Pré-Vestibular Social oferece 16 mil vagas

Gabriel Guarino aproveitou a chance e hoje está na universidade O projeto já beneficiou mais de 150 mil jovens em 39 cidades fluminenses

Estão abertas até o próximo dia 11 as inscrições para o Pré-Vestibular Social, um projeto da Fundação Cecierj que já beneficiou mais de 150 mil jovens nos 56 polos de estudo espalhados por 39 cidades fluminenses. Os interessados podem se cadastrar no site www.cederj.edu.br para disputarem as mais de 16 mil vagas que estão sendo oferecidas este ano.

Crise provoca caos na saúde da Baixada Fluminense

No Hospital Estadual da Mãe, em Mesquita a capacidade de atendimento está bastante reduzida Duas unidades já fecharam e pelo menos outras três podem paralisar atendimento. Alguns municípios estão há há oito meses sem os repasses para as UPAs

O fechamento do Hospital da Mulher Heloneida Studart, em São João de Meriti, que desde a última segunda-feira deixou de receber pacientes que não estejam em estado de emergência, não é o único fato negativo no setor de saúde na Baixada Fluminense. O Hospital Infantil de Belford também fechou as portas e a crise está afetando de forma intensa o Hospital Geral de Nova Iguaçu, o Hospital da Posse e a Maternidade Mariana Bulhões, no mesmo município. Além disso, as dificuldades já bateram às portas do Hospital da Mãe, em Mesquita, que, segundo fontes ligadas à direção, está com a capacidade de atendimento reduzida, por falta de recursos. Os repasses dos governos federal e estadual para o setor sofreram quedas de até 30% e há casos em que os recursos destinados às Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) não chegam desde abril. Por conta disso os municípios - que estão sendo obrigados a assumir os custos sozinhos - planejam devolvê-las para a Secretaria Estadual de Saúde que, por sua vez, se recusa a recebê-las.

Por voar demais titular da Saúde de Japeri pode cair hoje

Abner Peclat, ou Léo, estaria ficando mais tempo fora do que trabalhando na Secretaria Municipal de Saúde Secretário estaria passando mais tempo em Brasília do que no município ao qual deveria dedicar a maior parte do seu tempo

Se aparecer para trabalhar nessa segunda-feira, Abner Peclat Barboza, mais conhecido como Leo Peclat, já não deverá ser mais o secretário de Saúde de Japeri. É que, desde maio no comando do setor, Peclat estaria marcando mais ponto em Brasília do que no município da Baixada Fluminense, ao qual deveria dedicar a maior parte do seu tempo. De acordo com denúncias feitas na tribuna da Câmara de Vereadores na semana passada, de cada 30 dias do mês, o secretário passaria 20 na capital federal, supostamente fazendo lobby, não em favor de Japeri, mas para Queimados, onde reside e outras cidades, inclusive de outros estados.

Japeri vai enquadrar secretário de Saúde

Titular da pasta estaria se ausentando muito do município

Uma comissão de sindicância vai apurar a atuação do secretário de Saúde de Japeri, Leo Peclat que, de acordo com denúncias feitas na Câmara de Vereadores, estaria se ausentando demais da cidade, deixando de cumprir com suas obrigações para com a municipalidade. O secretário não foi encontrado para falar sobre o assunto, mas a sindicância foi confirmada agora a pouco pelo prefeito Ivaldo Barbosa de Souza, o Timor. “Vamos apurar para não cometermos nenhuma injustiça. Comprovada a ausência continuada, tomaremos as providências cabíveis”, afirmou o prefeito.

De olho na Baixada Aluizio Gama entra para o PR

Aluizio Gama é visto como um grande reforço para o PR em todo o estado, mas o foco é a Baixada Fluminense Ex-conselheiro do TCE tem preferência especial por Nova Iguaçu, Queimados e Japeri. Em Magé a legenda terá aliança com o PT e lançará empresário para disputar em Casimiro de Abreu

A filiação do ex-presidente do Tribunal de Contas do Estado Aluisio Gama ao Partido da República (legenda comandada pelo ex-governador Anthony Garotinho), sacramentada ontem, pode representar uma barreira no caminho do deputado estadual Rogério Lisboa, que se anuncia como pré-candidato a prefeito de Nova Iguaçu. Gama, que governou a cidade entre janeiro de 1989 a dezembro de 1992, é marido da ex-prefeita Sheila Gama, que, a exemplo dele, pode deixar as fileiras do PDT. A entrada de Aluizio no PR dá ao partido um excelente coordenador na Baixada, região onde Gama nunca residiu, mas mantém muito prestígio. O que se comentava ontem nos bastidores políticos é que o ex-conselheiro do TCE vai cair de cabeça nas articulações para eleger prefeitos em Nova Iguaçu, Queimados e Japeri. Há quem diga que exista possibilidade de o próprio Aluizio ser candidato em Nova Iguaçu e a de Sheila concorrer em Japeri.

Empresas faturam alto na Baixada alugando o que não tem

Em Nova Iguaçu "latas velhas" circulam com a logomarca do governo municipal. Prestam serviços à Codeni e à Emlurb, órgãos da Prefeitura Elas vencem licitações, assinam contratos milionários e depois alugam os equipamentos para relocarem para as prefeituras. Serviço poderia custar menos se os municípios optassem por empresas mais estruturadas. Em Gaupimirim ex-prefeito, junto com seis firmas, foi condenado a devolver R$ 42 milhões

A empresa GM Fonseca 6768 Comércio e Distribuidora não é a única sem frota de caminhões ou máquinas a firmar contratos volumosos com prefeituras da Baixada Fluminense, onde só os municípios de Nova Iguaçu, Nilópolis, São João de Meriti, Mesquita e Queimados gastam cerca R$ 40 milhões por ano com a prestação desses serviços. Alguns contratos assinados para essa finalidade na região e no interior estão sob investigação do Tribunal de Contas do Estado, que no ano passado apontou várias irregularidades na locação desses equipamentos em Guapimirim. Em São João de Meriti a administração municipal terá de explicar como homologou o contrato com a GM Fonseca, se essa não oferecia nenhuma garantia, pois, como o seu próprio representante afirmou, não tinha capital de giro para assegurar a prestação do serviço. A Prefeitura terá de esclarecer ainda com quantos terceirizados a GM operava e onde as maquinas e os caminhões caçambas locados atuaram no período em que a empresa foi paga, além de quanto cada equipamento efetivamente custou.

Boa para governar, ruim para morar…

Bornier entra e saí da cidade literalmente por cima e até bem pouco tempo fazia isso de uma aeronave registrada em nome da empreiteira São Marcos Cinco prefeitos da Baixada Fluminense moram na Barra da Tijuca e outros dois estão na mira de gente de fora

O que refeitos de Duque de Caxias, Nilópolis, Nova Iguaçu, Queimados e São João de Meriti tem em comum além do fato de governarem cidades da Baixada Fluminense, região formada por 13 municípios, nos quais cerca de quatro milhões de pessoas vivem cercadas de problemas por todos lados? A resposta é a preferência pelos condomínios luxuosos da Zona Oeste do Rio: Alexandre Cardoso, Alessandro Calazans, Nelson Bornier e Max Lemos residem na Barra da Tijuca e Sandro Matos optou por morar em Jacarepaguá. O endereço nobre não representa nenhuma ilegalidade, até porque todos tem domicílio eleitoral nas cidades as quais governam. O problema é que ao preferirem levar suas famílias para fora desses municípios estão sugerindo que a região não é o lugar ideal para eles e os seus viverem.

Falta de recursos é ameaça para as UPAs

A UPA de Seropédica ainda não foi aberta por falta de recursos. Precisa e R$ 1,5 milhão por mês para funcionar Governo federal descumpre compromisso e prejudica um programa modelo em atendimento médico

Concebido para desafogar os hospitais públicos, oferecendo o atendimento médico imediato, o programa Unidade de Pronto Atendimento, está ameaçado em vários municípios por conta da falta de compromisso do governo federal, que, ao copiar o projeto do governo fluminense, assumiu 50% do custeio de cada unidade, cabendo às prefeituras e ao governo estadual a outra metade dos recursos financeiros.

Mangaratiba, conexão Baixada

Evandro Capixaba e Sandro Matos tem pelo menos uma coisa em comum: contrataram as mesmas empresas Empresas do esquema da fraude dos R$ 10 milhões têm contratos nada transparentes com a Prefeitura de São João de Meriti

Denunciadas pelo Ministério Público em ação de improbidade administrativa proposta contra o ex-prefeito de Mangaratiba, Evandro Bertino Jorge, o Evandro Capixaba, as empresas Lu Souza Comércio e Representações e D-Trade Comércio e Serviços, têm contratos com a Prefeitura de São João de Meriti e esses também estão na mira do Ministério Público, que em dezembro do ano passado constatou uma ligação entre as prefeituras dos dois municípios, em contrato não divulgado no valor de R$ 2,1 milhões, supostamente envolvendo um parente do prefeito Sandro Matos (PDT). Coincidentemente, uma semana antes de a 2ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva (núcleo de Angra dos Reis) ajuizar a ação contra Capixaba e outros 35 réus, o procurador-geral Berilo Martins, o chefe de gabinete Sergio Jund e o secretário de Governo Gilvandro Matos Pereira, o Gil Matos, irmão do prefeito, pediram exoneração dos cargos. Os três integravam o primeiro time do governo e eram apontados na Prefeitura como "os manda-chuvas".

Magé desativa aterro sanitário

A central de Nova Iguaçu é vista como modelo em tratamento de resíduos sólidos no Brasil E multa empresa operadora em cerca de R$ 3 milhões, segundo a Prefeitura, pelo não cumprimento do contrato

As cerca de 200 toneladas de lixo recolhidas todos os dias no município de Magé passaram a ter outro destino final, a Central de Tratamento de Resíduos Sólidos Nova Iguaçu, localizada no bairro Adrianópolis. A CTR, que entrou em operação em 2003, recebe cerca de cinco mil toneladas de lixo diariamente, descartadas por prefeituras da Baixada Fluminense e empresas que prestam serviços à indústrias e supermercados. A mudança no descarte ocorreu por conta do fechamento do aterro sanitário de Bongaba, em Piabetá, que desde a gestão do prefeito Rozan Gomes vinha sendo gerido pela empresa Marca Ambiental, que ganhou a licitação para fazer a remediação da área do antigo lixão e transformá-lo em CTR. "O contrato terminou e como a remediação não estava sendo feita decidimos não o compromisso e aplicar uma multa à empresa pelo descumprimento do contrato. A Marca, no total, terá de recolher aos cofres do município cerca de R$ 3 milhões", disse prefeito Nestor Vidal.