Vereador do PSL é preso na Baixada sob acusação de homicídio

Marcinho Bombeiro é investigado por homicídios em dois inquéritos diferentes

Marcinho Bombeiro foi preso quando estava numa praça pública da cidade Ex-prefeito interino e ex-presidente da Câmara de Vereadores de Belford Roxo, na Baixada Fluminense, o vereador Marcio Cardoso Pagniez, o Marcinho Bombeiro (PSL), foi preso nesta terça-feira por agentes da 54ª Delegacia Policial, que cumpriram mandado de prisão expedido pela Justiça.  O político é investigado em dois inquéritos diferentes, um deles por dois homicídios e duas tentativas.

Saquarema: mesmo com o município arrecadando três vezes mais em royalties, prefeita quer empréstimo de R$ 130 milhões

A gestão de Manoel Peres está recebendo mais repasses constitucionais do que a sua antecessora, a hoje deputada Graciane Mota - Foto:Divulgação O mar em Saquarema, cidade do estado do Rio de Janeiro, nunca esteve tão para peixe como agora, mas, ao que parece a prefeita Manuela Peres não está sabendo aproveitar a calmaria e a fartura. É o que sugere um empréstimo de R$ 130 milhões que ela quer fazer junto à Caixa Econômica Federal, alegando que precisa de dinheiro para realizar obras de infraestrutura, embora as contas bancárias da Prefeitura nunca tivessem visto tanto dinheiro como na atual gestão.

Só em transferências constitucionais o município está recebendo atualmente mais que o dobro dos repasses ocorridos em 2016, último ano da prefeita Graciane Mota. Este ano, por exemplo, as transferências somam até agora R$ 214 milhões, sendo R$ 102 milhões pagos pela ANP a título de royalties do petróleo, segundo revelam dados do Demonstrativo de Distribuição de Arrecadação do Banco do Brasil.

Câmara de Silva Jardim terá de eleger novo presidente para este assumir a Prefeitura interinamente até ser realizada uma eleição suplementar

Maria Dalva teve o mandato cassado, mas continua elegível Com a publicação do acórdão da decisão que manteve a cassação da prefeita Maria Dalva do Nascimento, a Cilene (SD) e dos mandatos de três vereadores da cidade, a Câmara de Vereadores de Silva Jardim terá de convocar os suplentes e fazer nova eleição para compor a mesa diretora, da qual sairá o presidente que vai governar o município interinamente até a realização de um pleito suplementar. Além da prefeita foram cassados Adão Firmino, Jazimiel Batista Pimentel, o Miel da Bioverte e Roni Luiz Pereira, o Roni da Alexandre.

A cassação foi mantida pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro na sessão plenária do último dia 10, quando foram julgados os embargos de declaração apresentados pelos advogados.

Prefeitura de Rio das Ostras vai arrochar os contribuintes que não aderirem ao programa de conciliação

A Prefeitura firmou convênio de cooperação técnica assinado com o Tribunal de Justiça - Foto:Divulgação/PMRO Com cerca de 150 mil habitantes – segundo estimativa do IBGE –, o município de Rio das Ostras tem uma previsão de receita para este ano aprovada em cerca de R$ 596 milhões e até ontem já havia registrado uma arrecadação bruta de mais de R$ 478 milhões. Considerando que a receita do mês de setembro chegou a R$ 42 milhões, a expectativa é de que o volume arrecadado supere o orçamento. Porém, ao que parece, o prefeito Marcelino Borba não está satisfeito com os números e quer arrecadar mais. Pelo menos é o que sugere sua fala em entrevista a uma emissora de rádio da região, na qual prometeu ir atrás dos contribuintes em situação de inadimplência com a municipalidade que não aderirem ao Programa Concilia Rio das Ostras, realizado em parceria com o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, a partir de um convênio de cooperação técnica.

De acordo com a Secretaria Municipal de Fazenda, os contribuintes com tributos vencidos até 31 de dezembro de 2018 poderão se acertar com a Prefeitura, obtendo descontos de até 90% nos juros e multas, podendo ainda parcelar o total a ser pago. Só que para isto precisam correr, pois o prazo termina no dia 8 de novembro. Depois disto, avisa o prefeito, a cobrança será feita pela Justiça. "Hoje as notificações não são mais assinadas pelo secretário de Fazenda, mas pelo juiz. Já foram expedidas cerca de 30 mil", disse o prefeito na entrevista.

Vilela volta ao cargo e abre o verbo: “Se tivesse atendido às demandas daquele grupo antidemocrático não sairia afastado e sim preso”

Carlos Vilela afirmou que não vai ceder a pressões da Câmara de Vereadores - Foto:Divulgação Quem ouviu o discurso feito no início da noite desta sexta-feira (11) pelo prefeito Carlos Vilela, pode ter chegado a conclusão de que os nove vereadores que o afastaram do cargo de forma vista como ilegal, não erraram apenas no ato, mas, ao que tudo indica, em possíveis pedidos não republicanos ao governo.

Falando para dezenas de pessoas que o recepcionaram em seu retorno à Prefeitura, Vilela mandou ver. "Eles não respeitaram os mais de 43 mil eleitores que votaram em mim. Se juntaram e votaram de um dia para o outro o meu afastamento de forma ilegal. Para afastar um prefeito, precisa ter pelo menos 2/3 dos votos e não teve. Tentaram jogar meu nome na lama, mas fui exaltado por Deus e eles estão sendo humilhados pela sociedade”, disse.

Justiça devolve cadeira ao prefeito de Queimados: Carlos Vilela voltará à Prefeitura daqui a pouco

Afastado de forma abrupta do cargo na última terça-feira (8) em decisão tomada por menos de dois terços da formação da Câmara, o prefeito de Queimados, Carlos Vilela (foto), voltará ao governo daqui a pouco, por decisão da Justiça. Ele é alvo de uma comissão de investigação instalada para apurar suposto ato de improbidade administrativa no atraso de repasses de contribuições ao fundo de pensão dos servidores municipais. Ocorre que entre os nove parlamentares que decidiram pelo afastamento estão cinco que cumpriam mandato na gestão passada e nada fizeram em relação a fatos ainda mais graves que teriam ocorrido durante a administração de Max Lemos.

A decisão em caráter liminar foi expedida pelo juiz da 1ª Vara Cível de Queimados, Luís Gustavo Vasques. Ele observou que a Câmara não observou o rito necessário ao processo. "Em nenhum momento do rito acima estabelecido para a apuração de eventual prática de infração político-administrativa pelo prefeito municipal existe a possibilidade de afastamento cautelar e temporário do cargo, o que, por consequência, identifica o vício havido na decisão de afastamento prolatada pela autoridade coatora", pontuou o magistrado

Maioria dos vereadores que afastaram o prefeito de Queimados ignorou irregularidades apontadas na gestão de Max Lemos

Na gestão de Max foram apontadas falta de repasses à previdência dos servidores e em terceirização na saúde, mas o Legislativo nada fez Dos nove vereadores que votaram pelo afastamento do prefeito Carlos Vilela na sessão da última terça-feira (8), pelo menos cinco exerciam mandato na legislatura anterior e não viram nada demais nas contas da previdência dos servidores municipais de Queimados naquele período ou qualquer outro problema. O prefeito na época era o deputado estadual Max Lemos, em cuja gestão foram apontadas falta de repasses de contribuições previdenciárias, mesmo motivo do afastamento de Vilela, e irregularidades na administração terceirizada do Centro Especializado no Tratamento de Hipertensão e Diabetes (Cethid), por uma organização social contratada sem licitação por Lemos. Porém o hoje tão atento Poder Legislativo não tomou qualquer providência. Estavam na Casa Legislativa durante a gestão de Max Lemos os vereadores Adriano Morie, Antonio Almeida, Getúlio de Moura, o Tutu, Nilton Moreira e Wilson Sampaio, o Wilsinho de Três Fontes.

A Câmara de Vereadores ignorou, por exemplo, a Operação Miquéias, realizada em vários estados em setembro de 2013, para, segundo a Polícia Federal divulgou à época, "desarticular duas organizações criminosas com atuações distintas: uma de lavagem de dinheiro e outra de má gestão de recursos de entidades previdenciárias públicas", nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Maranhão, Amazonas, Rondônia e no Distrito Federal. Consta neste caso que a previdência de Queimados teve prejuízos com aplicações em "papeis pobres", que podem ter chegado a R$ 1 milhão.

Começou o jogo sujo na disputa por Nova Iguaçu

Deputado usa afastamento do prefeito de Queimados para fazer campanha na cidade, atacando Rogério Lisboa

Max usou o microfone da Alerj para atacar o prefeito de Nova Iguaçu - Foto:Divulgação "O deputado Max Lemos resolveu usar a tribuna da Assembleia Legislativa e o afastamento do prefeito Vilela para antecipar a campanha para a Prefeitura de Nova Iguaçu". Pelo é desta forma que algumas lideranças políticas da Baixada Fluminense interpretaram a fala de Max, na qual acusou, nesta quinta-feira (10), o prefeito Rogério Lisboa de ter orquestrado o afastamento de Carlos Vilela, decidido pela Câmara de Queimados, se encontrando com parte dos vereadores que votaram pelo afastamento.

Nota oficial do prefeito de Queimados

Carlos Vilela vai recorrer à Justiça

"A respeito das notícias veiculadas sobre o meu afastamento do cargo de prefeito de Queimados, informo que foi com surpresa que recebi a informação, porém ainda não fui notificado oficialmente pela Câmara de Vereadores e, tão logo seja, irei recorrer prontamente à justiça. Estou com a consciência tranquila, pois não cometi nenhum tipo de desvio. Caráter, honestidade e integridade são valores que aprendi com meus pais desde a infância e carrego comigo ao longo de toda a vida.