Meriti: aprovados no concurso de 2011 ainda cobram convocações

No dia 5 de março profissionais de ensino fizeram uma manifestação para reivindicar, entre outras coisas, a convocação de novos professores Com validade estendida até o dia 30 de setembro deste ano, o concurso público realizado pela Prefeitura de São João de Meriti em 2011 continua gerando polêmica. Embora já tenham sido feitas convocações de aprovados para o setor de Educação além do número de vagas ofertadas no edital, candidatos classificados reclamam que não existe transparência e alegam falta de divulgação adequada das listas de convocação. Ao todo foram oferecidas 691 vagas, sendo 35 para portadores de necessidades especiais. A Prefeitura disponibilizou 495 para o setor de ensino, 62 para Meio Ambiente e Defesa Civil, 28 para Obras e Urbanismo, 11 para o Planejamento, 51 para a Secretaria de Fazenda e nove para o Controle Interno.

De acordo com a Secretaria de Educação, já foram chamados 900 professores, mas no site da Prefeitura aparecem 642. Os classificados para outras áreas, principalmente para o Meio Ambiente a Defesa Civil reclamam que ainda há vagas a serem preenchidas, mas o prefeito Sandro Matos (PDT), recusa-se a fazer as convocações. 

Meriti: nomes novos na disputa, mas velhos conhecidos…

Marcelo Simão, Iranildo Campos e Marcelo Viviane deverão ser candidatos a prefeito em 2016 Três deputados vão tentar substituir Sandro Matos em 2016

Eles nunca foram prefeito, mas não veem a hora disso acontecer e em 2016 deverão estar tentando realizar o sonho. Tratam-se dos deputados estaduais Iranildo Campos (PSD), Marcelo Simão (PMDB) e do deputado federal Marcelo Viviane Gonçalves (PDT), que já começaram a ensaiar os passos para uma caminhada que deverá contar com outros participantes, mas os três já disseram a sim mesmos diante do espelho que são os mais fortes e irão às ruas convencer o povo que os conhecem bem, de que são os melhores para São João de Meriti.

Superfaturamento de alimentos não é novidade em Meriti

Em março de 2012 a Polícia Federal, por ordem do STF, cumpriu mandados de busca e apreensão nas creches da rede municipal Antes da condenação do TCE prefeito foi alvo de investigação no STF em denúncia de fraude e superfaturamento em dois contratos com a empresa Home Bread no total de R$ 7,1 milhões

Segundo professores e alunos da rede municipal de ensino de São João de Meriti, a merenda escolar não é lá grandes coisas, mas os valores pagos pela Prefeitura na aquisição, revelam denúncias feitas ao Tribunal de Contas do Estado, Ministério Público e até mesmo no Supremo do Tribunal Federal (STF), equivalem a preço de banquete. Conforme o elizeupires.com já noticiou, no dia 24 de fevereiro, o prefeito Sandro Matos (PDT), foi condenado a devolver R$ 78,2 mil aos cofres da Prefeitura, por ter comprado alimentos a preços superfaturados junto à empresa Comércio e Indústria de Alimentos São Judas Tadeu Ltda., que, em 2009, recebeu R$ 318.815,76 para fornecer gêneros alimentícios para a Secretaria Municipal de Obras e Urbanismo, mas não é só isso: uma denúncia ao STF apontou que em 2009 - mesmo ano da contratação da São Judas Tadeu - e no ano seguinte, apenas 40% do total destinado à compra de merenda escolar chegava aos pratos dos alunos, por conta de superfaturamento e do suposto uso de notas frias.

Brincando com a vida em Meriti

A direção da CDR de São João de Meriti se desdobra para atender aos pacientes que necessitam do procedimento de hemodiálise Embora o município tenha recebido exatos R$ 75.280.117,49 para o setor de Saúde no ano passado, o prefeito Sandro Matos alega atraso nos repasses para não pagar serviço de hemodiálise. O Ministério da Saúde desmente: diz que está em dia com São João de Meriti

Há muito tempo empurrando as responsabilidades com a barriga, o prefeito de São João de Meriti, Sandro Matos (PDT), agora resolveu brincar com a vida dos pacientes renais crônicos, deixando de pagar pelos serviços prestados pela Clínica de Doenças Renais Crônicas (CDR), mesmo com o município recebendo todos os meses os recursos necessários para garantir o atendimento em unidades particulares conveniadas, como clínicas, casas de saúde e laboratórios. De acordo com registros do governo federal, durante o ano passado foram repassados ao município o total de R$ 206.318.232,28, sendo R$ 75.280.117,49 para serem aplicados no setor de Saúde, incluindo nesse valor o recurso especifico para unidades prestadoras de serviço conveniadas como a CDR, por exemplo. O repasse destinado às conveniadas é específico e, segundo critério do Ministério da Saúde, não pode ter outra finalidade que não essa, mas parece que a regra não vale para São João de Meriti, onde Matos faz o que bem entende e nada acontece.

TCE condena prefeito de Meriti por superfaturamento

O prefeito Sandro Matos pagou quase o dobro pelo quilo de peito de frango O prefeito de São João de Meriti, Sandro Matos, foi condenado ontem pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ), a devolver, com recursos próprios, R$ 78,2 mil aos cofres da Prefeitura, por ter comprado alimentos a preços superfaturados. O valor corresponde ao que foi pago a mais para a empresa Comércio e Indústria de Alimentos São Judas Tadeu Ltda., que, em 2009, recebeu R$ 318.815,76 para fornecer gêneros alimentícios para a Secretaria Municipal de Obras e Urbanismo. Sandro ainda foi multado em R$ 8.135,70, segundo a corte de contas, “pela prática de ato antieconômico”.

Os técnicos do Tribunal de Contas constataram sobrepreço em vários itens. O quilo do peito de frango, por exemplo, na época custava R$ 3,94 no varejo, mas a Prefeitura pagou, no atacado, R$ 6,28.  Numa compra de 4,8 toneladas desse item o município teve prejuízo de R$ 11.232,00. Também foi verificado superfaturamento na compra de carne bovina: na época o quilo do patinho custava R$ 8,39 no varejo e numa compra de 7,2 toneladas a Prefeitura pagou R$ 10,24 por quilo, resultando em R$ 13.320,00 em prejuízo.

Cidade com perda maior que Meriti não atrasou salários

Luciano teve menos recursos que Sandro em 2014 Itaguaí recebeu R$ 17 milhões a menos em 2014, mas honrou compromissos. Especialista diz que queda de receita não pode ser usada como desculpa, pois é menor que a dívida 

Todos os 13 municípios da Baixada Fluminense encerraram o ano de 2014 com menos repasses federais do que era esperado, mas somente um deles, São João de Meriti, fechou no vermelho. Dos 13, quatro receberam menos recursos federais do que o total repassado em 2013, mas o único a fazer feio é São João de Meriti, que perdeu menos que Itaguaí, cujo governo - apesar de mergulhado em denúncias de corrupção e desvio de dinheiro público - não ficou devendo um centavo sequer aos servidores e manteve as contas em dia. De acordo com registros do portal da transparência do governo federal, em 2014 São João de Meriti recebeu R$ 14.566.097,83 a menos que em 2013, enquanto Itaguaí perdeu o total de R$ 17.963.878.88, exatamente R$ 3.397.781,32 a mais que a cidade gerenciada pelo prefeito Sandro Matos (PDT). Além de Meriti e Itaguaí, Magé, Mesquita e Nilópolis também sofreram perdas de receita, sem, entretanto, deixarem de pagar os servidores.

Meriti vive o caos como no tempo de Valência

Sandro Matos, dizem lideranças locais, está com uma gestão pior que a do ex-prefeito Manoel Valência Pedetista eleito em 1982 é lembrado 32 anos numa comparação com o gestor atual

Trigésimo-primeiro prefeito de São João de Meriti, Sandro Matos (PDT) está sendo apontado como o pior gestor da história do município, batendo, inclusive, o 21º, Manoel Valência Opasso, também do PDT, eleito em 1982 para um mandato de seis anos, o qual não chegou a concluir. Valencia é lembrado agora pelos moradores mais antigos não por ter deixado saudades, mas por conta de uma péssima gestão e de uma série de denúncias de irregularidades, situação que o levou a perder a cadeira para o vice-prefeito José Claudio da Silva, dois anos após assumir o governo. Matos, que não deveria ter muito mais que dez anos quando Valência foi eleito, pode não ter nenhuma recordação daquela administração, mas hoje, pelo caos administrativo em que Meriti está mergulhado, está sendo comparado a ele e há quem diga que “se o município tivesse vereadores de verdade Matos já teria sido apeado do cargo há muito tempo”.

E não é que tem vice que trabalha

Guigo percorre os bairros todos os dias. "É preciso saber das prioridades", diz ele Em Japeri vice-prefeito vira coordenador de infraestrutura e põe a mão na massa

Conhecidos com eternos “come-e-dorme”, por na maioria das vezes receberem o salário no fim do mês sem darem qualquer retorno à população, os vice-prefeitos também são chamados de “calos”, por pegarem no pé dos prefeitos na busca de uma oportunidade de sentarem na cadeira do titular do governo, mas um bom exemplo vem da Baixada Fluminense, onde os de Magé, São João de Meriti, Belford Roxo, Mesquita, Paracambi e Itaguaí não mais rezam pela cartilha dos seus companheiros de chapa e buscam novos rumos. Trata-se do vice-prefeito de Japeri, Oswaldo Henrique de Almeida Gonçalves, o Guigo (PMDB), que pula cedo da cama para acompanhar as obras em andamento e dar sugestões nas ações do governo, demonstrando uma sintonia fina com o prefeito Ivaldo Barbosa dos Santos, o Timor (PSD). “Nossa cidade tem muitos problemas e poucos recursos. Temos de falar a mesma língua, remar na mesma direção para chegarmos a algum lugar. Sem união não há conquistas e sem trabalho não há realização. Aqui o que conta é o que de bom podemos levar para a população”, diz Guigo, que atua como coordenador de Infraestrutura.

Ainda não há garantia de pagamento em Meriti

Os servidores ativos e inativos sofrem com as mesmas dificuldades e trapalhadas de uma gestão desastrosa Faltando sete dias para o vencimento da primeira das quatro parcelas definidas para quitação do salário de setembro de 2014 dos servidores municipais de São João de Meriti, até o final da tarde de ontem não havia na Secretaria de Administração nenhuma certeza de que o parcelamento será honrado. Essa informação partiu de setores do governo preocupados com a situação dos funcionários, que iniciaram 2015 da mesma forma que encerraram 2014: sem qualquer garantia de que os salários serão pagos em dia e de que as perdas verificadas durante o ano passado serão compensadas. O parcelamento do vencimento de setembro foi definido em reunião quase secreta realizada no dia 9 de dezembro entre o prefeito Sandro Matos (PDT) e membros da diretoria de uma entidade sindical que, de acordo com alguns servidores, não tem representatividade, pois é controlada por um correligionário do prefeito, um suplente de vereador do PDT.

Diretores de outras entidades representativas do funcionalismo municipal dizem que sequer foram informados da reunião na qual o acordo foi firmado e querem saber quantos servidores estão cadastrados no Sindicato dos Funcionários Públicos do Município de São João de Meriti (Sindfum), que homologou o parcelamento que foi tornado público no último dia 15. Essa entidade tem como presidente Paulo Gomes de Figueiredo, que já foi subsecretário de Planejamento e vem tentando se eleger vereador desde 2008, quando foi candidato pelo PSC e teve 1.065 votos. Em 2012, filiado ao PDT, tentou novamente e viu sua votação despencar para 585 votos, o que equivale dizer que não conta com apoio nem de 10% dos servidores, percentual que, no entender das demais lideranças sindicais, não o credencia a falar pela categoria. Pelo acordo, as parcelas serão pagas em 30 de janeiro, 27 de fevereiro, 31 de março e 30 de abril.

Minoria decide pela maioria em Meriti

O acordo entre a Prefeitura de São João de Meriti e os servidores do município sobre o parcelamento em quatro vezes do salário de setembro de 2014, deixando os funcionários inativos de fora, para a maioria da representatividade dos trabalhadores, não tem validade, pois foi firmado por uma entidade de classe que não representaria nem 10% do efetivo da Prefeitura, o Sindicato dos Funcionários Públicos do Município de São João de Meriti (Sindfum), presidido pelo ex-subsecretário de Captação de Recursos Paulo Gomes Figueiredo. Pelo acordo, assinado em reunião realizada no dia 9 de dezembro, a primeira parcela será paga no dia 30 de janeiro, a segunda em 27 de fevereiro, a terceira no dia 31 de março e a última em 30 de abril.

Segundo afirmam alguns representantes dos funcionários, o Sindfum não participou de nenhuma das manifestações contra o atraso no pagamento dos salários e não poderia falar por todos os servidores, pois reúne apenas uma minoria, não tendo, portanto, representatividade. Os representantes afirmam ainda que muitos desconheciam a reunião do dia 9 de dezembro e criticam o fato de só diretores do Sindfum e algumas testemunhas terem participado do encontro com o prefeito Sandro Matos e um procurador do município.