Contrato do lixo pode ter causado prejuízo de R$ 10 milhões em Rio das Ostras: Procuradoria acredita em superfaturamento

A Procuradoria Geral do Município acredita que pode ter havido superfaturamento nas prorrogações do contrato Um termo aditivo autorizado pelo então prefeito Alcebíades Sabino alterando a planilha de custos no contrato 268/2012 firmado com a empresa Limpatech Serviços e Construções para o serviço de coleta de lixo e operação do aterro sanitário da cidade pode ter causado prejuízos na ordem de R$ 10 milhões aos cofres públicos de Rio das Ostras. A estimativa é da Procuradoria Geral do Município, que opinou pelo cancelamento do contrato, o que foi feito nesta quinta-feira (29) pelo prefeito Carlos Augusto Balthazar. No termo, um dos itens teve o valor elevado para R$ 1.583.632,38. Esta foi a primeira de uma série de prorrogações, todas questionadas pelo Tribunal de Contas do Estado. Em uma delas o contrato teve valor fixado em R$ 8.981.189,21 por apenas seis meses de serviços. Essa foi a primeira de uma série de prorrogações, todas questionadas pelo TCE.  No entender da Procuradoria, a alteração de um item da planilha causou danos às finanças do município por causa de possível superfaturamento.

Com a anulação, a Prefeitura vai abrir um processo licitatório para escolher a empresa que ficará responsável pela coleta de lixo e manutenção do aterro sanitário. Enquanto isso o recolhimento está sendo feito por equipes da Secretaria de Meio Ambiente. Além do parecer da Procuradoria Geral do Município, Carlos Augusto se baseou em despacho do Tribunal de Contas do Estado (TCE), que multou o ex-prefeito Alcebíades Sabino por não ter apresentado justificativa nem exame de economicidade para prorrogar e alterar o contrato em vigência. Pesou também o fato de o fiscal do contrato ter constatado que a execução dos serviços no aterro sanitário não está de acordo com o que está previsto no compromisso afirmado a partir da concorrência publica vencida pela Limpatech em novembro de 2011. De acordo com a avaliação, só no caso do aterro o prejuízo pode passar de R$ 1 milhão.

Tribunal de Contas adia licitação da coleta de lixo em Queimados e alerta sobre produção de situação de emergência

O Tribunal de Contas do Estado determinou na sessão desta quinta-feira (29) o aduamento sine die de um processo licitatório aberto pelo prefeito Carlos Vilela para contratar o serviço de coleta de lixo e ao relatar o processo o conselheiro substituto Rodrigo Melo do Nascimento (foto) destacou que adotará o mesmo entendimento proferido pela conselheira substituta Andrea Siqueira Martins de que editais repletos de impropriedades, produzindo situação emergencial a fim de efetuar contratação por dispensa de licitação, poderão ser considerados quando da análise das contas de gestão, podendo gerar inelegibilidade. Rodrigo destacou que o edital, com valor global de R$ 19.075.588,36, apresenta 29 impropriedades e que já tramita internamente um contrato da prefeitura para contratação emergencial por ato de dispensa de licitação.

 

Coleta de lixo vai continuar na base da “emergência” em Angra

Em 2015 parte da frota da coleta de lixo a serviço da Prefeitura de Angra dos Reis foi apreendida Adiamento de licitação beneficia empresa que já teve até parte de seus caminhões apreendida por falta de documentos, pneus carecas, lanternas quebradas e, reclamam os moradores "presta um péssimo serviço"

Operando no município na base do contrato emergencial, a empresa Libano Serviços de Limpeza Urbana, Construção Civil, com sede em Duque de Caxias, ganhou mais um fôlego para continuar fazendo a coleta de lixo em Angra dos Reis sem licitação. Em janeiro deste ano ela foi notificada pela Prefeitura pela precariedade dos serviços prestados e em fevereiro seu contrato foi cancelado, mas, também alegando "emergência", o prefeito Fernando Jordão contratou uma substituta, a Inova Ambiental, que não passou de um mês em atividade no município. Uma decisão judicial determinou o retorno da Libano, que usa um nome fantasia, Limppar. O fôlego dessa vez foi dado pelo Tribunal de Contas do Estado, que suspendeu a licitação que estava marcada e determinou que sejam ajustados vários itens na planilha de custos, que tem o valor global de cerca de R$ 40 milhões. De acordo com o relatório assinado pela conselheira substituta Andrea Siqueira Martins, o serviço de coleta de lixo em Angra dos Reis vem sendo prestado por sucessivas contratações diretas por emergência desde 2012.

‘Arrocho’ do TCE reduz custo do ‘Câmara Itinerante’ de Macaé

O "Câmara Itinerante" teria custado mais de R$ 6 milhões entre 2010 e o ano passado (Foto: Divulgação/CMM) Sessão que custava R$ 120 mil vai sair a R$ 25.970,09 graças ao Tribunal de Contas

O presidente da Câmara de Vereadores de Macaé, Eduardo Cardoso, estava pretendendo gastar mais de R$ 1,6 milhão realizando sessões nos bairros da cidade pelos próximos 12 meses e não fosse uma restrição feita no edital de licitação pelo Tribunal de Contas do Estado, o contribuinte iria pagar mais uma fatura cara. O TCE impôs cortes nos custos e a montagem da estrutura necessária para as reuniões do programa Câmara Itinerante vai custar agora R$ 623.282,16, R$ 25.970,09 por cada uma das 24 sessões anuais. O questionamento do TCE chegou com um atraso de mais de três anos, pois em maio de R$ 2014 a empresa Pan Produções Artísticas e Culturais foi contratada por R$ 1,444 milhão para esse mesmo serviço, o que dava a média de R$ 120 mil por sessão, considerando os doze meses do ano e o fato de elas só acontecerem, na época, uma vez por mês, segundo informava naquele ano a própria Casa Legislativa.

Macaé esconde contrato emergencial de R$ 34,9 milhões

E tem o serviço de limpeza pública mais caro do estado

Desde agosto do ano passado retardando o cumprimento das exigências feitas pelo Tribunal de Contas do Estado no edital da nova licitação para a coleta de lixo, a Prefeitura de Macaé está tocando o serviço à base da já manjada emergência e manteve escondido até o último fim de semana um contrato de emergência com a empresa Limpatech, no valor de R$ 34,9 milhões por seis meses de prestação do serviço, assinado no dia 3 de março. O extrato só foi publicado no último dia 17, em pleno feriado prolongado. A licitação era para ter ocorrido em fevereiro, mas foi suspensa pelo TCE, que há nove meses recomendou que fossem feitas correções na planilha de custos. O não cumprimento das exigências acabou gerando uma “emergência” que vai custar R$ 5,8 milhões por mês, um valor exorbitante, considerando que Macaé tem cerca de 250 mil habitantes e está pagando mais caro que Nova Iguaçu, por exemplo, município com mais de 800 mil moradores e que gasta cerca de R$ 3,8 milhões mensais com o mesmo serviço.

TJ mantém licitação da merenda em Araruama

Empresa desclassificada por não ter certidão de débito fiscal havia conseguido suspender o resultado de um pregão de mais de R$ 9 milhões

Em decisão proferida nesta segunda-feira, o desembargador Milton Fernandes de Souza, presidente do Tribunal de Justiça, derrubou liminar concedida pelo juízo da 2ª vara Cível da Comarca de Araruama em favor da Comercial Castanho de Alimentos, que havia recorrido contra o resultado de licitação para o fornecimento de merenda escolar. A empresa foi desclassificada por não apresentar certidão de quitação fiscal e resolveu barrar na Justiça o resultado do Pregão 022, vencido pela Agro Lagos Comercial. A licitação ocorreu no dia 12 de maio e a desclassificação da Castanho ocorreu por causa de um nada consta que havia sido expedido dois dias antes de a empresa requerer o documento, uma situação que complicou a vida do procurador geral do município, José Fernando Carvalho, que havia dado visto na certidão suspeita.

Prefeito de Macaé se atrapalha com tanto dinheiro

Mesmo com a Prefeitura arrecadando além do previsto o governo está deixando faltar papel higiênico e material de limpeza nas unidades da rede municipal de ensino

Enquanto a grande maioria dos prefeitos brasileiros está contando centavos para pagar as contas, o prefeito de Macaé, Aluizio dos Santos Junior, o Dr. Aluizio (foto), não pode reclamar da vida. A administração municipal fechou o primeiro quadrimestre com receita além do esperado, registrando uma arrecadação equivalente a 39% do total do orçamento para o exercício de 2017, fixado em R$ 1,9 bilhão. Entretanto, ao que parece, Aluizio não está sabendo tocar o barco, pois profissionais da rede municipal de ensino revelam que tem faltado papel higiênico e produtos de limpeza em algumas escolas, uma vergonha para um governo que não pode nem pensar em falar de crise, pois esperava arrecadar cerca de R$ 70 milhões com os royalties do petróleo e recebeu, entre 1º de janeiro e 30 de abril, R$ 143 milhões da Agência Nacional de Petróleo, órgão encarregado da distribuição dessa compensação financeira. De acordo com a prestação de contas feita na Câmara de Vereadores, a arrecadação apresentou no primeiro quadrimestre um volume de receita 17,9% acima do esperado, somando R$ 742,4 milhões.

Resende quer saber se existe “sujeira” em contrato de limpeza

Cidade três vezes maior gasta menos com o mesmo serviço

Com cerca de 350 mil moradores, Pelotas, no Rio Grande do Sul, gasta R$ 3,2 milhões por ano com a terceirização dos serviços de limpeza de suas escolas, enquanto Resende, cidade do Sul Fluminense com um universo populacional quase três vezes menor (cerca de 130 mil, segundo o IBGE) vai pagar bem mais se o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro não agir como o de lá fez: a 2ª Promotoria de Justiça Especializada de Pelotas abriu um inquérito, moveu uma ação de improbidade administrativa contra o prefeito da cidade e conseguiu suspender o contrato. Em Resende, que tem quase quatro vezes menos unidades escolares que o município gaúcho, o contrato é de cerca de R$ 3,5 milhões e acabou de ser renovado sem licitação pela administração comandada pelo prefeito Diogo Balieiro.

Areia Branca vai ficar de ”cara nova”

'Banho de loja' já começou. Praça com mais de mil metros de extensão está no 'carrinho de compras'

Mal falado ao longo dos anos por causa do funcionamento de uma feira que era chamada de “Filial de Acari”, o bairro Areia Branca, em Belford Roxo, município da Baixada Fluminense, começou a recuperar o tempo perdido e a limpar a imagem. Isso porque um pacote de obras foi definido para a localidade, um “banho de loja” bem merecido e há muito esperado. O que começou com a revitalização da Rua Coronel Julio Braga será completado com a construção de uma praça de mais de mil metros de extensão, com banheiros, academia ao ar livre, brinquedos, pista de caminhada e uma ciclovia.