Contrato para gestão de UPA municipal em Mesquita é denunciado ao MP

Organização social foi contratada para gerir unidade Porte II. Só que não. Representação ao Ministério Público diz que o que funciona no local é uma Clínica da Família

"O presente contrato tem por objeto a contratação de empresa especializada para a prestação de serviços de gestão compartilhada, operacionalização e execução dos serviços de saúde da UPA Porte II Dr. Mário Bento e SAMU, no âmbito do município de Mesquita, RJ, na forma do termo de referência e do instrumento convocatório". É o que diz a primeira cláusula do instrumento contratual 057, com valor global de R$  23.724.999,96, firmado no dia 6 de dezembro de 2017 com a OS Hospital Psiquiátrico Espírita Mahatma Gandhi. Passados dois anos e oito meses desde a homologação, uma representação denuncia ao Ministério Público que o que seria uma UPA no bairro Jacutinga não tem um leito sequer, e dessa forma não se encaixaria na classificação Porte II.

Código de Defesa do Consumidor faz 30 anos; compras online crescem

Código tenta se adaptar ao crescimento do comércio eletrônico

O Código de Defesa do Consumidor (Lei 8.078/1990), que completa 30 anos hoje (11), é considerado uma legislação abrangente para as relações de consumo, mas, passadas três décadas, houve mudanças substanciais na forma de comprar por meio do comércio eletrônico. Segundo especialistas, uma atualização seria bem-vinda, embora o código tenha seu texto adaptado ou usado, de forma indireta, outras legislações para proteger os direitos dos consumidores.

Contrato do serviço de tomografia do Hospital Municipal de Belford Roxo é para 1.200 exames por mês, explica a gestão da unidade

O serviço de tomografia do HMBR tem feito a diferença no enfrentamento da covid-19 O serviço de tomografia do Hospital Municipal de Belford Roxo não é próprio. O equipamento é alugado e quem paga pelos exames e os laudos é a instituição gestora, daí, se explica, a necessidade de um maior controle para que os pacientes internados no HMBR tenham prioridade nos procedimentos.

De acordo com a direção da instituição gestora, a partir de agora, as unidades particulares conveniadas que têm recursos próprios garantidos através de repasses mensais da Prefeitura, precisarão arcar com os custos de seus próprios exames. "Vamos ter de operar com o limite máximo de 30 tomografias com laudo por dia, para ficarmos com saldo reavaliação de pacientes internados, não ultrapassando o contrato de 1.200 exames mês. Isso é suficiente para garantirmos um bom atendimento", informa a instituição gestora, explicando que o HMBR chegou a fazer 120 exames por dia no auge virose, estourando o limite nos meses de abril, maio e junho em função da covid-19.

Câmara de Porto Real aluga carros de luxo em empresa localizada a quase dois mil quilômetros do município

Localizado no Sul Fluminense, o município de Porto Real tem ao seu redor várias empresas do ramo de locação de automóveis, mas é de Juazeiro, no Vale do São Francisco, na Bahia, a empresa declarada vencedora de um processo licitatório para fornecer a Câmara  de Vereadores "dois veículos tipo sedan, versão luxo da linha, câmbio automático, porte médio e freios ABS", conforme especifica o contrato que, entretanto, não revela os modelos alugados.

Pelo que está Contrato 003/2020, assinado no dia 22 de julho pelo vereador Fernando Guimarães Santos, o Fernando do Rancho, presidente a Casa, a empresa F1929 Locadora de Veículos, sediada na Rua José Pititinga, 05-A, bairro Santo Antônio, Juazeiro, vai receber  R$ 71.760,00 por um ano de locação.

Gestores da Seap devem explicar supostas irregularidades em licitação de R$ 350 milhões, determina o Tribunal de Contas

O subsecretário-adjunto de Infraestrutura da Seap, Rafael Rodrigues de Andrade vai ter que prestar esclarecimentos ao Tribunal de Contas do Estado sobre possíveis irregularidades num edital de licitação lançado para contratar o fornecimento de alimentação às unidades prisionais do Rio de Janeiro.

O edital com valor global estimado em de R$ 350.112.303,11, foi analisado pela terceira vez esta semana pelo TCE, que expediu notificação para que as possíveis irregularidades sejam esclarecidas. Os questionamentos ao edital foram feitos ao TCE através de representação interposta pela empresa MMW Irmãos Alimentos, interessada no contrato.

Prefeitura de Cardoso Moreira pagou R$ 5,5 milhões a empresa sem frota contratada para fazer o transporte de alunos

Uma auditoria do Tribunal de Contas do Estado constatou que a empresa Transmul – contratada em 2017 com recursos do Fundo Municipal de Saúde de Cardoso Moreira para fazer o transporte dos alunos das escolas municipais e de estudantes universitários – a sublocou 100% do serviço, mesmo existindo no edital da licitação vencida por ela uma cláusula que veda a subcontratação. Isso foi revelado em março deste ano, mas a constatação do TCE não impediu que a empresa continuasse recebendo pelo serviço. Ao todo a gestão do prefeito Gilson Nunes fez pagamentos no total de exatos R$ 5.537.697,66 à empresa, mas não dá para saber quantos estudantes foram transportados no período, muito menos a quantidade de veículos disponibilizados, uma vez que o contrato 028/2017 não é encontrado na íntegra no site oficial da Prefeitura.

Além da sublocação indevida do objeto contratado, a auditoria do Tribunal de Contas encontrou outras irregularidades, apontando, inclusive, que contratação da Transmul começou errada já no processo licitatório, no qual, segundo o TCE, houve restrição de competitividade, com a não disponibilização do edital.

Saúde do Rio comprou R$ 77,3 milhões em testes de covid-19 sem pesquisar preço, aponta análise do Tribunal de Contas

A empresa Fast Rio Comércio de Distribuição foi contratada para fornecer 600 mil testes rápidos para diagnóstico da covid-19 por dispensa de licitação, sem e no valor de R$ 77.340.000, foi realizada sem estimativa de quantitativo e sem pesquisa de preço, consultando apenas uma fonte, no caso a própria empresa fornecedora. É o que apontou o Tribunal de Contas do estado ao analisar, pela terceira vez, um contrato de de R$ 77,3 milhões firmado com a firma pela Secretaria Estadual de Saúde.

O TCE questionou a SES sobre a economicidade do contrato e a secretaria, se decidir pela continuidade do contrato, terá de “avaliar e se pronunciar sobre a pertinência da continuidade do ajuste, inclusive no que tange ao quantitativo contratado, e também providenciar junto à contratada a prestação imediata da garantia contratual”.

Organizações sociais da saúde serão extintas no estado a partir de 2024

Lei nesse sentido foi aprovada pela Alerj

As Organizações Sociais da Saúde (OSs) serão extintas no Estado do Rio a partir de 31 de julho de 2024, com a revogação da Lei 6.043/2011 - que regulamentou a contratação dessas organizações pela administração pública estadual. A determinação é da Lei 8.986/2020, que foi sancionada pelo governador Wilson Witzel e publicada no Diário Oficial do Poder Executivo, desta quarta-feira (26/08).

TCE anula licitação de R$ 24 milhões em Três Rios

Corte encontrou irregularidades em edital de concessão de estacionamento na cidade

Ainda não será dessa vez que as ruas de Três Rios, município do interior do estado do Rio de Janeiro, vão ser usadas como estacionamento pela iniciativa privada. O Tribunal de Contas do Estado determinou à Prefeitura a anulação do edital de concessão do serviço, com valor estimado em R$ 24,5 milhões. A empresa que vencesse a concorrência poderia operar nas vias públicas durante dez anos, com o contrato podendo ser renovado por igual período.

Opção estranha: Prefeitura de Rio das Ostras cancela contrato licitado em novembro e opta por pagar mais caro pelo transbordo do lixo

Marcelino - que fez sete contratos emergenciais para serviços voltados para a limpeza urbana - já tinha ameaçado tirar a empresa vencedora da licitação do transbordo em fevereiro Desde o dia 30 de julho que a empresa Inova Ambiental não é mais a encarregada do transbordo do lixo retirado das ruas de Rio das Ostras por outra empresa, a Albanq Serviços de Locação de Equipamentos. É que depois de cinco meses ameaçando, o prefeito Marcelino Borba, o Marcelino da Farmácia (foto), cumpriu a promessa e cancelou o contrato da Inova, que vinha sendo apontada desde janeiro deste ano como responsável pelo excedente de lixo no aterro sanitário da cidade, embora só tenha assumido o serviço em novembro do ano passado, depois de ganhar uma licitação, substituindo no transbordo a Albanq, que, além da coleta, tinha um contrato emergencial para isso. Com a saída da Inova a Prefeitura chamou a firma que ficou em segundo lugar no pregão e vai pagar R$ 661.797.75 a mais pelo serviço.

De acordo com o termo de rescisão unilateral do contrato 194/2019, no valor global de R$ 5.373.996,85, a Inova Ambiental teria abandonado os serviços no dia 30 de julho, o que os responsáveis pela firma negam. O termo diz ainda que "o motivo da rescisão contratual deve-se ao fato da contratada descumprir com as suas obrigações contratuais, bem como irregularidades na execução dos serviços e prejuízos causados ao município", o que também é negado pela direção da empresa, que desde fevereiro vinha se queixando de dificuldades para receber pelo serviço prestado.