Seleção simplificada em Japeri vai parar na Justiça

Processo de escolha teria privilegiado pessoas ligadas a gente do governo e a vereadores

Divulgado na última sexta-feira, com um atraso de quatro dias, o resultado do processo seletivo simplificado realizado pela Prefeitura de Japeri para preencher praticamente as mesmas vagas oferecidas em concurso público concluído em dezembro de 2016 para cargos de nível fundamental e médio, mais funções de nível superior na rede municipal de ensino, deverá ser questionado na Justiça por candidatos - que apesar de possuírem até doutorado -, ficaram de fora. No caso dos professores de português, por exemplo, os critérios adotados para a escolha foi a pontuação alcançada em “formação” e “experiência profissional”, mas até uma candidata com doutorado e capacitação para figurar na cabeça da lista, foi desclassificada. Além disso, foram oferecidas 50 vagas para está disciplina, mas da lista de seleção só constam 42 nomes. Tem mais: na seleção para as demais áreas há denúncias de escolha de cabos eleitorais e parentes de políticos com atuação na cidade. A Prefeitura ainda não se posicionou sobre o assunto e até ontem não havia postado no site oficial do município as listas com todos os aprovados.

Destino da grana do Fundeb é mistério em Belford Roxo

Isto é parte das dependências de uma escola da rede municipal de Belford Roxo. Professores dizem que tem coisa ainda pior. Isto não aconteceria se os recursos fossem aplicados corretamente Só em um único mês de 2013 o município recebeu mais de R$ 62 milhões

O mês de junho de 2013 foi de “burra cheia” para a Educação de Belford Roxo, uma cidade da Baixada Fluminense onde administração pública vem sendo marcada pelo desprezo e a falta de respeito com que os servidores e a população, de modo geral, vêm sendo tratados. Naquele mês os repasses do Fundeb chegaram a estratosfera, com o município - segundo os registros do Demonstrativo de Distribuição da Arrecadação do Banco do Brasil - recebendo R$ R$ 62.200.266,35. Em 2013, por conta da excepcionalidade dos créditos de junho, o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação creditou mais de R$ 190 milhões em favor do município, que nos quatro anos da gestão do prefeito Adenildo Braulino dos Santos, o Dennis Dauttmam (foto) teve R$ 607 milhões em transferências do Fundeb, dinheiro suficiente para garantir os salários dos professores e a manutenção de boa parte das unidades de ensino da rede, escolas que hoje estão caindo aos pedaços.

Fundos municipais de previdência correm perigo

Empréstimos nem sempre são pagos dentro do prazo contratado

Em suas duas últimas passagens pela Prefeitura de Casimiro de Abreu Paulo Dames (foto) deixou que a direção do órgão previdenciário dos servidores fizesse aplicações indevidas no mercado financeiro e o resultado foi negativo para o Iprev-CA, que acumulou prejuízos confirmados depois pelo Tribunal de Contas. De volta ao governo, Dames encontrou o caixa do instituto cheio. São mais de R$ 140 milhões e já tem gente buzinando nos ouvidos dele: “Faça um empréstimo, pegue uns R$ 50 milhões e parcele em 120 meses”. Em Angra dos Reis isto já aconteceu. O prefeito Fernando Jordão, conseguiu autorização para usar até R$ 100 milhões dos R$ 600 milhões que o Angra Prev tem para garantir os proventos dos aposentados e pensionistas, se comprometendo a pagar mensalmente uma parcela, mais o repasse patronal e o desconto feito nos contracheques. Porém, os servidores que se sentiram aliviados com o uso dos recursos da previdência própria para pagar salários atrasados e o décimo terceiro, são os mesmos que temem pelo futuro: “E se o empréstimo não for pago?”.

Primeiro Fundeb de fevereiro soma R$ 17,8 milhões na Baixada

Total do mês para a região deve chegar a R$ 160 milhões

Creditados ontem (dia 7) os primeiros repasses do mês de fevereiro do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação para os municípios da Baixada Fluminense somaram R$ 17.819.790,95. Segundo as estimativas, o total do mês deverá ficar entre R$ 160 milhões e R$ 165 milhões, um pouco a baixo do total do mês de janeiro, que foi de R$ 170.182.111,63. O primeiro Fundeb de fevereiro representou para o município de Belford Roxo R$ 1.929.323,57 e R$ 4.045.753,40 para Duque de Caxias, enquanto Guapimirim recebeu ontem R$ 402.174,70 e Itaguaí R$ 1.152.645,49. O repasse para Japeri foi de R$ 779.773,40 e para Magé o crédito foi de R$ 1.827.890,33. O município de Mesquita recebeu R$ 692.864,21, Nilópolis R$ 579.110,24, Nova Iguaçu R$ 3.289.780,35, Paracambi R$ 289.181,84, Queimados R$ 750.550,78, São João de Meriti R$ 1.257.838,22 e Seropédica R$ 822.904,42. Os dados são do Demonstrativo de Distribuição da Arrecadação do Banco do Brasil. Embora a maioria dos prefeitos opte por usar apenas 60% do dinheiro do Fundeb para remunerar os professores, isto não é uma imposição da lei. A legislação diz que 60% são o mínimo e não o máximo e nada impede que os 40% da manutenção das redes municipais possam ser utilizados para completar a folha de pagamento.

`Beija-mão´ em Parcambi é na Secretaria de Governo

Marido manda mais que a prefeita eleita

A fisioterapeuta Lucimar Cristina da Silva Ferreira (PR) foi a única prefeita eleita na Baixada Fluminense nas últimas eleições e desde o dia 1 de janeiro “comanda”o município de Paracambi. Entretanto, segundo alguns membros do próprios governo, quem está dando as cartas por lá é o marido dela, o médico Flavio Campos Ferreira (foto), que mesmo enquadrado pela Lei da Ficha Limpa e impedido de disputar um cargo eletivo, foi nomeado secretário de Governo e vem atuando como prefeito de fato. O candidato era ele que - esgotados os recursos jurídicos - deixou a vaga majoritária do PR para Lucimar, que hoje, até para dar uma entrevista depende da presença dele. O poder de Flávio é percebido logo nos corredores da Prefeitura, externado pela “fila do beija-mão”. Nelas estão vereadores, colaboradores de campanha à espera de um emprego e fornecedores em potencial, além de credores do município, uma vez que o prefeito Tarciso Pessoa deixou pendências com várias empresas e também com os servidores. 

Baixada fecha janeiro com mais Fundeb e FPM: R$ 170 milhões

Entre as prefeituras da Baixada Fluminense a de Duque de Caxias é a que mais arrecada Uma receita de R$ 24 milhões a mais que o recebido em janeiro de 2016

Ainda é muito cedo para falar em recuperação de receita, mas os números de janeiro de 2017 em relação aos repasses do Fundeb e FPM para os 13 municípios que formam a Baixada Fluminense são maiores que os verificados em janeiro do ano passado. De acordo com dados do Demonstrativo de Distribuição da Arrecadação do Banco do Brasil, as prefeituras de Belford Roxo, Duque de Caxias, Guapimirim, Itaguaí, Japeri, Magé, Mesquita, Nilópolis, Nova Iguaçu, Paracambi, Queimados, São João de Meriti e Seropédica, receberam o total de R$ 170.182.111,63 entre 1 e 31 de janeiro deste ano.

Japeri vai esperar decisão judicial sobre concurso

E o prefeito afirma que não haverá aumento para os professores

O município de Japeri fechou o primeiro mês de 2017 com o total de R$ 5.183.694,68 em repasses do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação, R$ 2,5 milhões a mais que o valor da folha de pagamento do pessoal do setor, estimado em R$ 2,6 milhões. Mesmo assim o prefeito Carlos Moraes Costa (foto) afirma que não há como conceder aumento aos servidores e alega que a folha de pessoal da Educação consome 90% da receita do Fundeb. As declarações do prefeito estão no áudio de uma entrevista por ele concedida ao site Japeri News, na qual compara a situação dos professores locais com os da cidade vizinha, Paracambi, onde os profissionais de ensino recebem, em média, R$ 1.400 por mês contra os R$ 2.450 do menor salário na rede de Japeri.

Privatização da Cedae deve gerar efeito dominó nos municípios

Cidades como Magé poderão ter serviço próprio de abastecimento de água

Autossuficiente em água potável, Magé é refém da Cedae há varias décadas. Embora com ricos mananciais, o município tem vários bairros sem abastecimento regular e outros pelos quais sequer passa uma tubulação. A realidade poderia ser outra se os mageenses fossem abastecimentos por um serviço próprio, a exemplo do que ocorre há muitos anos com os Saaes (Serviços Autônomos de Água e Esgoto) implantados com sucesso no interior fluminense. O prefeito Rafael Santos de Souza, o Rafael Tubarão (PPS), ainda não se pronunciou sobre o assunto, mas não será surpresa se ele vir a acenar com municipalização do serviço, medida que já vem sendo adotadas por vários municípios, inflada com a privatização da Companhia Estadual de Águas e Esgotos, que vai acontecer através de Parceria Público Privada (PPP).

Japeri vai por temporários em vagas de concursados

Prefeito ignora lista de aprovados em concurso realizado em 2016

Embora o atendimento ao público na Prefeitura de Japeri só vá começar no dia 6 de março, a movimentação por lá vem sendo grande e aumentou muito ontem. É que o prefeito Carlos Moraes Costa decidiu que vai contratar servidores temporários e para isso está disposto a anular o concurso público realizado no ano passado, no qual foram oferecidas 214 vagas em cargos de nível fundamental e médio, com salários base entre R$ 880 a R$ 1.089,53. As provas foram aplicadas no início de dezembro para cerca de sete mil inscritos e o resultado final homologado, bastando apenas fazer as convocações. Os aprovados dentro do número de vagas imediatas ficaram revoltados ao tomarem conhecimento de que as funções para as quais concorreram e foram classificados poderão ser preenchidas por pessoas indicadas por vereadores da base do governo.

Suposta retaliação prejudica servidores em Japeri

Funcionários dizem que são obrigados a longo deslocamento para almoçar

Acostumados a só atravessarem a rua para almoçar ou fazerem um lanche, funcionários da Prefeitura de Japeri, na Baixada Fluminense, afirmam que se não levarem comida de casa são obrigados agora a se deslocar por pelo menos três quilômetros para se alimentarem. Segundo alguns deles, uma proibição velada os impede de frenquentar o restaurante localizado em frente a sede da Prefeitura, pelo fato de o estabelecimento pertencer ao ex-prefeito Ivaldo Barbosa dos Santos, o Timor, considerado não como adversário político do novo governo, mas como inimigo. Ao se queixarem da tal proibição, servidores afirmam que entendem que os ocupantes de cargos comissionados - secretários e assessores - até podem evitar o restaurante do ex-governante, mas a medida não pode ser imposta aos efetivos.