Uma instituição cara e nada transparente

O presidente Marcelo Santos Rosa (centro) prometeu transparência, mas nada aconteceu ainda (Foto:Divulgação/CMM) Câmara de Mesquita gastou mais de R$ 5,2 milhões este ano, mas não mostra as contas

Onde e em que a "Casa do Povo de Mesquita", a assim chamada Câmara de Vereadores do município mais jovem da Baixada Fluminense, está gastando o dinheiro desse mesmo povo que desde 2001 vem pagando caro para manter a "sua casa", um instituição conhecida por guardar em segredo suas contas e criticada pelo fato de seus integrantes terem fechado os olhos para uma série de irregularidades atribuídas à gestão do ex-prefeito Rogelson Sanches Fontoura, o Gelsinho Guerreiro? Embora a Câmara não revele as contas que deveriam ser públicas, a Casa já recebeu este ano mais de R$ 5,2 milhões e na próxima segunda-feira deverá ser feita a transferência de agosto, uma parcela de R$ 673.147,53. O problema é saber o que está sendo feito com esse dinheiro, já que a tão prometida transparência ainda não saiu do papel, pois os vereadores que levaram 15 anos para descobrir que uma de suas funções é fiscalizar os atos do Poder Executivo, não se movem para abrir a caixa-preta em que a contabilidade da Câmara foi transformada.

Deputados da Baixada ajudam a salvar Temer

Felipe Bornier é o único representante da Baixada Fluminense que votou contra o presidente Michel Temer Só Felipe Bornier votou contra o arquivamento do processo

Quatro dos cinco representantes dos municípios da Baixada Fluminense votaram contra o prosseguimento do processo com a denúncia de prática de corrupção passiva aberto contra o presidente Michel Temer. Apenas o deputado Felipe Bornier (PROS) votou a favor do afastamento de Temer para que ele pudesse ser processado e julgado pelo Supremo Tribunal Federal. Foram votos favoráveis ao presidente da República os dos parlamentares José Augusto Nalim (PMDB), Rosangela Gomes (PRB), Simão Sessim (DEM) e Walney Rocha (PEN). As opiniões sobre o posicionamento de Rosangela e Walney, ambos com base eleitoral em Nova Iguaçu, se dividem. Sobre Walney o entendimento é o de que ele teria trocado o voto por emenda ou cargos no governo. Quanto à deputada da bancada da Igreja Universal do Reino de Deus, a opinião de alguns eleitores iguaçuanos é de que ela apenas cumpriu o papel de defender os interesses da seita fundada pelo bispo Edir Macedo, que tem um significativo bloco parlamentar em Brasília e outros em várias assembleias legislativas pelo Brasil a fora.

Diárias em Resende podem estar ligadas ao assistencialismo

Motoristas da Câmara de Vereadores são obrigados a servir aos membros da Casa, mas nem sempre a missão pode ser apontada como republicana

Servidores concursados, alguns dos motoristas da Câmara de Resende realmente, pode se dizer, vivem na estrada e não por escolha própria ou à passeio. Estão a serviço da Casa e fazem o trajeto que lhes é determinado para atender aos vereadores, estes sim, viajantes contumazes e por opção. Pelo que consta do Portal da Transparência do Poder Legislativo, este ano já foram gastos R$ 35 mil com diárias e o total que vem sendo pago mensalmente a cada um dos profissionais em atuação nesse caso é sempre o mesmo, R$ 1.750,00, o equivalente a dez viagens por mês, quantidade fixa, o que é questionado pelo Tribunal de Contas em relação a várias casas legislativas. Entre 7 de fevereiro e 5 de julho foram efetuados 18 pagamentos de R$ 1.750,00, dois de R$ 1.250,00 e dois de R$ 500, o equivalente a 200 diárias, ou seja 200 viagens. A questão é saber para onde e para que, já que o portal informa apenas o seguinte: “Ofício número tal enviado à Caixa Econômica Federal para pagamento, referente a diárias de viagens a motorista desta Casa Legislativa”, além do valor, nome do servidor que recebeu, número e data do processo, o que contraria a legislação, que determina que as despesas do poder público têm de estar disponibilizadas de forma clara para facilitar o controle social.

Rei do ônibus da Baixada é preso em Portugal

José Carlos dos Reis Lavouras era um dos alvos da Operação Ponto Final

Sócio majoritário do Grupo JAL – dono da maior frota de ônibus da Baixada Fluminense –, o empresário José Carlos dos Reis Lavouras foi preso na noite de ontem, em Portugal, onde também tem negócios. A prisão dele foi decretada pelo juiz federal Marcelo Bretas na última segunda-feira, bem como a de 11 acusados de pagamento e recebimento de propinas. Denominada Ponto Final, a operação já havia detido o empresário o empresário Jacob Barata Filho, o presidente-executivo da Fetranspor Lélis Teixeira e o ex-presidente do Detro Rogério Onofre. Ontem também foi presa a esposa de Onofre.  Dayse Deborah Alexandra Neves detida na Rodoviária de Curitiba, indo para Florianópolis. Segundo o Ministério Público Federal, ela teria tentando reaver US$ 1,8 milhão em contas no exterior. “A investigada teve a ousadia de, apenas três dias após a prisão de seu marido e de decretada a indisponibilidade de seus bens, tentar reaver substancioso montante de dólares em fundo no exterior”, afirma o MPF.

Licitação da merenda é questionada em Saquarema

Concorrentes teriam encontrado dificuldades para conseguir o edital e ficado de fora do processo

Vencido pela empresa Markleo Comércio e Serviços – sediada em Nilópolis, na Baixada Fluminense –, o Pregão 001/2017 deverá ser algo de investigação. Representação nesse sentido será encaminhada ao Ministério Público nos próximos dias, a exemplo do que ocorreu com a licitação (Pregão 002/2017), aberto pela Prefeitura para realização de eventos de verão. Dessa vez o questionamento é sobre o processo licitatório para compra de merenda escolar, que foi homologado no dia 6 de fevereiro, no valor de R$ 4.157.742,50. De acordo com representantes de empresas que ficaram de fora do certame, a Prefeitura teria dificultado a retirada do edital, o que os impediu de participar do pregão. O setor de licitações da administração municipal de Saquarema é comandado por Valéria Santana Herdy, citada em processos que tramitam na Vara Única da cidade, ações movidas pelo MP por suposto crime em licitações que teria ocorrido durante a gestão do prefeito Augusto Tinoco.

Areia Branca vai ficar de ”cara nova”

'Banho de loja' já começou. Praça com mais de mil metros de extensão está no 'carrinho de compras'

Mal falado ao longo dos anos por causa do funcionamento de uma feira que era chamada de “Filial de Acari”, o bairro Areia Branca, em Belford Roxo, município da Baixada Fluminense, começou a recuperar o tempo perdido e a limpar a imagem. Isso porque um pacote de obras foi definido para a localidade, um “banho de loja” bem merecido e há muito esperado. O que começou com a revitalização da Rua Coronel Julio Braga será completado com a construção de uma praça de mais de mil metros de extensão, com banheiros, academia ao ar livre, brinquedos, pista de caminhada e uma ciclovia.

Baixada ganha este mês um Hospital de Traumato-Ortopedia

Readequado, o HEVMC vai funcionar só com essa especialidade a partir de junho

A Secretaria estadual de Saúde confirmou para este mês a inauguração do Hospital de Traumato-Ortopedia da Baixada Fluminense. A unidade vai funcionar em Nilópolis, no prédio do antigo Hospital Estadual Vereador Melchiades Calazans, que entrou em obras no final do ano passado e já está pronto para iniciar o atendimento. Segundo o secretário Luiz Antonio Teixeira Junior, o HTO da Baixada contará com um centro de ortopedia específico para idosos e vai desafogar a emergência do Hospital Geral de Nova Iguaçu, além de absorver parte da demanda de outras unidades especializadas, como o Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into). Luiz Antonio explicou que a mudança de perfil do HEVMC faz parte do projeto de readequação da rede estadual, iniciada com a especialização de algumas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs).

Magé completa 452 anos e quer o futuro de presente

A história do município começou a ser contada em 1565

"Magé já teve o melhor carnaval do estado, isso e aquilo mais", dizem os saudosistas e só os que nasceram depois da metade dos anos 80 não chegaram a ouvir a música operária ecoando dos teares das fábricas de tecidos, que, nos bons tempos, empregavam cerca de oito mil pessoas. Hoje o maior empregador é a Prefeitura, que também já viveu dias melhores financeiramente falando. Na próxima sexta-feira (9) Magé estará completando 452 anos de fundação e o grande presente que se deseja é a certeza de um futuro melhor, o desenvolvimento de verdade, com indústrias gerando emprego e renda; as belezas naturais exploradas de forma sustentável com a fomentação do turismo, assim como o patrimônio histórico e a própria história, que começou a ser escrita em 1565. Aos 37 anos, Rafael Santos de Souza é o governante atual e a ele cabe cuidar para que a cidade não volte a ser manchete de forma negativa, como ocorreu por várias vezes, com alguns membros família Cozzolino aparecendo em destaque.

Listão da JBS tem 12 deputados do Rio

Dois deles da Baixada Fluminense: Rosangela Gomes e Simão Sessim

Signatário em um dos pedidos de impeachment do presidente Michel Temer, o deputado Glauber Braga - eleito pelo PSB e agora filiado ao PSOL(foto), é um dos políticos fluminense que receberam dinheiro do empresário Joesley Batista para a campanha de 2014. O nome dele está lista de parlamentares citados na delação do dono do grupo JBS, divulgada ontem pelo site Congresso em Foco, como tendo recebido R$ 80 mil. De acordo com a relação veiculada, além de Glauber, outros 10 deputados federais eleitos no estado do Rio de Janeiro receberam ajuda financeira de Joesley: Marcos Soares, PR (R$ 400 mil); Roberto Sales, PRB (R$ 8.600); Rosangela Gomes, PRB (R$ 105 mil); Marco Antonio Cabral, PMDB (R$ 330 mil); Júlio Lopes, PP (R$ 1,19 milhão); Chico D Ângelo e Luiz Sergio, ambos do PT (R$ 95 mil cada um); Cristiane Brasil, PTB (R$ 1,98 milhão), Rodrigo Maia, DEM (R$ 100 mil); Simão Sessim, PP (R$ 795 mil) e Jair Bolsonaro, PP (R$ 200 mil).

Paracambi faz milagre com o pouco que tem

Cidade com a menor receita da Baixada Fluminense leva tudo na ponta do lápis

Quando, no dia 1º de janeiro única mulher eleita prefeita na Baixada Fluminense no pleito de 2016 assumiu a Prefeitura de Paracambi, Lucimar Cristina da Silva Ferreira (foto) estava preparada para encarar um grande desafio pela frente, mas não imaginava que a situação estivesse tão ruim e que as dívidas que iria ter de administrar fossem tão altas. Hoje, 111 dias desde a sua posse, a prefeita tem plena noção da “furada” em que se meteu, mas já comemora alguns resultados e o faz como quem tem que levar as contas na ponta do lápis para que o pouco que entra nos cofres da municipalidade não fique ainda menor. Com cerca de 52 mil habitantes, Paracambi tem a menor receita da região e está arrecadando atualmente bem menos que no ano passado. Os repasses intergovernamentais, por exemplo, somaram R$ 13.849.690,32 nos primeiros três meses da gestão de Lucimar, quando a expectativa era de pelo menos R$ 18 milhões. Se a receita é pequena, o rombo nas contas é enorme: dívidas no total de cerca de R$ 100 milhões.