Empresa de Caxias atua em Casimiro de Abreu sem licitação

E a Prefeitura ainda não divulgou o contrato emergencial

Embora nenhum processo licitatório para esta finalidade tenha sido aberto pela Prefeitura, que também não divulgou contrato emergencial algum com este objeto, equipes da Hashimoto Manutenção Elétrica e Comércio estão atuando em Casimiro de Abreu. Sediada em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, a empresa só pode prestar serviço ao município se tiver sido oficialmente contratada para isso, o que nem os membros da Comissão de Licitação sabem se ocorreu de fato, uma vez que nada foi informado pelo 'andar de cima' da administração municipal, que se limitou a mandar suspender a divulgação do edital do pregão presencial, que estava pronto para ser publicado.

Vai sobrar para o ‘marisco’ em Araruama

A Prefeitura acabou contratando - por R$ 1,6 milhão - fornecedor de merenda com base em certidão com informação falsa emitida pela própria administração municipal Procurador assina certidão irregular, mas só servidora está sendo responsabilizada

A liberação de uma certidão negativa de dívida pública emitida manualmente (fora do sistema de informática) e com data falsa - em favor de uma empresa em débito com a Prefeitura de Araruama - pode custar o emprego de uma servidora de carreira, uma condenação por improbidade administrativa e, provavelmente, ela poderá responder ainda a um processo penal. O documento foi expedido no dia 2 de janeiro para a Comercial Castanho de Gêneros Alimentícios, que o usou para firmar dois contratos emergenciais com o município, no total de mais de R$ 1,6 milhão. Ocorre, entretanto, que apesar de ter sido expedido pela funcionária Dagmar Martins Vieira, o documento foi assinado pelo procurador-geral do município, José Fernando de Carvalho, que usou o carimbo de seu cargo anterior, o de diretor da Dívida Ativa, inocentado no inquérito administrativo aberto para apurar o fato.

TCE quer cortar o “sal” na merenda de Angra dos Reis

Custo apresentado por aluno supera o de cidades com número maior de estudantes

O prefeito Fernando Jordão (foto) vai ter de refazer os cálculos e corrigir o edital da licitação da merenda escolar que estava marcada para o dia 21 de agosto e foi suspensa pelo Tribunal de Contas do Estado por causa do preço salgado, uma estimativa de gastos que passa de R$ 34,7 milhões. Pela planilha apresentada a Prefeitura de Angra dos Reis pretendia contratar o fornecimento de alimentação para 23.552 alunos, com a per capta de R$ 7,38 ao dia por estudante, preço bem maior que o pago pela Prefeitura de Macaé, por exemplo, que gasta, ao dia, R$ 5,22 por cada um dos 39.537 alunos de sua rede. Se esta conta já mostra um "tempero" a mais, a análise do TCE achou mais "sal" ainda. É que a Corte de Contas, ao examinar os editais de licitação da merenda enviados pelas prefeituras, usa como base de informação a Plataforma de Dados Educacionais (QEdu), onde, no caso específico de Angra, constam 20.846 alunos matriculados, base de 2016, que se considerada agora elevaria a per capta a R$ 8,34, tornando a merenda do município ainda mais cara.

Exposição Agropecuária de Resende exala cheiro de enxofre

Diogo Balieiro vai ter que explicar mais uma: confirmou a festa e os shows antes de a licitação acontecer Licitação marcada para contratar empresa para “vender” a festa não aconteceu

A grade de shows da 50ª Edição da Exposição Agropecuária de Resende (Exapicor), confirmada ontem (28) pela Prefeitura agradou a muitos, mas exalou também um forte cheiro de enxofre, que para os olfatos mais apurados pode ter saído dos subterrâneos do governo Diogo Balieiro Diniz. O documento confirma a presença da dupla sertaneja Maiara e Maraisa na noite do dia 28 de setembro, o que chegou a ser informado na agenda das cantoras antes mesmo do processo licitatório, no último dia 22. Como o valor da concorrência (R$ 100 mil) era considerado baixo se comparado ao prazo achatado para se captar os recursos do custeio da Exapicor, nenhuma empresa apareceu no Pregão 128/2017, o que na opinião de observadores mais atentos não passou de uma manobra para desestimular a concorrência em benefício de uma empresa pré-definida, supostamente 'conhecedora' dos meandros da festa. O prefeito divulgou um vídeo confirmando a realização do evento de aniversário da cidade, mas não deu detalhes sobre a empresa contratada.

Medo de uma possível delação causa insônia na Baixada

Empresário conhecido como 'fantasma' teria interesses na região

Depois da delação premiada do conselheiro afastado do Tribunal de Contas do Estado, Jonas Lopes – que afetou empresas de coleta de lixo e fornecimento de alimentação para escolas da rede pública que tem contratos milionários na Baixada Fluminense – uma possível colaboração premiada do empresário Fernando Trabach (foto), o 'fantasma', George Augusto Pereira da Silva, 'dono' da GAP Comércio e Serviços e outras sociedades empresariais, está deixando muita gente 'doente' no estado, inclusive na região, onde ele teria interesses em pelo menos uma cidade, com vistas à terceirização de serviços e fornecimento de mão de obra. 

TCE quer saber se tem caroço no angu da merenda de Barra Mansa

Tribunal de Contas barrou edital de licitação com custo diário por aluno acima do praticado no mercado

Ao que parece a merenda escolar em Barra Mansa está "salgada". É o que sugere uma análise do Tribunal de Contas do Estado que, no mês passado, brecou a pretensão do prefeito Rodrigo Drable (foto) de destinar R$ 15,6 milhões a um novo contrato de fornecimento de alimentação às escolas e creches da rede municipal de ensino por um período de um ano, um calendário de 200 dias de aula. Pelo levantamento a merenda estaria "temperada demais", uma vez que os cálculos do TCE - feitos com base no número de alunos das creches, pré-escolar e educação especial - apontam um custo diário de R$ 20,35 por aluno, dez vezes maior do que é pago por alguns municípios. Mas se o prefeito "carregou no sal", ele também faz segredo ao não tornar público, como determina a Lei, os detalhes do atual contrato da merenda que, segundo fontes ligadas ao governo, estaria próximo dos "amargos" R$ 15 milhões rechaçados pela Corte de Contas.

Belford Roxo terceiriza gestão de UPA por cerca de R$ 18 milhões

A terceirização da gestão UPA do bairro Bom Pastor vai custar cerca de R$ 1,5 milhão por mês, mas o contrato ainda não foi disponibilizado pela Prefeitura (Foto:Divulgação/PMBR) Mas não disponibiliza o contrato firmado com a OS Instituto de Medicina e Projeto

Reinaugurada na última segunda-feira, a Unidade de Pronto Atendimento 24h do bairro Bom Pastor, em Belford Roxo, na Baixada Fluminense, já fez mais de 600 atendimentos segundo informa a Prefeitura. A administração municipal só não revelou ainda o contrato 001/Semus/2017 - com valor total de R$ 17.958.359,17 -, firmado com a Organização Social Instituto de Medicina e Projeto. A terceirização da gestão de unidades de saúde através das chamadas OS é muito comum no país e não há nada de ilegal nisso, desde que o processo licitatório tramite de forma claro e com ampla divulgação. O problema é que no caso de Belford Roxo a escolha da instituição não teria sido nada transparente. O contrato deveria estar disponibilizado na íntegra no site oficial do município, assim como o edital de licitação e seus anexos, o que não ocorre neste caso nem com os demais pregões realizados pela administração municipal, que também não expõe no Portal da Transparência, os valores pagos a fornecedores, prestadores de serviços e empreiteiras. Os links de acesso até que estão lá, mas não abrem de jeito algum, ficando o contribuinte de ficar sabendo quanto o município está arrecadando, quando está pagando e a quem.

Carro anda na frente dos bois em Resende e vai parar no MP

A licitação está marcada para as 14h desta terça-feira, mas o site da dupla Maiara e Maraísa informava ontem sobre apresentação marcada para o dia 28 de setembro na Exposição Agropecuária de Resende Licitação para festa só vai acontecer hoje, mas a maior atração já teria sido contratada

Serão abertos às 14 horas desta terça-feira (22) os envelopes com as propostas das promotoras de eventos que pegaram edital para participar da licitação marcada pela Prefeitura de Resende para contratar a empresa que vai organizar, gerir, promover, realizar e comercializar a maior festa do calendário turístico do Sul Fluminense, a Exapicor (Exposição Agropecuária de Resende), que está na 50ª edição, mas o processo licitatório pode ser "melado" por suspeita de irregularidade. É que o que seria a principal atração – as sertanejas Maiara e Maraísa – começou a ser divulgado no site oficial da dupla bem antes do resultado do pregão, com a apresentarão definida para a noite de 28 de setembro. A Exapicor acontece sempre nas comemorações do aniversário da cidade, que no dia 29 do próximo mês estará completando 216 anos e a divulgação do suposto show das cantoras mato-grossenses antes de a empresa organizadora ser contratada gerou questionamentos por parte de observadores mais atentos e mais uma vez o Ministério Público deverá ser acionado para investigar atos da gestão do prefeito Diogo Balieiro.

Câmara de Araruama também tem sua “caixa-preta”

Presidência da Casa não mostra suas contas nem fiscaliza as da Prefeitura

Quantos carros estão à disposição da Câmara de Vereadores de Araruama e quantos quilômetros percorrem por dia? Isto é o que o presidente da Casa, Carlos Alberto Siqueira, precisa responder para explicar um contrato no valor de R$ 483.613,20 firmado com a empresa Auto Posto Mataruna para abastecimento de veículos oficiais. Com um orçamento de R$ 9.478,900,00 para o exercício deste ano, o Poder Legislativo de Araruama também tem a sua espécie de "caixa-preta" para esconder as contas que deveriam ser públicas. A Casa até que tem um Portal da Transparência, só que o máximo que se consegue encontrar nele é um balancete postado em janeiro, mesmo assim, sem as informações que deveriam estar disponibilizadas de forma clara e com acesso fácil para possibilitar o controle social.

N. Iguaçu renova contrato emergencial com empresa que atrasa salário

Prime teve contrato sem licitação renovado através da Secretaria de Saúde

Conforme o elizeupires.com já havia antecipado, a Prefeitura de Nova Iguaçu vai mesmo renovar alguns dos contratos emergências firmados - sem licitação - para terceirização de mão de obra, embora tivesse tempo de sobra para promover as devidas licitações. A primeira renovação já foi autorizada e apesar de ter sido advertida várias vezes pela Secretaria de Educação por atrasar salários e o pagamento de benefícios, a Prime Administração e Serviços, vai continuar atuando nas unidades de saúde por mais 180 dias, recebendo, no período, cerca de R$ 4,3 milhões pelo serviço de limpeza e higienização. A homologação da dispensa de licitação por situação emergencial foi publicada no diário oficial deste sábado e o extrato do contrato deverá ser divulgado nos próximos dias.