Magé: para ser prefeito Cozzolino terá de vencer na Justiça e nas urnas

Com mandato cassado pelo TRE Renato no momento tecnicamente inelegível e na dependência de decisão do TSE

As eleições municipais só acontecerão no dia 15 de novembro, data escolhida para o primeiro turno de votação, e as convenções ainda nem aconteceram, mas se sonha mesmo em ser prefeito de Magé, o deputado estadual Renato Cozzolino Harb (foto) vai ter de vencer primeiro na Justiça para poder, então, enfrentar as urnas. Até agora o placar, gostem o parlamentar e os seus ou não, está em 2 x 0 contra ele.

Grupo de Witzel planejou usar dinheiro desviado da Saúde para comprar a Rádio Tupi: retorno viria de repasse à Prefeitura de Caxias, aponta investigação do MPF, com base em delação de ex-secretário

● Elizeu Pires

Os repasses feitos somaram R$ 101,5 milhões. A última transferência foi de R$ 35 milhões e aconteceu em abril O governo estadual repassou ao município de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense R$ 101,5 milhões e haveria um compromisso de devolução de boa parte dos recursos para que o grupo do governador Wilson Witzel pudesse comprar a Rádio Tupi - uma emissora de grande audiência no Rio de Janeiro -, e a transação se daria através de firmas do empresário Mário Peixoto, preso desde maio. O relato disso está nas folhas 100, 101 e 102 (confira aqui), de uma petição de 403 páginas, na qual o Ministério Público Federal apresentou ao Superior Tribunal de Justiça pedidos prisão e busca apreensão contra Witzel e várias pessoas a ele ligadas.

Analise sobre a sucessão em Porto Real: deputado vai ter que se explicar sobre elogios a Witzel e negar que seria apoiado por ele

Logo depois do segundo turno das eleições de 2018 o recém-reeleito deputado federal Alexandre Serfiotis divulgou um vídeo destacando as qualidades de Wilson Witzel, que acabava de ser escolhido para governar o estado do Rio de Janeiro. A gravação vem sendo revivida desde sexta-feira (28), quando o governador foi afastado e alguns de seus colaboradores presos, todos delatados pelo ex-secretário de Saúde, Edmar Santos, que revelou ao Ministério Público Federal detalhes de um esquema de corrupção de fazer inveja ao ex-governador Sergio Cabral.

No dia 14 de outubro de 2018, por exemplo, Alexandre Serfiotis usou sua conta no Tweeter para pedir votos para Witzel: "É hora do estado do Rio de Janeiro volta a crescer. Junte-se a nós, vote Wilson Witzel 20 para governador", e desde que anunciou que pretendia disputar a eleição para prefeito vinha sendo visto como o nome que teria apoio do governador, que hoje é apontado como o homem ao qual era destinado o montante de 20% do volume de dinheiro desviado com fraudes nas emergenciais da Saúde e dos restos a pagar.

Documento do MPF aponta que governador do Rio teria usado servidores públicos em reforma de sua casa particular

Na página 70 da petição do Ministério Público Federal apresentada ao Superior Tribunal de Justiça com pedidos de prisão – inclusive a do próprio governador Wilson Witzel (foto), que foi negada pelo ministro Benedito Gonçalves – há um pequeno detalhe, mas com tamanho suficiente para confirmar que o "somos diferentes de tudo isso que está aí" era só uma frase de um discurso para enganar trouxas.

O documento revela a participação de pelo menos dois funcionários do governo estadual nas obras de reforma de um imóvel particular do ex-juiz, que convenceu o eleitorado fluminense com falas pela moralidade e contra corrupção, mas que, passados exatamente um ano, seis meses e 29 dias, está sob investigação e afastado do cargo por conta de denúncias de fraude e desvio de dinheiro público, lugares-comuns na corrupção.

Governador em exercício do Rio quer reduzir índices de criminalidade

Claudio Castro anunciou que manterá cúpula da segurança

O governador em exercício do Rio de Janeiro, Claudio Castro, fez a primeira reunião de trabalho com a cúpula da segurança pública no estado, pouco depois de assumir o cargo. No encontro, na sexta-feira (28), ele reforçou a importância das ações de combate à criminalidade no Estado do Rio de Janeiro.

Duque de Caxias: Hospital do Olho estaria sendo usado para fins eleitorais por pré-candidatos de vários pontos do estado

Moradores e lideranças comunitárias de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, reclamam que a única unidade municipal de Saúde que realmente funciona na cidade é o Hospital do Olho Julio Cândido de Brito, o primeiro da rede pública especializada em oftalmologia na região. Mas ainda assim há um porém: queixam-se de o hospital estaria atendendo mais a gente de fora que a população local e estaria sendo usado para fins eleitorais. Quem mora em Duque de Caxias só estaria conseguindo agendar atendimento através de indicações políticas, enquanto pacientes de outras cidades chegam em vans lotadas para serem atendidos no mesmo dia.

O forte da unidade são as cirurgias de catarata. É o caso por exemplo de moradores do Complexo da Maré, no Rio, atendidos a cada 15 dias. Na próxima semana o Ministério Publico deverá estar recebendo uma representação específica sobre esses atendimentos, pois suspeita-se que as pessoas estariam sendo encaminhadas por um pré-candidato a uma vaga na Câmara de Vereadores da Capital.

Com sete anotações na lista do TCE e duas cassações no currículo, ex-prefeito de Mangaratiba quer voltar a governar a cidade

● Elizeu Pires

Com duas cassações em seu currículo e sete anotações na lista dos gestores com irregularidades nas contas apresentada ao Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro pelo Tribunal de Contas do Estado, o ex-prefeito de Mangaratiba, Aarão de Moura Brito Neto (foto) pretende voltar a governar o município. Ele é pré-candidato a prefeito pelo Cidadania.

Uma sexta-feira de azar para o governador do Rio: além do afastamento o STF revoga liminar e mantém o rito do impeachment na Alerj

Depois de ter sido surpreendido na manhã de hoje (28) com uma grande operação da Polícia Federal e pela notificação de seu afastamento do cargo por 180 dias decidido pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (foto) sofreu uma derrota no Supremo Tribunal Federal (STF), onde havia conseguido uma liminar para suspender o processo de impeachment aberto contra ele pela Assembleia Legislativa. Na parte da tarde o ministro Alexandre de Moraes autorizou a retomada da tramitação e a tendência, de acordo com vários parlamentares já ouvidos sobre o assunto, é de que Witzel seja afastado também pela Alerj.

De acordo com o despacho do ministro Alexandre Moraes, não houve irregularidade na forma da CPI. "Não me parece que o Ato do Presidente da Assembleia Legislativa tenha desrespeitado o texto constitucional ou mesmo a legislação federal, pois refletiu o consenso da Casa Parlamentar ao determinar que cada um dos partidos políticos, por meio de sua respectiva liderança, indicasse um representante, garantindo ampla participação da 'maioria' e da 'minoria' na Comissão Especial", diz o ministro em sua decisão.

STJ tira governador do Rio do cargo, manda prender Pastor Everaldo e mais 16: operações acontecem em seis estados

Pastor Everaldo é apontado como o "homem que manda" no governo Witzel O ministro Benedito Gonçalves, do Superior Tribunal de Justiça, determinou o afastamento do governador do Rio, Wilson Witzel, investigado por fraude nas contratações emergenciais feitas pela Secretaria Estadual de Saúde para o enfrentamento da pandemia causada pelo novo coronavírus.

Duque de Caxias: MPF volta a pedir suspensão de licenças ambientais de conjunto habitacional em área de proteção em Xerém

O Ministério Público Federal (MPF) voltou a reiterar a necessidade de concessão de tutela de urgência para suspender as licenças ambientais concedidas para a construção de um conjunto habitacional pela Taurus Empreendimentos Imobiliários em Xerém, no município de Duque de Caxias. O empreendimento está localizado no Morro dos Cabritos, que constitui uma área de preservação permanente dentro da Área de Proteção Ambiental (APA) do Alto Iguaçu e faz parte do corredor ecológico da Reserva Biológica (Rebio) do Tinguá.

A ação civil pública foi protocolada de MPF na Baixada Fluminense há pouco mais de um mês e há relatos de continuidade do processo de desmatamento no local. Por isso, o MPF reforça mais uma vez a necessidade de se impedir imediatamente o prosseguimento das obras. “O princípio da prevenção, como o nome sugere, em matéria ambiental impõe o máximo de responsabilidade coletiva no trato preventivo dos problemas potenciais. É que o deve ditar este momento processual. É necessário manter as obras paralisadas, ao menos por ora, pois prosseguir na construção inviabilizará eventual regeneração da flora local”, afirma o procurador da República Julio José Araujo Junior.