Município vinha gastando duas vezes mais do que recebe do governo federal para as unidades do PSF
Com cerca de 330 mil habitantes, estimativa da Prefeitura e 236.319 de acordo com o IBGE, o município de Magé vinha operando com 62 unidades do Programa Saúde da Família, 32 postos além do indicado para cidades com até 500 mil moradores, uma maravilha se todos pudessem funcionar dentro do padrão para os quais o programa foi criado pelo governo federal em 1994. Na verdade o programa foi desconfigurado na gestão da prefeita Núbia Cozzolino, quando quantidade era confundida com qualidade e os usuários da rede vinham se iludindo com a ideia de que tinham o atendimento perfeito bem ao lado de casa, quando o máximo que encontrava em algumas unidades eram técnicos de enfermagem e agentes comunitários de saúde, já que os recursos repassados pelo Ministério da Saúde nunca foram suficientes para cobrir o excesso, mas isso, anuncia a administração municipal, vai mudar. “Vamos garantir um atendimento melhor”, diz o prefeito Rafael Santos de Souza, o Rafael Tubarão (foto), que no primeiro semestre deste ano contou com repasses no total de pouco mais de R$ 4,5 milhões do Piso de Atenção Básica Variável - Saúde da Família, quando as unidades todas custam cerca de R$ 15 milhões por ano.