Chefes e ‘dificuldades’ demais atraem atenção indesejável para a Comissão Permanente de Licitação da Prefeitura de Magé

Embora conte com uma equipe técnica e uma pregoeira, a Comissão Permanente de Licitação da Prefeitura de Magé está sendo vista por representantes de empresas que tentam participar dos processos licitatórios, como um máquina emperrada, embora o que não falte por lá é chefe, o principal deles nem estaria nomeado como tal. Um dos apontados como caciques já ocupou cargo de subprefeito e agora tem a função de Gerente de Organização Social, com direito a matrícula e tudo, salário bruto de R$ 7.681,25, mas aparece no Portal da Transparência como demitido.

As dificuldades para se retirar um edital tem gerado queixas e até representações, falhas que o prefeito Rafael Santos de Souza, o Rafael Tubarão vai ter de apressar-se em corrigir antes que a vaca vá para o brejo de vez.

Prefeito de Maricá precisa explicar onde foi parar dinheiro de emendas: deputado que liberou mais de R$ 12 milhões cobra prestação de contas

"A Prefeitura de Maricá precisa prestar contas à população. Queremos saber onde estão investindo mais de R$ 12 milhões recebidos". A afirmação é do deputado Marcelo Delaroli (foto), autor de emendas no orçamento da União que resultaram na liberação de recursos no total de R$ 12.205.000,00 para serem aplicados na Guarda Municipal e no setor de Saúde. Tendo ficado como suplente, Delaroli iniciou o mandato em fevereiro de 2017 e desde então mantém diálogo com os moradores da cidade, ouvindo sugestões pessoalmente ou através de e-mails e mensagens enviadas em suas redes sociais, tendo ouvido muitas cobranças. Os recursos das emendas para a Saúde foram destinados ao Hospital Municipal Conde Modesto Leal, UPA de Inoã, implantação da UBS Itaipuaçu, aquisição de ambulâncias, implantação de consultórios odontológicos e compra de vans para transporte de pacientes, mas as reclamações são várias.

Segundo o deputado, é inaceitável que pacientes que fazem hemodiálise e outros tratamentos fora da cidade estejam sem transporte porque a Prefeitura de Maricá não cumpre com a sua responsabilidade. "Sou oposição ao governo do PT, mas tenho feito a minha parte como deputado federal. As pessoas têm que estar sempre em primeiro lugar, independentemente de disputa política. É absurdo que não se tenha transporte para pacientes se os recursos do governo federal foram pagos à prefeitura com esse fim, R$ 380 mil exclusivamente para a compra de vans", afirma o deputado federal.

Licitação do lixo em Pádua pode ir parar na Justiça

Interessadas em um contrato que pode chegar ao valor global de R$ 11 milhões empresas reclamam de dificuldades para obter o edital da concorrência marcada para 17 de julho

Marcada para o dia 17 de julho, a concorrência pública aberta pela Prefeitura de Santo Antonio de Pádua para contratar os serviços de coleta e transporte de lixo urbano, varrição, pintura, poda de árvores, capina, limpeza, manutenção e conservação de praças e áreas urbanizadas, limpeza das margens dos rios e riachos que cotam o município pode ir parar na Justiça antes mesmo da abertura dos envelopes. É que representantes de empresas interessadas em participar do certame reclamam de que estão encontrando dificuldades para obterem cópia do Edital 030/2018, que não está sendo disponibilizado no Portal da Prefeitura. Quem tentou baixar o documento e seus anexos na semana passada só conseguiu fazer o download do recibo do edital e o mesmo aconteceu durante as tentativas feitas as 12h desta segunda-feira (25).

Dinheiro demais parece ser problema em Maricá

Mesmo com os cofres cheios ex-prefeito deixou déficit financeiro e teve contas reprovadas pelo TCE

A crise financeira que atingiu cidades do pais inteiro não fez nem cócegas em Maricá, município com cerca 160 mil habitantes, localizado na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, mas ainda assim o ex-prefeito Washington Luiz Cardoso Siqueira, o Quaquá (foto), não conseguiu fechar as contas do seu último ano de mandato, deixando um déficit financeiro de R$ 1.550.700,03, uma ninharia para a realidade de uma Prefeitura que só em repasses – assegura o Portal de Transparência do governo federal – recebeu mais de R$ 860 milhões em 2017, primeiro ano da gestão do prefeito Fabiano Horta (PT). O déficit foi apontado pelo Tribunal de Contas do Estado, que na semana passa emitiu parecer contrário às contas do município referentes ao exercício de 2016.

Japeri vai intensificar fiscalização da merenda escolar

Decisão foi tomada depois de inspeção do Tribunal de Contas

A partir desta semana as diretoras das escolas municipais de Japeri só vão receber os gêneros alimentícios destinados ao preparo da merenda mediante apresentação, por parte do fornecedor, da nota fiscal correspondente a entrega, cópias do contrato, da ata de registro de preços e do pedido feito pelo setor de nutrição escolar. A medida tomada pela secretária de Educação Roberta Bailune (foto), explica ela, é para garantir a conferência da especificação do objeto contratado e um melhor acompanhamento.

Pádua mantém contas da Saúde em “caixa-preta”

Município não revela contratos, valores repassados nem a lista de fornecedores

O cidadão, pelo que lhe assegura a lei, tem todo o direito de saber onde, como e em que o seu município está gastando os valores arrecadados, mas, ao que parece, o prefeito de Santo Antonio de Pádua, Josias Quintal não sabe disso ou talvez ache que não deva satisfação à sociedade. Causa essa desconfiança a não disponibilização de dados financeiros no site oficial do município, que, desde janeiro, pelo que a Prefeitura informa, "está em manutenção". Só que mesmo quando em funcionamento o sistema não revela, por exemplo, os gastos em saúde, fazendo sobre isso o mesmo segredo mantido pelo governo em relação ao incêndio que atingiu, no início do ano, parte do prédio da Policlínica Dr. Juarez Amaral de Andrade, onde funcionava o arquivo de processos administrativos de licitações e compras da Secretaria Municipal de Saúde.

BNDES quer emprestar mais para alavancar economia

Presidente do banco diz que está cheio de dinheiro para emprestar

"Estamos cheios de dinheiro e cheios de vontade de emprestar", disse ontem (18) o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Dyogo Oliveira, na abertura do seminário Desafios e Oportunidades do BNDES para o Crédito, realizado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), em São Paulo. "Nossa economia está em estado grave, mas nós estamos pensando nas ações certas e numa postura de transparência e diálogo", disse Oliveira. "Vamos entrar numa nova era. A era dos juros baixos", completou. Para ele as  empresas vivem hoje um processo de 'desalavancagem'. "Sabemos da necessidade de melhoria das condições de financiamento. Estamos fazendo a digitalização do banco, que vai ser mais ágil e mais flexível. Vamos oferecer mais alternativas".

Empresa contratada em Japeri não é conhecida nem na vizinhança

Contrato prevê gasto de R$ 750 mil em propaganda apesar da crise alegada para justificar falta de obras

Moradores dos arredores do prédio de número 47 da Rua Getúlio Vargas, no bairro Vila Columbia, em São João de Meriti, não se lembram de já terem ouvido falar na Podemos Publicidade e Marketing, mas é lá que – segundo consta no cadastro feito junto à Receita Federal – que a empresa contratada no dia 6 de setembro de 2017 pela Prefeitura de Japeri está sediada. Assim como a agência de criação e intermediação de propaganda é desconhecida, no Portal da Transparência do município não há nenhuma cópia digitalizada do contrato 058, firmado no valor de R$ 750 mil para a prestação dos serviços de publicidade, por um período de 12 meses.