Austeridade ou jogada de marketing, prefeito?

Aluizio levou três anos para descobrir fantasmas em seu gabinete Aluizio levou três anos para descobrir que sua gestão em Macaé é “mal-assombrada”

A Secretaria de Administração de Macaé ainda não divulgou quantos servidores que estavam cedidos à Câmara de Vereadores e a outros órgãos atenderam ao chamado do governo, se reapresentando nos locais de trabalho de origem. Só na Câmara estavam 218 funcionários, mas o número de servidores nessa situação, incluindo o Legislativo, outros setores e até outros municípios, segundo uma fonte ligada a secretaria, pode chegar a 400. A fonte disse ainda que nem todos voltaram às suas funções e que a maioria dos que se reapresentaram não foi relotada ainda. Os vereadores não gostaram nada da decisão do prefeito Aluizio dos Santos Junior, o Dr. Aluizio em chamar o pessoal de volta e chegam a questionar o que Aluizio classificou como austeridade. Para muitos a decisão do prefeito não passa de uma jogada de marketing, com vistas às eleições municipais.

Pezão vai ter de explicar roubo de carro em Casimiro de Abreu

Alessandro Pezão conduzia o carro recém-adquirido sem seguro Presidente da Câmara conduzia veículo novo, ainda sem placa e sem seguro

Dizem que em maré de azar o urubu de baixo suja o de cima e parece que o presidente da Câmara de Vereadores de Casimiro de Abreu, Alessandro Macabu de Araújo, o Pezão, está passando por essa fase. Cheio de problemas com a Justiça e investigado pelo Ministério Público, ele agora vai ter de se virar para explicar porque conduzia um veículo avaliado em R$ 60 mil recém-adquirido para servir aos membros da Casa, sem providenciar o seguro. O carro em questão, um Grand Siena modelo 2016, cor preta, foi roubado na altura de Rio Bonito, quando estava a caminho do posto local do Detran para ser emplacado.

Incêndio acabou chamuscando o prefeito de Itaboraí

Segundo o prefeito da cidade as chamas causaram prejuízo de R$ 30 milhões em insumos e medicamentos Helil diz que fogo destruiu R$ 30 milhões em medicamentos, mas há informações de que no depósito incendiado só tinha luvas cirúrgicas

Uma audiência pública marcada para às 16h dessa quinta-feira na Câmara de Vereadores de Itaboraí poderá ajudar a esclarecer que tipo de material realmente estava estocado no depósito central da Prefeitura, que pegou fogo na quarta-feira de cinzas. Serão ouvidos todos os servidores lotados no almoxarifado. O incêndio foi colocado sob suspeita depois que o prefeito Helil Cardoso apontou um prejuízo de R$ 30 milhões com a perda de insumos médicos e remédios e o galpão pegou fogo dias depois de os vereadores solicitarem informações sobre a aplicação de cerca de R$ 23 milhões aprovados através de emendas parlamentares para a compra de medicamentos.

Para cuidar de quais animais, senhores?

O presidente Eduardo Cardoso já disse que não vai revelar quantos servidores estavam cedidos à Câmara porque esses estavam à disposição dos vereadores e não da Casa Câmara de Macaé tinha até uma veterinária em disponibilidade, assim como professoras, médicos e agentes de saúde

Entre as centenas de servidores da Prefeitura de Macaé colocados à disposição da Câmara de Vereadores estava a médica veterinária Mariana da Silva Machado, com salário líquido de R$ 4.032,72 pago pelos contribuintes, que ainda não receberam nenhuma satisfação do prefeito Aluizio dos Santos Junior, o Dr. Aluizio, sobre o que esses funcionários faziam nessa disponibilidade e para quais vereadores foram cedidos. A necessidade de uma veterinária na Câmara é tão estranha quanto a de uma camareira e ou de um auxiliar de manutenção de estradas, mas além de servidores admitidos pela administração municipal nessas funções os nobres representantes dos macaenses, membros da impoluta Casa Legislativa, tinham à sua disposição médicos, professoras, arquiteto, psicólogo e até merendeiras, além de porteiros de escola, assistentes de logística e vários auxiliares de serviços gerais, boa parte deles aprovados no concurso público realizado em 2011.

Câmara de Japeri não mostra o que faz com o dinheiro do povo

O presidente Cezar de Melo faz segredo dos gastos da Câmara Gasto médio mensal é de R$ 45 mil por vereador

Desde janeiro de 2013 presidida pelo vereador Cezar de Melo, a Câmara de Japeri, município mais pobre da Baixada Fluminense, gastou cerca R$ 18 milhões nos últimos três anos, mas ninguém sabe ao certo aonde e em que o dinheiro público vem sendo aplicado, uma vez que a mesa diretora da Casa não disponibiliza informações sobre as despesas do Legislativo japeriense que, proporcionalmente, segundo avaliação do Tribunal de Contas do Estado, é um dos mais caros do estado. Em 2013, por exemplo, o primeiro ano de Melo como presidente, o TCE apontou um gasto, em média, de R$ 400.626,00 por cada um dos 11 componentes da Câmara, com o Legislativo local ficando atrás apenas do de Seropédica - o segundo município mais pobre da região -, que tem 10 membros e gastou R$ 534.273,00 por vereador. Naquele ano a Câmara de Japeri tinha 80 nomeados em cargos de confiança e atualmente conta com mais que o dobro.

Empresas de família de vereador faturaram mais de R$ 8 milhões

Alcione foi eleito vereador em 2012 e agora quer ser prefeito Grupo atua com quatro razões diferentes junto à Prefeitura de Guapimirim e faturamento este ano deverá chegar a R$ 3 milhões

Embora a legislação não aprove a contratação de empresa de agentes políticos pelo poder público a relação comercial entre a Prefeitura de Guapimirim e as empresas controladas pela família do vereador Alcione Barbosa Tavares, o Alcione do Posto, que já se apresenta como pré-candidato a prefeito pelo PSDC, vai muito bem, obrigado.

Câmara esconde o jogo sobre servidores cedidos em Macaé

Eduardo diz que cessão de funcionários é acertada particularmente entre vereador e prefeito e que os servidores trabalham para os mandatos e não para a Câmara Presidente da Casa se nega a revelar à serviço de quem funcionários pagos pelo contribuinte estavam

Quantos servidores efetivos foram cedidos pela Prefeitura de Macaé à Câmara Municipal nos últimos anos, à serviço de quais vereadores estavam e quais funções exerciam? Ao que parece isto só deverá ser respondido pelo presidente da Casa, Eduardo Cardoso, se a Justiça assim determinar, pois nenhuma informação nesse sentido consta do Portal da Transparência do Legislativo e a posição do presidente continua sendo a mesma de setembro do ano passado, quando, questionado sobre o assunto em plenário, afirmou que informaria só a relação dos funcionários cedidos e completou: "Penso que seja o mais apropriado, já que a cessão de servidores do Executivo para o gabinete dos vereadores é feita em negociação direta entre o prefeito e o parlamentar".

Filho do prefeito de Macabu teria sido “fantasma” até agosto

O gabinete de Riverton Mussi era chamado de coração de mãe, pois nele sempre cabia mais servidor privilegiado Advogado que chegou a ser preso em março de 2012 estava encostado no gabinete do prefeito de Macaé

Embora formado em Direito e exercendo a profissão de advogado, Pedro Costa Linhares, filho do prefeito de Conceição de Macabu, Claudio Linhares, é servidor efetivo da Prefeitura de Macaé, onde pode ter passado os três últimos anos recebendo sem trabalhar. Pelo menos é isso que está sendo apurado pelo governo, que resolveu chamar de volta às funções nas quais foram admitidos todos os funcionários que estavam cedidos à Câmara de Vereadores e à disposição de outros órgãos da municipalidade. De acordo com o sistema que registra as lotações dos servidores macaenses, Pedro Linhares foi admitido em 2006 como assistente administrativo de logística e ganha R$ 2.912,14. Ele estava “aos cuidados do gabinete do prefeito” desde a gestão passada e lá permaneceu até agosto de 2015.

Dois irmãos de ex-prefeito na lista dos disponíveis de Macaé

Adrian Mussi foi admitido pela Prefeitura de Macaé em 1989 Adrian e Carla Mussi terão de voltar a marcar ponto na Prefeitura

Irmão do ex-prefeito Riverton Mussi, o ex-deputado federal Adrian Mussi está brigando na Justiça (como suplente do PMDB) pela cadeira ocupada na Câmara dos Deputados pelo ex-prefeito de Cabo Frio, Marcos Mendes, mas poderá ser alvo por parte da Procuradoria Geral de Macaé de uma ação judicial para devolver valores recebidos da Prefeitura supostamente sem trabalhar. Servidor efetivo na função de assistente administrativo de logística, Adrian foi colocado à disposição do setor de Recursos Humanos da administração municipal para cumprir o mandato encerrado em fevereiro de 2015 e deveria ter retornado ao trabalho em março daquele ano, mas até ontem seu nome figurava na lista dos encostados no RH. De acordo com o sistema da Prefeitura Adrian tem salário bruto de R$ 7.293,47, mas informações do governo revelam que ele receberia mensalmente vencimento líquido de R$ 22.242,50.

Assassinato de vereador em Magé completa um mês hoje

Geraldo foi morto no dia 13 de janeiro e Luciano em 15 de novembro de 2015. As autoridades ainda não esclareceram os crimes E o ministério sobre o crime permanece

A execução do vereador Geraldo Cardoso Gerpe, o Geraldão, o oitavo político com mandato assassinado em Magé desde 1997, completa neste sábado exatamente um mês e até ontem as autoridades policiais não tinham divulgado nada que apontasse para o esclarecimento do crime. Ele foi executado por volta das 22h do dia 13 de janeiro no estacionamento da Câmara Municipal, quando se dirigia a seu carro para, supostamente, pegar um documento. A presença do parlamentar na Casa naquela noite também não foi devidamente esclarecida, uma vez que naquele dia não houve sessão.