Câmara de Silva Jardim faz ação entre amigos em favor do presidente

Vereadores antecipam eleição da mesa diretora que deveria acontecer no final de 2018

Funcionário do prefeito Anderson Alexandre em uma rede de drogarias, o vereador Roni Luiz Pereira (foto) ou "Roni da Alexandre", como ele gosta de ser chamado, está presidindo a Câmara de Silva Jardim desde que tomou posse de seu primeiro mandato, em janeiro de 2013 e deverá continuar no comando da Casa até 31 de dezembro de 2020, se uma decisão judicial não abreviar sua vida pública. É que os membros do Poder Legislativo concordaram em antecipar para setembro a eleição da mesa diretora e das comissões permanentes, o que só deveria acontecer em dezembro de 2018. Para isso foi proposta a alteração do artigo 21 do Regimento Interno da Câmara.

Câmara de Araruama também tem sua “caixa-preta”

Presidência da Casa não mostra suas contas nem fiscaliza as da Prefeitura

Quantos carros estão à disposição da Câmara de Vereadores de Araruama e quantos quilômetros percorrem por dia? Isto é o que o presidente da Casa, Carlos Alberto Siqueira, precisa responder para explicar um contrato no valor de R$ 483.613,20 firmado com a empresa Auto Posto Mataruna para abastecimento de veículos oficiais. Com um orçamento de R$ 9.478,900,00 para o exercício deste ano, o Poder Legislativo de Araruama também tem a sua espécie de "caixa-preta" para esconder as contas que deveriam ser públicas. A Casa até que tem um Portal da Transparência, só que o máximo que se consegue encontrar nele é um balancete postado em janeiro, mesmo assim, sem as informações que deveriam estar disponibilizadas de forma clara e com acesso fácil para possibilitar o controle social.

Saúde deixa de ser prioridade em Casimiro de Abreu

Prefeito tira verba de hospital para "cultura"

Ao que tudo indica o setor de saúde – que deverá ser entregue à gestão de uma nova organização social – deixou de ser importante em Casimiro de Abreu, principalmente o Hospital Municipal Ângela Simões, onde têm faltado remédios e profissionais para fazerem o atendimento. Pelo menos é o que sugere um ato do prefeito Paulo Dames (foto), que acabou de abrir um crédito suplementar no valor de R$ 1,035 milhão para suprir despesas da Fundação Cultural do município, tirando este valor de verba que havia sido destinada no orçamento para o exercício desde ano ao hospital, que vive, segundo algumas lideranças locais, a maior crise de sua história.

Com despacho estranho Câmara arquiva CPI em Casimiro de Abreu

Visto como fiel escudeiro do prefeito, o presidente Rafael Jardim acatou o parecer e mandou arquivar o requerimento Presidente acatou alegação esquisita da assessoria jurídica da Casa

Das duas uma: os vereadores de oposição não conhecem do ofício ou o procurador da Câmara deu uma derrapada ao despachar pela não formação de uma comissão de investigação requerida para apurar as péssimas condições dos serviços no hospital municipal de Casimiro de Abreu. Em um parecer considerado no mínimo "esquisito" por alguns frequentadores das sessões legislativas, o procurador Marcus Henrique Garcia destacou que "a apuração pretendida deveria ser dirigida a Comissão Permanente de Educação, Saúde, Assistência e Meio Ambiente" e para arrematar apontou um erro material no requerimento dos vereadores Adriano Lima e Ramon Gidalte, que em vez de Comissão Especial de Inquérito os oposicionistas propuseram a formação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito, o que independente do nome teria, quando levadas a eleito, tem a mesma finalidade.

Uma instituição cara e nada transparente

O presidente Marcelo Santos Rosa (centro) prometeu transparência, mas nada aconteceu ainda (Foto:Divulgação/CMM) Câmara de Mesquita gastou mais de R$ 5,2 milhões este ano, mas não mostra as contas

Onde e em que a "Casa do Povo de Mesquita", a assim chamada Câmara de Vereadores do município mais jovem da Baixada Fluminense, está gastando o dinheiro desse mesmo povo que desde 2001 vem pagando caro para manter a "sua casa", um instituição conhecida por guardar em segredo suas contas e criticada pelo fato de seus integrantes terem fechado os olhos para uma série de irregularidades atribuídas à gestão do ex-prefeito Rogelson Sanches Fontoura, o Gelsinho Guerreiro? Embora a Câmara não revele as contas que deveriam ser públicas, a Casa já recebeu este ano mais de R$ 5,2 milhões e na próxima segunda-feira deverá ser feita a transferência de agosto, uma parcela de R$ 673.147,53. O problema é saber o que está sendo feito com esse dinheiro, já que a tão prometida transparência ainda não saiu do papel, pois os vereadores que levaram 15 anos para descobrir que uma de suas funções é fiscalizar os atos do Poder Executivo, não se movem para abrir a caixa-preta em que a contabilidade da Câmara foi transformada.

Cooperativas vão ter de explicar pagamentos a cabos eleitorais

Gelsinho saiu devendo três meses de salário aos servidores, mas tratou de garantir o da Coopsege Mesquita ampliou gastos com pessoal em 2014 e manteve vínculos na campanha de 2016

Durante os quatro anos da gestão do prefeito Rogelson Sanches Fontoura, o Gelsinho Guerreiro, o município de Mesquita gastou mais de R$ 300 milhões com a contratação de mão de obra através de cooperativas supostamente de trabalhadores, mas que funcionam como empresas de prestação de serviços, instituições que chegam a receber por funcionário até três vezes mais que o efetivamente pago aos contratados. A instituição que mais dinheiro recebeu dos cofres públicos de Mesquita é Coopsege, sucessora da Multiprof, que faturou cerca de R$ 200 milhões no período, sendo R$ 23 milhões nos últimos três meses de 2016, mas saiu sem pagar os vencimentos de outubro, novembro e dezembro, deixando revoltados os que realmente trabalharam, repetindo o calote dado por outra cooperativa, a Renacoop, que embolsou R$ 2 milhões no fim do ano e também deixou seus contratados a zero.

Porto Real quer “exorcizar” fantasmas da Prefeitura

Sociedade quer a abertura da caixa-preta dos cargos comissionados na administração municipal

Quantos são, quanto custam aos cofres públicos, onde estão lotados e o que realmente fazem. São informações como essas que a sociedade gostaria de saber sobre os ocupantes de cargos comissionados, dados que a administração municipal da pequena Porto Real, cidade de cerca de 20 mil habitantes do Sul Fluminense, vem mantendo em segredo há anos e o que não se questionava antes está sendo cobrado agora do prefeito Ailton Marques (foto), vice que assumiu a prefeitura no último dia 29 de julho, por determinação da Justiça – um dia antes do falecimento do prefeito Jorge Serfiotis, diagnosticado com um câncer de pulmão no ano passado.

‘Meriti Presente’ vai garantir mais segurança

O secretário de Segurança, Roberto Sá, se reuniu com as autoridades municipais e prometeu prioridade Programa contará com reforço do efetivo policial no município

Pelo menos 60 policiais militares vão reforçar a segurança em São João de Meriti trabalhando em seus dias de folga. Uma parceria nesse sentido foi fechada com o governo estadual pelo prefeito João Ferreira Neto, o Dr. João, que assinou convênio com o Programa Estadual de Integração na Segurança. Através do Proeis os policiais são liberados para trabalhar em seus períodos de folga, com os custos sendo pagos pelo município. Além disso, a Secretaria de Segurança vai priorizar ações para a cidade, onde na visão do secretário Roberto Sá, a situação é a mais preocupante da Baixada Fluminense. A prioridade foi comunicada durante reunião com o vice-prefeito Gelson Azevedo, o secretário municipal de Ordem Pública, Francisco Dambrósio e o presidente da Câmara de Vereadores, Davi Perini Vermelho. "Vamos manter o diálogo e a pressão para que as ações sejam implementadas, como o envio de novas viaturas e o aumento do efetivo da PM em São João. O secretário Roberto Sá disse que vai nos atender nessas demandas", afirmou o vice-prefeito.

‘Trem da Alegria’ pode causar ‘descarrilamento’ em Resende

O prefeito Diogo Balieiro (esquerda) foi eleito prometendo o contrário do que vem fazendo desde que assumiu o governo em janeiro deste ano (Foto:Arquivo/Campanha) Chamada de reforma administrativa, proposta do governo só beneficia os comissionados

Circular na contramão, atropelando as verdadeiras prioridades e os anseios dos servidores públicos municipais e da população em geral parece ser mesmo a escolha feita pelo prefeito de Resende, Diogo Balieiro Diniz, que uma semana depois de negar um pedido de reajuste salarial aos funcionários, alegando falta de recursos, enviou um Projeto de Lei para apreciação da Câmara, o que já está causando revolta junto à população e ao pessoal do quadro efetivo, que se encontra sem reajuste desde 2014. Caso os vereadores aprovem a proposta de Balieiro, a Prefeitura passará a ter em sua folha de pagamentos 74 agentes políticos de nível CSC com salários mensais de R$ 7.846,44 cada um. Isso é só um ponto entre várias mudanças que beneficiam diretamente os ocupantes de cargos de confiança, nomeados por livre escolha do prefeito que, por sinal, deixa bem claro ser esse um dos objetivos da proposta. "Com a referida alteração, foi possível priorizar o fortalecimento dos cargos de direção superior para o melhor controle e gerenciamento, que resultará em eficiência e eficácia nas atividades desenvolvidas pelos órgãos da administração direta e indireta", declara Diogo.

Paulo Dames põe ‘trem da alegria’ nos trilhos em Casimiro de Abreu

Criando mais cargos na autarquia de água e saneamento

A enxuta estrutura da autarquia municipal Águas de Casimiro vai ficar "engordar" com a criação de novos cargos comissionados, o que é considerado desnecessário por quem conhece o funcionamento do órgão que tem vida financeira própria, independência garantida com a arrecadação dos valores cobrados pela distribuição de água potável e taxa de saneamento. De acordo com o Projeto de Lei enviado por Dames à Câmara de Vereadores, a autarquia vai funcionar como “cabide de emprego”, passando a contar com um assessor técnico, um assessor de controle interno, três diretores e um assessor operacional, além de uma função gratificada de ouvidor e cinco de chefe e setor, o que vai pesar bastante no custo operacional.