Fraude em licitação gera mais um processo contra ex-prefeito de Silva Jardim, eleito deputado estadual

A Justiça determinou o afastamento de Anderson de qualquer função pública Respondendo a vários processos e ainda alvo de inquéritos no Ministério Público, o ex-prefeito de Silva, Jardim, Anderson Gimenes Alexandre, o Anderson Alexandre, agora deputado estadual, virou réu em mais uma ação por fraude em licitação. Neste processo figuram ainda a esposa do deputado e também secretária municipal, Viviany Alexandre, a ex-procuradora do município Sheila Moreth Trugilho e e mais dez pessoas. O grupo foi denunciado pela Promotoria de Justiça da Comarca de Silva Jardim, por fraude em processo licitatório para a realização das festividades do carnaval do ano de 2013. Neste processo a Justiça decretou o afastamento de Anderson de qualquer função pública.

De acordo com o que foi apurado, foi forjado e montado esquema de fraude por membros da cúpula do Executivo municipal, em conluio com os representantes da Terra Nova Produções e Eventos, Atha Comércio e Serviços, CRV Comércio e Serviços, Tendas e Companhia RJ, "tendo como objetivo beneficiar as três primeiras sociedades empresárias e contratar a prestação de serviços para as festividades de carnaval local de 2013".

Sem prefeito, Silva Jardim espera por mais uma decisão da Justiça

Prefeita cassada vai apresentar embargo contra decisão do TRE

Sem prefeita, sem vice e também sem presidente da Câmara, o município de Silva Jardim, no interior do estado do Rio de Janeiro, está literalmente sem governo. Então vice na chapa encabeçada pelo hoje deputado estadual Anderson Alexandre, a prefeita Maria Dalva do Nascimento, a Cilene, foi apeada do cargo pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro, que confirmou sentença da 63ª Zona Eleitoral,  cassando a chapa eleita em 2016. Maria Dalva tem três dias de prazo para impetrar embargo contra a decisão do TRE, a contar da data da publicação do acórdão, e até uma nova decisão ou uma eleição suplementar, quem deveria assumir o governo é o primeiro na linha sucessória, o presidente da Câmara de Vereadores, mas este também foi afetado por decisão judicial.

Silva Jardim quer saber quem vai assumir a Prefeitura…

... pois presidente da Câmara está no mesmo processo que cassou prefeita

No cargo desde abril do ano passado, quando o prefeito Anderson Alexandre renunciou para disputar uma vaga na Assembleia Legislativa, a prefeita Maria Dalva do Nascimento, a Cilene (foto), terá de deixar o cargo por decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro, que prevê o afastamento imediato e a convocação de novas eleições. Como não há vice-prefeito, o presidente da Câmara de Vereadores é o primeiro na linha sucessória e assumiria o cargo até a realização de nova eleição. Entretanto, Jasimiel Batista Pimentel, o Miel da Biovert, também está no rolo e teve o diploma cassado, a exemplo do que ocorreu ainda com os vereadores Adão Firmino e Roni Luiz Pereira, condenados no mesmo processo.

Farmácia localizada a 240 quilômetros recebeu R$ 6,4 milhões por fornecimento de remédios a pacientes de Silva Jardim

No Portal da Transparência da Prefeitura de Silva Jardim – uma pequena cidade do interior do estado do Rio de Janeiro – não há nenhum ata de registros de preços com nomes, especificações, quantidade ou valores dos medicamentos de uso contínuo, aqueles que, por força de lei e garantia por decisão judicial, o poder público é obrigado a fornecer a pacientes crônicos, por exemplo, mas o município já pagou por eles R$ 6,4 milhões (confira aqui) a uma farmácia, cujo CNPJ aponta para um ponto comercial localizado a 240 quilômetros, a Farmácia Amaral de Itaocara, no Noroeste Fluminense, embora uma das justificativas para as compras em drogaria seja a entrega imediata.  

Pelo que está no sistema de registros de despesas, os pagamentos feitos este ano somam R$ 305.018,22, um registro de R$ 147.505,15 (Empenho 0000150) e outro de R$ 157.515,07 (Empenho 000052), mas não dá para saber o que foi efetivamente pago, pois nada está claro no site oficial do município governado pela prefeita Maria Dalva Silva do Nascimento, conhecida na cidade como Cilene.

Ex-prefeito preso por fraude em licitação promete “honra e lealdade” agora como membro da Assembleia Legislativa do Rio

Preso em novembro de 2018 sob a acusação de comandar um suposto esquema de corrupção, com fraude em processos licitatórios no município de Silva Jardim, o qual governou entre janeiro de 2013 a março do ano passado, o ex-prefeito Wanderson Gimenes Alexandre, o Anderson Alexandre (foto), só poderá voltar a ser preso agora no âmbito dos processos aos quais responde a de eventuais novas ações judiciais, se a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro autorizar. Ele está investido do mandato de deputado desde ontem (6), quando foi empossado. O político foi beneficiado por uma decisão do Tribunal de Justiça, e não há, legalmente falando, nada que pudesse impedir sua posse.

Anderson deixou a prisão no início de abril, mas uma decisão de primeira instância – a segunda – o impedia de assumir a cadeira. Ele já havia conseguido reverter uma decisão contrária no mês em que ganhou a liberdade, mas o Ministério Público conseguiu uma nova proibição, essa derrubada na quarta-feira (6) pelos desembargadores Celso Pereira Filho, Kátia Maria Amaral Jangutta, Katya Maria de Paula Menezes Monnerat e Luiz Zveiter.

Biometria obrigatória vai atingir 35 municípios do Rio este ano: lançamento será nesta quarta-feira em Duque de Caxias e mais 12 cidades

O presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro, desembargador Carlos Santos de Oliveira, estará hoje em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, para fazer o lançamento da campanha do cadastramento biométrico obrigatório, que, até o final deste ano, atingirá 35 municípios fluminenses. As solenidade será às 10h, no posto biométrico da cidade.  Ainda nesta quarta-feira vai ser inaugurado mais uma unidade de atendimento, que funcionará  na Avenida Brigadeiro Lima e Silva, 350, no bairro 25 de Agosto.

Com 626.485 eleitores, Duque de Caxias é o maior colégio eleitoral da relação de municípios com biometria obrigatória marcada para este ano, mas 52,42% dos eleitores da cidade já possuem a digitais cadastradas.

Justiça recebe denúncia contra ex-prefeito de Silva Jardim, servidores e empresários por fraude em licitação

A Justiça aceitou mais uma denúncia do Ministério Público contra o ex-prefeito de Silva Jardim, Wanderson Gimenes Alexandre, o Anderson Alexandre. Ele e mais oito pessoas foram denunciados por associação criminosa pelos crimes de falsidade ideológica, peculato e fraude em processo licitatório. Pelo que o MP apurou, isso ocorreu para a contratação de uma empresa para publicação de atos oficiais da Prefeitura. O MP sustenta na denúncia que os jornais não foram fornecidos na quantidade adequada para a veiculação das publicações e ainda foram usados "como meio de enaltecer a imagem de Wanderson, que concorreu à reeleição no ano de 2016".

De acordo com a denúncia, o então prefeito se utilizou do contrato firmado com a sociedade empresária Alexandre Fernandes Editora, que publica o jornal Boa Semente, "para a divulgação de notícias e feitos institucionais vinculados à sua própria imagem, desvirtuando a publicidade institucional para sua promoção pessoal".