Debandada é atribuída à radicalização em torno do bolsonarismo
● Elizeu Pires
Debandada é atribuída à radicalização em torno do bolsonarismo
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Eduardo e Douglas já anunciaram que disputam se a eleição para o mandato-tampão for direta - Fotos: Reprodução Entendendo que o agora ex-governador Claudio Castro renunciou para escapar da cassação e estaria operando para manter seu grupo no poder, através da eleição indireta a ser realizada pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), o ministro Alexandre de Moraes abriu divergência nesta sexta-feira (27) no julgamento do recurso impetrado contra a alteração das regras da votação, decidindo pela realização de eleição direta para o mandato tampão. Moraes seguiu os colegas que votaram pela manutenção do prazo de 24 horas para desincompatibilização e do voto secreto, mas sua divergência foi seguida pelos colegas Gilmar Mendes, Flávio Dino e Cristiano Zanin, e é daí que vem possibilidade de o quadro mudar.
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Se a liminar de Fux cair Douglas e Ceciliano deverão se enfrentar na eleição indireta - Fotos: Reprodução A chamada “Tropa do Bacellar”, segundo alguns parlamentares de oposição, teria tudo a ver com os atropelos verificados na sessão que acabou anulada pelo Tribunal de Justiça. A pressa em eleger ontem (26) o deputado Douglas Ruas (PL) presidente da Assembleia Legislativa, na ótica de alguns membros da Casa, teria sido para tirar logo o presidente do TJ, desembargador Ricardo Couto, do posto de governador interino, antes que ele faça a limpa na estrutura, como aconteceu com o decretaço de Claudio Castro, que encheu de poderes a Secretaria da Casa Civil, anulado por decisão judicial.
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Foto: Joédson Alves/Agência Brasil A derrota de 5 x 2 no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), pode não ter sido o fim da linha para o ex-governador do Rio. Condenado a oito anos de inelegibilidade, Claudio Castro (PL), ainda tem direito de apresentar embargos de declaração no próprio TSE, e se esse instrumento for rejeitado cabe recurso no Supremo Tribunal Federal (STF), para Castro tentar suspender os efeitos da condenação.
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No dia 14 de dezembro de 2022 o então governador do Rio de Janeiro, Claudio Castro, e seu braço direito Rodrigo Bacellar – que à época respondia pela Secretaria de Governo e controlava, indiretamente, através de indicados seus, vários outros órgãos estaduais – foram denunciados pelo Ministério Público Eleitoral, no âmbito do inquérito que apurou o escândalo das contratações esquisitas feitas através da Fundação Centro Estadual de Estatística, Pesquisa e Formação de Servidores Públicos do Rio (Ceperj). Pelo que foi apurado, o esquema teria consumido quase R$ 250 milhões, montante que teria sido gasto com cerca 27 mil pessoas, sem que muitas delas sequer frequentassem os locais de trabalho, segundo apontaram as investigações.
● Elizeu Pires
Com parecer da Procuradoria Geral da República favorável sua à manutenção das regras aprovadas pela Alerj, começou às 18h desta quarta-feira (25), em sessão virtual do Supremo Tribunal Federal, o julgamento do recurso contra as mudanças na lei que regulamenta a eleição indireta para o mandato-tampão, necessária por conta da renúncia do governador Claudio Castro.
● Elizeu Pires
TH e Bacellar foram indiciados pela PF - Foto: Reprodução Está marcada para esta terça-feira (24), a retomada pelo plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), de um julgamento que pode deixar inelegíveis o agora ex-governador Claudio Castro e o ex-presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar.
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Foto: Reprodução Conforme havia antecipado ontem (22), o governador Claudio Castro (foto) renunciou o mandato no fim da tarde desta segunda-feira (23), mas não sem antes dotar de superpoderes a Secretaria da Casa Civil, comandada até hoje por Nicola Miccione, seu braço direito, o nome que ele queria que fosse eleito na votação indireta que a Alerj terá de fazer para um mandato tampão.
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Foto: Reprodução Está marcada para as 16h30 desta segunda-feira (23), a cerimônia de encerramento do mandato do governador do Rio, Claudio Castro (foto). Ele deixa o cargo um dia antes da retomada de um julgamento no TSE que poderá deixá-lo inelegível por oito anos, para tentar uma vaga de Senador.
● Elizeu Pires
Tem gente grande correndo atrás para tentar que o pleno do STF derrube a liminar do ministro Luiz Fux que invalida trechos da lei que a Alerj aprovou mudando as regras para a eleição direta que terá de ser feita pela Casa com a vacância do cargo de governador. Mas, independente disto, Claudio Castro deve renunciar nesta segunda-feira (23), para poder concorrer a uma vaga no Senado.