Crise não impede viagem dos vereadores de Japeri

Presidente da Câmara, Cezar Melo faz uma gestão nada transparente Membros da Câmara da cidade mais pobre da Baixada Fluminense passaram um semana fora à custa do povo

A administração municipal de Japeri vem contando centavos para pagar as contas e manter os serviços básicos, fazendo cortes e adequações em contratos por força da queda na receita que vem se acentuando a cada mês, mas parece que isso não incomoda em nada aos vereadores do município, membros de uma Câmara que gasta cerca de R$ 6 milhões ao ano e não se preocupa em cumprir a Lei da Transparência, tornando públicos os seus gastos. Prova disso foi dada este mês, com uma viagem à Brasília, supostamente para participação no 4° Encontro Nacional de Vereadores, realizado nos dias 15, 16 e 17, para um debate sobre a fixação dos subsídios de vereador no período de 2017 a 2020.

Contas no escuro em Guapimirim

A administração do prefeito Marcos Aurélio parece ter problemas com os números e nessa gestão matemática não é uma ciência exata Município não informa, por exemplo, quanto aos contribuintes a folha de pessoal

Até o final do expediente de ontem já tinham entrado nas contas da Prefeitura de Guapimirim mais de R$ 15 milhões em repasses constitucionais obrigatórios, segundo informa o Demonstrativo de Distribuição da Arrecadação do Banco do Brasil, R$ 15.569.308,90 para ser exato, sendo R$ 5.226.886,93 do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), soma do período de 1º de janeiro a 7 de março. O problema para o contribuinte é saber onde e em que esses recursos estão sendo investidos, uma vez que o sistema de informação da Prefeitura está sempre fora do ar e quando funciona os números não são nada claros. Os cidadãos não conseguem saber, por exemplo, quanto o município gasta com salários e gratificações de servidores efetivos, contratados e nomeados em cargos de confiança.

Programa de urbanismo tem custo camuflado em Maricá

A Avenida Jardel Filho foi o maior contrato da Ônix em 2014 e a maioria das placas que anunciam as intervenções não mostra os valores a serem pagos Sistema da Prefeitura não informa, por exemplo, o quanto foi pago por cada intervenção feita pela empresa Ônix Serviços, que só em 2015 teve a seu favor dois empenhos que somam mais de R$ 91 milhões e em 2014 firmou um contrato de cerca de R$ 30 milhões

De acordo com estimativas da Prefeitura de Maricá foram investidos, só nos últimos três anos, mais de R$ 300 milhões em obras, boa parte disso através de um programa de urbanismo denominado “Meu Bairro Mudou”, que somente em 2014 registrou empenhos no total de cerca de R$ 106 milhões. O problema, de acordo com algumas lideranças comunitárias, é saber quanto efetivamente custou cada projeto executado, uma vez que a falta de informações completas no sistema da administração municipal dificulta o controle social, impedindo que o cidadão faça o acompanhamento, direito que lhe é garantido por lei. No ano passado, por exemplo, a empresa Onix Serviços, uma das maiores credoras da Prefeitura, que só em um contrato faturou cerca de R$ 30 milhões, teve, no ano passado, dois empenhos a seu favor, um no valor de R$ 48.190.041,98 e outro no total de R$ 45.390,046,98, sendo que desses dois aparecem no sistema pagamentos consolidados de pouco mais de R$ 20 milhões, R$ 11.817.858,46 no primeiro empenho e R$ 9.417.758,46 no segundo.

MPF e CGU vão capacitar gestores para aplicar Lei da Transparência

Curso será ministrado no próximo dia 25 de fevereiro na sede da Procuradoria da República

      O Ministério Público Federal (MPF)  e a Controladoria-Geral da União (CGU) estão oferecendo um curso de capacitação destinado a gestores municipais para aperfeiçoamento do Portal da Transparência das prefeituras fluminenses. A proposta é orientar os administradores públicos sobre a aplicação correta da Lei de Acesso à Informação. O curso será ministrado pelo procurador da República Eduardo El Hage e pelo Coordenador do Núcleo de Ações de Ouvidoria e Prevenção à Corrupção  da CGU, Marcelo Paluma Ambrózio e vai acontecer na sede da Procuradoria da República no Rio de Janeiro, das 10 às 17h.

Filho do prefeito de Madalena seria “fantasma” em Macaé

Clementino Filho foi nomeado por Clementino pai para comandar a Secretaria de Turismo três meses depois de ser admitido como auxiliar de serviços gerais em Macaé e colocado em disponibilidade Ele passou em concurso para auxiliar de serviços gerais, mas foi colocado em disponibilidade logo depois de nomeado, em outubro de 2012

A determinação do prefeito Aluizio dos Santos Júnior em chamar de volta ao trabalho servidores efetivos colocados à disposição da Câmara de Vereadores e os que estavam encostados no setor de Recursos Humanos - recebendo sem trabalhar nas funções para as quais foram selecionados - está servindo cada vez mais para colocar sob suspeita o concurso realizado pela Prefeitura de Macaé para cargos de nível fundamental completo e incompleto em 2011. É o caso, por exemplo, do secretário de Turismo do município de Santa Maria Madalena, Clementino da Conceição Filho, que foi aprovado para a função de auxiliar de serviços gerais e deveria estar lotado no Colégio Municipal Professora Elza Ibrahim, mas tão logo nomeado foi colocado à disposição do gabinete do então prefeito Riverton Mussi.

Aprovados para Mangaratiba começarão a trabalhar em março

O prefeito Ruy Quintanilha homologou ontem o resultado do processo seletivo A convocação deverá acontecer na próxima semana, mas número a ser chamado não é suficiente para substituir todos os contratados que trabalharam até o ano passado

O prefeito de Mangaratiba, Ruy Quintanilha, homologou ontem o resultado do concurso público realizado para preencher 427 vagas na rede municipal de ensino (240 professores), mas ainda não há uma data certa para o início das convocações. A Prefeitura informa apenas que “os aprovados vão receber a convocação a partir dos próximos dias” e que o inicio do ano letivo antes marcado para o dia 15 de fevereiro só vai começar no dia 7 de março. Embora o número de professores e funcionários de apoio contratados até outubro (quando o concurso foi aberto) supere o de vagas imediatas oferecidas no edital, a informação que constava ontem no site oficial do município aponta para o seguinte: só deverão ser chamados agora 418 aprovados (sendo 78 professores I e 162 professores II), menos da metade de um total de 864 temporários registrados no ano passado.

Mangaratiba: rapidez em concurso foi para atender decisão judicial

Mas quantidade de vagas imediatas oferecidas no processo seletivo é bem menor que número de contratados para o setor de Educação

Realizado em apenas 31 dias, o concurso público promovido pela Prefeitura de Mangaratiba para preencher 427 vagas imediatas na rede municipal de ensino, é resultado de uma ação judicial movida pelo Ministério Público. A rapidez com qual o processo seletivo aconteceu causou insatisfação em alguns candidatos classificados para o cadastro de reserva, que anunciaram que representariam junto ao MP por uma investigação, pois se consideraram prejudicados, o que até ontem não havia acontecido. De acordo com a Procuradoria do município, o certame “foi realizado dentro da legalidade e dos prazos”. Ainda segundo a Procuradoria, a ação foi ajuizada em 2014 e existe uma decisão tomada no dia 26 de março do ano passado pelo juiz Marcelo Borges Barbosa, obrigando o preenchimento das vagas de provimento efetivo por servidores concursados. Entretanto, está no Portal da Transparência do município, o número de contratados temporários que atuaram na rede municipal de ensino durante o ano passado é quase o dobro da quantidade de vagas oferecidas no edital que pautou o concurso, chegando ao total de 864 temporários, segundo dados de outubro de 2015, quando o edital foi divulgado.

Professores de Guapimirim farão protesto nessa sexta

O prédio da Prefeitura é o local escolhido para o protesto Falta de pagamento gera preocupação e revolta entre os profissionais de ensino

Até agora sem um posicionamento sobre quando irão receber o salário de dezembro e as férias, os professores da rede municipal de ensino de Guapimirim vão fazer na manhã dessa sexta-feira uma manifestação em frente a sede da Prefeitura, para cobrarem do prefeito Marcos Aurélio Dias o que lhes é devido. Embora os profissionais de ensino sejam a única categoria com recursos garantidos para o salário (os repasses do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação, o Fundeb), a administração municipal se atrapalhou no último mês do ano passado, apesar de ter recebido dentro do prazo todos os repasses obrigatórios do governo federal, o que somou mais de R$ 75 milhões entre janeiro e dezembro de 2015. Segundo alguns professores, embora o setor seja comandado por uma profissional de ensino - a vereadora Rize da Silva Silvério - as coisas não viriam andando bem na rede. “A secretária é do Ramo, mas quem comanda a secretaria é um advogado”, lamentam.

Maricá e Niterói estão “nadando” em dinheiro

Rico ri a toa: Washington Quaquá e Rodrigo Neves não podem se queixar, pois o governo federal que sacrifica os outros municípios está enchendo os cofres de Maricá e Niterói Governadas pelo PT as duas cidades não perderam um centavo sequer de recursos federais. Muito pelo contrário: os repasses aumentaram em 2015 em comparação aos dois anos anteriores

Se as coisas estiverem ruins em Maricá e Niterói o problema é de gestão e não de falta de dinheiro, pois os dois municípios - ao contrário das outras 90 cidades fluminenses - não sofreram cortes por parte do governo federal e em 2015 passaram receber ainda mais dinheiro em relação aos dois anos anteriores. Tendo como prefeitos Washington Luiz Cardoso Siqueira, o Quaquá (presidente estadual do Partido dos Trabalhadores) e Rodrigo Neves, Maricá e Niterói tiveram os repasses dos royalties do petróleo aumentados a partir de 2013, enquanto os demais municípios da zona produtora principal tiveram cortes de até 60%. Para alguns prefeitos da região, Quaquá e Rodrigo estão sendo blindados pelo governo federal por supostamente assegurarem interesses de gente importante do PT. “Chega a ser uma postura criminosa”, diz o prefeito de uma cidade que não sabe mais o que fazer para não fechar as portas da Prefeitura.

Manutenção é o melhor contrato da Águas de Casimiro

A manutenção do sistema do antigo SAAE é de responsabilidade da empresa Onix Serviços Oposição quer saber como o serviço prestado é fiscalizado pela autarquia municipal

Com mais de R$ 2 milhões empenhados a seu favor entre dezembro de 2014 e o final do ano passado, a empresa Onix Serviços é a maior credora da autarquia Águas de Casimiro, antigo Serviço Autônomo de Água Esgotos de Casimiro Abreu (SAAE), presidida pelo vereador Eliezer Crispim, que deverá retornar à Câmara Municipal em fevereiro. Conforme já foi noticiado, um grupo de oposição só está esperando a saída dele do comando da empresa pública para apresentar pedidos de informações e certidões de inteiro teor sobre contratos firmados com a empreiteira, que embora tivesse sido contratada por mais cerca de R$ 1,480 milhão para construir adutora de água e um reservatório, tem como melhor contrato o de limpeza e manutenção das redes, reservatórios e estações de tratamento, no valor global de R$ 696.654,07 ao ano e que poderá ser aditivado para o exercício e 2016.