvio de Carvalho (PR) e o pai,  o ex-prefeito e ex-deputado Noel (PMN), optaram por uma relação mais próxima com o prefeito Jose Rechuan e o resultado é o seguinte: o Carvalho filho decidiu candidatar-se a deputado federal numa dobradinha com a primeira-dama Ana Paula Rechuan (PMDB), que concorre a uma cadeira na Assembleia Legislativa.

Até a semana passada estava tudo acertado que Noel tentaria retornar à Alerj pelo PMN numa dobradinha com o filho e que Ana Paula faria uma dobradinha com Alexandre Serfiotis em Resende. Em troca da renúncia de Noel a primeira dama passar a fazer campanha junto com Silvio de Carvalho, marcando a união de dois grupos rivais. Com essa aliança saem ganhando o  Carvalho pai e Carvalho filho, com o Serfiotis pai e o Serfiotis filho levando a pior.

MPF quer mudar nome da ponte Rio-Niterói

Argumento é o de “Presidente Costa e Silva” viola o direito à memória

Perto de completar 40 anos, a Ponte Rio Niterói pode mudar de nome. É que o Ministério Público Federal (MPF) ajuizou hoje ação civil pública pedindo que seja reconhecida como inconstitucional a Lei nº 5.595/70, que deu a ela o nome “Presidente Costa e Silva”. A promotoria federal pede ainda que “a União e a Concessionária CCR Ponte não utilizem o nome em sinais e placas de trânsito e nem em qualquer documento e registro oficiais, inclusive na internet”.

Então bom Natal…

"Quando morre um homem, morremos todos, pois somos parte da humanidade." Essa é um das muitas passagens profundas do romance “For Whom the Bell Tolls” (Por quem os sinos dobram), escrito em 1940 pelo autor norte-americano Ernest Hemingway, narrando a história de um professor de inglês, Robert Jordan, um jovem que ingressou nas Brigadas Internacionais, tornou-se especialista em explosivos e recebeu a missão de explodir uma ponte. Jordan e outros personagens acabaram fracassando, porque viram nos inimigos seres humanos que poderiam estar em qualquer lado nessas guerras idiotas travadas por bestas que se dizem grandes líderes, muito a ver com os dias de hoje.