Doação da Odebrecht ao PV foi legal

Aluizio afirmou: "nunca recebi em momento algum dinheiro da Odebrecht e nem o PV Macaé" A afirmação é do prefeito de Macaé, que foi eleito pelo partido em 2012

Hoje filiado ao PMDB, partido pelo qual deverá disputar a reeleição, o prefeito de Macaé, Aluizio dos Santos Junior, o Dr. Aluizio, esclareceu que nunca recebeu “um tostão furado da Odebrecht” e confirmou que a doação que aparece na lista apreendida pela Polícia Federal na casa do presidente da Odebrecht Infraestrutura, Benedicto Barbosa Silva Júnior, foi feita legalmente ao partido e contabilizada pelo diretório nacional do PV. “Nunca recebi em momento algum dinheiro da Odebrecht e nem o PV Macaé. Pelo que consta, a única doação oficial da Odebrecht foi destinada ao PV Nacional. As planilhas disponíveis mostram claramente tudo o que citei acima. Assim que eu soube dessa relação de políticos envolvidos com a Odebrecht eu saí daqui de Macaé e fui ao Rio de Janeiro para ter posse inteira do processo. O processo é muito claro: a gente não tem nenhuma relação com a Odebrecht", afirma o prefeito.

Porto Real esconde o jogo sobre as contas públicas

Maria Aparecida precisa cumprir a lei do acesso à informação Números sobre receita e despesa são verdadeiros mistérios

Em 2013, assim que a prefeita Maria Aparecida da Rocha Silva, a Cida (PDT), assumiu o governo, a Prefeitura de Porto Real renovou por termos aditivos contratos de prestação de serviços terceirizados envolvendo três empresas, no total R$ 80 milhões. Passados três anos e chegada a reta final dessa gestão, a população não sabe a quantas andam as finanças do município e quais são os fornecedores e prestadores de serviços que mais faturam junto à Prefeitura, pois navegar pelo Portal da Transparência da administração municipal é o mesmo que procurar por uma agulha no palheiro. Apontado pelo Ministério Público Federal como um dos mais falhos no estado do Rio de Janeiro em termos de transparência, o município de Porto Real divide com Areal e Trajano de Moraes a 82ª colocação no Ranking da Transparência do MPF, mas isso parece não fazer a menor diferença para a prefeita, uma vez que nem os relatórios de gestão financeira são disponibilizados de forma clara e não há nenhum relatório de gestão referente ao ano passado e muito menos sobre os primeiros meses de 2016.

MPs federal e estadual somam forças por eleições limpas

O coordenador da PRE/RJ Sidney Madruga quer integração de promotores e procuradores por eleições limpas este ano Procuradoria Regional abre canal direto com promotores fluminenses

Os promotores estaduais que atuam na Justiça Eleitoral nos 92 municípios fluminenses passaram a contar com um canal direto com a Procuradoria Regional Eleitoral (PRE) no Rio de Janeiro, órgão do Ministério Público Federal (MPF), podendo de subsídios da PRE/RJ para sua atuação a qualquer momento, inclusive finais de semana e feriados. A proposta é assegurar eleições limpas, combatendo irregularidades, evitando, por exemplo, a captação ilícita de sufrágio, a popular compra de voto, que já começou a ser feita nas localidades mais pobres, com assessores dos pré-candidatos recolhendo cópias e títulos de eleitores com a alegação de que estes estão sendo escolhidos para trabalhar no dia da eleição na chamada boca de urna, o que é ilegal e que na verdade consiste em arregimentar um maior número de pessoas possível para votar em um determinado candidato.

Trabalho e renda oferece 2.070 vagas de emprego

As unidades do Sine cadastram os candidatos aos postos de trabalho Salários podem chegar a R$ 5 mil

Estão disponíveis nos postos da Secretaria Estadual de Trabalho e Renda 2.070 oportunidades de emprego em todo o estado do Rio de Janeiro, com vencimentos que podem chegar a R$ 5 mil. As os cargos exigem formação entre o ensino fundamental incompleto e o superior completo, para ambos os sexos. Os salários podem chegar a R$ 5 mil, além de benefícios. As inscrições podem ser feitas a partir desta quinta-feira nas unidades do Sine/Setrab ou no site maisemprego.mte.gov.br. São 46 vagas especialmente para portadores de deficiência física, sendo 21 para repositor de mercadorias, 15 para atendente de lojas e mercado e 10 para fiscal de transportes coletivos.

Ponto biométrico é o terror nos órgãos públicos

Em Macaé o sistema foi projetado para registrar o ponto de mais de 16 mil funcionários, entre efetivos, comissionados e contratados Em Meriti e Macaé médicos que gostam de dar uma escapadinha não tem mais vez

Muito criticado pelo Sindicato dos Médicos no estado do Rio de Janeiro, o controle por impressão digital da frequência dos servidores públicos passou a ser um grande aliado das administrações e da população. Da primeira por impedir o pagamento a profissionais por plantões não feitos e da segunda ao assegurar uma maior presença de médicos nas unidades de saúde. Dois grandes exemplos disso estão nos municípios de São João de Meriti e Macaé, respectivamente na Baixada e no Norte fluminense, onde a resistência ao ponto biométrico ainda é muito grande, mas os resultados, afirmam secretários e chefes de setores, são muito maiores: em Meriti, de acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, o volume de pacientes atendidos cresceu 20% e as despesas caíram 40%, enquanto que em Macaé, além da redução na folha de pagamento e melhorar a frequência, a medida está provocando a demissão espontânea de profissionais que não se adaptaram aos novos tempos e decidiram pedir para sair.

Parque Estadual da Ilha Grande tem novos habitantes

A tartaruga cabeçuda pode ter entre 73 a 107 centímetros Reserva registra o segundo nascimento de tartarugas

Se o boto cinza está sumindo do litoral fluminense a tartaruga Caretta caretta, mais conhecida como cabeçuda, está com melhor sorte. Técnicos do Instituto Estadual do Ambiente monitoram a eclosão dos ovos da espécie que costuma desovar no Norte do Rio de Janeiro, agora na região Costa Verde. Segundo diretor de Biodiversidade e Áreas Protegidas do Inea, Paulo Schiavo, dos 96 ovos encontrados no Parque Estadual da Ilha Grande, 33 foram eclodidos. O monitoramento é feito através do projeto Promontar, lançado em 2008.

Procuradoria Eleitoral fará triagem dos potenciais “fichas sujas”

O procurador Sidney Madruga.quer evitar candidaturas de "fichas sujas" Sistema da Procuradoria Geral da República nacional contra inelegíveis será atualizado

Cento e dez órgãos públicos e entidades de classe no estado do Rio de Janeiro foram notificados pela Procuradoria Regional Eleitoral para inserirem, num banco de dados nacional, informações sobre pessoas potencialmente inelegíveis.  A medida é para garantir a aplicação da Lei da Ficha Limpa nas eleições municipais deste ano. O SisConta Eleitoral foi desenvolvido pela Procuradoria Geral da República e vai facilitar o trabalho de procuradores regionais e promotores eleitorais na análise de registros de candidaturas.

Ex-secretário de Angra dos Reis terá de devolver R$ 270 mil

     Em decisão tomada na sessão desta terça-feira o Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro condenou o ex-secretário de Planejamento do município de Angra dos Reis Rubem Dobler a devolver aos cofres da municipalidade R$ 270.891,70 devido a irregularidades encontradas em contrato firmado sem licitação (em 2002) com a Fundação de Apoio à Tecnologia e Ciência, A Faetec foi contratada para elaborar estudos e relatórios técnicos que ajudariam na obtenção de recursos do BNDES para modernizar administração municipal. O plenário do TCE seguiu o voto do conselheiro Aloysio Neves, que atuou como relator no processo. A Faetec recebeu R$ 172.810,50 para a prestação do serviço pelo prazo de dois meses. Com Rubem foi condenado ainda o ex-secretário de Desenvolvimento Econômico Bento José, também foi considerado responsável pelo dano aos cofres de Angra dos Reis, mas, por conta do falecimento de Bento Rubem arcará sozinho com a reparação.

Redução do limite de gastos é aliada contra compra de votos

Muitos casos de compra de votos para vereador tem sido denunciados nas últimas eleições em Magé, mas ninguém foi efetivamente punido por isso até hoje Na região da Baixada Fluminense Nova Iguaçu terá a campanha mais cara e Paracambi a mais barata

Apontada como o maior “mercado” de compra e venda de votos no estado do Rio de Janeiro, a Baixada Fluminense deverá ter na campanha eleitoral deste ano uma movimentação financeira muito aquém da verificada em pleitos anteriores, quando, candidatos a vereador teriam pago entre R$ 50, R$ 80 e R$ 100 por voto, conforme estimativa da própria Justiça Eleitoral que, entretanto, ainda não puniu de forma efetiva nenhum suposto comprador ou vendedor de sufrágios. Listado com destaque  nesse mercado criminoso, o município de Magé, por exemplo, teve fixado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os limites de gastos em R$ 548 mil para candidatos a prefeito e cada candidato a vereador poderá gastar no máximo R$ 81 mil. Em 2012, de acordo com várias denúncias levadas ao conhecimento das autoridades, o voto para vereador teria custado R$ 50 em alguns bairros periféricos de Magé, principalmente em localidades como Mauá, Surui e Piabetá.

Coleta de lixo sem licitação sai caro em Itaboraí

Helil Cardoso está cobrado pelo TCE desde 2014, mas tem manobrado para manter contrato sem licitação Serviço já custou quase R$ 50 milhões em três anos

Em janeiro de 2013, ao romper o contrato com a empresa Selix Ambiental, que fazia o serviço, o prefeito Helil Cardoso dispensou licitação para contratar, em caráter de emergência, uma nova empresa para fazer a coleta de lixo em Itaboraí, pagando bem mais do que a Prefeitura gastava antes. A escolhida foi a Empresa de Serviços Dinâmica, que embora contratada por R$ 13 milhões por um período de um ano, recebeu entre fevereiro e dezembro de 2013 o total de R$ 14,8 milhões e continuou faturando sem licitação, com a emergência sendo prorrogada por termos aditivos. Em 2014 Helil decidiu fazer uma licitação, mas ainda assim não optou pela forma correta e continua estendendo a emergência. Tanto que o Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro resolveu agir e ameaça o prefeito com uma multa diária de R$ 12 mil se ele não encaminhar à corte de contas informações completas sobre o edital da concorrência lançado em 2014, com valor global de R$ 19.606.391,78, cobrança que já foi feita nove vezes pelo TCE.