A "bem treinada" e equipada GM do Rio gosta de bater e seus comandantes militares limitam-se em instaurar sindicâncias que não dão em nada. Ja os agentes de Guapimirim contam só com uma viatura sucateada, pois as outras estão paradas
Instituições civis cuja competência geral, pela lei que as regulamenta, é a proteção de bens, serviços, logradouros públicos instalações dos municípios, tem seus agentes treinados para a truculência que a PM costuma empregar quando lhe convêm
Segundo a Lei federal 13.022, o estatuto geral dessas instituições, as guardas municipais são de caráter civil, devem atuar uniformizadas e podem até operar armadas se os prefeitos assim quiserem, pois o dispositivo que trata do uso de armas de fogo é facultativo e não impositivo. Porém, os mesmos governantes que ignoram direitos desses agentes, lhes remuneram mal e não lhes dão condições mínimas de trabalho (como acontece na maioria das cidades do estado do Rio de Janeiro), impõem aos guardas um comportamento influenciado por policiais militares e até por membros aposentados das forças armadas. O caso de agressão por parte de agentes da GM da Prefeitura do Rio ocorrida na manhã do último sábado, na Praça Mauá, exemplifica muito bem isso. O uso de uma força desmedida e das bombas de gás lacrimogêneo remete aos tenebrosos tempos em que o Batalhão de Choque da Polícia Militar ia para as ruas distribuir pancadas, como se a sociedade fosse uma grande inimiga.