Submissão impede eleição na Câmara de Silva Jardim

O prefeito Anderson Alexandre está jogando pesado para preservar Roni e Miel se desdobra para ajudar Presidente de direito "amarela" sob pressão do prefeito e do presidente de fato

A decisão judicial que afastou o vereador Roni Luiz Pereira, o Roni da Alexandre, da presidência da Câmara de Silva Jardim –  em processo no qual ele é acusado do crime de peculato –  acabou dando ao Poder Legislativo do pequeno município do interior fluminense dois comandantes, um de direito e outro de fato, pois mesmo afastado Roni estaria fazendo valer suas vontades e decisões por intermédio do seu substituto legal, o até então vice-presidente da Casa, Jazimiel Batista Pimentel, o Miel da Biovert. Pelo menos é o que ficou evidenciado na sessão de ontem, quando, sob pressão do prefeito Anderson Alexandre e do presidente afastado, Miel encerrou a reunião às pressas e mandou que os que lá estavam deixassem a "Casa do Povo", tudo para que o grupo de oposição não elegesse na nova composição da Mesa Diretora. Longe dali, no escritório da sede de sua rede de farmácias, em Rio Bonito, o prefeito comemorou o servilismo do presidente de direito na defesa dos interesses do presidente de fato.

‘Queda de braço’ provoca demissões em Silva Jardim

As demissões seriam a reação de Anderson contra possível processo de cassação de Roni Seria a reação do prefeito contra pedido de cassação de um empregado seu

O prefeito de Silva Jardim, Anderson Alexandre, anunciou nesta quarta-feira a exoneração de todos os nomeados em cargos de Direção e Assessoramento Superior (DAS), segundo ele, "para realinhar a base do governo". O "realinhamento", entretanto, está sendo visto como resposta a um grupo de parlamentares que defende a cassação do mandato do vereador Roni Luiz Pereira, o Roni da Alexandre, que foi afastado da presidência da Câmara pelo Tribunal de Justiça, em processo no qual é acusado de peculato. Muitos dos exonerados teriam sido nomeados por indicação de vereadores e Anderson estaria usando as demissões como instrumento de pressão para que o possível processo de cassação de Roni - que é funcionário do prefeito em uma rede de drogarias - não seja posto em votação.

Tricano denuncia 12 vereadores por extorsão

Prefeito de Teresópolis fez representação na Procuradora Geral de Justiça

Licenciado do cargo pelo prazo 180 dias, o prefeito de Teresópolis, Mario Tricano (foto) decidiu dar o troco em 12 vereadores que querem cassar seu mandato, caso não retorne ao governo, uma vez que a Câmara resolveu suspender a licença ele concedida. Em comunicado oficial à Mesa Diretora da Casa, Tricano informou que protocolou junto ao Ministério Público a Representação Nº.2017.011.52240 contra os vereadores Pedro Gil Ferreira de Paula, Luciano dos Santos Cândido, Jaime da Silva Medeiros, José Leonardo Vasconcellos de Andrade, Milton Cezar Ramos Rodrigues, Eudibelto José Reis, Wanderley Cunha de Lima, Claudia Lauand, Maurício Lopes dos Santos, Rocsilvan Rezende da Rocha, Ronny Santos Carreiro e Carlos Eduardo Pimentel Barbosa, acusando-os de usarem do mandato para as "práticas de associação criminosa, corrupção passiva, concussão e extorsão", além de coação ao governo, "com o objetivo de indicar empresas vencedoras nas licitações das concessões públicas".

Acusação contra Celso Jacob pode ter sido armada

Deputado que cumpre pena na Papuda sofreu AVC e está sob cuidados médicos

Se o fato for comprovado o ex-prefeito de Três Rios, Celso Jacob - que mesmo preso no Complexo Penitenciário da Papuda, para onde foi levado pela Policia Federal em junho, cumpre mandato de deputado federal, atuando normalmente no Congresso -, pode ter sido condenado injustamente. Jacob sofreu um acidente vascular cerebral na quarta-feira (1) e está internado em um hospital particular em Brasília. O AVC, afirmou em nota oficial o deputado Carlos Marun (PMDB-MS), foi "resultado das tensões provocadas pela sua absoluta inconformidade em relação à injusta condenação da qual foi vítima". Segundo Marum, o parlamentar foi alvo de uma 'armação' e os adversários políticos que acusaram já teriam confessado a 'trama'. "Em resumo, trata-se de um caso que comprova o quanto a Justiça pode ser injusta, o que exige imediata reparação", acrescentou.

Prefeitura de Araruama esconde contratos

Caixa-preta guarda, por exemplo, informações sobre locação de equipamentos

A Prefeitura de Araruama já comprometeu este ano pelo menos R$ 100 milhões em contratos para prestação de serviços e fornecimentos, vários deles sem licitação, mas os vem mantendo em segredo, ignorando o que manda a Lei da Transparência. Uma contratação que tem sido muito questionada é a referente a um pregão realizado em abril, tendo como objeto a locação de máquinas e caminhões, vencido pela Macario’s Comércio Serviços e Transporte. O contrato firmado com esta empresa tem o valor global de R$ 5.799.997,92 e validade de um ano, mas é quase impossível saber quais tipos de equipamentos foram alugados ao município e quantos caminhões a empresa colocou à disposição da Prefeitura, já que o contrato não está disponível no sistema.

População de Niterói não quer guardas municipais armados

Moradores foram às urnas e reprovaram a proposta

O que a Câmara de Vereadores não decidiu em mais de dois anos de discussão e jogo de empurra, a população de Niterói resolveu em nove horas. Foi às urnas e reprovou a proposta de armar os agentes da Guarda Municipal, apresentada pelo prefeito Rodrigo Neves, que optou por uma consulta popular. Para as lideranças comunitárias locais armar os guardas municipais seria uma temeridade, pois, entendem, não há garantia sobre a preparação dos agentes, muito menos sobre o controle através de uma corregedoria. Convocados para uma espécie de plebiscito, 18.990 eleitores compareceram aos 45 locais de votação disponibilizados 70,1% deles votaram contra a proposta.

Prefeito licenciado pode ter mandato cassado em Teresópolis

Tem gente achando que Tricano estaria “fugindo das responsabilidades”

Há dois meses licenciado do cargo, o prefeito de Teresópolis, Mario Tricano, recorreu à Justiça contra uma decisão da Câmara de Vereadores, que resolveu suspender a licença de 180 dias a ele concedida em agosto.  Pelo que foi decidido pelo Poder Legislativo, Tricano não reassumir o governo dentro de 15 dias, poderá ter o mandato cassado e o vice-prefeito Sandro Dias – interinamente no cargo –, será declarado prefeito. De acordo com alguns vereadores, Tricano alegou que precisava se afastar por seis meses para cuidar de assuntos particulares, mas estaria cumprindo agenda oficial normalmente. Mário nega e diz que tem ido à Prefeitura poucas vezes e que precisa mesmo de um tempo para cuidar de seus negócios, mas há quem diga que ele está é “fugindo das responsabilidades”, por conta da crise que por pouco não paralisa a máquina administrativa.

Resende gastou em 2016 mais do que arrecadou

Rechuan cumpriu dois mandatos consecutivos e alguns lideranças locais dizem que os tempos eram melhores TCE aponta déficit financeiro de mais de R$ 4 milhões nas contas de Rechuan Junior

Ao que tudo indica, o ex-prefeito José Rechuan Junior (foto) gastou no ano passado mais do que o município arrecadou no período. Pelo menos foi isto que o Tribunal de Contas do Estado constatou ao analisar a prestação de contas da Prefeitura de Resende referente ao exercício de 2016. As contas foram julgadas hoje (17) no plenário do TCE e receberam parecer prévio contrário. A Corte apontou um déficit financeiro de R$ 4.166.899,26. A análise final será feita pela Câmara de Vereadores.

Morte chama atenção para gastos sem licitação em Seropédica

Contratos emergenciais eram alvos de ativista assassinado na cidade

Os tiros que ceifaram a vida do ativista político David Camilo de Oliveira – assassinado na madrugada da última sexta-feira (13), em Seropédica – silenciaram uma voz combativa e derrubaram um cidadão de bem, que vinha fazendo uma ação fiscalizadora contra a administração do prefeito Anabal de Souza (foto), questionando a falta de transparência nos gastos públicos e as seguidas dispensas de licitação que já comprometeram pelo menos R$ 15 milhões, mas não impedirão que denúncias sejam apuradas. Muito pelo contrário, pois uma verdadeira devassa deverá ser feita nos contratos emergenciais, principalmente nas despesas feitas com recursos destinados aos setores de Saúde e Educação. Até ontem a polícia não havia se pronunciado sobre possíveis suspeitos ou motivação, mas vários setores da sociedade organizada prometem acompanhar o caso de perto para que os responsáveis não fiquem impunes.